O baterista Gil Sharone é capa da edição de Dezembro da revista DRUM! e concedeu uma longa entrevista falando sobre seu trabalho no Manson, que além de ser o baterista ao vivo, também participou das gravações do The Pale Emperor e Heaven Upside Down!

Na mesma edição também há uma pequena entrevista com Tyler Bates e Daniel Fox, técnico de bateria do Sharone e que durante um período entre 2016 e 2017 fez parte da banda como tecladista ao vivo. Confira a íntegra da tradução abaixo!

 

O mundo ofegava na metade dos anos 2000 enquanto Gil Sharone passava por uma montanha russa de complexidade impossível durante seu tempo com o The Dillinger Escape Plan, mas agora ele emprega uma estratégia rítmica mais deliberada com o Marilyn Manson. Mas agora com o Manson afastado por um acidente bizarro no palco, o que temos para o baterista?

Gravar discos e sair em turnê com o infame Marilyn Manson e sua banda pode ser fácil - isso se você estiver bem equipado e preparado para arrebentar como o Gil Sharone. O ex-baterista do The Dillinger Escape Plan está animado hoje, tendo acabado de finalizar a produção do novo disco do Manson, Heaven Upside down, e recentemente voltado de uma turnê de três semanas e meia pela Europa - onde Manson tocou pela primeira vez várias músicas novas na turnê de aquecimento para o disco novo.

 

NA ESTRADA NOVAMENTE

Tudo vai começar no inverno”, diz Sharone com um sorriso feliz. “Essa turnê de aquecimento foi ótima. Tocamos três músicas novas pela primeira vez, e ver a resposta que elas tiveram junto dos clássicos de mais de vinte anos foi bem legal e promissor.

O excelente novo disco é o melhor do Manson (e isso será questionável para alguns fãs). É um disco de hard rock substancialmente diferente de várias maneiras, não apenas no conteúdo e estilo das músicas, mas também pela maneira que o guitarrista e produtor da banda, Tyler Bates, mixou e produziu, com as baterias servindo como apenas um componente em uma maior orquestração de som.

Claro, nas performances ao vivo as bateristas do Sharone serão consideravelmente mais presentes: altas. Mas o som orquestrado do álbum foi o produto de um encontro de mentes das três peças principais da banda - Manson, Bates e Sharone - sobre a nova direção do grupo e nova roupagem no som, e a parte que Sharone ia tocar nas sessões de gravação em dois estúdios de Los Angeles.

Sharone liga os pontos: “Começando com o último disco que o Manson lançou, The Pale Emperor (2015), foi aí que o Tyler entrou. O Tyler é um compositor de bastante sucesso em Hollywood, mas também um grande guitarrista, e um cara que também veio de um passado de bandas - ele entende, está em ambos os mundos.”

Antes das gravações do The Pale Emperor, e antes de Bates ter chamado Sharone, Manson e Bates gravaram bastante juntos. Após as músicas estarem escritas, Bates programou todas a parte instrumental e chamou Sharone, seu colaborador de longa data, para gravar a bateria sob os sons programados.

Manson também esteve na primeira sessão e de primeira gostou do que ouviu. “Foi a primeira vez que o vi,” diz Sharone, “e ele só disse, ‘quero que seja o meu baterista.’ Nossa, tipo, eu só fui lá para gravar uma sessão para o The Pale Emperor e ele me ofertou o emprego na mesma hora para ser o baterista. E desde então estou com ele.”

Passemos para o Heaven Upside Down. Quando Manson e Bates conversaram sobre fazer o próximo disco, Manson disse que queria manter o espírito do The Pale Emperor ao vivo produzindo-o da mesma forma, com Manson e Bates escrevendo os riffs, tons e batidas juntos, e então colocando o Sharone para tocar a maioria das faixas programadas.

Eu não estava lá na parte mais íntima das composições,” diz Sharone, “mas como trabalho com o Tyler em vários outros projetos, eu praticamente estive lá em espírito. Sempre estive por perto, e o Tyler me falava sobre as músicas e me mostrava as demos. Foi um processo bem legal para mim de acompanhar tudo desde o início e ver o desenvolvimento das músicas.

Para as sessões de gravação e shows do The Pale Emperor e do Heaven Upside Down, Manson, famoso por ser bastante exigente, deu ao Sharone algumas direções sobre o que o seu baterista deveria ou não fazer. E ele só diria uma vez.

Para o Manson, diz Sharone, “é fazer o arroz e feijão, manter sexy, manter dançante. Ele não quer por um segundo ter que olhar para o baterista e dizer, ‘o que foi isso? Que levada de jazz foi essa? O que você está fazendo? Mantenha o groove, continue sexy.’

 

REFAZER/REMODELAR

O The Pale Emperor foi meio que o disco de renascimento para o Manson, uma renovação que teve uma vibe surpreendentemente puxada para o blues e várias músicas mais lentas e sombrias. O Heaven Upside Down continua o que parou no The Pale Emperor, embora Sharone sinta que esse novo disco tenha sua própria personalidade e vibe, em grande parte pelo som da bateria.

Tem músicas bem perigosas e selvagens,” ele diz, “e o Manson está por toda a parte liricamente, bem direto ao ponto. E eu sabia que a bateria não poderia atrapalhar isso.

Estar em um papel de apoio é algo que Sharone abraça como o centro de seu conceito de como os melhores bateristas se comportam. E o uso extensivo de batidas programadas  e melodias por parte do Bates nas gravações e performances das músicas do Manson casa bem, diz Sharone, com sua própria atitude sobre os melhores papeis que um baterista pode ter em formar um exemplar de música bem orquestrado, independentemente do gênero.

A programação é outra parte muito importante que toco não apenas ao vivo, mas no estúdio,” ele diz. Ele também nota que os ouvintes terão dificuldades em apontar a diferença entre a bateria sequenciada e a tocada de verdade nas músicas do disco.

Na recente turnê europeia, as músicas novas, incluindo SAY10, Revelation #12 e WE KNOW WHERE YOU FUCKING LIVE imediatamente criaram vida própria, e Sharone teve a oportunidade de escolher quais partes da programação feita em estúdio ele irá incorporar nos futuros shows. Uma vez que isso esteja definitivamente escolhido, não tem volta. Por quê? Manson não gosta de surpresas que possam atrapalhar, então a banda acata o que ele diz.

"Quando muito, meu papel nos shows do Manson é servir à programação,” diz Sharone, embora ele não deixe esse processo tirar sua criatividade. Ao invés disso, ele teve bastante espaço enquanto tocava as partes de bateria com as sequências programadas no estúdio com o Bates e Manson.

Em relação à seção do meio de SAY10, por exemplo,” diz Tyler, “O que você ouve a bateria fazer com a programação? Bem, o riff dessa música e a forma que a batida de hip-hop é programada é bem sinistra, e com aquele som meio 808, quando a bateria entra, eu coloco muito cuidadosamente os padrões do bumbo junto das batidas programadas.

Seja com o Bates ou outro produtor, Sharone fica orgulhoso de seus instintos não por apenas ele sentir o que é certo para a música, mas também o que o ouvinte quer ouvir. “Não vou jogar uma levada de jazz, mesmo que como um baterista eu quisesse ouvir aquilo,” ele diz. “Ou levá-la a um lugar diferente que sei que talvez não seja apropriado para o tipo de música que estou tocando. Com o Manson, eu sei tão bem que tipo de coisa ele quer ouvir, que tipo de virada ele gosta, e basicamente ele gosta do arroz e feijão, uma coisa simples e poderosa.

Desta forma, há uma palavra de sabedoria do Manson para seus bateristas: “não confunda as strippers.

 

UMA VOZ EM SUA CABEÇA

No estúdio durante as gravações do Heaven Upside Down, Manson adorou as ideias que Sharone estava contribuindo, e foi em mãos na maior parte da gravação. Sua presença era importante para Sharone, como se fosse um elo de confiança entre os dois e, mais importante, uma familiaridade amigável e entendimento mais profundo para Sharone sobre o que o Manson gosta.

Eu olhava para ele da janela da sala de controle e ele ia sentindo o apoio e poder que estava colocando na programação,” diz Sharone. “Ele é bem particular, então se ele ouvir algo que não gosta, você vai saber. Ou ele vai ter uma grande ideia, tipo quando estávamos gravando JE$U$ CRI$I$, eu toquei o refrão com o prato de condução, e estava tocando mais com a cúpula do prato. E ele disse, “algo não está me tocando do jeito certo, mas continue tocando.” E então ele falou, “toque com o chimbal” e então, “fecha ele um pouco mais, abre um pouco mais.” Comecei a tocar do mesmo jeito no chimbal e então sim. Ele queria ouvir a diferença, ter opções, e ele sabe na mesma hora o que fica bom e o que não fica.

Familiarizar-se com com a poesia lírica oculta do Manson provou ser crucial para Sharone, que acredita ser fundamental para os bateristas prestarem atenção às letras como procedimento padrão, para sentir de verdade o sentimento da história do vocalista e responder isso de forma empática.

Especialmente alguém como o Manson, é difícil para mim não prestar atenção ao que está acontecendo liricamente,” ele diz. “Não só pelo fato da voz dele estar literalmente dentro do meu cérebro - eu uso retorno e a voz dele fica ali quando estou tocando - sinto emocionalmente o que ele está dizendo. Quando tocamos uma música tipo Coma White, Tourniquet, Great Big White World ou The Dope Show, o humor dele afeta o meu de uma forma que me ajuda a interpretar essas músicas baseado no que ele está me dando.

O respeito de Sharone pelo icônico Manson e a confiança do Manson na experiência e técnica de Sharone também tem impacto em sua performance - e o polimento do legado do rockstar. “Marilyn Manson é o cara, direto, e provavelmente o último que sobrou - ele é tipo uma raça em extinção,” diz Sharone. “Quando ele entra em algum lugar, sua presença é muito forte. Quando ele entra no palco, em qualquer humor que ele esteja, é muito intenso. Sabe, a maioria dos bateristas cagariam nas calças com a pressão, mas estar naquele assento, com toda a intensidade que é o show - eu que começo e termino todas as faixas, eu o observo, preciso saber se quer algo tipo James Brown, e se você perder, ou se ficar muito ocupado pegando água e pensa que ele vai falar alguma coisa, mas daí muda de ideia e quer que você comece a música agora - é tipo uma zona de batalha. Mas o The Dillinger Escape Plan me preparou para isso, porque o show deles era insano, e a música era mais doida ainda.

As versões gravadas das músicas do Heaven Upside Down capturam a essência do que é o disco: uma visão complexa e de humor negro do nosso mundo torturado e as almas sensíveis que labutam sob seus pés todos os dias. As visões do Manson sobre tudo isso estão chocantemente obtusas, assim como a música que acompanha. No geral, o disco é uma coleção musicalmente diversa de persuasões sônicas que fazem o papel contínuo na nova direção que começou no The Pale Emperor.

Claro, quando tocamos as músicas novas ao vivo, a “bateria de rock” vai dar aquele tom extra de peso e agressividade,” diz Sharone. “Mas para mostrar o conceito das sessões em estúdio, o background do Tyler como compositor de trilhas sonoras significa que ele pintou um retrato mais orquestrado da música, onde você tem o vocal à frente e todos esses sozinhos - incluindo bateria, batidas programadas, guitarras - ao redor e como um apoio.

Traduzindo as mixagens bem particulares do álbum em uma performance ao vivo poderosa foi uma coisa delicada.

“No palco, a bateria tem de ficar em um certo lugar, porque senão tudo que está na mix pode mudar completamente. E daí tem que começar novamente o quebra-cabeça de como organizar essa paleta de som.

 

FIEL AO ROTEIRO

Sharone é um gravador que é tão proficiente em tocar coisas complicadas quanto em batidas simples e diretas - direta com swing.

Com o Manson, mesmo que eu não esteja tocando uma música complexa, quero que fique bom, e faça o público pirar e fazer com que eles tenham esse elemento dançante mais do que em qualquer outro show do Manson. E é só aquela batida quatro-por-quatro, cheia de atitude e groove.

Mesmo com as coisinhas que podem sair voando aqui e ali durante o show, ele sabe que não vai atrapalhar o Manson.

Manson parece não gostar de surpresas, mesmo que todos estejam preparados para as surpresas dele.

Porque ele ouve tudo, e ele não quer ficar distraído por isso,” diz Sharone. “E é aí que vem a confiança:  ele sabe que não importa o quê, ele vai ter aquilo comigo. Ele vai virar - ele estava com o público e por algum motivo nem sabe onde estamos na música porque alguém do público pegou seu microfone e estão puxando ele ou sei lá - ele vai voltar para o palco e eu estou guiando ele. Boom! É aqui onde estamos.

Tudo tem a ver com ficar de boa no calor do momento, ele diz, tipo quando o Manson ocasionalmente cai sob a bateria. “Você só não para. Essa é outra coisa que aprendi com o Dillinger, onde os shows também eram insanos e cheios de energia, com os caras pulando, se batendo, sangrando e com ossos quebrados. Eles falavam para eu nunca parar de tocar. Esse tipo de treinamento me deu um foco mental que me preparou para o Marilyn Manson, e a confiança cresceu, onde ele sabe que tem a mim como cobertura. E eu sei que ele não vai vir até mim e tentar me atacar durante o show!

 

IRMÃOS BABYLON

O nascido em Los Angeles Sharone e seu irmão gêmeo Rani (que é o seu parceiro na banda Stolen Babies, um projeto paralelo) cresceram na música e rapidamente entraram em aulas de trombone e trumpete na escola, e mais tarde guitarra e bateria. Em relação a gêneros musicais, eles gostavam de tudo.

Eu era uma esponja, absorvia tudo, e ninguém nunca apontou uma arma para mim me forçando a gostar de certos tipos de música,” diz Sharone. “Se me movia, não ligava se era o pop que tocava na rádio, coisas antigas, soul, funk, tudo que me movia. Mesmo antes de virar baterista, a música tinha um grande impacto em mim internamente.

Então quando Sharone começou a tocar bateria, não foi difícil para ele desenvolver um sentimento por uma vasgta gama de estilos musicais. “Quando eu comecei a tocar reggae, eu não fui do básico ao sofisticado - eu conseguia tocar o que eu ouvia porque eu sentia. Tipo, eu sentia antes de tocar em uma baqueta. Como esse sentimento funciona com a orquestração dinâmica do kit em uma configuração jazz ou bepop é bem diferente de uma configuração de rock. Com o Manson, eu tenho que acelerar o volume em nove de 10 na escala, enquanto em casamentos e shows de jazz e coisas assim que tocava na escola não eram nada assim. Mas o sentimento estava lá.

Sharone estudou vários bateristas, incluindo Vinnie Colaiuta, Elvin Jones, Max Roach, Dennis Chambers, John Bonham e Bill Ward. Ele também sempre teve uma paixão pelos ritmos leves do reggae e ska, e compartilha isso no Wicked Beats, seu DVD e livro instrucional, assim como sua coluna com aulas de reggae nesta revista que vos fala. Ouça com atenção e você consegue ouvir traços de suas influências na nova música do Marilyn Manson - mesmo uma sugestão distante de swing do reggae.

É verdade,” ele diz. “Muitas das viradas e sentimento estão vindo dali. Na SAY10 por exemplo, no groove daquela música, a batida programada está ali, mas estou tocando ela direto. Mas é reggae para mim, é jazz, é como eu toco - tem um groove. E se você ouvir as músicas do Manson, pelo menos 75% delas são shuffles; seja The Dope Show ou The Beautiful People, todas elas têm uma vibe, então não ter esse swing seria um desserviço.

As pessoas me perguntam, ‘como você muda de reggae para o Dillinger para o Manson e trabalhos em sessão?’ Não importa que estilo de música você toque, todo baterista deveria ter as mesmas ferramentas na caixa para qualquer show: seu sentimento, sua dinâmica, sua atenção, ouvir os outros músicos, sua técnica - nada disso deveria sair da janela baseado no estilo de música que está tocando.

“Eu sempre me mantenho fiel a mim mesmo e que tipo de habilidades eu quero ter ao longo dos anos, e as ferramentas que preciso para me expressar e como posso tocar com alguém e ter um líder de banda falando, “esse é o melhor jeito que essas músicas já foram tocadas.” Esse é o maior elogio para mim - e o motivo do meu telefone sempre estar tocando.

 

ENTREVISTA COM TYLER BATES

A experiência como compositor de trilhas sonoras do guitarrista e produtor do Marilyn Manson, Tyler Bates, tem dado a ele uma clara compreensão do papel crítico que a música tem em criar uma história. Gil Sharone, ele diz, é um baterista que também entende esse conceito.

Gil tem a habilidade de praticar e entender o ponto da música e qual o ponto da bateria: não é sobre você no tanto que é sobre a história, e o Gil naturalmente entende a sintaxe do que essa música é. Ele se fecha na vibe na mesma hora e eu o encorajo a tocar.

Entender o sentimento do significado de uma música é crucial, diz Bates, que fala sobre isso como se fosse uma forma de arte perdida. Ele culpa a tecnologia de gravação moderna. “Nos anos 80 e 90, a gente entrava nisso com a produção de estúdio onde as bandas não estavam mais gravando bandas. Guitarristas e vocalistas estavam dobrando e muitas vezes as seções rítmicas consistiam em cortar faixas sem realmente saber qual a história toda da música, especialmente a letra e melodia.

Bates explica isso por causa da natureza do processo no qual ele e Manson gravam as músicas e cortam a bateria ao fim da produção. “Gil pega a música e fica animado com isso e entende o que o Manson está dizendo, junto com a atitude das cores da guitarra e a mistura de sintetizadores.

Tudo isso ajuda Sharone no estilo que ele quer alcançar com a música. “Sua escolha de viradas em uma faixa do Marilyn Manson vai ser muito diferente do que ele fez no passado, seja no Dillinger, Team Sleep ou Stolen Babies, ou seja, ajuda muito ele não apenas com a história, mas com a cultura sobre o que a música fala.

Sharone - que também trabalhou com Bates em vários projetos de cinema e TV e até um trabalho recente de uma trilha sonora para a Disney - é, segundo Bates, um músico muito esperto e intuitivo que não é “só” um baterista. “É sempre divertido trabalhar com o Gil porque ele é capaz de lidar com qualquer coisa. E por ter feito várias coisas, isso faz dele mais efetivo quando o assunto é tocar música que exige um pouco mais de restrição, porque ele não sente que é necessário falar acima da música complicando sua própria performance. Isso é sinal de um grande músico.

 

ENTREVISTA COM DANIEL FOX

A equipe que trabalha com o Manson na turnê consiste em 12 pessoas e isso inclui o técnico de bateria de Gil Sharone, Daniel Fox. Nascido em Cleveland, Fox aprendeu muito sobre tocar bateria e o equipamento enquanto tocava com o Mushroomhead, que abriu para o Marilyn Manson e Slayer no Mayhem Fest em 2009. Fox fez amizade com a equipe do Manson e entrou na banda como técnico de bateria.

Ele descreve como é um dia típico com o Sharone: “eu geralmente acordo entre 8am e 9am, me encontro com a equipe, vou até o local do show e começo a montar a tudo. O Gil tem um rack para os bumbos que é bem fácil de manusear. Junto tudo, faço a afinação e deixo limpo e preparado para as destruições do Manson de toda noite.

Não é sempre um show fácil depois que o Manson sobe no suporte da bateria.

Às vezes ele puxa o rack inteiro, então alguns dos grampos que seguram as barras quebram,” Fox conta com uma risada meio exasperada. “Ou ele vai colocar um pedestal entre os pedais. Uma vez ele arremessou uma parte do rack no público e uma pessoa da equipe teve que buscar.

Antes dos ataques do Manson no palco, Fox afina o kit o mais próximo do ideal para Sharone. “Ele gosta de uma afinação mais solta, que, com as peles claras da Emperor, fica com uma sonoridade estrondosa, especialmente com os tons,” diz Fox. “Mas ele é bem tranquilo com a afinação. Eu chego o mais próximo possível e ele faz a mágica. É incrível como a bateria se mantém afinada com coisas sendo arremessadas nela, com cacos de vidro e giletes por todos os lugares.”

Conectados por microfones talkback, Fox e Sharone estão em constante contato durante o show. “Eu fico atrás dele,” Fox diz. “Temos alguns sinais: Um ‘um’ será “aumente meus vocais”, um ‘dois’, será “aumente o som da bateria”. Se ele precisar do bumbo mais alto ou faixas mais altas, eu estarei logo atrás dele.

E talvez no fim do show o Manson diga, “quero tocar essa música”, então tenho que avisar o Gil e mudar todo o resto das faixas.

Você tem que estar ligado em um show do Marilyn Manson. Você talvez tenha uma noite onde ele não toque em nada, e então no show seguinte ele bagunça tudo - “vou arremessar isso!” Tudo na diversão.”










25.11 @ Velodrom - UFO
27.11 @ Accor Hotels Arena
28.11 @ Klokgebouw
29.11 @ Mitsubishi Electric Halle
01.12 @ Zenith
02.12 @ Forest National
04.12 @ O2 Apollo
05.12 @ O2 Academy
06.12 @ Civic Theatre
08.12 @ Newport Centre
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KILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los Angeles


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