Confira na íntegra a entrevista que Manson deu recentemente para o jornal britânico The Sun.

O Shock Rocker Marilyn Manson conversa sobre como a morte impactou seu último álbum Heaven Upside Down e criar arte controversa - após segurar uma arma de mentira no público americano

O lendário músico abre o jogo sobre seu vídeo com armas para o singe WE KNOW WHERE YOU FUCKING LIVE e defende seu amigo Johnny Depp das críticas da imprensa.

Estou só me admirando no espelho - Serei só um segundo…

Manson se enfeita, reclinando em uma cama perfeita para uma orgia em um quarto no andar de cima de sua casa em Hollywood Hills.

Eu estava esperando algo mais gótico, como uma “Marilyn Mansão”, quando fui convidado a ir até sua casa.

Mas por que qualquer coisa seria previsível no mundo do homem que estampou as manchetes dessa semana por apontar uma arma de mentira ao seu público em San Bernardino no dia do massacre na igreja do Texas?

Ele é uma das pessoas mais desconcertantes com quem já estive em um quarto e não perdi a chance quando ele disse: “Tenho um vídeo novo se você quiser assistir.

Foi filmado nesse quarto - é de cair a calcinha, hein?” Ele sorriu referindo-se ao sedutor lugar antes de tomar um gole generoso de vodca.

Ele não consegue se mexer muito, amparado por um suporte na perna, um legado por ter quebrado a perna há um mês no palco em Nova Iorque.

Sua carreira está andando de novo, cortesia de um inesperado novo e agressivo álbum, Heaven Upside Down. Estreiou no sétimo lugar nas paradas, e é seu o disco mais bem sucedido em uma década.

Ele dá play no vídeo brilhante e pervertido de KILL4ME. Tem o Johnny Depp, duas garotas nuas e ele em um estado de nudez.

Reconheci as escadas que acabei de subir e a cabeceira dourada, e reflito que aqui costumava ser a casa do Johnny Depp (ele é dono da rua toda) e deu de presente para o Manson para que eles morassem perto um do outro.

Assim que o vídeo acaba, Manson diz, “No final, quando você vê a cueca pegando fogo, ela é minha - e o isqueiro é do Johnny - ele queimou minha cueca!

Fiquei com vergonha de ficar sem roupa na frente das moças, e o Johnny também.

Somos amigos há muito tempo, mas não ficamos um olhando para as partes baixas do outro.

A amizade dos dois já vem de vinte anos. Ele diz: “Éramos dois caipiras que fomos para a Flórida.

Manson também foi rápido em defender seu amigo diante dos comentários da mídia sobre a première do filme The Orient Express: “A imprensa disse que ele parecia pior por estar bêbado. Ele estava bonito pra caralho e quero que isso fique registrado.

Manson, de 48 anos e sem filhos, é padrinho de Lily Rose, que tem 18, filha do Depp e Vanessa Paradis.

Ela é incrível,” ele elogia. “Ver o Johnny criar seus dois filhos que são tão inteligentes e bem sucedidos em serem felizes em um mundo onde seu pai está sempre evidência e trabalhando é bastante admirável.

Isso me dá esperança porque sempre fico preocupado em não estar por perto o bastante dos meus filhos, sem contar o fato de ser irresponsável ou deixar absinto por aí. Ainda não tenho certeza se é justo colocar uma criança no meu mundo.

Não gostaria que a bagagem que vem com o que é ser Marilyn Manson os afetassem.

Manson, cujo nome verdadeiro é Brian, era próximo a seu pai Hugh Warner, que faleceu em Julho, e isso teve um efeito profundo em seu último disco.

Ele diz: “Heaven Upside Down acabou sendo o título - originalmente eu estava, igual criança, todo entusiasmado e disse que ia chamar SAY10 e seria lançado no Valentine’s Day. Mas naquela época eu não sabia que meu pai ia ficar tão doente.

Naquela época não tínhamos a Revelation #12 (a faixa de abertura) e Threats of Romance.

Mas essas músicas agora existem porque foram escritas de formas diferentes. Elas estavam em prosa em sua maioria, não eram músicas.

Era sobre ter espaço o suficiente, alguns meses para lidar com o que estava acontecendo na minha vida e realmente absorver o disco.

Desde que meu pai morreu eu sou o último da linhagem. Talvez eu congele meu esperma em um picolé e vou colocar no meu freezer entre o colibri morto que encontrei no meu quintal e os pirulitos.”

O novo talismã musical de Manson, o compositor de trilhas sonoras Tyler Bates, se juntou ao Manson para fazer o The Pale Emperor, e fornece o ingrediente secreto mais uma vez no Heaven Upside Down.

Ele lembra: “Conheci o Tyler no set de Californication e o convidei para o meu estúdio. O primeiro fruto gerado entre nós foi Third Day of a Seven Day Binge e quase que simultaneamente viramos irmãos.

Ele pode olhar um trecho de um diálogo - neste caso as letras - e trazer uma emoção à isso. E na música Heaven Upside down ele faz isso com maestria.

Morte é um tema persistente no quarto escuro e os pensamentos do Manson voltam-se aos suicídios de Chris Cornell e Chester Bennington.

Ele diz: “Eu cresci ouvindo Soundgarden, mas sempre achei o Linkin Park uma mistura de The Backstreet Boys com o Korn - não era para mim. Mas depois fiz alguns shows com eles, conheci todos. Acho que os levei pela primeira vez em um bar de strip - mas não tenho certeza.

Sempre fui contra a ideia do suicídio. Não desprezando, mas acho que isso afeta muita gente. Não estou dizendo isso sobre o Cornell ou o Bennington, só para deixar claro.

Nunca tentei me matar porque eu seria ótimo nisso.

Até coloquei no meu testamento que quando eu morrer, que provavelmente não vai acontecer nunca, eu quero que meu velório esteja repleto de dinamites e que exploda, assim todo mundo morre junto.

Em 1999, a carreira do Manson foi destruída ao ser falsamente acusado por influenciar o tiroteio no colégio Columbine com suas letras subversivas.

Os EUA o fez dele o garoto propaganda do medo e sua vida correu perigo.

Na véspera do show ele lembra: “O Hunter S. Thompson ligou e disse, “não entre naquela merda de palco” Havia uns 40 policiais e atiradores de elite porque muita gente dizia que iria me matar.

Sobre ao vídeo controverso com freiras e armas e incendiário single da WE KNOW WHERE YOU FUCKING LIVE, ele explica: “Posso ver quantas pessoas ficam ofendidas com a minha arte. Mas minha intenção, desde o começo, é fazer as pessoas pensarem. E você precisa lembrar que liberdade de expressão não vem com um plano odontológico.

Sua postura atraiu críticas da mídia, assim como o que aconteceu em San Bernardino, onde ele usou um rifle falso.

Ele diz: “Meus shows nunca acontecem para serem inoportunos. Não tenho culpa que o mundo funcione desse jeito.

Mas posso dizer que não era para ofender ninguém que tenha sido ferido ou afetado daquela maneira. Não sabia do massacre no Texas até deixar o palco.

Mas ele teria reconsiderado a arma se soubesse antes?

Ele diz: “Não posso dizer com certeza. Fui para casa naquela noite e tentei assistir The Walkng Dead e o episódio inteiro foi sobre armas e fiquei ali sentado pensando que estava sendo culpado por algo que não fiz.

Aceito minha responsabilidade pela minha performance - teve um ponto teatral e era para dignificar algo.

Às vezes eu sei onde desenhar a linha, começar a linha, ultrapassar a linha, mas não acredito em planos B. Se o que você está fazendo não está funcionando, você tem de ter a habilidade de reagir e adaptar como em uma guerra, e isso é provavelmente algo que aprendi com meu pai que foi um veterano no Vietnã.”

Mas não foi só com a imprensa que Manson teve problemas recentemente. Ele foi pego pelos comentários de que Justin Bieber o deixou “relevante de novo” por usar e recriar algumas de suas camisetas clássicas.

Manson diz: “Não quero julgar ele já que o vi apenas uma vez. É estranho. Sonhei ontem à noite que ele tinha crescido igual ao Huck, mas era todo amarelo.

Você pode chamar isso de pesadelo, eu acho, ele estava sem camisa cantando rap Cristão. Foi esquisito. Ele tinha piercing no mamilo também - Não estou inventando tudo isso!

Mas o astro do hip-hop Lil Uzi Vert parece agradar muito mais o Manson. Ele diz: “Ele disse, ‘você é real’, e, por mais que ele tenha crescido em uma realidade muito diferente, ele me lembra quando eu era mais novo. Gosto da voz dele, da abordagem e que ele tem o rock n’ roll.

Esse não é o álbum de despedida do Manson. O próximo ano parece bastante ocupado na atuação também, com um filme do Stephen King na fila.










25.11 @ Velodrom - UFO
27.11 @ Accor Hotels Arena
28.11 @ Klokgebouw
29.11 @ Mitsubishi Electric Halle
01.12 @ Zenith
02.12 @ Forest National
04.12 @ O2 Apollo
05.12 @ O2 Academy
06.12 @ Civic Theatre
08.12 @ Newport Centre
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KILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los Angeles


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