O homem antes conhecido como Brian Warner finalmente encontrou os companheiros que se importam, escreve Jo Roberts.



VINTE anos? Sério que se passaram 20 anos desde que um jovem na Flórida decidiu que o nome Brian Warner não convinha com um Anticristo Superstar?

Tendo feito 40 anos em Janeiro, Brian Warner agora passou exatamente metade da sua vida como o roqueiro gótico-industrial, Marilyn Manson – começando como Marilyn Manson & the Spooky Kids em 1989 – depois de decidir que um apelido combinando os nomes de uma falecida vedete das telas e um líder assassino que, provavelmente, providenciaria uma rota, se não totalmente para a fama, pelo menos infâmia.

E se o sétimo e mais novo álbum do Manson, The High End of Low, é algo para desconsiderar, os preparativos para o grande quatro-zero no dia 5 de Janeiro foram, com certeza, uma das épocas menos comemorativas em sua vida.

É um affair sóbrio e intencional, com títulos de músicas incluindo I Have to Look Up just to See Hell e I Want to Kill You Like They Do in the Movies.

Em uma entrevista curta – mas muito detalhada – à frente de sua turnê Australiana, o artista antes conhecido como Brian Warner confirma o máximo.

“Houveram poucas vezes na minha vida onde eu senti que não estava indo mais além e [um deles] foi bem antes de fazer esse álbum,” Manson diz. “E eu canto sobre isso no álbum.”

Para os iniciantes, pela primeira vez em sua vida, Manson se encontrou vivendo sozinho depois de romper com sua namorada, a atriz Evan Rachel Wood, para quem, assumidamente, ele deixou sua mulher, a dançarina burlesca Dita Von Teese, em 2007. “Eu nunca tinha vivdo sozinho; eu morei com meus pais, fui em turnê, morei com meu melhor amigo e então estive em uma série de relacionamentos,” ele diz em uma voz macia e ponderada. “Então muitas pessoas se enganaram achando que eu não conseguiria viver sozinho. E isso não é totalmente verdade, mas eu nunca tinha estado realmente sozinho para entender aquilo. Foi quando eu escrevi as três últimas faixas do álbum e as cantei seguidamente entre os dias 2 e 5 de Janeiro e a faixa “15” foi no meu aniversário.”

A faixa 15 da composição de 75 minutos em 15 faixas – engenhosamente chamada 15 (Fifteen) é o último beijo amargo: “And if you can hear this, don’t assume that I’m talking to you/Yesterday, everything I thought I believe in died/But today is my birthday... Anyone with half a soul will hear this and they’ll never leave me.”

“Acho que realmente finalizou coisas para mim, finalizou a estória do álbum que eu estava tentando contar, uma estória sobre perda – sobre como quando alguém desiste do que realmente é para tentar ser amado, isso é quando você nunca será amado,” Manson diz. “Então com frequência no passado, eu tentei destruir o amor. Eu tentei me destruir, e eu percebi que quando você para e você a importância das coisas que você não perdeu e as coisas que você tem, é quando você tem que ter suas asas de volta.”

Uma das razões para o término de seu relacionamento com Wood que Manson alude, entretetanto, foi o reacender de seu antes profissional-platônico baixista e “melhor amigo” Twiggy Ramirez, aka Jeordie White, que deixou Manson em 2002 antes de voltar no começo do ano passado.

É, Manson diz, uma reunião “importante além das palavras.”

“Bem, acho que a perda ficou compreendida pela primeira vez, depois de se reunir primeiro como amigos, depois como parceiros de composição com o Twiggy,” Manson diz. “E então estar em um relacionamento que, talvez, estivesse no fim [Wood]. Os dois não poderiam gerenciar a existir ao mesmo tempo, porque acho que é difícil para alguém estar comigo, mesmo que elas achem que me aceitem pelo jeito que eu sou, sabendo que eu sou o primeiro e principal a se dedicar muito ao que eu faço... Eu dou tudo o que eu tenho para fazer arte, então eu sou meio que casado com isso em algum sentido.”

Ramirez, de fato, passou um grande pedaço de sua ausência tocando e gravando com o artista que ajudou Marilyn Manson no começo da carreira, Trent Reznor.

Reznor levou Marilyn Manson em uma turnê abrindo os shows do Nine Inch Nails, depois produziu o álbum de estreia da banda, Portrait of an American Family, em 1994 e então co-produziu o importante álbum de 1996, Antichrist Superstar.

Reznor e Manson aproveitaram e suportaram uma relação volátil durante anos, mas recentemente eles têm se estranhado, com o agora-sóbrio Reznor dizendo para a revista Mojo que Manson tem sido de “o cara mais esperto” a um “palhaço dopado” sendo regrado por drogas e álcool.

Da sua parte, Manson pelo menos fala da habilidade de estar apto a escolher seus momentos.

“É muito simples. Não beba e usa drogas quando você está de mau-humor,” ele diz. “Faça isso quando está de bom-humor. Parece básico, mas leva muito tempo para descobrir, haha.”

Então agora você só sacia a vontade quando está de bom-humor?

“Sim e infelizmente eu estou de bom-humor, então isso poderia guiar a distração,” ele diz.

Os dois primeiros álbuns do Marilyn Manson anunciavam a chegada do Manson como um protagonista provocativo social que, ambos apesar de e o porquê de sua estética deliberadamente confrontadora e tendência nas letras, ofereceram alguns argumentos astutos contra vários “diretas” da América. Elas foram visões reiteradas em sua entrevista em 2002, no filme “Tiros em Columbine” do Michael Moore, depois que ele foi um dos vários artistas acusados, pela música, de incitar o massacre no colégio Columbine em 1999, no qual uma professora e 12 alunos foram mortos por dois companheiros de escola.

Em meio ao filme profundamente cheio de emoção, com vários depoimentos pró-NRA e religiosos, Manson surpreendeu vários críticos com sua resposta calculada e pensada ao questionamento de Moore. Sem dúvida, na mente de muitos Australianos, Manson foi – citando Reznor – o cara mais esperto da sala.

“Bem, esse é o meu fardo agora,” ele diz secamente. “Para ser o embaixador da indulgência fora desse país, parece bem irônico, mas eu não sei, talvez há alguma esperança para um novo tipo de América, um renascimento e algum tipo de inteligência com o novo presidente que eu votei. Sinto que a arte tem uma responsabilidade muito forte no meio que o mundo trabalha. Quero dizer, se é forte o suficiente para ser culpada de coisas, então é certamente forte o bastante para ser creditadas por coisas boas que pode fazer."

Nos anos recentes, Manson tem ramificado em outros esforços artísticos, incluindo pintura, atuação (pequenas aparições e partes em televisão e filmes) e, mais recentemente, roteirista de filme.

Ele tem escrito um roteiro intitulado Phantasmagoria: The Visions of Lewis Carroll, baseado no “Jeckyll-and-Hyde nature” do autor de Alice no País das Maravilhas.

Manson também planeja dirigir e atuar no filme, mas o projeto tem sido paralisado por outras coisas desde 2007.

“Eu ia fazê-lo ano passado, mas tive que deixar em outra prioridade por causa dessa reunião, fazer esse álbum,” Manson diz. “Agora, dada a chance, eu prefiro ser um rockstar e cantar músicas. Eu posso fazer aquele filme quando eu quiser. Me sinto obrigado a cantar e estou tendo a melhor época fazendo isso."

Noite passada começamos a escrever algumas músicas novas novamente, me sinto muito vivo, muito... como eu me sentia quando comecei isso, que o mundo ainda é... um lugar muito grande, que eu tenho mais coisas a fazer e não me sinto cansado. Não sinto como se eu já tivesse feito tudo e não me sinto de uma maneira vazia ou sem esperança. Tenho as pessoas que me importo ao meu redor e isso não é algo que eu vou perder de novo.”

Marilyn Manson toca no Festival Hall amanhã à noite (esgotado) e na noite de Domingo.

TheAge.Com.Au

Como prometido, aqui está o vídeo que postamos ontem legendado.

O Manson fala mais coisas que não apareceram no vídeo, mas que tem em texto. Veja:

A banda é compsta por Twiggy, Chris Vrenna e eu. Ginger tem sempre sido uma parte integral da banda e mais ainda da banda ao vivo. E agora tem um cara tocando baixo, chamado Andy. Ainda não está determinado se ele continuará na banda. Eu gosto dele agora, mas isso não significa que eu vou gostar dele para sempre.

Twiggy e eu passamos nossa carreira inteira tentando encontrar o guitarrista certo para tocar ao vivo, já que ele sempre tocou guitarra nos álbuns. Especialmente nesse, onde ele toca baixo, guitarra e às vezes teclado. Mas ao vivo, acho que havia um tipo de bloqueio mental ou eu não sabia o que tinha de errado conosco. Nós tínhamos um vírus, sei lá. Não percebemos que ele deveria tocar guitarra ao vivo. Na verdade, ele toca guitarra daqui *aponta pro coração* pra cá *aponta pra virilha*

Se você não gosta do que eu faço, vá chupar o pau de um cachorro. Eu gosto, então estou bem com isso. Tenho minha gata, tenho minha namorada, tenho meus amigos e tenho o rock n´ roll. O que você tem? Se você tiver algo para dizer sobre a gente, diga na minha cara, porque eu vou te socar se você ameaçar o que eu me importo. Se você ameaçar o que eu acredito, eu posso matar ou morrer por isso. Nesse ponto, eu preferia matar do que morrer, porque eu estou aproveitando a vida mais do que a morte. Vamos tentar manter aquela taxa feliz. E esse é o meu confúcio do dia.

Colocamos no nosso canal de vídeos no Youtube, a entrevista que o Manson concedeu para a MTV no dia 14 de Setembro de 1998; no dia anterior ao lançamento do Mechanical Animals.
Agradecemos imensamente ao esqueletto por disponibilizar essa entrevista para nós!

São três partes, confira!

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Manson fala um pouco sobre o CD e a volta do Twiggy.

Legendaremos em breve!

1. Intro
2. We´re from America
3. Disposable Teens
4. Pretty as a Swastika
5. The Love Song
6. Irresponsible Hate Anthem
7. Devour
8. Dried Up, Tied and Dead to the World
9. Leave a Scar
10. The Dope Show
11. Rock is Dead
12. Sweet Dreams (Are Made of This)
13. Rock n´ Roll Nigger
14. Four Rusted Horses (Opening Titles Version)
15. The Beautiful People

Vídeo

The Dope Show

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