Ontem (21) a banda começou uma série de shows pela Austrália, com a maioria sendo parte do festival Soundwave. A apresentação de ontem ocorreu em Melbourne e o setlist conteve menos músicas por causa de tempo dado pelo festival.

1. Intro
2. Deep Six
3. Disposable Teens
4. mOBSCENE
5. Third Day of a Seven Day Binge
6. Personal Jesus
7. This is the New Shit
8. Sweet Dreams (Are Made of This)
9. The Dope Show
10. Rock Is Dead
11. The Beautiful People
12. Irresponsible Hate Anthem

Ainda sem vídeos.

Confira na íntegra a tradução da entrevista concedida por Tyler Bates, guitarrista e co-compositor/produtor do novo disco do Manson, The Pale Emperor, para o site Rock Music Star.

 

 

 

 

O shock rocker Marilyn Manson retornou com o que muitos críticos estão chamando de melhor disco de sua carreira, The Pale Emperor.

Após uma década de discos sem brilho, o controverso Manson juntou-se com um dos compositores de trilhas sonoras mais procurados de Hollywood, Tyler Bates, para co escrever o novo disco. Isso resultou em um lançamento baseado em blues minimalista que mostra um Manson muito mais maduro e focado.

Em adição, Manson ficou tão impressionado com Bates, que praticamente implorou para que ele se juntasse à banda como guitarrista e diretor musical. Após pensar, Bates não apenas concordou, mas também juntou uma animadora nova formação para a banda.

O que vem a seguir é uma entrevista exclusiva feita pelo Rock Music Star com uma das estrelas mais brilhantes em Hollywood - Tyler Bates. Durante a entrevista, Bates entra em detalhes sobre a produção do nono disco de estúdio do Manson, The Pale Emperor, e muito mais. Aqui está o que Bates tem a dizer:


Tyler, tenho que admitir, estou completamente fascinado pelo The Pale Emperor. Você tinha alguma ideia, dois anos atrás, que você se encontraria como o guitarrista do Marilyn Manson e co escrevendo um dos melhores discos de sua carreira?

(Risos) Sabe, no começo não. Eu o conheci no seriado Californication. Na verdade nós tivemos uma relação constrangedoramente contenciosa nos primeiros dias que nos encontramos. Mas, uma vez que deixamos a provocação de lado, conseguimos nos conhecer e mantivemos contato por quase um ano. E então nós tocamos juntos, novamente por causa de Californication. Ele tinha me pedido para ficar por perto e ele estava em turnê e tal. O timing funcionou. Ele disse, "Vamos ficar sérios. Vamos nos encontrar e conversar." Nós não estávamos falando sobre fazer um disco, foi mais uma conversa sobre música. Foi uma maneira de talvez ajudá-lo a encontrar uma nova parte de si mesmo, sabe? Acho que o que estávamos fazendo, musicalmente e no geral, era criar música que é uma parte do que ele é, agora, e não fazendo o que os outros acham que a música do Marilyn Manson é.

Foi, de alguma forma, uma luta para ele aceitar esse novo estilo blues? É muito diferente de seus trabalhos anteriores.

Não, ele quem iniciou a ideia de ficar mais voltado para o blues. Sabe, na maneira do The Doors, Tom Waits ou Iggy Pop. E aquilo fez perfeito sentido para mim. O que era sobre era, por ele ser uma personalidade e um cantor, para acalmar um pouco - mais do centro dele mesmo, ao invés do passado. Sua voz, em minha opinião, tem sido superproduzida às vezes, e com isso, vem uma falta de intimidade. O que eu queria que ele fizesse era se expor um pouco mais para seu público, então eles conseguem saber algumas coisas novas sobre ele através de sua música. Ele estava aberto a isso, então ele se doou. O processo foi aberto. Não é um ambiente tradicional de estúdio, então não parecia que estávamos trabalhando ou gravando um disco. Nunca falamos sobre discos. Só fazíamos as músicas. Mas, em algum ponto, o corpo de trabalho virou um volume que ele realmente queria considerar como seu novo disco. Foi algo do tipo, uma coisa levou à outra porque ficamos juntos nisso como amigos. Eu não fui delegado. Eu não trabalharia com ele sob esse tipo de circunstância. Foi só uma questão de ambos quererem estar juntos e ver o que acontece.

A coisa que eu realmente gosto neste disco é que, como eu disse, definitivamente tem um novo estilo, mas há também muitos elementos do material mais antigo, como algumas das baterias, que são remanescentes de seus trabalhos anteriores. Algumas das guitarras meio que soam assim também. Mas ainda, você colocou isso em um novo formato. Você se acha responsável por trazer estes elementos? Você ouviu o catálogo e disse, "Bem, sabe, nós deveríamos trazer de volta um pouco do material característico, bem como incorporar com o novo."

Não. Para falar a verdade, há muita coisa de seu material mais antigo que não conheço tanto, pelo menos de nome. Algumas das músicas novas tocamos, mesmo agora - toquei-as muito mais que as ouvi. Coma White, com certeza. Tenho cultura no rock, em um nível bem profundo. Eu costumava fazer discos o tempo todo. E esse era o meu objetivo número um na vida, até, em algum ponto, coloquei minha ênfase em trilhas sonoras. Sabe, com o disco do Manson, mesmo, quando você o conhece, ele geralmente tem uma ou duas histórias pra contar, e elas são autobiográficas - sobre aquele dia ou sobre algo ou sei lá. Sério, foi eu o ouvindo e conversando com ele e me divertindo, fazendo piada, que conheci o suficiente sobre ele e isso me levou a escrever uma música ali, no lugar certo, e poderíamos começar a trabalhar juntos nisso. Quase toda a música foi escrita com ele na sala, onde, no passado, acho que ele tinha pilhas de fitas e riffs que ele escolheria para ver o que o interessava. Essa foi mais uma conversa. Então, as dez músicas no disco foram as dez que escrevemos. Subsquentemente estávamos escrevendo mais música, mas foi assim que fizemos. Não era muito sobre um disco; era mais como um filme. Inicialmente, ele disse, "É, eu quero explorar um pouco mais o blues." E então, as histórias e as diversões nas nossas sessões me deram informações o suficiente para fazer a trilha do que estava acontecendo em sua vida, e como ele sentia-se sobre sua vida, atualmente, e em coisas do passado. Coisas que ele está feliz, coisas que ele não está feliz. Esse é o meu trabalho, como compositor, ser sensível à aquelas coisas e entender as múltiplas camadas do que está acontecendo na história em forma de música.

Com este lançamento, você realmente parece enfatizar o melhor dele. Ele está até cantando tradicionalmente em algumas das músicas, e ele faz isso muito bem. Nunca tinha ouvido-o fazendo isso antes.

(Risos). Essa foi minha condição no primeiro dia. Eu não escuto muita música todos os dias. Quando não estou na estrada, escrevo música por 15 horas. Quando não estou escrevendo de verdade, escrevo na minha cabeça. É geralmente onde eu escrevo todas as minhas músicas, na minha cabeça. Então eu as transcrevo na guitarra ou teclado. Quando sentei com o Manson pela primeira vez, eu disse, "Olha, se você realmente quer fazer isso, então temos que fazer algo que realmente vai me deixar interessado em você. A maneira como as pessoas se interessaram em você tempos atrás." Eu também disse a ele que ele tem uma voz legal, e ele deveria cantar, ao invés de abordar as músicas de uma perspectiva mais raivosa. "Cante e inspire as pessoas; você não pode mais chocar as pessoas com palavras. O mundo é um lugar pesado; inspire as pessoas com metáforas e histórias." Então ele começou a entrar nessa vibe southern-gothic que estava entrelaçada com sua vida diária com sua namorada (risos). Então você tem seu Fausto ali e então você tem mensagens de texto que viraram letras para o álbum. É bem interessante. Ele abriu-se e parte do porquê disso foi porque meu estúdio é um lugar muito confortável. Trabalhamos lado a lado. Ele estava isolado em uma cabine com um número de pessoas na sala de controle. Era mais intimista; acho que ele realmente confiou no processo. Ele sabia exatamente o que estava acontecendo. E também, eu sou muito rápido com o Pro-Tools. Se ele estivesse trabalhando em uma letra ou desenvolvendo uma melodia, eu estava apto a manipular a música em uma maneira que o autorizaria a mantê-lo trabalhando sem causar... Se ele tivesse uma ideia, ele poderia apenas jogar ali sem ter que explicar muita coisa.

Agora que você está no Marilyn Manson (a banda), como isso afeta sua carreira? Você não precisava entrar na banda - você tinha uma grande carreira em andamento. Parece que ele precisava mais de você do que você dele. Mas você está na banda agora, e você também está em turnê. Você está comprometido com esse projeto por muito tempo? O que você se vê fazendo a longo prazo?

Até agora, estou compromissado a tocar ao vivo. Então a música nova é apresentada da forma que deve ser. Eu gostaria de ajudar a cultura do Marilyn Manson, de melhorar os shows ao vivo, que são bem fortes, e dar a ele meio que um chute. Eu montei a formação atual e claro, Twiggy está nela. Ele é um cara fantástico para se trabalhar. Mas, nós quatro na banda pensamos, "Quer saber? Vamos mudar, Manson. Duas guitarras irão realmente deixar a música nova ficar muito melhor que nas formações anteriores." Ele me pediu várias vezes para entrar na banda e eu tinha dito, "Não." Ele disse, "Você é ocupado demais, né?" e eu disse, "Claro. Tenho uma esposa e dois filhos." Isso é perfeitamente legal, mas em ordem de fazer isso, tenho que esquecer alguns trabalhos para filmes. E foi por isso que disse "não" da primeira vez. E ele disse, "Eu não sei como fazer essa música sem você. É o nosso disco, deveríamos tocá-lo junto e celebrar." E eu disse, "Quer saber? Você tem razão. Se você quer fazer isso desta maneira e você quer se divertir, e você quer alcançar um nível muito mais alto de performance, eu estou dentro." Porque eu amo tocar, eu amo música. Eu não sei por quanto tempo mais eu estarei por aí. Tive muitas pessoas na minha vida que morreram cedo. Você tem que aproveitar o momento. Ambos estamos orgulhosos deste disco. Estou feliz por ele, pessoalmente. Acho que ele fez um ótimo trabalho e tenho esperança de que isso irá inspirá-lo a longo prazo, e sua base de fãs também, a saber que ele ainda tem muito o que mostrar. Então essas coisas na vida são importantes, assim como meu trabalho em trilhas sonoras; Eu levo muito a sério. Mas a coisa é que sair e tocar e foder tudo noite após noite por alguns meses, só aumenta meu fogo ainda mais para ir ao estúdio e compôr, esperando fazer a melhor trilha sonora da vida. Um complementa o outro, sabe? Mesmo se estou escrevendo algo puramente orquestrado, ainda há uma atitude rock n' roll em muito disso, até para o Guadiões da Galáxia. Há muito pouco sintetizador ou guitarra em toda a trilha. E ainda assim tem um pouco da atitude rock.

Eu queria falar sobre a banda que você juntou. Na formações anteriores, Manson sempre usou muitos samples e partes pré-gravadas. Entretanto, agora parece que a banda está tocando praticamente tudo. É isso?

Basicamente, sim. Quero dizer, há alguns sons característicos - alguns samples de vocais, barulhos do material antigo. Tocaremos com eles quando tocamos. Mas mesmo nas músicas tipo Rock is Dead, onde há uma linha de sintetizador no final, ou Great Big White World, estou batendo todo esse material com guitarras e efeitos, e então o Paul Wiley, que toca conosco, está cobrindo alguma coisa também. Depende se fomos voltar a tocar Slave Only Dreams to Be King, que tocamos no primeiro show da turnê e pessoalmente achei fantástica... O ponto é, Manson vai encontrar seu caminho em todas as músicas e descobrir com quais ele está mais confortável ao vivo. Então estamos tocando ao redor de um setlist. Eu sempre quis isso, ser uma banda ao vivo. Sharone é um baterista fantástico e já tinha trabalhado com ele antes do Manson. Ele é bem diversificado em vários estilos e sabe ler música muito bem; ele poderia vir e fazer um show de jazz sem problema algum. Então, até onde o Gil sabe, ele usa trigger na bateria. Quando você usa trigger na bateria, é algo que fica acoplado na pele e quando a pele vibra, o trigger capta um sample. Muitas bandas fazem isso, mas eu não gosto daquele som e foi moda nos anos 1990. Mas Gil é um baterista fenomenal. Quando você faz isso (colocar o trigger na bateria), você retira a vibração, o balanço e o cara sabe como tocar forte. Então quando tocamos uma música como No Reflection, nossa versão ao vivo, na minha opinião, é dez vezes melhor que a versão de estúdio. E Gil tem um papel enorme nisso. É a vibração, entende? É isso que quero que os públicos sintam - um show de rock mais dinâmico.

Como o outro guitarrista, Paul Wiley, se envolveu com a banda? Você já o conhecia antes?

Sim eu conhecia o Paul... O engraçado é que ele é de Chicago, e eu passei uma boa parte da minha vida em Chicago. Eu sou de Los Angeles, originalmente. Ele costumava ir ver minha banda tocar, por aí. Mas nós nunca tínhamos realmente nos conhecido até eu mudar pra Los Angeles, e depois nós entramos em contato em algum momento nos últimos sete anos. Paul se mudou para Los Angeles, e ele é um fã de esportes, e então começamos a ver os jogos dos Bears juntos, e a sair, logo nos tornamos grandes amigos. Quando Manson me perguntou sobre as apresentações ao vivo, assumi um tom sério e disse: “Olha, se eu for fazer isso, eu quero montar a formação. Eu quero tocar com caras que eu realmente gosto e acho que serão um complemento para a visão que eu tenho da sua banda.” E ele disse “Legal, faça o que tiver em mente.” Então, eu o apresentei ao Paul e ele gostou do Paul. Ele disse “Esse é realmente o cara com quem você quer tocar?” Eu disse “Sim, acho que Paul seria fantástico.” Ele é uma ótima pessoa e um excelente guitarrista. Eu pensei que nós nos complementaríamos muito bem. E, em seguida, a perspectiva de tocar com Twiggy foi ótima. Twiggy sempre deve ser uma parte de Marilyn Manson, se assim ele desejar. Ele tem sido fenomenal para se trabalhar. Manson se assustou quando conheceu Gil. Nós deixamos a bateria por último e eu achei que o Gil seria perfeito pra isso. Mas a sua disponibilidade era muito estreita. Eu não sei se ele estava em turnê com o Dillinger Escape Plan ou com a banda dele, Stolen Babies, mas ele estava saindo em turnê em três dias quando eu liguei pra ele. Quando eu liguei pra ele, ele disse: “Cara, eu adoraria fazer isso, mas estou saindo em turnê em três dias.” Eu disse “Traz essa sua bunda pro meu estúdio agora!” (risos) Ele aprendeu o álbum inteiro em uma noite, a maioria. Nós começamos a gravar as faixas no dia seguinte. Manson veio ao estúdio ver Gil tocar e ficou bastante impressionado. Ele lhe disse: “O trabalho é seu, se estiver interessado.” Claro que Gil estava lisonjeado. Também, ele é um grande fã do Manson. Assim como o Paul Wiley. Ambos sabem o catálogo completo.

É realmente incrível o grupo de músicos da banda.

Obrigado.

Era de todo estranho ter o Twiggy de volta na banda? Ele não esteve envolvido na gravação do álbum e realmente não sabia que Manson estava gravando um novo álbum até este estar pronto. É como um pai divorciado vindo a festa de aniversário do filho na casa da ex-mulher.

Eu não o colocaria dessa forma. Estávamos tocando músicas que Twiggy não escreveu ou que estavam no catálogo do Manson. Twiggy, quando eles acabaram a turnê uns anos atrás, começou a trabalhar com sua própria música, o que é fantástico. E, houve um esperado período de descompressão que isso acontecesse, Manson me deu o sinal, e nós começamos a fazer música. Para a surpresa de todos, estávamos cheios de material para o álbum novo e não sabíamos. A primeira vez o empresário dele nem sabia que estávamos trabalhando juntos, ele veio ao meu estúdio, escutou nove de dez músicas, e elas realmente o impressionaram. Isso foi realmente uma daquelas coisas que direcionavam Manson para esse seu passo novo na sua carreira, ele precisava uma experiência que fosse diferente de todas as outras experiências. Mas, não há como negar isso, ele e Twiggy são irmãos. Eles são muito próximos. Twiggy ama o Manson, e ele tem visão suficiente para entender que Manson precisava ter essa experiência por conta própria. Para tentar algo completamente diferente do que ele tentou no passado. É por isso que deu certo. Quando eu e Twiggy nos conhecemos, foi uma introdução meio estranha (risos), porque ele me conheceu sobre o pressuposto de o novo álbum já ter sido feito. Mas, ele tem sido incrível… Muito divertido e bom para trabalhar. Ele está realmente levando esse novo estilo de música, ele tocou o baixo em todas as músicas. E, para ser honesto, é um album mais feito de guitarra e baixo. Mas, ele dominou as performances ao vivo. Ele é divertido de brincar. Um ato de classe, e muito legal.

Durante suas performances ao vivo, é algo que exige olhos bem abertos tocar com Marilyn Manson no palco?

Exige olhos bem abertos. É melhor você manter seus olhos bem abertos, ou algo pode te acertar na cabeça, como um pedestal voador de microfone, ou alguma coisa (risos). Para ser honesto com você, Manson tem um carisma que é realmente único. Por exemplo, quando eu estou no estúdio com ele, e estamos trabalhando, ele é apenas Manson, ele é um amigo. Já estive no estúdio com várias grandes personalidades, então é irrelevante. Mas quando você está no palco com ele, ele tem essa coisa... ele tem uma força energética que é realmente intenso, e é divertido, às vezes errático, e faz você querer trabalhar duro. Então, é legal sentir essa vibração saindo de alguém que faz você querer focar e trabalhar duro. Isso é algo que eu acho que toda banda pegou, eu acho que, na verdade, nós todos nos empurramos, nós empurramos ele e vice-versa. Eu sei que houve diferentes níveis de desempenho durante a década passada. Mas eu acho que isso, vendo nosso desempenho nos últimos três shows, nos mostra que somos muito fortes. Então, esse é o desejo de todo mundo, querer ser nosso melhor absoluto.

Você sabe se existem quaisquer planos da banda depois dessa turnê em casas menores de tocar em grandes estádios e festivais, ou algo assim durante o verão nos Estados Unidos?

Sim. Eu sei que tem algumas coisas no calendário no site dele. Eu acho que os fãs devem saber melhor as datas do que eu. Eu só sei o tempo fora o dos shows (risos), porque tenho projetos para fazer e preciso fazê-los entre os shows. Mas parace que há algo esse verão, eles ainda estão se acertando. Se isso confirmar, eu estarei fazendo isso claro. Olha, eu fiz uns, 60 filmes (risos), então eu sei que farei mais. Como compositor, às vezes eu sinto que... Você espera que o telefone toque de novo. Mas eu acho que eu preciso fazer isso por mim mesmo, sabe? É realmente uma questão sobre o que te deixa animado na sua vida, e o que a música significa na sua vida. Eu trago isso para tudo o que eu faço.

Certo, eu também posso ver que, agora, tocando ao vivo você está recebendo essa gratificação instantânea. Sendo um compositor – você irá compôr e enviar, mas não será agraciado da mesma forma.

Bem, como compositor, eu componho e depois, várias vezes, voo para Londres e gravo com a Filarmônica de Londres na Abbey Road. Você está falando sobre interagir com os melhores músicos do mundo, então essa é uma experiência diferente. E isso, também, tem um imediatismo. Eu não me importo com a adulação. Isso não faz nada por mim. Eu não estou fazendo essa coisa do Manson para ter uma experiência de “estrela do rock”. É o nome dele no ingresso e, na maior parte, todos os olhares durante os shows, e isso é ótimo. Nós só estamos lá para chutar alguns traseiros e nos divertir, e tentar dar o melhor show do Marilyn Manson que podemos para o público. Fazer parte disso é legal. Ele é meu amigo. Eu quero ajudá-lo a ser grande. Estamos em uma época que o mundo precisa de verdadeiras estrelas do rock, e ele é um deles. Eu quero vê-lo ser tão proeminente quanto possível.

Eu tenho essa sensação de que, uma vez que todos colocarem as mãos nisso, o número de convites de pessoas querendo trabalhar com você irá aumentar.

Eu adoraria isso. Seria ótimo. A coisa é que, com Manson, não era eu reinventando ele ou produzindo seu disco ou algo assim. Foi mais como uma terapia musical de certo modo. Foi apenas uma conversa sobre a vida, que terminou em música. É nisso que estou interessado. Se eu quero bater o próximo recorde do metal? Não. Eu quero fazer coisas especiais, porque tem que ser. Não é uma grande época para se trabalhar na indústria da música. Tem que ser uma experiência significativa. Estou triste com isso; não é sobre o dinheiro. É sobre fazer algo que marca e que eu me sinto grande fazendo.

Bem Tyler, eu realmente apreciei nosso tempo. Você é uma pessoa, compositor e músico fascinantes. Tenho certeza de que você já ouviu falar de como o novo CD é, mas eu tenho ouvido a muita música por um longo tempo, e eu não consigo nem ouvir nada mais. Nessas últimas semanas, isso é tudo que eu ouvi, porque é muito bom.

(risos) Obrigado! Isso é legal! E, não me interpretem mal, só porque as músicas se juntaram rapidamente, Não acho que foi feito de forma rápida ou ao acaso. Coloquei muito tempo naquilo (risadas). Acredite em mim, foi ivestido muito trabalho nisso. Certamente não tinha a intenção de ser um laissez-faire sobre como essa música foi feita. Estamos felizes que as pessoas tem a mente aberta o suficiente para adentrar nele, e ver onde a vida de Manson está indo agora. Eu acho impressionante, e espero que todos vejam dessa forma.

Definitivamente. Vai ser difícil algum album esse ano conseguir bater ele. Obrigado pelo seu tempo. Esperemos que, no final da estrada, eu seja capaz de te dar um “Oi” em algum desse dias de turnê.

Sim, só me mandar um sinal. Tenha um bom dia.

Manson foi o host da festa intitulada Black Heart Ball, que ocorreu na boate Hyde Bellagio, em Las Vegas, no dia 14 de Fevereiro. Confira as fotos de sua chegada ao evento!

 

 

 

      

       

       

       

       

       

   

No Sábado (14) a banda tocou em Las Vegas e o setlist continuou o mesmo dos outros shows. Agora a banda faz uma pausa e volta a tocar no dia 21 de Fevereiro, no festival Soundwave, na Austrália.

1. Intro
2. Deep Six
3. Disposable Teens
4. mOBSCENE
5. No Reflection
6. Killing Strangers
7. Sweet Dreams (Are Made of This)
8. Cupid Carries a Gun
9. Rock is Dead
10. The Dope Show
11. Third Day of a Seven Day Binge
12. Personal Jesus
13. This is the New Shit
14. The Mephistopheles of Los Angeles
15. The Beautiful People
16. Irresponsible Hate Anthem
17. Coma White

Intro/Deep Six

Personal Jesus

O show de ontem (13) aconteceu em Tempe. Não houve mudanças no setlist.

1. Intro
2. Deep Six
3. Disposable Teens
4. mOBSCENE
5. No Reflection
6. Killing Strangers
7. Sweet Dreams (Are Made of This)
8. Cupid Carries a Gun
9. Rock is Dead
10. The Dope Show
11. Third Day of a Seven Day Binge
12. Personal Jesus
13. This is the New Shit
14. The Mephistopheles of Los Angeles
15. The Beautiful People
16. Irresponsible Hate Anthem
17. Coma White

Sweet Dreams (Are Made of This)

The Dope Show

The Beautiful People

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10.01 @ Van Buren
12.01 @ House of Blues
13.01 @ House of Blues
16.01 @ Fox Theatre
19.01 @ The Complex
20.01 @ Fillmore
23.01 @ Aztec Theatre
24.01 @ House of Blues
26.01 @ Shrine Mosque
27.01 @ Brady Theatre
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KILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los Angeles


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