1. Intro
2. We´re from America
3. Disposable Teens
4. Little Horn
5. Irresponsible Hate Anthem
6. Pretty as a Swastika
7. Four Rusted Horses (Opening Titles Version)
8. WOW
9. Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon
10. The Dope Show
11. Great Big White World
12. Leave a Scar
13. Sweet Dreams (Are Made of This)
14. Rock n´ Roll Nigger
15. Tourniquet
16. The Beautiful People

Vídeos

Great Big White World

17/11/2009 @ Klub Stodola, Warsaw, Polônia (Last.FM)
20/12/2009 @ Rockhal, Esch-Alzette, Luxemburgo (Last.FM)

Créditos ao omegaman, membro do Babalon.

 

     

     

     

 

Você sabe tudo que precisa saber sobre o Marilyn Manson.

Uma olhada para o cara – O longo cabelo preto que está um pouco desbotado, as roupas pretas, olhos selvagemente coloridos e maquiagem ainda mais selvagem. Os palcos de shows sexualmente sugestivos, música adornada em profanidade – e você sabe que ele é louco, o anticristo, o demônio, o manipulador malvado das crianças que os colunistas conservadores e religiosos criticam.

Diga a ele quando ele está de bom humor e ele deve concordar com você – tipo da criança durona na escola que se gaba, então você não pode perceber seus medos.  Manson tem sido conhecido por dar entrevistas que são designadas a chocar. Ele fala sobre auto-mutilação. Ele fala sobre escrever as letras do seu novo álbum nas paredes de sua casa. Ele fala sobre a história sexual de uma certa cantora.

Mas continue a conversa, e você descobrirá algo a mais. Ele é inteligente. Ele é engraçado. E também parece extremamente vulnerável; o verdadeiro estranho. Que empurra as pessoas para longe e, ao fazer, torna-se mais isolado. Ele diz ao Jay Leno que se ele fosse outra criança na escola e se visse, teria batido. É fácil ver por que as mulheres querem protegê-lo.

“Eu vivo minha arte,” ele explica. “Que às vezes é muito difícil para as pessoas entenderem... meu trabalho como artista é estar lá fora, mostrando às pessoas diferentes maneiras de olhar para as coisas.”

Às vezes não é muito fácil. Especialmente para ele.

O solitário confesso, que é tímido e se isola das pessoas com medo de machucá-las, sofreu o maior desgosto de todos quando sua, agora ex-mulher, a artista burlesca Dita Von Teese, o deixou. E, no pior pesadelo de todos, todo o término foi publicado em tablóides e televisão.

O público pareceu não entender muito bem o drama e vários comentaristas usaram pontos para sublinhar o que diziam do Manson ser estranho, apesar de seus amigos (incluindo sua ex-namorada, Evan Rachel Wood) o defenderem.

“Ele vive em uma cidade de Halloween, mas ele também é apaixonado e torturado, ele é romântico e apenas quer fazer algo lindo,” disse Wood à YRB em 2007.

Talvez essa seja uma razão que o término de Manson com Von Teese tenha sido uma surpresa. Os dois artistas pareciam almas gêmeas, e algumas partes de seus três anos de namoro poderiam ser cenas de um romance de novela. Quando Manson a pediu em noivado, ele se ajoelhou e presenteou Von Teese com um diamante de corte Europeu de sete quilates.

Depois de um pouco mais de um ano, Manson, então com 36 anos, e Von Teese, então com 33, casaram. Verdadeiro na forma romântica que foram, na verdade, duas cerimônias em uma semana. A cerimônia mais pública, a segunda, no dia 3 de Dezembro de 2005 foi um elegante casamento no fim da tarde, na casa de um amigo Irlandês. Contou com várias celebridades, incluindo Ozzy e Sharon Osbourne.

Mas, quase tão cedo quanto o casamento acabou, o então conto de fadas, tornou-se mais um pesadelo para Manson e Von Teese.

Ela o acusou de um abuso extravagente de substâncias e infidelidade. Embora os dois tenham estado juntos por mais de cinco anos quando eles casaram, ela disse que não tinha percebido que a vida dele era tão caótica – que nunca mudaria.

Manson mantém que Von Teese sabia sobre seu estilo de vida, que inclui trabalhar a noite inteira e dormir o dia inteiro. Quando eles casaram, Manson disse que Von Teese queria mudá-lo. Mesmo depois do divórcio, a amargura continuou enquanto Manson trabalhou para garantir que Von Teese não poderia clamar por ajuda esponsal. Qualquer que seja a verdade do casamento, uma coisa é certa: O término deixou Manson destruído e humilhado.

Apesar de seu relacionamento apaixonado com Wood, ele parecia publicamente consumido por dúvida e não conseguia trabalhar. O homem, uma vez nomeado “O Último Rockstar” pela revista Spin pareceu perigosamente perto de se auto-destruir.

Não foi até um amigo sugerir que ele trabalhasse um pouco de sua dor na música, que ele começou a escrever as músicas que tornaram-se o The High End of Low. Agora ele chama a composição de uma aparente phoenix nascendo do fogo, talvez alguns de seus melhores trabalhos já lançados.

Muitos creditam a volta do membro e co-produtor do álbum, Twiggy (que, antigamente, usava o nome Twiggy Ramirez, adotado dos nomes da modelo dos anos 60 e o serial killer Richard Ramirez) com a energia do Manson nas músicas novas. Vários críticos de rock nacionais aclamaram o The High End of Low como o álbum mais poderoso – e engraçado – do Manson em uma década.

“É verdadeiramente uma parte de mim,” diz Manson, um ex-jornalista de música que indefere preocupações de que talvez seja difícil de escutar. “É quase como Geração Y Jornalismo.”

Para colocar isso em termos de filme, é paralelo à Scarlett O´Hara segurando um monte de sujeira e proclamando, “Enquanto Deus como minha testemunha, eu nunca terei fome de novo.” Agora que Manson tem sua vida – e seu conhecido groove musical – de volta, ele não sairá dos trilhos de novo.

O álbum segue a verdadeira forma do Manson – um comentário na vida, mas pegando as percepções das pessoas e lançando-as. Considere sua música quase um estudo na arte abstrata, designado a guiar as pessoas da complacência sobre ideias e preocupações.

“É sempre sobre ser você mesmo,” ele diz. “Isso é o que eu sou. É o que todos deveriam ser... Mas você pode olhar às coisas de vários ângulos diferentes.”

Se alguém se pergunta se essa é a razão para tantas pessoas repudiarem o Manson, quase como uma diferente geração que repudiou Andy Warhol. Sim, ele cobre sua timidez com excentricidade chocante – e, em equidade, ganhou milhões de dólares no processo – mas ele também não se desculpa por suas escolhas. O mesmo foi declarado verdade do Warhol.

“Eu sou tudo sobre ficar de pé e ser quem você é,” ele disse. “Naquele ponto [quando a Dita o deixou] eu quase desisti, e isso me assustou pra caralho. Foi uma época estranha na minha vida...”

Apenas uma escutada no álbum de 15 faixas, e você pode quase sentir sua dor, suas frustrações e seu renascimento. Mas não pense que esse é só um disco emo. O The High End of Low é o Manson na sua mais alta energia, com letras gráficas no álbum, como “I Have to Look Up Just to See Hell.”

“Você pode me pegar
A sepultura pode me pegar
A Terra está esperando para nos comer vivos
Eu adoro seu ferimento
Preciso de destroços humanos
Eu tenho que olhar para cima apenas para ver o Inferno”

Se você acha que esse álbum é como o Manson terapeuta, você está certo. E está bem para o Manson.

“Eu posso rir de mim uma vez que os pontos estão feitos.” Ele diz. “Não me incomoda.”

Talvez a confiança do Manson naqueles pontos estivesse em lugar algum, mais evidentes do que durante a entrevista televisionada com o apresentador conservador, Bill O´ Reilly. Transmitida dia 7 de Janeiro de 2006, a entrevista mostra Manson argumentando calmamente e logicamente o que O´ Reilly clama que ele tem um efeito corrosivo nas crianças. Em argumentação ao que O´ Reilly clamava, o que incluiu Manson encorajando a promiscuidade dos jovens, Manson chamou os pais para terem responsabilidade com as ações dos filhos, enquanto revelava que perdeu sua virgindade aos 16 anos.

“Qualquer coisa pode ser mal interpretada. As pessoas podem olhar para o Cristo na cruz e dizer que é assassinato...” Manson disse para O´ Reilly. “Te respeito por me desafiar e é por isso que vim ao programa.”

Todo mundo que tem uma suspeita sobre o trabalho do Manson – e muitos que provavelmente não – sabe que, com frequência, é cheio de profanidade, que Manson tem dito que às vezes é necessário usar como ferrementa para fazer um ponto. Esse álbum, que inclui uma música chamada “Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon” – não é diferente. O que é interessante, é que Manson não usa profanidade quando conversa, mas usa nas letras. Ele considera como uma ferramente para fazer um ponto e, de novo, aliciar as pessoas à ouvir sua mensagem.

Considere a música acima citada com letra que inclui:

“Primeiro você tenta foder
Depois você tentar comer
Se não aprendeu seu nome
É melhor você matar antes que o vejam”

Fora do contexto é apenas profanidade, mas coloque na música com ganchos arrebatadores e uma batida infecciosa, que funciona.

“Eu vivo pelos simples prazeres, daonde quer que eles venham, mas você tem que ser você mesmo, se aceitar,” disse Manson chamando o álbum de prova de sua ressurreição. A vida tem que ser preenchida, ou você morre. E eu não quero morrer.”

Só uma correção: Dissemos que esse show seria o primeiro da turnê solo da banda na América do Norte, mas, na verdade, esse foi o último do Mayhem Festival. A turnê solo começa nesta sexta-feira, 21/08, em Las Vegas.

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Irresponsible Hate Anthem

Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon

Sweet Dreams (Are Made of This)

The Beautiful People

1. Intro
2. We´re from America
3. Disposable Teens
4. Little Horn
5. Irresponsible Hate Anthem
6. Four Rusted Horses (Opening Titles Version)
7. Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon
8. The Dope Show
9. Rock is Dead
10. Tourniquet
11. Sweet Dreams (Are Made of This)
11. The Beautiful People

Vídeo

 The Beautiful People

Esse foi o último show fazendo parte do Mayhem Festival. A partir do show de hoje, 16/08, em Oklahoma, começa a turnê "solo" da banda.

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