“É, estou em Kansas,” diz Marilyn Manson, com uma voz sexy – sim, você leu certo – e cordial. “Na cidade.” Ele especifica, com uma risada, “Que não é em Kansas – infelizmente – é em Missouri.”

Quando você é Australiano e nunca esteve em Kansas, você imagina Dorothy, Toto, casas voadoras. Não dá para reconciliar completamente a imagem de um cavalheiro impressivo – com o rosto todo pintado, um olho estranho – uma jaqueta toda de couro batendo por trás dele,  esperando no meio de uma vasta pradaria. O homem às vezes conhecido como Brian Warner ri, “É, é um pouco assim. De fato, estivemos nessa parte do mundo porque acabamos de tocar em Denver, o que é sempre, sabe, um evento para mim desde Columbine.”

O “evento” de Marilyn Manson em Denver normalmente significa algumas milhares de pessoas protestando sua existência nos anais do mainstream, fazendo história e citando sua influência diante de um definitivo tiroteio em uma escola, enquanto outras milhares de pessoas congregam em seu apoio, e no apoio de um conceito bizarro: respeitar as próprias crianças, ao invés de deixar um estranho fazer isso através de uma música.

Onde uma vez houve tragédia – e ainda é uma angústia – a experiência de Marilyn daquela posição geográfica agora é mais otimista, e durante o andamento da nossa conversa, fiquei feliz que minhas suposições sobre ele estavam certas. Ele é um cara otimista. O alegado Satanista e negociante da morte diz, “Acho que foi a melhor parte da turnê. Foi ótimo ver as coisas girar; que o mundo percebe o que é a arte. É para fazer as pessoas sentirem algo, não tira as coisas fora do mundo.”

“Se eu for culpado por tiroteios em escolas, então eu quero, sabe, algum tipo de prêmio, porque acho que fui culpado mais do que qualquer um,” ele diz em um tom nem um pouco absurdo, tingido com humor e ironia. À parte, ele adiciona, “O ano que eu nasci, os Beatles escreveram Helter Skelter, provavelmente o primeiro exemplar de música que já foi associado com o ato de violência. E, claro,” ele suspira confuso com um sarcasmo mais sutil ainda, “está relacionado ao Marilyn Manson.”

“Não há objetivo em tentar fazer eles apurarem,” ele diz calmamente, “parte de ser o vilão ou o anti-heroi é desfrutar da estupidez daqueles que acham que são os heróis. [Para perceber] que quando você senta e assiste a um filme ou lê um livro e você vê o quão fúteis os moralistas são, primeiro, você provavelmente nunca poderá mudar suas mentes.”

Criando essa percepção, é claro um sem-cérebro para o Marilyn, mas renunciando-se a isso, é um jeito fácil que ele quase não consegue tomar. “Parte de mim – como alguém que quer colocar coisas no mundo, como um artista – eu pelo menos tento colocar alguma dúvida em suas mentes. Eu pelo menos gosto de mudar seus jeitos de pensar.” Ele conclui que é possível redirecionar o pensamento de alguém porque, “Alguém fez isso comigo em um ponto e isso é por que mudei meu jeito de pensar. Eu estava indo para a escola Cristã, memorizando versos da Bíblia... os supostos,” ele lança uma leve risada, “oficiais religiosos que estavam preocupados com minha alma eterna decidiram tocar alguns álbuns do Led Zeppelin ao contrário. Aquilo foi o que eles fizeram errado, porque achei legal.”

Algo de um homem do renascimento, Manson também é um pintor e produtor de filmes, com um filme sobre Alice no País das Maravilhas, do autor Lewis Carroll nos projetos. Como ele decidiu em qual ambiente apresentar suas ideias? “É bem instintivo [e] também muito prático. Gosto de pintar no chão. Coloco um cobertor que tive por anos, que é coberto em manchas – sei como isso soou... manchas de tinta,” ele deixa claro antes de continuar alegremente, “Eu pinto no chão. Não é contundente [estar em turnê no] hotel Ritz Carlton e eu realmente não posso, ao mesmo tempo, ter tanto espaço e tempo necessário para escrever música enquanto estou em turnê, então torna-se um tempo e espaço para tudo. A única coisa que eu sempre posso fazer é escrever.”

Eu pergunto, “Você acha que já falou muito? Você gostaria de manter algo privado? Não é para dizer que você não tenha pensamentos privados que ninguém ainda tocou...” Ele interrompe com uma risada à ideia de alguém tocar seus pensamentos privador antes de responder, “Eu escrevi meu livro antes de estar realmente famoso, então eu contei tudo para todos. Eu acho, não quero que ninguém tente e me faça sentir mal sobre o que eu sou em qualquer maneira. Quero começar no fundo absoluto com absolutamente tudo conhecido. Então apenas tenho mais.”

Ele confessa que aquela teoria deu resultado. Ele achou que realmente houve um lugar abaixo que ele pensou que fosse o fundo. O lugar o deu boas-vindas depois de uma espiral declinante de relacionamentos terminados – platônicos e românticos – fizeram o rumor de batalhas firmes e, presumo, a pressão de apenas ser Marilyn Manson. Ninguém gera protestos de fúria apenas por ir trabalhar.

“Acho que a única verdade de alcançar o fundo é quando você não se importa que é o fundo. Eu sobrevivi à experiência de perceber isso.” Com sorte, Marilyn se importou que ele estava no fundo. É apesar  – ou talvez por causa – disso que ele decidiu se impor o tempo “eu” que estava em ordem e optou por viver sozinho pela primeira vez. “Outras pessoas têm me equivoado – no passado – por não estarem aptas a viverem sozinhas. Eu gosto de estar sozinho. Não quero dizer emocionalmente, sabe. Gosto de estar comigo mesmo.”

“Para mim soa, eu não sei, para outros humanos, parece totalmente normal ter passado através daquela experiência, [mas] eu fui de morar com meus pais, começar uma banda, ir em turnê, morar com meu melhor amigo [Twiggy], então fui através de uma série de longos relacionamentos, vivendo com... as garotas que eu estava.”

Em retrospectiva, ele se pergunta se a perda que ele sentiu depois de seu “rompimento” com o Twiggy não foi evitável, “porque não estávamos putos, apenas não entendíamos como lidar com uma luta, porque nunca tivemos uma.”

No legado de seu relacionamento mais recente, entretanto, ele se encontrou no fundo acima citado e, curiosamente, entrou em contato novamento com seu melhor amigo, Twiggy Ramirez (Jeordie White) – uma parte integral da formação original da Marilyn Manson, além de ser a força criativa, e agora, como parte integral do lançamento mais recente de Marilyn, The High End of Low.

Esperançosamente, sua reuinão irá significar um “revival” permante de seu relacionamento criativo e profissional, mas mesmo se sua queda falhar, um catalisador também foi criado para auto-reflexão, percepção e otimismo para Marilyn. Não para mencionar, um sílex para fazer faísca de ideias criativas para o novo álbum.

Com seu velho parceiro de volta, Marilyn forçou-se dentro de uma solidão, desabastecendo diante dos feriados e trabalhando direto para finalizar o disco em seu aniversário, 5 de Janeiro, por isso o título da última faixa, Fifteen. (faz sentido se você pensar).

Enquanto Marilyn é simplesmente muito inteligente para estar alto na ideia do feliz-para-sempre, e sua personificação musical é obscura demais para mudar, como um homem (amável e engraçado até então) ele está pronto para encarar adianta e pensar sobre as coisas boas que esperam por ele.

“Há muitas razões para estar feliz. Enquanto eu consegui as pequenas coisas que tenho, vou lutar por elas. Mas não preciso de mais nada. Descobri que posso sobreviver sem ninguém ou nada. Mas,” ele assinala, “não significa que eu queira.”

 

FasterLouder.com.au

Foram adicionados mais cinco artigos na nossa seção "Por Trás da Música," entre eles, dois já falando sobre o The High End of Low! Os cinco artigos colocados são:

 

Marilyn Manson | Logo Celebritarian Corporation

Logo do coração entrelaçado Eat Me, Drink Me

Eat Me, Drink Me - Logo Garras do Vampiro

The High End of Low - Pretty as a $

The High End of Low - Referências Líricas (Obrigado novamente ao Rafael pela tradução)

 

E também gostaríamos de avisar que nosso primeiro artigo traduzido já foi publicado também no Nacktkabarett! Para ver, clique aqui.

Setlist indisponível.

Vídeos

We´re from America

Disposable Teens

Little Horn

 

The Dope Show

Artigo original aqui.

 

O Shock rocker fala sobre seu novo e mais revelador álbum.

Por Tamara Palmer

Antes de ele ter juntado os nomes da sirene dos filmes, Marilyn Monroe e o líder culto de assassinatos, Charles Manson para tornar-se Marilyn Manson – bode expiatório Satanista da direita religiosa e outros – o nascido em Ohio, Brian Warner, foi um aspirante a crítico de música, simplesmente doendo a dizer às pessoas sobre boas músicas.

Na véspera de partir do Mayhem Festival com os favoritos de sua infância, Slayer, um charmoso e amigável Manson falou com o Metromix sobre sua própria forma bizarra de jornalista e o intenso processo de gravação que turbinou seu álbum mais recente (e mais pessoal), “The High End of Low.”

Você era um jornalista da música antes de entrar em uma banda, certo?
Sim, e ao invés disso eu fui para o rock n’ roll.

Graças a Deus. Por que nós precisamos de outro jornalista fake na música ou um repórter de tablóide?
Você deveria estar se perguntando isso.

Eu me pergunto! Provavelmente eu me pergunte isso diariamente, mas ainda estamos fazendo isso aqui.
Bem, eu tive heróis como Legs McNeil e Hunter S. Thompson, ambos no quais eu conheci mais tarde. Há jornalismo que não faz parte da “mídia” que representa o que eu critico com frequência, porque eu ainda me considero um jornalista pelo jeito que falo sobre o que vejo. Vem de um jornal. Não é igual a um repórter de TV, que é um manequim com maquiagem laranja que é dito para falar algo. A única coisa que não fiz quando fui um escritor: Escrever sobre algo que achei que fosse perda de tempo. Se você escreve uma novela sobre algo que detesta, isso não faz sentido. É parte de uma nova cultura do cinismo, que é sem criatividade e preguiçosa.

Ajudou ter seu antigo parceiro de banda, Twiggy Ramirez, de volta nesse álbum?
Nós somos como irmãos e nós crescemos juntos. Eu o vi transando, ou não estando apto a transar ou qualquer coisa. Ele é como meu irmãozinho, estivemos diante de tudo isso e quando isso se vai, há um vazio. Ambos fizemos coisas longe um do outro que ficamos orgulhosos, mas não acho que podemos fazer algo tão bom como o que fazemos quando estamos juntos. Acho que esse álbum marca um novo começo de perceber isso novamente. E esse álbum, para mim, tem o cru, feio, engraçado, a malícia acanhada e o crescimento musical na sua parte, que nunca houve antes. Eu gosto desse álbum porque, se alguém quiser me conhecer, eu dou ele. Eu nunca estive apto a fazer isso antes. Eu poderia fazer isso com o meu livro, eu poderia fazer com outra coisa, mas não com a música.

Você disse que gravou a maioria do seu último álbum (“Eat Me, Drink Me,” 2007) deitado, com o microfone em cima de sua cabeça. Você fez alguma coisa estranha ou usou alguma técnica diferente para esse álbum?
Definitivamente foi diferente. Eu achei bem difícil trabalhar em casa, então fomos até um estúdio e criei um cronograma para mim. Foi das 20:00 até 4:00am, eu aparecia por volta de 3:00am e às vezes nem dormia ou comia direito e tudo o mais, eu fiz a maioria dos vocais sem ter as letras na minha frente. Eu não cantei nas minhas costas; eu tive uma cadeira que eu chamo de cockpit que era tipo uma cadeira de avião e reclinava. Tive a intenção de usá-la – usei para outros propósitos, mas cantei a maior parte do tempo ajoelhado. Normalmente eu sentaria nos meus joelhos, e eu tive 30 e poucos cadernos que no fim das contas nem usei. Só comecei a cantar a partir de qualquer enciclopédia de ideias que tive apresentadas na minha cabeça. Eu diria que perto de todos os takes no álbum foram feitos de primeira, e talvez eu tenha adicionado à isso, mas nada no álbum foi repensado.

Seu show terá a maioria das músicas do “The High End of Low”? Como seu show evoluiu?
Estamos tocando a maioria das músicas que Twiggy e eu escrevemos ao longo dos anos, eu quero manter um elemento espontâneo no setlist. Se em uma noite eu sentir que devo fazer uma versão de 45 minutos da “I Want to Kill You Like They Do in the Movies,” então eu farei. Minha filosofia é: O que eles vão fazer? Ir embora? Realmente não me importo. Quero fazer o que acho certo.

Então os fãs que seguem sua turnê verão shows diferentes?
Sim, para mim, se fica estático e chato para nós, então deve ficar para o público. Se nos entretemos e as pessoas estão conosco, essa é a realização mais difícil. Tenho um alcance muito breve de atenção.

Todos também têm, sortemente.
Para me impressionar comigo mesmo não é fácil, então estou alcançando a barra agora. Quero dar às pessoas o que acho que elas querem, mas não vou dar às pessoas o que elas pedem, porque não sou um garçom.

Você amava o Slayer quando criança, então há um Brian Warner de 10 anos de idade dentro de você que está tipo, “Puta merda, estou em turnê com o Slayer!”?
Um pequeno Brian Warner em mim? Se tiver, vou fazer um aborto.

1. Intro
2. We´re from America
3. Disposable Teens
4. Little Horn
5. Irresponsible Hate Anthem
6. Four Rusted Horses (Opening Titles Version)
7. Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon
8. The Dope Show
9. Rock is Dead
10. Tourniquet
11. Sweet Dreams (Are Made of This)
12. The Beautiful People

Vídeos

We´re from America

Little Horn

Four Rusted Horses (Opening Titles Version)

Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon

Tourniquet

Sweet Dreams (Are Made of This)

The Beautiful People

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05.11 @ Ozzfest Meets Knotfest
12.11 @ Ice Hall
14.11 @ Annexet
15.11 @ Hal 14
16.11 @ Sporthalle
18.11 @ Zenith
19.11 @ Tip Sport Arena
20.11 @ Gasometer
22.11 @ Pala Alpitour
23.11 @ Samsung Hall
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