06/11/2009 @ Malmo Arena, Malmo, Suécia
09/11/2009 @ Ericsson Glob, Estocolmo, Suécia
26/11/2009 @ Palaverde, Vidor, Itália
27/11/2009 @ Palasharp, Milão, Itália

01/12/2009 @ Campo Pequeno, Lisboa, Portugal (Last.FM)
03/12/2009 @ Palacio de Deportes de la Comunidad de Madrid, Madrid, Espanha (Last.FM)
04/12/2009 @ Sant Jordi Club, Barcelona, Espanha (Last.FM)

Isso não vai acabar tão cedo...

 

13/11/2009 @ B1 Club, Moscou, Rússia

Fonte: @basetendencies

Twiggy foi entrevistado pela revista francesa Rock Hard.

Tradução para o Inglês de Ezekhiel

 

“Se eu pudesse contar o fuso horário por ficar bêbado, minha vida seria muito fácil...” São com essas palavras cheias de uma certa sabedoria que Twiggy Ramirez, de volta com Marilyn Manson depois de uma ausência de mais de quatro anos (que ele passou com o A Perfect Circle e Nine Inch Nails) nos dá as boas-vindas em sua suíte em um hotel Parisiano. Há poucos dias do começo de uma turnê Europeia, que terá passado pelo Hellfest quando você ler aquelas linhas, nós encontramos o músico – um pouco sonolento – para ouvir sobre seu retorno ao lar e sobre o “The High End of Low,” o sétimo álbum de Marilyn Manson. Entrevista com aquele que não deveríamos mais chamar de Jeordie...

Em qual contexto sua reunião com Marilyn Manson tomou lugar?

Eu tinha terminado a turnê com o Nine Inch Nails. Eu estava escondido em um hotel, em Hollywood, onde eu encontrei Manson. Aquele dia nós apenas falamos sobre tudo e nada em particular, mas mantivemos contato por telefone. Então ele me ofereceu para ser parte de sua próxima turnê. Eu aceitei. Aconteceu de um jeito bem “orgânico,” sem intervenção de managers, gravadoras ou o que for... Foi muito fácil de fazer porque nós dois realmente queríamos trabalhar juntos de novo.

Você religou o passado e os eventos que te levaram à separação?

Não, não mesmo... Deixamos tudo isso de lado. Nós estávamos mais feliz de ver um ao outro novamente e tivemos um tipo de novo começo. Mas tenho que dizer que durante todos esses anos nós não ficamos nem um pouco chateados um com o outro. Apenas crescemos separadamente e não tínhamos o desejo de trabalhar mais juntos... Mas os anos passaram e agora nossa relação é melhor do que nunca.

Você se manteve atento ao que o Marilyn Manson estava fazendo enquanto você esteve fora?

Não. Não escutei seus álbuns e provavelmente nunca farei isso. Tive que aprender uma música de cada álbum em ordem para tocá-las no palco, mas as outras eu não conheço.

Você começou a escrever as músicas do “The High End of Low,” um álbum que você co-produziu, imediatamente?

Nós começamos no final da turnê Americana, apenas falei sobre, o que durou por volta de seis ou sete semanas. Tão breve quanto saímos do ônibus da turnê, estávamos desejando uma única coisa: Escrever novas músicas. O “conceito” foi simples: cada novo dia era uma nova ideia para música. Nós nunca ficávamos de saco cheio porque todo dia era diferente e estávamos trabalhando de uma maneira totalmente diferente do dia anterior. Como resultado, as fontes de inspiração por trás daquelas músicas são numerosas...

Quais foram suas inspirações?

(Pensando) Não sei exatamente... Poderia ser algo que ouvi em um bar, ou alguma coisa pop tocando no rádio... Mas minhas influências pessoais ainda são as mesmas, e elas são bem diversas. Quando eu escrevo algumas músicas, eu sempre escuto aos antigos clássicos que já escutei milhares de vezes, mas que ainda amo muito. Pink Floyd, Spiritualized, Oasis etc. Aquelas músicas vieram para a gente em um jeito muito espontâneo e o álbum tomou forma de pouco em pouco, dia após dia. Nós não sabíamos que tipo de álbum estávamos fazendo, mas sabíamos que não queríamos recriar algo que já tivemos feito no passado. Eu fiz esse álbum do modo mais honesto considerando meus gostos musicais, e eu sei que foi o mesmo para o Manson. A música e letras que ele escreveu para o “The High End of Low” são totalmente de acordo com o que ele é e gosta. Nós sempre trabalhamos dessa maneira quando eu era parte da banda antes, e acho que é o que fez nosso sucesso.

Você trabalhou uma atrás da outra?

Cada música foi feita de um modo diferente. Não houve regras. Eu gravei algumas músicas na minha casa, então Manson adicionou as letras. Algumas outras músicas foram gravadas em um estúdio, junto com Sean (Beavan) e Chris (Vrenna). Mas de qualquer modo, a maioria das músicas têm algo em comum – elas são em sua maioria de primeira. O álbum foi composto enquanto estava sendo gravado, ou ao contrário? (risos)

O encarte realmente não diz quais instrumentos você está tocando no álbum.

Um pouco de tudo! Guitarras, na qual eu também vou tocar no palco, baixo, programação. Como isso estava claro em minha cabeça, tipo o som que eu queria para o álbum, eu pensei que seria melhor se eu fizesse várias coisas por mim mesmo. É um álbum de rock, mais do que áspero, que me serviu perfeitamente. Nós costumávamos ter várias camadas de guitarra e efeitos eletrônicos no passado. Hoje nos limitamos em duas ou três guitarras, teclado, baixo, bateria e isso é tudo. Exatamente como uma banda de rock, de fato. Isso é bom, porque trabalhamos para ser uma! (risos)

Quem será o novo baixista para a banda?

É um músico chamado Andy (Gerold) que o Billy Howerdel (A Perfect Circle, Ashes Divide) me recomendou. Andy era parte do Ashes Divide e ele é realmente ótimo. Levou uma única audição para nos convencer que ele era o homem certo para a posição.

Você concorda que algumas das músicas no “The High End of Low” têm uma dimensão “pop”?

É uma palavra que eu não tenho problemas. Se as melodias são boas o suficiente para que as pessoas encontrem algumas qualidades pops nelas, levarei isso como um elogio. O álbum que eu mais escuto agora é o último da Lily Allen, não tenho nada contra o pop, quando é bem feito.

O “The High End of Low” é bem rico e variado, tanto que tem 15 músicas. Foi uma escolha muito difícil a se fazer, que você manteve todas as músicas?

Ah, não, não mantivemos todas as músicas. Nós temos músicas o suficiente para pelo menos três álbuns! Mas é verdade que a escolha foi difícil. Quando você é honesto em escrever músicas, você pode apenas amar tudo que você cria e é quase impossível decidir qual música é melhor que a outra. Eu gosto muito de “Leave a Scar” e “Devour,” mas não há uma única música que eu não goste.

Você esteve bastante ocupado nesses anos. Em que extensão você acha quemelhorou como músico?

Eu mudei, com certeza, mas é difícil dizer quais aspectos eu talvez tenha melhorado. Quando eu deixei a Marilyn Manson, eu não tinha ideia do que faria a seguir. Eu tipo ofereci os “trabalhos” com o A Perfect Circle e Nine Inch Nails, sem ter perguntado nada. Eu ainda me pergunto por que eles me chamaram, mas estou feliz que eles chamaram! (risos) Obrigado às duas bandas, me diverti muito e aprendi muito. Cresci bastante, também.

Você acha que Marilyn Manson, a banda, é ainda tão perigosa e provocativa hoje do que era no começo?

(Pensando por um longo tempo) De fato, eu acho que é mais perigosa agora, porque o que tocamos é mais ancorado ao mundo real. Ainda há provocação e Manson ainda é um expert nessa área. Mas aquelas músicas ainda são muito pessoais e isso é realmente assustador. Nós não estamos nos escondendo atrás de nada. Claro que vamos manter as roupas extravagantes e maquiagem, mas não vamos mais nos esconder atrás de alguns personagens que criamos.

Você passou vários anos trabalhando com seu nome verdadeiro, Jeordie White. Foi fácil tornar-se Twiggy de novo?

Para ser honesto, aqueles últimos anos eu tive algumas dificuldades em me livrar do personagem Twiggy... E hoje, acho estranho quando as pessoas não me chamam de Jeordie! (risos) Mas não é muito importante para mim. As pessoas podem me chamar de Twiggy ou Jeordie, não me importo. De fato estou usando o apelido Twiggy para ter certeza aos fãs de que eu voltei. Mas eu realmente não sou o mesmo Twiggy de antes. Não sou mais a mesma pessoa.

Que tipo de pessoa você era?

Não sei... um idiota? (risos) Algo do tipo! De qualquer modo, eu era alguém que não sabia o que ele gostava, e quem estava escondido por trás de uma personagem que ele criou. Não é mais o caso. Não posso falar pelo Manson, mas tanto quanto eu sei, eu mudei muito e considero meu papel nessa banda de um modo diferente.

Depois que você deixou a Marilyn Manson, você fez audição para várias bandas, entre elas, Queens of the Stone Age e Metallica...

Eu nunca fiz audição para o Queens of the Stone Age. Houve uma oportunidade em um momento, mas nunca se materializou. Ao mesmo tempo eu fiz audição para o Metallica, mas sem pensar em entrar na banda. Eu queria tocar “Master of Puppets” uma vez com eles, e fiquei muito feliz de estar apto a fazer isso, mas francamente eu realmente não queria fazer parte daquela banda. Claro, eu teria ficado rico instantaneamente, mas provavelmente seria muito mais complicado. Sou bastante amigo do Lars (Ulrich) e eu sabia qual a situação que o Metallica estava na época. O A Perfect Circle foi muito melhor para mim.

O que você achou do final “abrupto” do A Perfect Circle?

O Maynard (James Keenan) simplesmente voltou com o Tool e o Billy (Howerdel) queria fazer algo diferente. Não sei o que vai acontecer com a banda, mas sou muito orgulhoso do “Thirteenth Step” (2003) e espero trabalhar junto com eles de novo. Adoraria fazer outro álbum com aqueles caras. Veremos o que o futuro nos aguarda.

O que você acha da sua experiência com o Nine Inch Nails?


Amei os shows que fizemos juntos, mas o que eu estou mantendo disso é mais algum tipo de disciplina. Não foi sempre o caso – longe disso – mas o Nine Inch Nails agora é muito disciplinado. Me ajudou a virar a página e fazer uma limpeza geral dos excessos do passado.

Você poderia também escrever um livro descrevendo aquele período, como o “The Dirt” do Mötley Crüe?

Se eu fosse escrever um livro, seria bem curto: “As pessoas me disseram que eu tive bons momentos, mas eu não lembro de nada!” (risos) Talvez eu possa escrever algumas poucas páginas com a ajuda de hipnose, mas de qualquer maneira, seria curto demais... (risos)

Você começou uma banda de Stoner Rock, o Goon Moon, com o Chris Goss, e fez o primeiro álbum em 2007. Vocês têm outros projetos juntos?

As pessoas chamam isso de Stoner Rock porque é um estilo de música “estranho” e porque o Chris Goss faz parte da banda. Mas não há absolutamente regras na música do Goon Moon. Esse é o porquê de nós amarmos tanto. É uma saída. Nós fizemos um álbum com a colaboração de vários de nossos amigos, entre eles Josh Homme (QOTSA), Josh Freese (A Perfect Cicle) e Dave Catching (Eagles of Death Metal). E estamos muito satisfeitos com isso. Não vejo por que não faríamos um segundo. Bem, vou começar essa turnê com o Manson, e então eu penso sobre o futuro. Vou tocar guitarra na banda agora. Voltando ao instrumento que eu comecei talvez me oferecerá novas perspectivas, e traga novos desejos.

Você vai entrar em turnê com o Slayer nesse verão nos EUA. O que você acha dessa formação?

É estranha! Eu cresci escutando bandas como Metallica e Slayer, então estou orgulhoso de entrar em turnê com eles. Mas honestamente, não sei por que tais bandas podem ver a luz do dia. Bem, não se preocupe, é tudo sobre dinheiro! (risos) Eu amo Slayer, mas também sei que seus fãs às vezes são desrespeitosos. Felizmente vamos tocar depois deles. Então se estivermos com sorte, muitos de seus fãs estariam voltando para casa quando entrarmos no palco!

Fonte: @basetendencies

1. Intro
2. We´re from America
3. Disposable Teens
4. Little Horn
5. Irresponsible Hate Anthem
6. Four Rusted Horses (Opening Titles Version)
7. Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon
8. The Dope Show
9. Rock is Dead
10. Tourniquet
11. Sweet Dreams (Are Made of This)
12. The Beautiful People

Vídeos

Sweet Dreams (Are Made of This)

Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon

Estamos demorando com esse vídeo, mas não o esquecemos! Confira abaixo a 3ª parte da entrevista:

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14.11 @ Annexet
15.11 @ Hal 14
16.11 @ Sporthalle
18.11 @ Zenith
19.11 @ Tip Sport Arena
20.11 @ Gasometer
22.11 @ Pala Alpitour
23.11 @ Samsung Hall
25.11 @ Velodrom - UFO
29.11 @ Mitsubishi Electric Halle
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