Dessa vez foi a revista francesa Elegy que fez uma entrevista com ele. Confira!

(Obrigada mais uma vez ao Ezekhiel pela tradução e transcrição)

 

Cansado e marcado pelos efeitos do fuso horário e de uma noite bêbada, Twiggy acabou de acordar e nos dá as boas vindas em sua suíte de um hotel do 8th distrito de Paris. São 15:00, Twiggy acorda.

Então, morto de cansado?

Sim, passei a noite em um bar com o Manson e o Black Eyed Peas... Então fomos até uma boate de Paris, não muito longe do hotel, onde o Manson já esteve com sua ex, Dita Von Teese. Eu estava me perguntando por que não haviam meninas no bar, até que me liguei que era uma boate gay (risos).

Mas Fergie estava lá?

Sim! (risos) E ela estava olhando para mim.

Você tentou alguma coisa com ela?

Ela estava sentada no meu colo, mas não... não aconteceu nada. Eu tenho uma namorada em Los Angeles. Ela acabou de me mandar um SMS, são 6:00am lá.

Isso é por que ela sente sua falta.

(Bocejando) Etcetera!

Desculpe?


Etcetera. E tudo o mais. Manson e eu adoramos dizer isso. Tanto que tatuamos no nosso braço direito (ele me mostra seu pulso direito, onde “etcetera” é sem dúvida tatuado inteiramente). Ele só tatuou o “etc.”

Ele é mais doce do que você?

(Risos)

O Manson está no mesmo estado que você?

Provavelmente pior porque ele levantou mais cedo... De fato eu não tenho certeza se ele sequer foi para a cama. Nós chegamos de Los Angeles ontem, estamos sofrendo com o fuso horário.

Você trouxe seu violão com você. Você leva ele para todos os lugares?

Sim. Só se por acaso algum jornalista pedir para eu tocar algo ou usá-lo em alguma sessão de foto.

O Manson me disse que você nunca colocou tanto o coração fazendo um álbum do que no “The High End of Low”...

Ah, sério? Acho que já trabalhamos duro assim, mas é verdade que esse álbum é um dos meus favoritos em tudo que eu já fiz. E como eu gosto, não me importo em saber se as outras pessoas também gostam.

Manson está dizendo algo assim. É difícil para você escutar os primeiros álbuns, assim como é para ele?

Ah não, não tenho problema com eles. Mas é verdade que não os escuto.

Você terá que escutá-los novamente e ensaiar algumas músicas, não?

Sim, claro. De qualquer modo, nós não tocaremos as músicas dos álbuns que eu não trabalhei. Mesmo que eu goste dessas músicas também.

Vocês já começaram a ensaiar?

Sim, sim.

Vocês podem tocar o álbum novo inteiro ao vivo?

Não, nós apenas ensaiamos 5 ou 6 músicas.

Só isso?


Sim. Nós temos que tocar os hits: The Beautiful People, The Dope Show, Sweet Dreams etc.

Você pode nos dar o setlist ou pelo menos 6 das músicas novas que vocês vão tocar?

O setlist ainda não está definido, mas nós trabalhamos na Four Rusted Horses, Pretty as a Swastika, Leave a Scar, I Have to Look Up Just to See Hell, We’re from America e Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon.

Sem Devour?

Sim, mas provavelmente tocaremos em alguns shows. Mas não nos festivais. Nos festivais vamos abrir com Four Rusted Horses. O que é legal do novo álbum é que podemos tocar tudo ao vivo sem ser obrigado a usar fitas ou computadores. Tudo pode ser tocado com uma guitarra, baixo e bateria.

A formação inclui Chris Vrenna e Ginger Fish na bateria?

Sim. O Ginger Fish também tocou piano no álbum. O Chris irá tocar teclado ao vivo e Ginger, claro, irá tocar bateria.

Vocês não vão tocar a melhor música do álbum: I Want to Kill You Like They Do in the Movies?

Não. Não na Europa, pelo menos. Tem 10 minutos, é muito para os festivais. Talvez a gente faça uma versão de 40 minutos, então tocaremos só essa música (risos).

Você ama filmes tanto quanto o Manson? Vocês têm gostos parecidos?

Sim, sim. Nós compramos vários livros e DVDs, passamos o tempo os classificando... Adoro o material do Jodorowski, acho bem engraçado.

E Philippe Grandrieux?

Bem... não sou tão fã de cinema quanto o Manson. Também gosto um pouco do Fellini, mas sabe... Também gosto de filmes menos intelectuais. Assisto tudo que vem para mim.

Manson é um fã de Tobby Dammit...

Sim, é seu curta favorito! (risos) Não sou um grande fã de Fellini, mas amamos aquele filme porque é parte de uma triptych. É com o Terence Stamp, nós amamos ele! Sou fã desde seu papel no Superman 2 (risos). Não estou mais surpreso que ele te disse sobre Tobby Dammit!

E quais são suas influências musicais?

Ah! Provavelmente é vergonhoso, mas agora estou mais nos anos 90, com o trabalho do Richard Ashcroft ou Noel Gallagher. Adoro esse lado básico, e suas texturas. Sou um grande fã de Oasis. Outro que não o David Gilmour, sempre foi uma grande inspiração para mim...

Você não gosta dos anos 80?


Gosto... nos anos 90. Parece que eu sempre escuto o material que veio dez anos antes (risos) Mas o metal dos anos 80 sempre será uma parte de mim: Judas Priest, Blast, Cinderella ou Mötley Crüe, e também thrash metal com Metallica, Testament ou Slayer.

Que banda te levou a aprender a tocar guitarra?

Bem... acho que o Van Halen, que eu vi ao vivo em 1984. Mas foram Kill ‘em All e Ride the Lightning do Metallica que me fizeram melhorar. Para mim era “Sports Metal,” imitá-los significou muito treino (risos). Essas foram as duas bandas que me trouxeram para a música.

O que te fez voltar para a Marilyn Manson?

Eu estava em um canto, tinha acabado de voltar de uma turnê com o Nine Inch Nails e estava me sentindo sozinho. Estava me perguntando o que eu estaria apto a fazer em seguida. Corri em direção do Manson em um bar. Nós começamos a conversar e eu estava tipo “Que tal fazer um álbum juntos, mais orgânico?” Foi assim. Fizemos uma pequena turnê ano passado, então começamos a compôr juntos. Nós devemos ter escrito por volta de sessenta músicas ou ideias de músicas e selecionamos quinze.

Você trabalhou diferente dessa vez?

Sim, porque antes nós trabalharíamos quinze dias na mesma música. Dessa vez trabalhamos algumas horas na mesma música, então fomos para a próxima. Por isso que escrevemos tantas. E as músicas foram finalizadas mais rapidamente.

Como você escolheu quais músicas iriam para o álbum?

Isso é com o Manson. Depende das letras, eu acho.

Você foi parte das letras algumas vezes?


Às vezes digo à ele que prefiro essa palavra do que aquela, mas só isso. Sou mais responsável pela música.

Mas quando você compõe, você não tem algumas ideias para letras às vezes?

Sim, eu também escrevo letras, mas não para esse projeto. Na outra mão, usamos algumas ideias de músicas que eu tive guardadas por dez anos. Eu escrevi Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon na época do segundo álbum.

E quando você escreve letras, é para o Goon Moon, seu projeto com o Chris Goss?

Sim. Ou para o MySpace e Youtube... Eu compartilho meus pequenos vídeos musicais ou algumas músicas... O mais breve que eu tiver tempo, vou começar a compôr para o Goon Moon novamente.

Terá alguma coisa em particular no palco dessa turnê?

Para ser honesto, não faço ideia.

Será uma surpresa tanto para você, quanto para o público?

Exatamente (risos)

Vocês vão tocar em Paris?


Não sei. Não faço parte da organização da turnê. Estamos ensaiando em Berlin, e a turnê começa no final de Maio.

Qual a diferença do seu trabalho com o Manson e com o Reznor?

Ambos são muito exigentes. Mas com o Nine Inch Nails, você não está na situação criativa, é a banda do Trent. Suas expectativas são muito altas, ele é um músico muito talentoso, você aprende muito com ele. Ele é mais responsável que o Manson. Com o Manson, é mais sobre sobreviver ao caos, ao caos emocional que ele tenta expressar em suas músicas com o uso da minha música. Ele é menos exigente em um ponto de vista técnico. Com o Reznor, você precisa de disciplina e rigor, e ele te mostra quem é o chefe. Sua procura por perfeição te faz um melhor músico.

Há varios takes no estúdio?

Eu praticamente não trabalhei com ele no estúdio. Ele faz quase tudo nos álbuns. Eu apenas toquei ao vivo.

Então seu trabalho com o Manson é mais gratificante...

Com certeza. Com o Nine Inch Nails é apenas um trabalho.

E com o A Perfect Circle?

Aquilo foi mais que uma banda. Mais ainda que a Marilyn Manson, onde é só ele e eu que criamos. Nós somos o coração dessa banda, mesmo que o Chris tenha algumas contribuições técnicas. Com o A Perfect Circle nós compomos ao vivo juntos. Trent é ele sozinho com o seu computador.

Como você procede quando escreve músicas na Marilyn Manson? Você tenta criar uma atmosfera particular?

Quando algum de nós tem uma ideia, um liga para o outro e ligamos para o Chris também. Na verdade, Chris e eu frequentemente nos encontramos no estúdio para escrever a essência das músicas.

Alguma das músicas foi mais difícil que outras?

Não, foi bem fácil. Na maior parte do tempo ficou bom de primeira.

Há alguma música que te dá mais prazer em tocar ao vivo do que outras?

Devour e Leave a Scar.

Há uma grande variedade no álbum. Você quis assim?

Sim, eu acho. Como tivemos mais de cinquenta músicas, Manson escolheu as que ele pensou que faria o álbum melhor. Nós tivemos que escolher entre dez músicas realmente pesadas, algumas um pouco menos pesadas e outras menos ainda.

Você ficou frustrado que algumas das músicas não entraram no álbum?

Claro, mas estou feliz com o álbum como está. Talvez algumas das músicas aparecerão no próximo álbum?!

Obviamente você viu as paredes no quarto do Manson com as letras escritas nelas. Não foi um pouco assustador?

Um pouco, sim. Certamente foi pior para os donos, quando eles pegaram as chaves de volta porque era uma casa alugada! Era muito escura, a antessala do Inferno... Havia também fotos pornôs... Não gostava muito de ir lá, me assustava.

Os donos devem ter mantido o depósito...

Claro (risos) Eles devem ter repintado ou destruído tudo.

A casa era no centro de Los Angeles?

Sim, no Hollywood Bowl. Quando íamos para o estúdio, tínhamos que atravessar o trânsito, levava algumas horas... Desculpa, agora eu preciso dormir (risos)

06/11/2009 @ Malmo Arena, Malmo, Suécia
09/11/2009 @ Ericsson Glob, Estocolmo, Suécia
26/11/2009 @ Palaverde, Vidor, Itália
27/11/2009 @ Palasharp, Milão, Itália

01/12/2009 @ Campo Pequeno, Lisboa, Portugal (Last.FM)
03/12/2009 @ Palacio de Deportes de la Comunidad de Madrid, Madrid, Espanha (Last.FM)
04/12/2009 @ Sant Jordi Club, Barcelona, Espanha (Last.FM)

Isso não vai acabar tão cedo...

 

13/11/2009 @ B1 Club, Moscou, Rússia

Fonte: @basetendencies

Twiggy foi entrevistado pela revista francesa Rock Hard.

Tradução para o Inglês de Ezekhiel

 

“Se eu pudesse contar o fuso horário por ficar bêbado, minha vida seria muito fácil...” São com essas palavras cheias de uma certa sabedoria que Twiggy Ramirez, de volta com Marilyn Manson depois de uma ausência de mais de quatro anos (que ele passou com o A Perfect Circle e Nine Inch Nails) nos dá as boas-vindas em sua suíte em um hotel Parisiano. Há poucos dias do começo de uma turnê Europeia, que terá passado pelo Hellfest quando você ler aquelas linhas, nós encontramos o músico – um pouco sonolento – para ouvir sobre seu retorno ao lar e sobre o “The High End of Low,” o sétimo álbum de Marilyn Manson. Entrevista com aquele que não deveríamos mais chamar de Jeordie...

Em qual contexto sua reunião com Marilyn Manson tomou lugar?

Eu tinha terminado a turnê com o Nine Inch Nails. Eu estava escondido em um hotel, em Hollywood, onde eu encontrei Manson. Aquele dia nós apenas falamos sobre tudo e nada em particular, mas mantivemos contato por telefone. Então ele me ofereceu para ser parte de sua próxima turnê. Eu aceitei. Aconteceu de um jeito bem “orgânico,” sem intervenção de managers, gravadoras ou o que for... Foi muito fácil de fazer porque nós dois realmente queríamos trabalhar juntos de novo.

Você religou o passado e os eventos que te levaram à separação?

Não, não mesmo... Deixamos tudo isso de lado. Nós estávamos mais feliz de ver um ao outro novamente e tivemos um tipo de novo começo. Mas tenho que dizer que durante todos esses anos nós não ficamos nem um pouco chateados um com o outro. Apenas crescemos separadamente e não tínhamos o desejo de trabalhar mais juntos... Mas os anos passaram e agora nossa relação é melhor do que nunca.

Você se manteve atento ao que o Marilyn Manson estava fazendo enquanto você esteve fora?

Não. Não escutei seus álbuns e provavelmente nunca farei isso. Tive que aprender uma música de cada álbum em ordem para tocá-las no palco, mas as outras eu não conheço.

Você começou a escrever as músicas do “The High End of Low,” um álbum que você co-produziu, imediatamente?

Nós começamos no final da turnê Americana, apenas falei sobre, o que durou por volta de seis ou sete semanas. Tão breve quanto saímos do ônibus da turnê, estávamos desejando uma única coisa: Escrever novas músicas. O “conceito” foi simples: cada novo dia era uma nova ideia para música. Nós nunca ficávamos de saco cheio porque todo dia era diferente e estávamos trabalhando de uma maneira totalmente diferente do dia anterior. Como resultado, as fontes de inspiração por trás daquelas músicas são numerosas...

Quais foram suas inspirações?

(Pensando) Não sei exatamente... Poderia ser algo que ouvi em um bar, ou alguma coisa pop tocando no rádio... Mas minhas influências pessoais ainda são as mesmas, e elas são bem diversas. Quando eu escrevo algumas músicas, eu sempre escuto aos antigos clássicos que já escutei milhares de vezes, mas que ainda amo muito. Pink Floyd, Spiritualized, Oasis etc. Aquelas músicas vieram para a gente em um jeito muito espontâneo e o álbum tomou forma de pouco em pouco, dia após dia. Nós não sabíamos que tipo de álbum estávamos fazendo, mas sabíamos que não queríamos recriar algo que já tivemos feito no passado. Eu fiz esse álbum do modo mais honesto considerando meus gostos musicais, e eu sei que foi o mesmo para o Manson. A música e letras que ele escreveu para o “The High End of Low” são totalmente de acordo com o que ele é e gosta. Nós sempre trabalhamos dessa maneira quando eu era parte da banda antes, e acho que é o que fez nosso sucesso.

Você trabalhou uma atrás da outra?

Cada música foi feita de um modo diferente. Não houve regras. Eu gravei algumas músicas na minha casa, então Manson adicionou as letras. Algumas outras músicas foram gravadas em um estúdio, junto com Sean (Beavan) e Chris (Vrenna). Mas de qualquer modo, a maioria das músicas têm algo em comum – elas são em sua maioria de primeira. O álbum foi composto enquanto estava sendo gravado, ou ao contrário? (risos)

O encarte realmente não diz quais instrumentos você está tocando no álbum.

Um pouco de tudo! Guitarras, na qual eu também vou tocar no palco, baixo, programação. Como isso estava claro em minha cabeça, tipo o som que eu queria para o álbum, eu pensei que seria melhor se eu fizesse várias coisas por mim mesmo. É um álbum de rock, mais do que áspero, que me serviu perfeitamente. Nós costumávamos ter várias camadas de guitarra e efeitos eletrônicos no passado. Hoje nos limitamos em duas ou três guitarras, teclado, baixo, bateria e isso é tudo. Exatamente como uma banda de rock, de fato. Isso é bom, porque trabalhamos para ser uma! (risos)

Quem será o novo baixista para a banda?

É um músico chamado Andy (Gerold) que o Billy Howerdel (A Perfect Circle, Ashes Divide) me recomendou. Andy era parte do Ashes Divide e ele é realmente ótimo. Levou uma única audição para nos convencer que ele era o homem certo para a posição.

Você concorda que algumas das músicas no “The High End of Low” têm uma dimensão “pop”?

É uma palavra que eu não tenho problemas. Se as melodias são boas o suficiente para que as pessoas encontrem algumas qualidades pops nelas, levarei isso como um elogio. O álbum que eu mais escuto agora é o último da Lily Allen, não tenho nada contra o pop, quando é bem feito.

O “The High End of Low” é bem rico e variado, tanto que tem 15 músicas. Foi uma escolha muito difícil a se fazer, que você manteve todas as músicas?

Ah, não, não mantivemos todas as músicas. Nós temos músicas o suficiente para pelo menos três álbuns! Mas é verdade que a escolha foi difícil. Quando você é honesto em escrever músicas, você pode apenas amar tudo que você cria e é quase impossível decidir qual música é melhor que a outra. Eu gosto muito de “Leave a Scar” e “Devour,” mas não há uma única música que eu não goste.

Você esteve bastante ocupado nesses anos. Em que extensão você acha quemelhorou como músico?

Eu mudei, com certeza, mas é difícil dizer quais aspectos eu talvez tenha melhorado. Quando eu deixei a Marilyn Manson, eu não tinha ideia do que faria a seguir. Eu tipo ofereci os “trabalhos” com o A Perfect Circle e Nine Inch Nails, sem ter perguntado nada. Eu ainda me pergunto por que eles me chamaram, mas estou feliz que eles chamaram! (risos) Obrigado às duas bandas, me diverti muito e aprendi muito. Cresci bastante, também.

Você acha que Marilyn Manson, a banda, é ainda tão perigosa e provocativa hoje do que era no começo?

(Pensando por um longo tempo) De fato, eu acho que é mais perigosa agora, porque o que tocamos é mais ancorado ao mundo real. Ainda há provocação e Manson ainda é um expert nessa área. Mas aquelas músicas ainda são muito pessoais e isso é realmente assustador. Nós não estamos nos escondendo atrás de nada. Claro que vamos manter as roupas extravagantes e maquiagem, mas não vamos mais nos esconder atrás de alguns personagens que criamos.

Você passou vários anos trabalhando com seu nome verdadeiro, Jeordie White. Foi fácil tornar-se Twiggy de novo?

Para ser honesto, aqueles últimos anos eu tive algumas dificuldades em me livrar do personagem Twiggy... E hoje, acho estranho quando as pessoas não me chamam de Jeordie! (risos) Mas não é muito importante para mim. As pessoas podem me chamar de Twiggy ou Jeordie, não me importo. De fato estou usando o apelido Twiggy para ter certeza aos fãs de que eu voltei. Mas eu realmente não sou o mesmo Twiggy de antes. Não sou mais a mesma pessoa.

Que tipo de pessoa você era?

Não sei... um idiota? (risos) Algo do tipo! De qualquer modo, eu era alguém que não sabia o que ele gostava, e quem estava escondido por trás de uma personagem que ele criou. Não é mais o caso. Não posso falar pelo Manson, mas tanto quanto eu sei, eu mudei muito e considero meu papel nessa banda de um modo diferente.

Depois que você deixou a Marilyn Manson, você fez audição para várias bandas, entre elas, Queens of the Stone Age e Metallica...

Eu nunca fiz audição para o Queens of the Stone Age. Houve uma oportunidade em um momento, mas nunca se materializou. Ao mesmo tempo eu fiz audição para o Metallica, mas sem pensar em entrar na banda. Eu queria tocar “Master of Puppets” uma vez com eles, e fiquei muito feliz de estar apto a fazer isso, mas francamente eu realmente não queria fazer parte daquela banda. Claro, eu teria ficado rico instantaneamente, mas provavelmente seria muito mais complicado. Sou bastante amigo do Lars (Ulrich) e eu sabia qual a situação que o Metallica estava na época. O A Perfect Circle foi muito melhor para mim.

O que você achou do final “abrupto” do A Perfect Circle?

O Maynard (James Keenan) simplesmente voltou com o Tool e o Billy (Howerdel) queria fazer algo diferente. Não sei o que vai acontecer com a banda, mas sou muito orgulhoso do “Thirteenth Step” (2003) e espero trabalhar junto com eles de novo. Adoraria fazer outro álbum com aqueles caras. Veremos o que o futuro nos aguarda.

O que você acha da sua experiência com o Nine Inch Nails?


Amei os shows que fizemos juntos, mas o que eu estou mantendo disso é mais algum tipo de disciplina. Não foi sempre o caso – longe disso – mas o Nine Inch Nails agora é muito disciplinado. Me ajudou a virar a página e fazer uma limpeza geral dos excessos do passado.

Você poderia também escrever um livro descrevendo aquele período, como o “The Dirt” do Mötley Crüe?

Se eu fosse escrever um livro, seria bem curto: “As pessoas me disseram que eu tive bons momentos, mas eu não lembro de nada!” (risos) Talvez eu possa escrever algumas poucas páginas com a ajuda de hipnose, mas de qualquer maneira, seria curto demais... (risos)

Você começou uma banda de Stoner Rock, o Goon Moon, com o Chris Goss, e fez o primeiro álbum em 2007. Vocês têm outros projetos juntos?

As pessoas chamam isso de Stoner Rock porque é um estilo de música “estranho” e porque o Chris Goss faz parte da banda. Mas não há absolutamente regras na música do Goon Moon. Esse é o porquê de nós amarmos tanto. É uma saída. Nós fizemos um álbum com a colaboração de vários de nossos amigos, entre eles Josh Homme (QOTSA), Josh Freese (A Perfect Cicle) e Dave Catching (Eagles of Death Metal). E estamos muito satisfeitos com isso. Não vejo por que não faríamos um segundo. Bem, vou começar essa turnê com o Manson, e então eu penso sobre o futuro. Vou tocar guitarra na banda agora. Voltando ao instrumento que eu comecei talvez me oferecerá novas perspectivas, e traga novos desejos.

Você vai entrar em turnê com o Slayer nesse verão nos EUA. O que você acha dessa formação?

É estranha! Eu cresci escutando bandas como Metallica e Slayer, então estou orgulhoso de entrar em turnê com eles. Mas honestamente, não sei por que tais bandas podem ver a luz do dia. Bem, não se preocupe, é tudo sobre dinheiro! (risos) Eu amo Slayer, mas também sei que seus fãs às vezes são desrespeitosos. Felizmente vamos tocar depois deles. Então se estivermos com sorte, muitos de seus fãs estariam voltando para casa quando entrarmos no palco!

Fonte: @basetendencies

1. Intro
2. We´re from America
3. Disposable Teens
4. Little Horn
5. Irresponsible Hate Anthem
6. Four Rusted Horses (Opening Titles Version)
7. Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon
8. The Dope Show
9. Rock is Dead
10. Tourniquet
11. Sweet Dreams (Are Made of This)
12. The Beautiful People

Vídeos

Sweet Dreams (Are Made of This)

Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon

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10.01 @ Van Buren
12.01 @ House of Blues
13.01 @ House of Blues
16.01 @ Fox Theatre
19.01 @ The Complex
20.01 @ Fillmore
23.01 @ Aztec Theatre
24.01 @ House of Blues
26.01 @ Shrine Mosque
27.01 @ Brady Theatre
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KILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los Angeles


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