Manson foi entrevistado por Nicole Powers, para o site Suicide Girls. Confira essa longa e interessante entrevista abaixo.

 

Tenho lido em entrevistas que esse é mais do que o álbum autobiográfico. Foi mais difícil de escrevê-lo?

Bem, foi bem difícil entrar no processo de composição. Twiggy eu estarmos juntos de novo provavelmente foi mais dramático que imaginamos... Porque nós éramos melhores amigos, irmãos, nós vivemos juntos. Eu nunca vivi sozinho. Eu saí de casa para ir em turnê e hotéis e traições e rachaduras e Twiggy e New Orleans, e então uma série de mulheres imencionáveis. E acho que foi um enorme vazio em nossas vidas.

Não foi nem mesmo em uma luta que entramos, foi algo bem bobo, e um de nós provavelmente esperou que o outro ligasse no dia seguinte para resolver. Mas acho que tudo aconteceu por uma razão... Nós corremos em direção um do outro em um hotel completamente aleatório e eu pude ver em seu rosto que ele parecia com o que eu senti um ano antes disso.

O último álbum, Eat Me, Drink Me, foi muito sobre uma pessoa quebrada. De fato, não que eu não goste ou que me sinta triste escutando, mas é um álbum que provavelmente não vamos tocar nada. Talvez toquemos “If I Was Your Vampire” porque acho que é a mais confidente do álbum, mesmo que seja a primeira [no CD] foi a última escrita.

A diferença entre esse e o novo álbum, ao lado das coisas pessoais, [no] no novo álbum, as músicas aparecem na ordem em que foram escritas. Não sei como comparar os dois porque há muitas diferenças, obviamente, começando por Twiggy e eu estarmos juntos novamente.

Ele fez coisas que foram ótimas. Ele aprendeu a ser esse músico. Quero dizer, ele sempre foi um guitarrista, mas ninguém nunca o viu como guitarrista porque ele sempre tocou baixo [ao vivo]. Ninguém percebe que ele escreveu o riff da “The Beautiful People” ou “The Dope Show”.

Mas enfim, ele apenas estava tocando essa música que eventualmente me intimidou porque ele tornou-se um tipo diferente de músico enquanto esteve longe de mim. Como guitarrista, eu pensei, por que ele nunca foi o guitarrista? O que estávamos pensando? E, para mim, não há ninguém que toque baixo melhor que ele. Seu baixo soa como se ele tivesse tocando com seu pau. É o melhor baixo que eu poderia imaginar. Ninguém mais tem aquele som.

Ele brilha como guitarrista, e me levou muito tempo para pegar a parte de cantar. Eu tive um pouco de desintegração, um mundo acabou e outro teve um tipo de começo. Foi provavelmente colocar o Twiggy dentro de uma situação onde eu construí um estilo de vida agora que era muito isolado, muito dependente de outra pessoa.

Não era da mesma maneira que olho para os relacionamentos agora. Há uma grande diferença entre fraqueza e desejo, entre amor e dependência... A pessoa que eu realmente precisei em minha vida, e acho que virou algum tipo de soco de pancada desastroso, mas eu estava realmente dando a escolha de referência, na qual eu nunca deveria escolher, eu não sabia o que dizer – é uma coisa injusta a dizer. Mas a primeira coisa e mais importante que ficou fora de mim que era a mais importante na minha vida foi que eu vi meu amigo que não via há sete anos e ele precisava de mim. Não é uma questão de música, ele precisava de mim, e eu queria ter tido ele quando me senti daquele jeito, quando minha vida tinha caído em pedaços e eu me divorciei, e todo o lixo aconteceu. Eu estava feliz de estar lá por ele porque ele é como um irmãozinho para mim e eu finalmente peguei o ponto de fazer a primeira música.

Você falou sobre o Twiggy ser como um irmão. Você, com frequência, machuca as pessoas mais próximas de você. Isso é o que as famílias fazem, discutem e depois voltam.

Bem, você está certa quanto isso. A outra parte disso é, e isso foi um conselho que eu peguei de um dos meus ídolos, Alejandro Jodorowski, um diretor que tem grande influência para mim. Ele disse para mim, porque ele sempre lê meu tarot, e eu me enganei quando ele disse... eu mesmo citei isso várias vezes em entrevistas porque ele leu meu tarot e disse, “Esse ano você voltará com seu gêmeo.” Eu me enganei pelo relacionamento errado porque ao fim do ano era o Twiggy. Isso foi o que ele quis dizer. Ele até me disse quando eu o vi depois disso. Foi meu absurdo e minha projeção, o que eu queria ver, e Twiggy é isso.

Mas você pode ter ambos. Posso ser casado com minha arte, mas você pode amar mais de uma coisa, e há diferentes tipos de amor. Leva a encontrar a pessoa certa que é capaz de fazer você parar de pensar sobre seu trabalho, até mesmo se você quiser usar aquela palavra. Porque é difícil quando você é um artista. Quando vai acabar? Quem sabe? Mas deveria acabar quando você está com a pessoa que você está romanticamente envolvida. Esse é o ponto que estou agora na minha vida. E há um ponto diferente que eu nunca estive.

E me pegou vivendo sozinho, porque eu nunca tinha vivido sozinho. De Novembro ao dia 5 de Janeiro quando eu cantei e escrevi as letras. E isso significa algo que o CD é sobre. É sobre essa experiência para mim. Não é sobre nada em particular, mas é sobre a perda. Sobre entender a perda.

Quando alguém não aprecia o conceito de... Se alguém te liga e diz, “Preciso de você,” e eles dizem, “Bem, estarei aí quando puder,” esse é alguém que não entende a perda. Porque “quando você puder” – isso talvez não aconteça 15 minutos depois, e o único jeito que você aprende isso, do jeito que eu aprendi, é quando alguém morre, ou você perde algo, você perde seu dinheiro, você perde tudo.

Não tenho nada a perder agora, então em um modo, eu não tenho nada a temer e isso me faz sentir bem perigoso. E em outro modo que me faz dar valor às coisas que eu faço mais do que tudo, e eu lutarei e matarei por eles sem hesitação. A única coisa que me para disso é que eu não quero ir para a cadeia porque me previniria de ser o que eu quero ser e eu não quero ser estuprado diariamente. É realmente simples.

Você fala sobre como expressa sua perda, mas você faz isso de um jeito bem agressivo...

Você entendeu como se fosse agressivo?

Pensei mais do que isso. Você é severo. E bem severo.

Apenas por curiosidade, que parte do álbum você acha agressivo? A primeira metade, o meio ou a segunda metade?

Bem, a primeira metade é bem mais agressiva que a segunda. Isso representa a jornada emocional que você estava?

Bem, isso é bem incomum para mim. Porque a primeira metade para mim, bem, eu posso ver porque acha agressivo. Acho que é amargo de um jeito fraco. Eu sinto como, sabe, a coisa mais fácil a se fazer é desistir em um sentido Shakesperiano de ‘Oh, vou te amar para sempre, o mundo não nos aceita, vamos morrer’ Isso é covardice para mim agora. Esse era o jeito que eu estava dentro do CD. Indo para “Devour”, a primeira música, que me estabilizou no fato que eu aprendi a lição de que posso ir lá e escolher o não – e essa é uma história verdadeira. A música não é sobre ninguém além de mim. A música é sobre o fato que estou disposto a ir lá. Se alguém diz “Te amo até morrermos” – ok, vamos fazer isso. Mas acho covardice agora, então não é a mesma pessoa que canta a faixa 15. Eu definitivamente mudei, e mudei essencialmente durante o álbum.

Entendo que você ouça a primeira metade como agressiva, acho talvez que deveria olhar isso de um jeito diferente. Escuto a segunda metade do CD como ameaça. A primeira parte do álbum é tipo agressivo, mas é amargo, fraco e incerto, que é da onde a raiva vem e não da onde a ameaça vem. Há uma confidência que começa a se reconstruir, e acho que começa exatamente do ponto da “WOW” A música cola em mim o suficiente que eu tenho tatuado no meu pulso. Eu queria fazer uma música que era tudo que eu tinha que lembrar representado em quem eu sou e o porquê eu comecei isso em primeiro lugar.

É engraçado para mim porque a primeira vez eu toquei a música sem ninguém cantando porque é muito absurda. Começamos a gravar e não deixei ninguém tentar fazer o que estavam pensando. Eu disse “apenas grave”. Fiz Twiggy tocar teclado, e eu comecei tocando guitarra com uma corda, e eu tinha o microfone, fizemos e a primeira coisa que dissemos foi “Wow.” Bem, isso é o que é. É como a “Macarena” do nonsense e confusão, e realmente representa algo que sempre nos esforçamos para realizar.

Você não pode falsificar um álbum como o The Idiot, que é um dos meus favoritos. Quero dizer, não quero ir para Berlin e me tornar um viciado em heroína, que é essencialmente a história que todos conhecem por trás do The Idiot e Bowie e Iggy Pop e Brian Eno. Mas o álbum tem um sentimento que é real – é o que esse álbum teve que se tornar. Eu estive apto a ser real. Eu parei de questionar.

Você fala sobre a segunda metade do álbum depois de “WOW” ser ameaçadora, mas antes de “WOW” você tem uma faixa chamada “I Want to Kill You Like They Do in the Movies” É uma música onde, se você tivesse que escrever as letras em um caderno e mandar para alguém, teria ganho uma ordem de controle.

Absolutamente. O que é interessante nas letras é que não as escrevi antes de cantar. Talvez tenha rabiscos de ideias. Eu iria ao meu quarto e teria essa cadeira que me referi como a cabine – Não no sentido fálico embora eu tivesse ganho. Era como um assento de avião. Eu apoiaria minhas costas, gosto de cantar encostado, e segurar o microfone – que não era pra ser segurado – mas como sou eu, não deveria segurar.

E Chris Vrenna, que estava gravando tudo, tinha fones de ouvido. Ele e eu eram as únicas duas pessoas me escutando gravar... Chris, ele estava designado ao trabalho de escrever minhas letras. Eu as diria para ele, e elas não fizeram sentido para ele.

A música, para ser específica, “I Want to Kill You Like They Do in the Movies,” cantei duas vezes. Cantei uma vez em Novembro. A versão original, que eu gostaria de lançar em algum lugar, tem 25 minutos. É sem censura, sem edição e só saiu da minha cabeça às 3:45 AM depois de 25 minutos.

Peguei o ponto onde finalizamos a gravação e decidimos que não queríamos fazer um álbum duplo ou triplo. Não há espaço o suficiente em um CD para uma música de 25 minutos, mas eu me neguei a editar porque havia uma pureza sobre o que eu fiz e foi quase canalizada. Está completamente fora da minha cabeça. Nunca escutei-a de novo. Só escutei na vez que cantei.

Finalizamos o álbum, finalizamos a faixa 15 no meu aniversário, e mais tarde naquela noite, 5 de Janeiro [perguntei] quantos minutos eu tinha restando nesse CD que iriam colocar no Wal-Mart, Target ou qualquer merda que eles vão tentar e colocar, que é uma perda de tempo. E eram nove minutos.

Eu disse, “Grave, e eu vou cantar.” E cantei, e o que aparece no álbum é uma exata performance. Voltei e falei por cima disso. Porque foi a primeira coisa que saiu da minha boca. Nunca escutei a primeira e elas têm palavras um pouco diferentes.

Sinto que álbum foi algo que eu já cantei e algo que já fiz antes. Mas não significa que é improvisado. Essas foram ideias que passaram muito tempo na minha cabeça, apenas não fiz do mesmo modo que fiz no passado, que era mais calculado, onde esse é o verso, esse é o refrão, essa é a parte que vai chatear todo mundo. Não me importei quando disseram, “Bem, você realmente quer colocar uma música de 9 minutos no álbum?” Eu disse, “O que eles vão fazer? Retornar? Estou pouco me fodendo. Não importa para mim. Essa é a música que eu quero fazer.” Foi libertador voltar ao ponto.

Parece um álbum honesto, de um jeito que é quase você escutando um diário. Obviamente o que vem através tem sido bem público, então não é algo como se as pessoas não soubessem ao que está se referindo porque já estava tudo ali. Foi catártico para você? Quero dizer, um dos motivos que as pessoas escrevem diários é colocar seus pensamentos e emoções em um papel – ajuda as pessoas a se mover. Você teve essa experiência?

Não exatamente. Nunca mantive um diário porque sempre senti que não sabia o que aconteceria com isso quando eu morresse. Nunca estive apto a manter um diário. Fazendo esse álbum, eu filmei e gravei tudo. Toda conversa em telefones, tudo. Eu estava como Howard Hughes, mas sem o dinheiro. Você acha que o álbum é honesto, eu acho o álbum poderia facilmente ser visto como uma mentira... porque é muito focado onde minha cabeça estava no cinema. É em partes o fato que eu quase desisti da música e tentei focar toda minha energia em fazer um filme. Eu tendo a me rodear com isso, meus amigos não são atores ou diretores, ou pessoas envolvidas com isso, e aparece a questão, estou atuando no álbum? Estou dirigindo?

E se eu estiver atuando, você não vai entender que pessoa é real – a personagem ou o ator? Torna-se realmente confuso. E nem tento e questiono isso. Penso que se toco o álbum para alguém e, como você disse, estivesse em papel, impresso, há duas opções: Ou você conhece uma garota que encontra ser terrivelmente romântica ou te leva para um hospital psiquiátrico, na qual os dois parecem engraçados. Mas vou com a parte romântica porque não gosto de zoar aqueles que estão em hospitais psiquiátricos. Sua bunda fica pendurada – e a comida não é boa. Já estive lá antes.

É, os roupões com o corte e gravatas pretas não são muito atrativos. Não é uma visão boa.

É, eu prefiro me auto-medicar. Não gosto de médicos dizendo o que eu devo fazer.

Você se separa da personagem Marilyn Manson? E quando suas câmeras gravaram, era você ou a personagem que você criou que estavam filmando?

Sabe, já pensei sobre isso, estava assistindo esse show que tenho algum tipo de atração, chama-se The United States of Terror, e é alguém como DMP, Disordem Múltipla de Personalidade. Estava divertido com isso. É estranho porque essa pessoa tem diferentes personalidades e se vestem diferente e falam diferente. É muito estranho. E agora me pego dizendo isso, e eu pensei, “Woah, eu faço isso.”

... Então comecei a contemplar a ideia de, é, talvez eu seja meio louco, mas enfim. Você não pode ter um sem o outro. Você não pode ter qualquer coisa que as pessoas gostem em mim, ou que as pessoas odeiam em mim, sem essa parte minha, o outro lado meu que é muito complexo, que eu tive que lutar para manter a outra parte carregada.

É uma luta na vida para encontrar alguém que entende e não tem medo disso. Eu não acho que o engano que cometi no passado é que conheci pessoas que tinham pena disso, ou conheci pessoas que são similares, e então nenhuma com carga. É como um ônibus pequeno, quando abrem a porta e todos saem correndo. É louco.

Estou em lugar diferente e foi muito sobre fazer esse álbum. Não me importo como vem quando escrito na imprensa. Soa como o tipo de coisa que alguma banda estúpida diz sobre a pureza e a importância da arte e toda aquela baboseira. É simples, não é um desafio. Esse é o único modo.

Eu quero respeito e tentar crescer de todas as minhas influências e quero ser algo que faça uma cavidade no mundo. Quero ser um vilão. Todos querem dizer, “O que é ser como um papel de modelo?” É muito mais difícil ser a porra de um vilão. O papel das modelos é ser manequins, vilões criam problemas e problemas são o que mudam o mundo. Todos os artistas são vilões, e é isso que eu gosto de ser.

Ao lado do fato que eu penso normalmente em relacionamentos, encontrei o que não gosto de ser um otário para as garotas nos relacionamentos. Mas acho que o fator de perigo do que eu sou, não sei o que é que eu digo, coisas horríveis e aparecem como se fossem fofas e charmosas. Mas sempre me diverte porque eu tentei me fazer bem “inamável” – e sempre sai pela culatra.

Você que tenta se fazer “inamável”. Mas em alguma dimensão você foi pego pela sua própria persona? Quem Marilyn Manson é tal como uma forte e definida...

Fui pego pelas minhas inseguranças, minha auto-estima e essa é a razão. Eu tive que criar algo... eu criei o nome Marilyn Manson, e criei a banda sem ter mesmo uma música, eu tinha uma ideia do que eu queria, e a ideia foi tão poderosa que acabou pegando.

Mas deve ter um lado do Marilyn Manson que não está “na personagem,” que ama organicamente cultivando ou regravar I Love Lucy

Claro. Estou sentado próximo a minha gata, Lily, e é a única garota, e ela é a única virgem que eu conheço e ela me ama. Tenho ela por 7 anos. Gosto de assistir filmes. Sou romântico. Por qualquer razão, as garotas gostam das coisas que tenho a dizer. Me diverte e me maravilha, me sinto sortudo às vezes. Sinto que o que eu faço é o que eu escrevo. Tentei ser um escritor para jornalismo, mas não me serviu. Então de alguma maneira eu acabei escrevendo músicas. E gosto de pintar. Essas são as duas coisas que acho que faço melhor para me comunicar com as pesoas.

Mas eu entendo a coisa da persona... Em algum ponto acho que perdi um rastro do que eu era antes de fazer esse álbum, e é um grande problema. Não é tão simples quanto se você fosse alguém que tivesse uma identidade, então Ok, você tem uma crise de identidade. Se você é alguém que tem duas, uma é para os estranhos e pessoas que você não conhece e também pessoas que você conhece, e a outra é apenas para as pessoas que você conhece pessoalmente. Então, naquele ponto, você não sabe quem você é. Isso foi o que quase me destruiu, porque eu não sabia o que ser. Eu não sabia qual ser.

O que eu percebi, foi o que sou tudo isso. Não posso ser descrito como um ou o outro. Não pode ser no palco e fora do palco, não pode ser Brian Warner ou Marilyn Manson, é tudo isso. É apenas tudo. É como um filme grande. Há partes que são estúpidas e chatas, e há partes que são animadas, pornográficas e violentas e há partes que são dramáticas e comoventes, há tudo isso. É apenas um filme, e é o único jeito que posso lidar com isso.

Não consigo tentar me definir nos termos das outras pessoas porque é impossível e acaba me destruindo e quebrando meu coração em tentar ser algo que é realmente o oposto do que eu criei. Não me sinto como se encaixasse. E não sou o último estranho. Não estou tentando ser isso.

O álbum é ultimamente sobre alguém que está caindo do paraíso, e eu tenho isso de várias maneiras. Se é com família, inimigos, fãs, pessoalmente, amores, carreira, arte, o que quer que seja. E então você quer encaixar de você e você sente como, talvez eu devesse desistir das minhas asas. Talvez eu deva desistir do que eu sou e então me encaixarei. E então você se encontra completamente incapaz de ser amado. Você é sem valor de cima a baixo e esse é onde eu estava no álbum.

Percebi que estava muito agressivo. Quase desisti e me tornei tudo que eu pensava e representava o oposto. Ao invés de ser aquela pessoa, eu queria desistir e me matar. Não consigo mais tirar isso. Eu era Nero querendo queimar a cidade. Ao invés disso, tornou-se redenção... Se você quer encontrar quem são seus verdadeiros amigos, afunde o navio. Os primeiros que pularem, não são seus amigos.

É interessante que você fala sobre querer se encaixar porque essas são as antíteses do que o Marilyn Manson é compreendido a ser. Seu look extremo, as coisas extremas que você diz, essa é a marca registrada de alguém que não se importa com o que as pessoas dizem.

Certo. Talvez seja o modo errado de dizer isso – encaixar. Eu queria ser aceito, ser apreciado – e isso não significa por todos. Há uma diferença também que eu quero deixar clara: Quando as pessoas dizem “Estou pouco me fodendo para o que as pessoas dizem” – isso é mentira. Eu me importo com o que as pessoas pensam. Não quero ser julgado pelos outros. Me importo com o que as pessoas que eu não conheço pensam. Quero elas para pensarem o que eu odeio nelas ou o que eu quero mudar suas opiniões, mas dizer que você não se importa, isso é apático, é sem valor. Mas não vivo minha vida no julgamento deles. Não quis dizer que estava tentando me encaixar nisso.

Estava tentando achar um lugar para existir, me senti completamente como o livro Stranger in a Strange Land ou Man That Fell to Earth. Me seti perdido.Me senti como se não pudesse ser do jeito que as pessoas quisessem que eu fosse, e isso foi porque eu parei de ser eu. É algo que qualquer um pode relatar. Não um tipo de metáfora complexa, não sou alguém completamente preocupado que ninguém consiga entender. Sou humano. Sou normal. Sou tão fodido quanto qualquer um. Fui gerenciado a me comunicar de um jeito que as pessoas se identificam. E é algo que eu quero segurar. Quero entregar. Não quero fornecer. Quero dar a eles o que eles querem. Eles me querem para ser eu, e isso sou eu sendo eu mais do que estive apto no passado.

Falamos anteriormente sobre múltiplas personalidades, e você falou sobre você ter dificuldade de casar o Manson que você é com seus amigos e o Manson que você é em público. Um dos jeitos que conheço na psiquiatria é tentar lidar com isso e eles tentam trazer as duas personalidades mais perto uma da outra, então lentamente elas vão tornando-se uma. Esse foi o processo que você esteve?

Pessoalmente sinto que o mundo começou do final do amanhecer da psiquiatria e o questionamento da relatividade. Quando começamos a desenredar e questionar as coisas, quando as pessoas começaram a ter várias interrograções para onde eles começaram a duvidar deles mesmos – as pessoas já se duvidam, foi por isso que a religião foi criada. Psiquiatria, tecnicamente, acho que para a maior parte, foi uma tentativa bem simples e inteligente de ficar no lugar da religião com fundos monetários, na minha opinião.

Não estou falando sobre psicologia, estou falando sobre psiquiatria. Já fui em psiquiatras antes e um psiquiatra me perguntou, “Por que você está aqui?” e eu disse, “Bem, todo mundo me disse que eu era louco, e minha mãe está em um hospício, então acho que é por isso que estou aqui.” E ele disse, “Bem, quais são seus problemas?” e eu disse, “Bem, não posso lidar com o stress de estar abaixo da vigilância do público, então é difícil para mim ir em torno das pessoas, é difícil para mim se conectar com as pessoas. [O psiquiatra disse,] “Ok, bem, isso sempre vai existir, então é incurável. Quais são seus outros problemas?” [eu disse,] “Bem, sou obssessivo. Se você colocar algo na minha frente, se você colocar uma bolsa grande de paus na minha frente, vou selecioná-los e checar o prepúcio. Se você me der um par de pinças, vou arrancar cada pelo do meu corpo. Se você me der uma bolsa gigante de drogas, vou usar tudo. O que quer que seja, vou me afixionar. Quero manter isso na arte. Quero me manter criando.” Ele disse, “Bem, isso também é incurável. Então o que você precisa para fazer isso é não ir a nenhum lugar e criar arte.” Essa foi a somatória da minha experiência psiquiátrica.

Então fui ao AA depois disso. Foi um tipo de fim de semana divertido para mim, me pediram um autógrafo e então não foi mais anônimo. Acho que Alcoólicos Anônimos deveriam ser uma másrca de ski e uma garrafa de uísque e você fica bêbado lá e vê é anônimo, aí você fica tipo “Estou bêbado e isso é anônimo.” Assim que eu acho que deveria ser.

Sim, o nome Alcoólicos Anôminos é um aviso falso. Deveria ser trocado por Alcoólicos Não-Anônimos. Se é anônimo, pr que você tem que levantar e dizer seu nome?

Correto.

Você disse sobre ser difícil ficar no olho do público...

Bem, não, quero deixar isso claro, porque quando eu percebi que era, quando as pessoas me perguntam se há uma diferença entre Marilyn Manson ou Brian Warner. O que eu entendia era que quando estou no palco, estou cantando meus sentimentos mais pessoais a estranhos, e muitas vezes eu escrevo aqueles sentimentos para pessoas que conheço. Então há dois mundos e eu não sei qual me define. Mas essa é a diferença entre aqueles dois mundos diferentes.

Não acho que você pode realmente desligar quem você é, e há níveis variantes. Se alguém disse, “Bem, é uma atuação.” Eu penso, o que não é uma atuação? Tudo é uma atuação, é apenas uma maneira de você querer direcionar, você quer estrelar, você quer ser um extra. O que você quer fazer com isso? E nesse ponto estou tentando viver cada dia onde é mais feliz que triste. E eu descobri o segredo da vida: Use drogas e beba quando você está de bom humor e não de mau-homor [risos]. É um pouco simples.

 


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Manson remixou o novo single da Lady Gaga, chamado Love Game e também faz participação como vocal na música.

Para escutar, acesse o site e clique no player que tem abaixo da notícia.

Fonte: Perez Hilton

 

Lembrando que hoje, 11/06, é o último dia para mandarem os textos para a promoção do The High End of Low. Participe e concorra a um exemplar do mais novo CD da banda!

 


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O site Bobor.cz postou várias fotos do primeiro show da turnê, que aconteceu dia 03/06 na República Tcheca. Confira todas as fotos aqui.

 


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Manson participou por telefone de uma entrevista do Rudy Coby. Ele fala sobre sua amizade com o Rudy, sua namorada Stoya, entre outras coisas. Para escutar a entrevista, clique aqui e faça o download. Manson começa a falar nos 13 minutos.

 


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Uma loja virtual independente foi aberta no Reino Unido vendendo camisetas originais de bandas, entre elas, tem uma camiseta do Manson. O nome da loja é Saltyrockz e a camiseta pode ser encontrada aqui. Você pode mudar a opção de cor da estampa, bem como da cor da camiseta. Custa 19,99 libras ou 22,99 euros, que dá mais ou menos 62,53 reais.

Para visualizar melhor a camiseta, clique na miniatura ao lado.

 

 


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