Ontem a banda deu início a turnê mundial para a divulgação do The High End of Low. Abaixo você confere as informações principais do que aconteceu ontem.

 

Mais fotos podem ser vistas aqui.

Setlist:

1. Four Rusted Horses (Opening Titles Version)
2. Pretty As a Swastika
3. Leave a Scar
4. Disposable Teens
5. Irresponsible Hate Anthem
6. Arma-Goddamn-Motherfucking-Geddon
7. Great Big White World
8. The Dope Show
9. WOW
10. Sweet Dreams (Are Made of This)/Rock n' Roll Nigger
11. We're from America
12. The Beautiful People

Vídeos:

Irresponsible Hate Anthem

Great Big White World

The Dope Show

Sweet Dreams (Are Made of This)

 Rock n' Roll Nigger

Pretty as a Swastika


Outras Informações:

- Não foi confirmado oficialmente pela banda, mas o que tudo indica, o novo baixista da banda chama-se Andy Gerold, que já tocou com a banda ASHES dIVIDE. Vejam as fotos: 1 | 2 | 3

- Os fãs que foram, disseram que o show parecia um ensaio na verdade, e que o Manson parecia estar bêbado.

- O show era pra ter o bis de If I Was Your Vampire e Rock is Dead, mas não ocorreu.

- Manson arremessou o pedestal contra o Ginger porque supostamente ele teria errado na música We're from America, sendo que, segundo os fãs, foi o Manson que errou a letra da música.

- Twiggy cantou The Beautiful People.

A turnê segue no dia 05/06, sexta-feira, com um show no festival alemão Rock Am Ring.


Promoção The High End of Low. Participe agora! http://www.mechanicalchristbr.com/pages/highend/

O site da BBC fez a transcrição da entrevista que eles fizeram com o Manson esses dias na rádio da emissora.

“Você quer uma luta? Você quer uma luta comigo?’

Conheci Marilyn Manson há menos de dois minutos.


Pensei que fosse entrevistar o príncipe dark do rock, o gótico grotesco que, como diz a lenda, é vampiro, zumbi e demônio em um só.

E foi a entrevista mais estranha que já fiz. Esperei que ele fosse um pouco estranho – mas não assim.

Também achei que o shock rocker fosse ser altamente articulado. Pelas outras entrevistas que assisti, sei que ele pode ser a voz inteligente de uma geração problemática.

Mas hoje, é claro que Marilyn Manson é apenas problemático.

Ele está em um estúdio de rádio encardido no complexo BBC Maida Vale, onde ele acabou de finalizar uma sessão de rádio. Nossa entrevista está quatro horas atrasada.

Na porta à frente, um coral da BBC Radio 3 está cantando Stabat Mater da Karol Szymanowski. Só espero que ele não entre nesse estúdio por engano.

Lá dentro, vestindo um capuz preto e sua normal palidez mórbida, ele está em espíritos elevados, fazendo piadas com sua banda e a turma do estúdio.

Como começamos, torna-se claro que ele não consegue ou não quer dar respostas coerentes, exceto aquelas que acabam com comentários sobre sexo, violência ou preferencialmente os dois.

São tais as suas preocupações que eu tive que editar duramente seus comentários que são sinistros, gráficos e francamente perturbados.

Estou fazendo a entrevista com um colega, Adrian, da BBC 6 Music. Manson começa arrancando a espuma do microfone do Adrian, antes de ser perguntado sobre seus fãs.

“Meus fãs? Não há fãs, porque eu estava bem quente no meu quarto.” Adrian tenta novamente, na qual Manson responde: “Fãs do teto ou anônimos?”

Há uma cintilação em seus olhos. Ele está brincando conosco, mas seus comentários também estão delibitadamente lascivos e aleatórios.

Ele segue diretamente. “Isso é um celular?” ele diz olhando para o meu gravador. Claramente não é um celular. “Posso te ligar?” Então ele faz a primeira oferta para uma luta, não agressivamente, mas mais como um político, um convite jovial.

Adrian pergunta para ele sobre o Download Festival, onde Manson tocará nesse verão.
“Você disse carregar. E baixo,” Manson interrompe, como se elas fossem as palavras mais sujas do mundo.

Fiz minha primeira pergunta, e tento mudar. Ele lembra a primeira vez que se apresentou musicalmente? Suas diferentes dimensões dos olhos saem de seu capuz.

“A primeira vez que me apresentei, vomitei.”

“Quando foi isso?”

“Noite passada. Mas não, a primeira vez, eu tive medo do palco. Eu estava com medo dos palcos assustadores e The Frighteners, que foi um filme ruim, qual o nome dele? Michael J. Fox.
Então eu diria que a última vez que eu tive... qual era a pergunta?”

Próximo, eu tentei perguntar onde ele mora atualmente. A resposta é desconexa, recheadas com palavras rudes e referência à violência sexual. Ele também começa a fazer barulhos com assobios no meio.

A resposta termina com: “Etc e tão adiante e tão ligado e wow e [mais assobios] eu gosto de falar nesses tipos de termos.”

Está ficando mais e mais curioso. Então perguntei sobre o filme que ele está supostamente trabalhando, onde ele interpreta o autor de Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll.

“Sempre interpretei ele na vida,” ele responde. “Escrevi um script sobre ele porque eu li seus diários e era sobre afasia para o céu, o céu, esquerda, direita e isso sou eu.

Então eu quase abandonei a música porque eu não queria mais fazer então quero colocar tudo isso no filme. Agora estou apaixonado por filme. Mas me filmando. E estou interpretando o Marilyn Manson.”

Em que estágio o filme está? Você tem gravação de algo?”

“Não, eu atirei em alguém. Mas era uma arma de fogo e não era exatamente legal. Mas eu fui exonerado pelo crime.”

Espero e rezo para que ele esteja brincando. Depois que Adrian perguntou a ele sobre um de seus ídolos, Iggy Pop, eu perguntei porque ele não abandonou a música e decidiu lançar um álbum novo.

“Eu percebi que isso é o que eu faço melhor,” ele diz “Não é sempre bom, mas é o que eu faço melhor, pior. Eu sendo Marilyn Manson, rockstar, et cetera, isso é o que eu faço.”

Então o filme irá... não tenho tempo para finalizar minha pergunta.

“Você quer uma luta? Um filme?” ele introduz.

O filme, eu afirmo.

“O filme,” ele repete, antes das coisas se corromperem novamente.

Manson gere responder uma questão sobre Mötley Crüe um pouco mais coerente, então, agradecidamente, a entrevista é trazida perto de menos de 10 minutos.

Em tempo, foi em partes surreal, embaraçoso e engraçado. Em retrospectiva, parece um pouco mais perturbador. Não assustador. Apenas triste.

Novo álbum de Marilyn Manson, The High End of Low, está nas lojas.

 

Fonte: MansonUsa

 


Promoção The High End of Low. Participe agora! http://www.mechanicalchristbr.com/pages/highend/

Confira a tradução da entrevista para a rádio francesa France Info. Os áudios podem ser escutados aqui.

 

A respeito do nome “We’re from America” O que significa?
Quero provocar, você sabe. As pessoas sempre dizem que estou chocando, que não estou chocando, que isso choca, isso não choca. Os Americanos sempre reclamam sobre o que não está chocando. Se você quiser ficar chocado, coloque o seu dedo na porra da torradeira, esse é o melhor modo. Para mim, você tem que ser provocativo sendo um artista, esse é o ponto. Se você não quer ter atenção, você não está fazendo nada de interessante.

Poderia nos explicar o porquê do título “The High End of Low” nessa nova produção? Sendo assim, esse é um Marilyn Manson romântico?
O último álbum era sobre eu mesmo tentando me comprometer, estava tentando realmente me reconstruir e se reconciliar comigo mesmo. Quando eu gravei, eu era uma pessoa quebrada, tentando voltar a ser o que fui e tentando aprender com meus erros. Mas o álbum começou com o conceito de Shakespeare de que “O mundo não nos entende, mas vamos seguir juntos”, contudo, o álbum termina com outro, você sabe que alguém te promete que “estarei contigo para sempre” e te abandona, é melhor correr, porque eu vou te matar. Mas isso, para mim, é muito mais romântico, porque é como uma sensação de frenesi, a ideia do “para sempre” é muito perigosa. Agora creio que o “para sempre” não existe, mas se você não crê no “para sempre” pode crer em chegar a um ponto de dependência que pode ser amor. Esse álbum não fala muito sobre relacionamentos, é mais sobre eu explicando ao mundo quem eu sou e o que quero ser e avisar: sou perigoso, tenha cuidado.
Para tudo isso não tive o nome do álbum até o dia 2 de Janeiro, e eu terminei o álbum no meu aniversário, dia 5 de Janeiro, quando finalmente vi o que eu queria mostrar e como me sentia, então surgiu o título. Passei os feriados totalmente sozinho, e também o meu aniversário. O único momento em que via os meus amigos era no estúdio. Foi então quando alguém disse “ah, você voltou a ser você, você voltou a ser o Manson” e então surgiu o conceito do The High End of Low.

Sem dúvidas... Um renascimento bastante significativo...
Sim, acho que é um renascimento, se você não está disposto a crescer e evoluir, então isso está morto. Não é tentar desistir, que foi o que eu quase fiz, é tentar tornar-se uma pessoa melhor, perceber que se você conhece alguém, esse desejo, o desejo que todos temos de conhecer pessoas, e os erros que cometemos em nossas vidas, fôssemos desistir de quem somos, fazemos uma exceção para aquela pessoa, para ser amado. E esse álbum pode ser um exemplo de eu percebendo tudo o que fiz, dos meus erros de como sou mais duro agora, amargo, frio... Mas antes do final do CD, no dia do meu aniversário, eu cantei a última música e eu percebi que o que eu queria dizer era que eu percebi que voltar a ser o que você é ganhar suas asas de volta e reaparecer das cinzas, sabe... redenção, ressurreição, renascimento e esse CD é sobre começar de novo.

É possível que Marilyn Manson, o pesadelo da América, votasse no Obama?
Sim, porque quando voto, uso meu pau. Pensei esses dias “O que vou fazer hoje?” Me levanto e vou ao estúdio. Todos pensam que ser Marilyn Manson é tocar fogo em algo, beber e usar drogas. Ou eu deveria votar no presidente negro? Ele é do tipo divertido e eu gosto do que ele diz, partindo de que os últimos presidentes eram retardados e penso que Obama é um Americano para os Americanos. Depois que votei, fui ao estúdio. E é assim como votei pela primeira vez. Me sinto parte disso.

 

Fonte: Gabo Manson

Manson escreveu um novo post no blog do MySpace e também atualizou o status. Leia abaixo:

 


Terça, 2 de Junho de 2009
Eu tenho uma faca
Humor atual: Simpatizante

Por todo o dólar Rent Friendsters feito em cima de mim. Atenção APENAS para todos os lobisomens estupradores: Vou te ensinar mais do que a perda. A questão é: O fim é com o meu pulso na frente do seu rosto ou atrás da sua cabeça? Todo o resto, proceda como não planejado. Etc. MM 15


 

O status do MySpace também foi atualizado com a seguinte mensagem:
 


Marilyn Manson - Eu tenho a coragem de apunhalar as pessoas no rosto. As costas são para os covardes que estão fugindo. Ah, e os estupradores.


 

Manson foi entrevistado pela revista Inglesa Q. Confira os scans e transcrição abaixo.

 

   

    

 

Que diabos Marilyn Manson acha que é?

Ele não é o Anticristo. Apenas é um garoto muito desobediente.


Situada em cima das montanhas de Hollywood, no final de uma rua sem saída, alcançável apenas por um voo de pedaços de pedras, você não tropeça na casa do Marilyn Manson por um acidente. De fora, você nunca pensaria que ali vive o auto-intitulado ‘Deus da Foda’, só porque parece tão sutil. Mas uma vez que você pisa na entrada, você não se desaponta. Parece exatamente como você esperaria de um cara que se veste como se fosse Halloween todo dia. A primeira coisa que te pega é que é escura, perto de uma escuridão impenetrável, que as duas velas no hall de entrada lutam para aliviar. É difícil pegar muitos detalhes uma vez que está lá dentro, mas seus olhos caem rapidamente sobre os galhos artificiais pendurados na parede, cabeças de babuínos, e o bonequinho do Hitler, que se alinha acima da lareira ao lado de um bonequinho do Mickey Mouse.

Chego nessa mansão gótica do Manson, como instruída, em uma noite de Abril (Manson não faz nos dias) e, encorajado por uma pessoa da assessoria a sentar em uma sala desordenada. Me empoleiro em um sofá de couro rachado que repousa uma pele roubada tão recentemente que eu pensei que fosse começar a me atacar. Uma gata branca magricela emerge das sombras me encarando com os olhos amarelos. Só é confortável quando os cabelos do meu pescoço estão esperando por atenção, esquiva-se silenciosamente. Eventualmente Manson aparece. Sem maquiagem, ele parece irreconhecível, seu rosto longo e plano. Seus olhos um pouco vazios pontuam ao lado de um predominante nariz. Seu cabelo escorrido está escondido por baixo de um quepe militar preto e ele preenche mais sua camiseta preta do que antes. Ele é um homem desnecessariamente alto, interpretando as botas gigantes de plataforma, ele usa supérfulo. Sua voz, quando rasteja por sua garganta, é grossa a beça.

“Desculpe te fazer esperar”, diz cordialmente o nascido Brian Hugh Warner, “Você gostaria de fazer um tour pelo lugar?”
Ele me guia através do corredor escuro e escadas acima. Alcançamos uma porta, onde ele abre para revelar o quarto master. Parece a recente morte de um furacão. Os lençóis, CDs, livros e roupas em cada polegada do chão. Nas paredes estão milhares de palavras garranchadas, por ele, em um denso marcador preto, entre eles, FUCK e FEAR e SEX.
“Antes que você pergunte, eu não decorei o lugar para parecer um covil de um serial killer” Ele fala inexpressivo. “Apenas quis fazer para me sentir em casa.” Reparamos na sala escura onde um de seus favoritos derramou um copo de absinto (é sua própria linha, chamada Mansinthe). É rosa brilhante na cor, 66,6% de teor alcoólico e tem cheiro de anis. “É bom”, ele promete. Tem gosto de ácido.

Há uma dúzia de anos, Marilyn Manson era o bicho-papão da América. Seu importante álbum de 1996, Antichrist Svperstar, soou como uma fundição no inferno que trabalhava sem parar. Mas sua música foi ofuscada pelo homem. Com sua pele pálida, lápis preto, lentes de contato e vestido em lingerie no palco, ele parecia mais como uma vítima de assassinato. E então isso foi o circo que ficou em volta dele. Ele supostamente fumou ossos humanos, removeu uma costela para fazer sexo oral em si mesmo e foi membro da Igreja de Satã (infelizmente, só o último foi verdade) Normalmente, tudo isso falhou para impressionar qualquer um que tenha passado a puberdade: grupos religiosos regularmente cercavam seus shows, enquanto questões eram perguntadas no Parlamento na véspera de sua primeira turnê no Reino Unido. O Daily Express seriamente proclamou seu “vil”. O fato que ele era basicamente apenas uma Viúva Twankey S&M que aparentemente foram sob suas cabeças.
“As pessoas sempre me chamam de shock-rocker” ele diz decisivamente. “Mas eu nunca fui nada muito indigesto. Me vejo como um artista. Artistas supostamente são provocativos, certo?”

Em seus últimos 20 anos, isso tudo era bom e legal. Mas ele continua atacando o mesmo sulco hoje, aos 40 anos, um musical malvado que já chocou tanto que não pode chocar mais. Ele está agora quase no campo exótico. Michael Crowford poderia interpretar ele em uma versão musical de sua vida. Ele tem um álbum lançado nesse mês, The High End of Low. Como todos os álbuns do Manson, é furioso e selvagem. Músicas tem nomes como: Unkillable Monster e Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon. Sua favorita é Pretty as a Swastika.
“O título veio depois que eu disso isso à uma garota – como um elogio,” ele explica. Então você considera a suástica bonita? “Hey, não é como se eu tivesse dito que ela é bonita como o Holocausto, certo?”

A gravadora esteve ocupada censurando o álbum em ordem de ter estocado tudo para ter vendas maiores, e isso o deixou feliz: “Gostei de deixar minha gravadora puta.”
Claro que ele gosta. E ele também gosta de assustar aqueles que são próximos. Novembro passado, sua última namorada, Evan Rachel Wood, uma atriz de 19 anos com pele de porcelana, e visto como a filha de Mickey Rourke em The Wrestler, saiu de sua casa. Manson não confirma se eles terminaram propriamente. Felizmente, ele falará sobre a faixa de abertura do álbum, Devour, que é sobre assassinato-suicídio.
“Alcancei um ponto em minha vida onde se alguém diz que estará comigo até morrer, e então me deixa – bem, eu vou cumprir o contrato, sabe? Me sinto como se não tivesse nada a perder e não estou mais com medo de fazer qualquer coisa.”
Wood pode dormir tranquila. Isso é apenas Manson sendo provocativo. Isso é o que ele faz. Sempre.

Marilyn Manson talvez não tenha tido uma infância das mais felizes, mas se você olhar realmente para isso, não foi tão ruim assim. Ele nasceu em Canton, Ohio, em 1969. Seus pais – Hugh, um vendedor de móveis e Barbara, uma enfermeira – mandaram-o para uma escola Cristã que ele não se importava muito. Ele fez poucos amigos, e, ao contrário, se perdeu em atividades nerds como Dungeons & Dragons e revistas de quadrinho. Um pouco antes da puberdade, ele presenciou seu avô se masturbando diante de algumas revistas pornôs. Mas além disso, nada que ele revelou em sua autobiografia de 1998, Long Hard Road Out of Hell, sugere que o jovem Brian Warner foi muito pior do que alguém.
“Ok, te garanto que minha criação como descrevi são bem indignas de nota,” ele reconhece, “mas um fato atual, há muito mais do que aquilo, muito mais, coisas que não escrevi sobre porque não lembrava até recentemente. O que eu lembrei leva uma longa explicação do que sou hoje...”

Crescendo evidentemente deselegante, sua mão direita pairou perto de sua boca, ele diz que nunca tinha falado publicamente sobre isso antes, nem com os amigos mais próximos, então ele não entrará em muitos detalhes agora. O que ele diz, com longas pausas entre cada sentença, isso é “Tem que fazer algo com o abandono. Quando eu era criança, aconteceu em minha vida por um ano inteiro, mas eu bloqueei minha memória. Até agora, ainda estou vindo com os termos para isso.”
A memória, ele explica, foi o resultado do fato de que recentemente ele fez algo que ele nunca tinha feito antes: Passar um tempo sozinho. No Natal, Ano Novo e em seu aniversário de 40 anos, ele não viu e nem falou com ninguém.
“Não parece um grande negócio agora, mas foi. Me deu muito tempo para pensar e para lembrar.”

Ele joga algo no escuro da sala e ri secamente. “Talvez esse seja o porquê da minha casa ser escura o tempo inteiro. Muitos segredos, muito para esconder, eu devo ser um cara mal em vários aspectos,” ele pondera “Mas não significa que eu não tenha um lado bom. Não significa que não tenha morais, sabe?”
Não? Em sua autobiografia, ele relata seus vários tempos chapados na estrada, cada turnê denominada por uma quantia quase ridícula de excessos. No palco, ele frequentemente chuparia os membros da banda – sem o desejo homossexual, ele sempre foi suspeito a falar sobre, mas em questão de performance.
Ele tratava as groupies com intenções sádicas. Havia uma garota que estava sem roupa e curvada, então Manson e seus companheiros de banda poderiam cuspir em seu ânus; outra, uma garota surda, teve pedaços de carne crua jogados nela. Tem certeza que isso não é um tipo de abuso?
Ele tosse, “É, você está certo. Eu me desculpo, me desculpo por isso agora. Sempre odiei a ideia de explorar alguém.”
Então por que você fez?
“Hm, acho que porque não entendia como lidar com a situação que eu estava, eu explorei porque me senti explorado. Felizmente ninguém morreu ou se machucou irreparavelmente, pelo menos eu espero que não. Mas eu sempre fui atraído por pessoas machucadas, porque eu sou machucado.”

Duas pessoas particularmente machucadas, que foram decisivas para ele, embora nunca diretamente, foram Eric Harris e Dylan Klebold, que, em 20 de Abril de 1999, mataram 12 estudantes e uma professora no Colégio Columbine, em Colorado, antes de atirarem em si mesmos. Depois foi revelado que ambos eram fãs de Manson. Quem estava procurando por um bode expiatório, encontraram.
“Todo aquele período colocou minha vida fora da raiz,” ele diz, “Eu acreditei que era em partes responsável por isso?” ele pergunta, “Eu senti a carga e o peso das acusações, claro, mas eu nunca me senti mais responsável por isso do que ninguém. Por que eu deveria?”
A tragédia o tornou o rockstar mais odiado de sua geração.
“Eu nunca tentei mudar a opinião de ninguém sobre isso,” ele diz “eu cresci no ódio.”

Em vários modos, ele nunca se recuperou dessa queda. Embora cada álbum subsequente tenha vendido bem entre os fiéis, ele tornou-se uma sombra de sua forma, enquanto outros, jovens fingidos para sua coroa o alcançaram com facilidade.
“Sim, agora há várias bandas tentando fazer o que eu fiz, mas de uma maneira mais comercial,” ele diz sorrindo rudemente. “Os de mais sucesso desses que eu falo, é o My Chemical Romance.” Ele é um fã? “Não, não sou. Eles não fizeram nada do que eu fiz, não viram nada do que eu vi.”
Embora ele afirme que seu novo álbum é uma luz na carreira (está tocando bem alto enquanto falamos), Manson todavia parece mais e mais fora do tempo, à deriva em seu palácio vampírico, seus vários depreciadores o convenceram que é uma força gasta, um palhaço. Ele acha o contrário, e fala com entusiasmo sobre sua música, suas várias ideias para filmes e sua arte. “Eu amo pintar” ele diz, e então me guia até o quarto onde faz isso. É ainda mais caótico que seu quarto. Telas semi-finalizadas de nudez, ex-namoradas e incontáveis auto-retratos espalhados por todo o lado. Embora ele diga que a arte do mundo abraçou seu trabalho, ele trabalha em seus próprios méritos (quadros individuais podem ser vendidos por mais de U$150,000,00), é também verdade que a opinião sobre seu trabalho é dividida. Charles Darwent, crítico de arte no Sunday, procura admirar um pouco.
“O mundo ‘horroroso’ salta para a mente,” ele oferta “Suponho que seja vagamente interessante que um médium que supostamente controla a dor como aquarela, está sendo usado para retratar monstros do metal, mas é sobre isso. O quão é depressivo que as pessoas paguem bem para isso.”
Fechamos a porta de sua arte e voltamos para a sala, que ele habita sozinho agora, junto com seus gatos. Ele revela que tem poucos amigos e quer muito se apaixonar de novo, mas seu coração foi partido várias vezes, mais dolorosamente pela dançarina burlesca Dita Von Teese, cuja ele casou em 2005 (ela se divorciou um ano depois, citando ‘diferenças irreconciliáveis’) Seu casamento o elevou em um nível de celebridade do mainstream que ele nunca foi inteiramente confortável, culminando bizarramente, quando fotos de seu casamento apareceram na Vogue Americana. Presumidamente olá! Não retornamos suas ligações.
“Eu nunca quis aquilo; Dita sim,” ele diz fazendo careta “Enfim, isso é passado. Não tenho mais mágoa dela. Nós ganhamos proximidade – ou aliás, eu dei isso a ela.”
Seu coração partido mais recente é Wood. Quando eles começaram a namorar, ela tinha 19 anos, ele era um cara de 38 anos recentemente divorciado no meio de uma crise de meia idade. Território Clássico de Lolita, em outras palavras.
“Você está perguntando se eu era uma influência corrupta?” Tenho certeza que posso ser, mas Evan era incorruptível. O que eu tive com ela foi algo especial, algo que eu associaria com reencarnação, viagem no tempo, uma completa psicose mental...”

Ele suspira profundamente e repentinamente parece terrivelmente sozinho. Manson não está bem. Ele sempre vai precisar de uma alma gêmea – preferencialmente as mais jovens que ele (“Eu sempre tive um desejo de me atacar na inocência”.) Às vezes ele traz garotas para sua casa. Não todas, ele sorri mostrando os dentes, foge em um horror objetivo.
“Olhe, estou ciente como esse lugar pode parecer para os estranhos. Parece ridículo e absurdo, mas era pra ser irônico. Há um papel que estou fazendo aqui, apesar de tudo.”
E qual é esse papel, precisamente?
Ele pisca rapidamente, convencido de que a pergunta é tola
“Rockstar, claro. O que mais?”

página: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 | 32 | 33 | 34 | 35 | 36 | 37 | 38 | 39 | 40 | 41 | 42 | 43 | 44 | 45 | 46 | 47 | 48 | 49 | 50 | 51 | 52 | 53 | 54 | 55 | 56 | 57 | 58 | 59 | 60 | 61 | 62 | 63 | 64 | 65 | 66 | 67 | 68 | 69 | 70 | 71 | 72 | 73 | 74 | 75 | 76 | 77 | 78 | 79 | 80 | 81 | 82 | 83 | 84 | 85 | 86 | 87 | 88 | 89 | 90 | 91 | 92 | 93 | 94 | 95 | 96 | 97 | 98 | 99 | 100 | 101 | 102 | 103 | 104 | 105 | 106 | 107 | 108 | 109 | 110 | 111 | 112 | 113 | 114 | 115 | 116 | 117 | 118 | 119 | 120 | 121 | 122 | 123 | 124 | 125 | 126 | 127 | 128 | 129 | 130 | 131 | 132 | 133 | 134 | 135 | 136 | 137 | 138 | 139 | 140 | 141 | 142 | 143 | 144 | 145 | 146 | 147 | 148 | 149 | 150 | 151 | 152 | 153 | 154 | 155 | 156 | 157 | 158 | 159 | 160 | 161 | 162 | 163 | 164 | 165 | 166 | 167 | 168 | 169 | 170 | 171 | 172 | 173 | 174 | 175 | 176 | 177 | 178 | 179 | 180 | 181 | 182 | 183 | 184 | 185 | 186 | 187 | 188 | 189 | 190 | 191 | 192 | 193 | 194 | 195 | 196 | 197 | 198 | 199 | 200 | 201 | 202 | 203 | 204 | 205 | 206 | 207 | 208 | 209 | 210 | 211 | 212 | 213 | 214 | 215 | 216 | 217 | 218 | 219 | 220 | 221 | 222 | 223 | 224 | 225 | 226 | 227 | 228 | 229 | 230 | 231 | 232 | 233 | 234 | 235 | 236 | 237 | 238 | 239 | 240 | 241 | 242 | 243 | 244 | 245 | 246 | 247 | 248 | 249 | 250 | 251 | 252 | 253 | 254 | 255 | 256 | 257 | 258 | 259 | 260 | 261 | 262 | 263 | 264 | 265 | 266 | 267 | 268 | 269 | 270 | 271 | 272 |









20.07 @ Budapest Open Air
21.07 @ Metal Hammer Festival
22.07 @ Junge Garde
24.07 @ Metaldays 2017
25.07 @ Rock in Roma
26.07 @ Villafranca Castle
28.07 @ QStock 2017
31.07 @ Stadium Live
02.08 @ Sport Palace
04.08 @ aken Open Air
[ ver mais ]

Marilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los AngelesManson fala sobre o ”The Pale Emperor” (2015)Manson dá suas impressões sobre o Natal (2014) Deep Six


ver +

facebook.com/marilynmanson
marilynmanson.com
twitter.com/marilynmanson


2008 - 2017 ® Marilyn Manson Brasil | Todos os Direitos Reservados