Manson foi entrevistado pela revista Inglesa Q. Confira os scans e transcrição abaixo.

 

   

    

 

Que diabos Marilyn Manson acha que é?

Ele não é o Anticristo. Apenas é um garoto muito desobediente.


Situada em cima das montanhas de Hollywood, no final de uma rua sem saída, alcançável apenas por um voo de pedaços de pedras, você não tropeça na casa do Marilyn Manson por um acidente. De fora, você nunca pensaria que ali vive o auto-intitulado ‘Deus da Foda’, só porque parece tão sutil. Mas uma vez que você pisa na entrada, você não se desaponta. Parece exatamente como você esperaria de um cara que se veste como se fosse Halloween todo dia. A primeira coisa que te pega é que é escura, perto de uma escuridão impenetrável, que as duas velas no hall de entrada lutam para aliviar. É difícil pegar muitos detalhes uma vez que está lá dentro, mas seus olhos caem rapidamente sobre os galhos artificiais pendurados na parede, cabeças de babuínos, e o bonequinho do Hitler, que se alinha acima da lareira ao lado de um bonequinho do Mickey Mouse.

Chego nessa mansão gótica do Manson, como instruída, em uma noite de Abril (Manson não faz nos dias) e, encorajado por uma pessoa da assessoria a sentar em uma sala desordenada. Me empoleiro em um sofá de couro rachado que repousa uma pele roubada tão recentemente que eu pensei que fosse começar a me atacar. Uma gata branca magricela emerge das sombras me encarando com os olhos amarelos. Só é confortável quando os cabelos do meu pescoço estão esperando por atenção, esquiva-se silenciosamente. Eventualmente Manson aparece. Sem maquiagem, ele parece irreconhecível, seu rosto longo e plano. Seus olhos um pouco vazios pontuam ao lado de um predominante nariz. Seu cabelo escorrido está escondido por baixo de um quepe militar preto e ele preenche mais sua camiseta preta do que antes. Ele é um homem desnecessariamente alto, interpretando as botas gigantes de plataforma, ele usa supérfulo. Sua voz, quando rasteja por sua garganta, é grossa a beça.

“Desculpe te fazer esperar”, diz cordialmente o nascido Brian Hugh Warner, “Você gostaria de fazer um tour pelo lugar?”
Ele me guia através do corredor escuro e escadas acima. Alcançamos uma porta, onde ele abre para revelar o quarto master. Parece a recente morte de um furacão. Os lençóis, CDs, livros e roupas em cada polegada do chão. Nas paredes estão milhares de palavras garranchadas, por ele, em um denso marcador preto, entre eles, FUCK e FEAR e SEX.
“Antes que você pergunte, eu não decorei o lugar para parecer um covil de um serial killer” Ele fala inexpressivo. “Apenas quis fazer para me sentir em casa.” Reparamos na sala escura onde um de seus favoritos derramou um copo de absinto (é sua própria linha, chamada Mansinthe). É rosa brilhante na cor, 66,6% de teor alcoólico e tem cheiro de anis. “É bom”, ele promete. Tem gosto de ácido.

Há uma dúzia de anos, Marilyn Manson era o bicho-papão da América. Seu importante álbum de 1996, Antichrist Svperstar, soou como uma fundição no inferno que trabalhava sem parar. Mas sua música foi ofuscada pelo homem. Com sua pele pálida, lápis preto, lentes de contato e vestido em lingerie no palco, ele parecia mais como uma vítima de assassinato. E então isso foi o circo que ficou em volta dele. Ele supostamente fumou ossos humanos, removeu uma costela para fazer sexo oral em si mesmo e foi membro da Igreja de Satã (infelizmente, só o último foi verdade) Normalmente, tudo isso falhou para impressionar qualquer um que tenha passado a puberdade: grupos religiosos regularmente cercavam seus shows, enquanto questões eram perguntadas no Parlamento na véspera de sua primeira turnê no Reino Unido. O Daily Express seriamente proclamou seu “vil”. O fato que ele era basicamente apenas uma Viúva Twankey S&M que aparentemente foram sob suas cabeças.
“As pessoas sempre me chamam de shock-rocker” ele diz decisivamente. “Mas eu nunca fui nada muito indigesto. Me vejo como um artista. Artistas supostamente são provocativos, certo?”

Em seus últimos 20 anos, isso tudo era bom e legal. Mas ele continua atacando o mesmo sulco hoje, aos 40 anos, um musical malvado que já chocou tanto que não pode chocar mais. Ele está agora quase no campo exótico. Michael Crowford poderia interpretar ele em uma versão musical de sua vida. Ele tem um álbum lançado nesse mês, The High End of Low. Como todos os álbuns do Manson, é furioso e selvagem. Músicas tem nomes como: Unkillable Monster e Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon. Sua favorita é Pretty as a Swastika.
“O título veio depois que eu disso isso à uma garota – como um elogio,” ele explica. Então você considera a suástica bonita? “Hey, não é como se eu tivesse dito que ela é bonita como o Holocausto, certo?”

A gravadora esteve ocupada censurando o álbum em ordem de ter estocado tudo para ter vendas maiores, e isso o deixou feliz: “Gostei de deixar minha gravadora puta.”
Claro que ele gosta. E ele também gosta de assustar aqueles que são próximos. Novembro passado, sua última namorada, Evan Rachel Wood, uma atriz de 19 anos com pele de porcelana, e visto como a filha de Mickey Rourke em The Wrestler, saiu de sua casa. Manson não confirma se eles terminaram propriamente. Felizmente, ele falará sobre a faixa de abertura do álbum, Devour, que é sobre assassinato-suicídio.
“Alcancei um ponto em minha vida onde se alguém diz que estará comigo até morrer, e então me deixa – bem, eu vou cumprir o contrato, sabe? Me sinto como se não tivesse nada a perder e não estou mais com medo de fazer qualquer coisa.”
Wood pode dormir tranquila. Isso é apenas Manson sendo provocativo. Isso é o que ele faz. Sempre.

Marilyn Manson talvez não tenha tido uma infância das mais felizes, mas se você olhar realmente para isso, não foi tão ruim assim. Ele nasceu em Canton, Ohio, em 1969. Seus pais – Hugh, um vendedor de móveis e Barbara, uma enfermeira – mandaram-o para uma escola Cristã que ele não se importava muito. Ele fez poucos amigos, e, ao contrário, se perdeu em atividades nerds como Dungeons & Dragons e revistas de quadrinho. Um pouco antes da puberdade, ele presenciou seu avô se masturbando diante de algumas revistas pornôs. Mas além disso, nada que ele revelou em sua autobiografia de 1998, Long Hard Road Out of Hell, sugere que o jovem Brian Warner foi muito pior do que alguém.
“Ok, te garanto que minha criação como descrevi são bem indignas de nota,” ele reconhece, “mas um fato atual, há muito mais do que aquilo, muito mais, coisas que não escrevi sobre porque não lembrava até recentemente. O que eu lembrei leva uma longa explicação do que sou hoje...”

Crescendo evidentemente deselegante, sua mão direita pairou perto de sua boca, ele diz que nunca tinha falado publicamente sobre isso antes, nem com os amigos mais próximos, então ele não entrará em muitos detalhes agora. O que ele diz, com longas pausas entre cada sentença, isso é “Tem que fazer algo com o abandono. Quando eu era criança, aconteceu em minha vida por um ano inteiro, mas eu bloqueei minha memória. Até agora, ainda estou vindo com os termos para isso.”
A memória, ele explica, foi o resultado do fato de que recentemente ele fez algo que ele nunca tinha feito antes: Passar um tempo sozinho. No Natal, Ano Novo e em seu aniversário de 40 anos, ele não viu e nem falou com ninguém.
“Não parece um grande negócio agora, mas foi. Me deu muito tempo para pensar e para lembrar.”

Ele joga algo no escuro da sala e ri secamente. “Talvez esse seja o porquê da minha casa ser escura o tempo inteiro. Muitos segredos, muito para esconder, eu devo ser um cara mal em vários aspectos,” ele pondera “Mas não significa que eu não tenha um lado bom. Não significa que não tenha morais, sabe?”
Não? Em sua autobiografia, ele relata seus vários tempos chapados na estrada, cada turnê denominada por uma quantia quase ridícula de excessos. No palco, ele frequentemente chuparia os membros da banda – sem o desejo homossexual, ele sempre foi suspeito a falar sobre, mas em questão de performance.
Ele tratava as groupies com intenções sádicas. Havia uma garota que estava sem roupa e curvada, então Manson e seus companheiros de banda poderiam cuspir em seu ânus; outra, uma garota surda, teve pedaços de carne crua jogados nela. Tem certeza que isso não é um tipo de abuso?
Ele tosse, “É, você está certo. Eu me desculpo, me desculpo por isso agora. Sempre odiei a ideia de explorar alguém.”
Então por que você fez?
“Hm, acho que porque não entendia como lidar com a situação que eu estava, eu explorei porque me senti explorado. Felizmente ninguém morreu ou se machucou irreparavelmente, pelo menos eu espero que não. Mas eu sempre fui atraído por pessoas machucadas, porque eu sou machucado.”

Duas pessoas particularmente machucadas, que foram decisivas para ele, embora nunca diretamente, foram Eric Harris e Dylan Klebold, que, em 20 de Abril de 1999, mataram 12 estudantes e uma professora no Colégio Columbine, em Colorado, antes de atirarem em si mesmos. Depois foi revelado que ambos eram fãs de Manson. Quem estava procurando por um bode expiatório, encontraram.
“Todo aquele período colocou minha vida fora da raiz,” ele diz, “Eu acreditei que era em partes responsável por isso?” ele pergunta, “Eu senti a carga e o peso das acusações, claro, mas eu nunca me senti mais responsável por isso do que ninguém. Por que eu deveria?”
A tragédia o tornou o rockstar mais odiado de sua geração.
“Eu nunca tentei mudar a opinião de ninguém sobre isso,” ele diz “eu cresci no ódio.”

Em vários modos, ele nunca se recuperou dessa queda. Embora cada álbum subsequente tenha vendido bem entre os fiéis, ele tornou-se uma sombra de sua forma, enquanto outros, jovens fingidos para sua coroa o alcançaram com facilidade.
“Sim, agora há várias bandas tentando fazer o que eu fiz, mas de uma maneira mais comercial,” ele diz sorrindo rudemente. “Os de mais sucesso desses que eu falo, é o My Chemical Romance.” Ele é um fã? “Não, não sou. Eles não fizeram nada do que eu fiz, não viram nada do que eu vi.”
Embora ele afirme que seu novo álbum é uma luz na carreira (está tocando bem alto enquanto falamos), Manson todavia parece mais e mais fora do tempo, à deriva em seu palácio vampírico, seus vários depreciadores o convenceram que é uma força gasta, um palhaço. Ele acha o contrário, e fala com entusiasmo sobre sua música, suas várias ideias para filmes e sua arte. “Eu amo pintar” ele diz, e então me guia até o quarto onde faz isso. É ainda mais caótico que seu quarto. Telas semi-finalizadas de nudez, ex-namoradas e incontáveis auto-retratos espalhados por todo o lado. Embora ele diga que a arte do mundo abraçou seu trabalho, ele trabalha em seus próprios méritos (quadros individuais podem ser vendidos por mais de U$150,000,00), é também verdade que a opinião sobre seu trabalho é dividida. Charles Darwent, crítico de arte no Sunday, procura admirar um pouco.
“O mundo ‘horroroso’ salta para a mente,” ele oferta “Suponho que seja vagamente interessante que um médium que supostamente controla a dor como aquarela, está sendo usado para retratar monstros do metal, mas é sobre isso. O quão é depressivo que as pessoas paguem bem para isso.”
Fechamos a porta de sua arte e voltamos para a sala, que ele habita sozinho agora, junto com seus gatos. Ele revela que tem poucos amigos e quer muito se apaixonar de novo, mas seu coração foi partido várias vezes, mais dolorosamente pela dançarina burlesca Dita Von Teese, cuja ele casou em 2005 (ela se divorciou um ano depois, citando ‘diferenças irreconciliáveis’) Seu casamento o elevou em um nível de celebridade do mainstream que ele nunca foi inteiramente confortável, culminando bizarramente, quando fotos de seu casamento apareceram na Vogue Americana. Presumidamente olá! Não retornamos suas ligações.
“Eu nunca quis aquilo; Dita sim,” ele diz fazendo careta “Enfim, isso é passado. Não tenho mais mágoa dela. Nós ganhamos proximidade – ou aliás, eu dei isso a ela.”
Seu coração partido mais recente é Wood. Quando eles começaram a namorar, ela tinha 19 anos, ele era um cara de 38 anos recentemente divorciado no meio de uma crise de meia idade. Território Clássico de Lolita, em outras palavras.
“Você está perguntando se eu era uma influência corrupta?” Tenho certeza que posso ser, mas Evan era incorruptível. O que eu tive com ela foi algo especial, algo que eu associaria com reencarnação, viagem no tempo, uma completa psicose mental...”

Ele suspira profundamente e repentinamente parece terrivelmente sozinho. Manson não está bem. Ele sempre vai precisar de uma alma gêmea – preferencialmente as mais jovens que ele (“Eu sempre tive um desejo de me atacar na inocência”.) Às vezes ele traz garotas para sua casa. Não todas, ele sorri mostrando os dentes, foge em um horror objetivo.
“Olhe, estou ciente como esse lugar pode parecer para os estranhos. Parece ridículo e absurdo, mas era pra ser irônico. Há um papel que estou fazendo aqui, apesar de tudo.”
E qual é esse papel, precisamente?
Ele pisca rapidamente, convencido de que a pergunta é tola
“Rockstar, claro. O que mais?”

Conhecendo Marilyn Manson

Escute o chat na 6 Music com o controverso ícone do goth-rock.

Para ir até a página, clique aqui e então clique no player abaixo da foto para escutar a entrevista.

1º de Junho de 2009 - Quatro horas é ofcialmente a hora mais longa que eu já tive que esperar para entrevistar um músico, e agora minha entrevista com o Marilyn Manson é oficialmente os 10 minutos mais estranhos da minha vida.

Chegando nos estúdios da BBC achando inocentenmente que ele estaria lá em tempo, gastei muito da minha tarde sentado em um lounge preparado para a grande chegada do rockeiro.

Fora da música, Marilyn Manson provou-se um homem articulado, perceptivo e constrangedor. Essa entrevista foi conduzida após uma sessão para a BBC.

Durante a entrevista, ele tirou o microfone, pediu a sua namorada para despir-se e derramar mais insinuações sexuais que Finbarr Saunders da Viz Comics.

Escute através do player para ouvir o homem em si com os entrevistadores Adrian Larkin (6 Music News) e Ian Youngs (BBC Online).

Adrian Larkin

 

Fonte: MansonUsa | BBC

A música Blank and White sem censura foi postada no MySpace oficial da banda. Escute agora.

Foram postadas mais fotos dos bastidores do vídeo da Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon. Para ampliar, é só clicar.

     

   

31/05

Estamos tendo problemas técnicos com o servidor do site. Algumas sessões podem não entrar e outras não aparecerem. Nós já estamos arrumando todos esses erros e, logo mais, o Mechanical Christ BR volta com seu conteúdo completo.

Agradecemos a compreensão de todos e nos desculpamos mais uma vez pelo transtorno.


              Atenciosamente, Equipe MCBr.


Mechanical Christ BR: O fã-site Oficial da banda Marilyn Manson no Brasil.

página: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 | 32 | 33 | 34 | 35 | 36 | 37 | 38 | 39 | 40 | 41 | 42 | 43 | 44 | 45 | 46 | 47 | 48 | 49 | 50 | 51 | 52 | 53 | 54 | 55 | 56 | 57 | 58 | 59 | 60 | 61 | 62 | 63 | 64 | 65 | 66 | 67 | 68 | 69 | 70 | 71 | 72 | 73 | 74 | 75 | 76 | 77 | 78 | 79 | 80 | 81 | 82 | 83 | 84 | 85 | 86 | 87 | 88 | 89 | 90 | 91 | 92 | 93 | 94 | 95 | 96 | 97 | 98 | 99 | 100 | 101 | 102 | 103 | 104 | 105 | 106 | 107 | 108 | 109 | 110 | 111 | 112 | 113 | 114 | 115 | 116 | 117 | 118 | 119 | 120 | 121 | 122 | 123 | 124 | 125 | 126 | 127 | 128 | 129 | 130 | 131 | 132 | 133 | 134 | 135 | 136 | 137 | 138 | 139 | 140 | 141 | 142 | 143 | 144 | 145 | 146 | 147 | 148 | 149 | 150 | 151 | 152 | 153 | 154 | 155 | 156 | 157 | 158 | 159 | 160 | 161 | 162 | 163 | 164 | 165 | 166 | 167 | 168 | 169 | 170 | 171 | 172 | 173 | 174 | 175 | 176 | 177 | 178 | 179 | 180 | 181 | 182 | 183 | 184 | 185 | 186 | 187 | 188 | 189 | 190 | 191 | 192 | 193 | 194 | 195 | 196 | 197 | 198 | 199 | 200 | 201 | 202 | 203 | 204 | 205 | 206 | 207 | 208 | 209 | 210 | 211 | 212 | 213 | 214 | 215 | 216 | 217 | 218 | 219 | 220 | 221 | 222 | 223 | 224 | 225 | 226 | 227 | 228 | 229 | 230 | 231 | 232 | 233 | 234 | 235 | 236 | 237 | 238 | 239 | 240 | 241 | 242 | 243 | 244 | 245 | 246 | 247 | 248 | 249 | 250 | 251 | 252 | 253 | 254 | 255 | 256 | 257 | 258 | 259 | 260 | 261 | 262 | 263 | 264 | 265 | 266 | 267 | 268 | 269 | 270 | 271 | 272 |









14.11 @ Annexet
15.11 @ Hal 14
16.11 @ Sporthalle
18.11 @ Zenith
19.11 @ Tip Sport Arena
20.11 @ Gasometer
22.11 @ Pala Alpitour
23.11 @ Samsung Hall
25.11 @ Velodrom - UFO
29.11 @ Mitsubishi Electric Halle
[ ver mais ]

Marilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los AngelesManson fala sobre o ”The Pale Emperor” (2015)Manson dá suas impressões sobre o Natal (2014) Deep Six


ver +

facebook.com/marilynmanson
marilynmanson.com
twitter.com/marilynmanson


2008 - 2017 ® Marilyn Manson Brasil | Todos os Direitos Reservados