O Myspace Oficial da banda atualizou a página com preview de todas as faixas do The High End of Low no player. Escute agora.

Manson foi capa da edição alemã da revista Metal Hammer. O artigo é muito grande, então só as partes principais foram transcritas. Manson fala sobre o CD, a turnê, gravadora, Twiggy, entre outras coisas. Confira abaixo os scans e as palavras do Manson:

   

   


  

  

Sobre a gravadora:
“Hoje em dia, enquanto a indústria fonográfica está indo tão mal, eles podem ficar felizes de lançar um CD. O álbum é forte e auto-confidente e estou feliz de entrar em turnê com ele.”

Sobre o Eat Me, Drink Me:
“O Eat Me, Drink Me é um CD mais difícil para mim agora. Enquanto eu estava criando, eu estava mal e o CD foi parte da minha recuperação. Não vou mais tocar a maioria das músicas desse CD. Não é traumático para mim escutá-las, mas eu não quero lidar com isso agora.”

Sobre o The High End of Low:
“Enquanto eu criava esse álbum, percebi que não preciso de uma história fictícia ou um conceito. Ser eu é complicado o bastante – onde escrever músicas sobre isso infelizmente não. Eu sou eu mesmo nesse álbum. Contei minha raiva, minha dor, minha estranheza e um senso de humor especial. Eu queria fazer um CD que mostra o quão é complicado ser eu. E eu não pude e não queria fazer de uma perspectiva distante ou uma personagem. Não posso inventar coisas que são mais complicadas que minha vida pessoal."

Esse álbum também lida com tempo perdido e recuperado, com relacionamentos destruídos e reconstruídos e eventualmente o fato que eu pudesse escrever músicas e fazer amigos com o Twiggy de novo. Isso foi um ponto muito significante na minha vida. Nós não nos víamos por 7 anos.

Não acho que o álbum se pareça com nada que fizemos no passado – só tem a atitude do passado.

Sobre a Rape of the World:
“Quando nós finalmente entramos no palco juntos novamente, foi apenas por algumas semanas e foi tão triste porque a atmosfera era ótima. Então nós decidimos colocar essa energia diretamente no álbum. Não podemos esperar para tocar as músicas ao vivo. Twiggy será o guitarrista pela primeira vez na próxima turnê. Quando eu o conheci, ele era guitarrista em uma outra banda. Eu o convenci de tocar baixo – na minha opinião ele é o melhor baixista do mundo, e depois do The High End of Low ele também é o melhor guitarrista que já ouvi. Acho que o modo com que ele toca guitarra é muito arrogante, orgulhoso e complicado. É tudo ao mesmo tempo e isso se reflete em sua personalidade.”

Sobre ‘Pretty as a Swastika’:
“Primeiro a gravadora queria me forçar a tirar a música inteira do álbum porque estavam com medo. Não venderia muito e seria ofensivo demais. Não deixei. A palavra “suástica” em si, não é ofensiva. Eles vieram com o argumento da história alemã de que a música não tem a intenção de retratar o holocausto ou nazismo como uma coisa bonita. O título vem de algo que eu disse literalmente a uma garota cuja aparência tinha essa combinação de cores: lábios vermelhos, pele branca e cabelo preto.
Então decidi usar o símbolo do dólar ao invés do nome. É um substituto do original, mas representa sobre o que é a discussão: A gravadora é sobre dinheiro e não arte. Esse título é uma das minhas declarações artísticas e poéticas favoritas. Está aberta para interpretação. E isso é o que a arte deveria ser: Uma interrogação e não um símbolo do dólar.”

Sobre vender tudo:
“Dinheiro não tem mais significado para mim. Tudo que eu preciso é dinheiro o suficiente parar alugar um quarto de hotel, comida para gatos e absinto. Esse é o meu básico para sobreviver. Dinheiro não deveria ser a motivação para um artista. Um artista deveria estar feliz em ser apto a expressar suas ideias e visões. Várias pessoas famosas perderam suas motivações originais – e eu nunca quis ser um deles. Eu nunca quis ser um produto formado por outros. Mas isso é complicado: Não é fácil não ser um carro quando as pessoas querem te vender como um.”

Sobre o status de seu relacionamento:
“Estou vivendo sozinho com meus gatos desde Novembro. Estou em um ponto da minha vida onde estou procurando por alguém que leva um relacionamento tão a sério quanto eu.”

A loja virtual da gravadora Universal Music aqui no Brasil está fazendo a pré-venda do The High End of Low. O preço é R$31,84 e você também pode comprar as faixas em formato digital, cada uma custando R$1,99.

Acesse a página para comprar o CD clicando aqui.

Manson comentou sobre seu mais recente vídeo, Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon no site NoiseCreep.

 

Com uma música chamada 'Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon,' pode parecer que a última coisa que o controverso rockeiro Marilyn Manson estaria fazendo seria apaziguar sua gravadora e bancar o bonzinho com a MTV. Já nas letras, são sobrecarregadas com profanidade.
“A gravadora pega o que eu faço e vende, e eu tenho que separar eu mesmo disto agora”
Manson que não pega leve, disse a Noisecreep “eu gravei esse vídeo com 30, 40 câmeras ao redor, mas o que aparece no vídeo são apenas duas câmeras, e principalmente uma câmera principal. Mas minha ideia era filmar tudo. Eu estava preocupado com a ideia de uma gravadora lançando uma música no mundo com o nome de 'Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon.'

Manson também diz que a música inspirada numa instância onde uma vez que ele estava indo para o estúdio, testemunhou um tumulto com a polícia, que teve uma vibe muito "Adam Ant/Gary Glitter" em que o cantor descreve como um "novo" meio, graças a uma pequena parte em sua recente reunião com o baixista/guitarrista e amigo Twiggy Ramirez. “Twiggy inventou o que nós nos referimos como Spaghetti Western slide guitar part," lembra Manson.
 Ele também disse “Eu não quis colocar coração e alma neste vídeo e ter os pedaços que mais importam para mim cortados ou censurados. Eu quis especificamente deste modo, para que ele não se encaixasse em uma categoria, pelas cores e letras. Tinham 30 câmeras filmando, não no sentido de documentário, mas no sentido [Frederico] Fellini. Eu quero divulgar a versão ângulo-de-30-câmeras também”
Manson também admite a comédia inerente da música, que contem uma porção de “Fucking bombs” que requerem censura em troca do número de vezes que uma música será tocada na rádio.
“As pessoas dizem que seria ótimo se não tivesse tantos “fucks” na música” Manson comentou “Seria ótimo? Quem disse, “eu quero menos fucks?” Ninguém diz isso, ninguém é imune ao fuck” O novo álbum de Manson “The High End of Low” nas lojas em 26 de Maio.
 

Fonte: BaseTendencies

Como prometido, aqui estão os scans e a entrevista transcrita e traduzida da edição mais recente da revista inglesa Kerrang! que traz uma entrevista exclusiva com Manson e mais algumas fotos tiradas especialmente para a matéria! Confira ambos abaixo.

  

  

Sozinho em Casa

Cabeças assombradas de babuínos, pacotes de cocaína, calcinhas sujas. E uma gata chamada Lily.
Senhoras e Senhores, bem-vindos a casa do Marilyn Manson...


Para ir até a casa do Manson, você pega a esquerda da Sunset Boulevard e segue ao norte da Avenida Highland. Você continua seu caminho em uma montanha atrás do outdoor de Hollywood e, quando a estrada não parece ir adiante, você dirige por mais algumas jardas e vai até a última casa na direita.

O senso de não saber completamente onde você está indo, está intensificado pela falta de estrelas – céu de 1 da manhã – para Manson, que é uma besta noturna, prefere aqueles que vem encontrá-los para serem os mesmos. Acordando quando os outros estão indo dormir, um copo de absinto lhe serve como um copo de chá.
Por atrás e abaixo, bem longe da montanha, as luzes de Los Angeles brilham vislumbram. Acima, em algum lugar, o famoso sinal de Hollywood aparece, na frente está um aço de saída manufaturado; a casa de Manson repousa.

Pelo tempo que você leu isso, ele terá se movido de sua casa alugada. Seu corretor terá um ataque cardíaco agora, porque as disposições que estão dentro não são para corações fracos.
A porta da frente é aberta por um assistente e segue até um grande corredor, com uma sala afundada. No stereo, o novo álbum do Manson, The High End of Low toca em um volume bom.
“Você se importa se eu deixar ligado?” surge uma voz da melancolia à luz de velas. “Embora eu consiga escutar o resto das vozes na minha cabeça” é uma introdução apropriadamente sinistra e, dado ao interior sombrio da casa, aparentemente combina.
Mas também, dá a ideia do humor do Manson hoje, vestido em calças de couro, camiseta e um capuz peculiar. O homem conhecido por alguns como O Deus da Foda está em sua particular forma humana, simpática e boa hoje.
Às vezes oculto, às vezes malicioso, às vezes vulnerável, esta tarde ele está longe da personagem em que ele foi escrito: A inspiração Anticristo para assassinos em escolas, ou para a paráfrase do filme Life of Brian, que, cujo protagonista, compartilha um nome cristão, um garoto bem sujo.

Ele sentou em um sofá de couro, coberto por ele mesmo com um tapete. Pendurada na parede pela porta, parece uma perna prostética. Acima disso, na parede oposta, fica a cabeça de dois babuínos, servindo como segurança para a sala.
Há uma cozinha na direita e, à esquerda, depois de algumas escadas, o quarto do Manson. A casa é espaçosa, mas não muito maior do que você espera.
De fato, o que está realmente atacando sobre o lugar, é a bagunça. Há material por todo o lado. Pilhas de livros, CDs, equipamentos stereo, fios e luzes de filme iluminando tudo em volta. Bagunça que, no meio da luz, fica difícil de identificar.
“É pior do que você imaginava?” ele pergunta “Ou apenas confuso? Estou ciente do que as pessoas talvez pensem desse lugar”

Em um canto, há duas cadeiras de rodas antigas e suas várias correias. Alavancas e limitações, mais ominosas quando pegadas pelas luzes das velas, fazendo um esforço para iluminar o espaço.

A gata do Manson, Lily, salta ao redor, miando com atenção namoradora a ninguém, a não ser Manson.
“Ela está puta” Manson fala levantando os ombros, “Ela está louca porque eu a ignorei nos últimos dias em busca de outra mulher”
Ela é a única gata que sobrou depois que sua ex-mulher, Dita Von Teese, clamou que eles compartilharam os gatos na outra casa.
Entretanto, sua ex-namorada de 21 anos, a atriz Evan Rachel Wood, levou o outro gato, Charlie, quando o casal rompeu em Novembro. “As garotas gostam de levar os gatos de mim. Isso é o que elas fazem.” Diz Manson, mais entusiasmado do que esperávamos.

É a evidência de outras garotas que podem ser encontradas no quarto do Manson. Próximo a cama que talvez, em uma melhor inspeção, parece ser apenas um colchão no chão, mas é um criado-mudo. Em cima disso, coberto por uma lâmpada, um par de calcinhas sujas.
Você apostaria que há mais aqui, mas é impossível dizer, porque esse é o epicentro da bagunça do Manson. A gravidade zero dos livros de anarquia, acordes elétricos, discos, fotos, roupas, bolsas plásticas, lâmpadas, fãs e sabe-se-lá-quem-mais cobre o carpete no caos.
“É um chiqueiro, Manson” você diz para ele e ele ri. “Eu sei, eu sei” ele responde. “Parece que um serial killer mora aqui.”

Ele está certo. Pendurado pelo vão da porta, está um grande lençol plástico; do tipo que você talvez cubra um cadáver.
“É bem evidente que é algo que você enrola corpos dentro” ele concorda. “Quando trago pessoas aqui, eu não sei o que tenho a dizer, ‘Honestamente, não vou te enterrar no quintal. Juro que não vou te matar.’”
Não é a única coisa que talvez preocupe uma potencial conquista do Manson. Garranchado em uma mão de homem louco por todas as paredes brancas. E aqui encontra-se a fonte do futuro surto do seu corretor – são os pensamentos mais profundos e sombrios do cantor, em letras pretas, às vezes no teto.
Há letras, ideias, abusos, desenhos, rabiscos e, em um caso, uma direção a seu pobre assistente para colocar seu livros na parede. Há um osso de mandíbula humana, uma boneca e uma abertura, na qual a palavra “vacância” está escrita depois, Manson bateu em uma moldura premiada contendo uma cabeça da morte Hawkmorth na parede.
“A primeira coisa que eu escrevi foi ‘Agora eu realmente ♥ você’” ele explica, talvez em referência à Evan. “Isso foi em um dia em que achei que as coisas estavam boas. E então, de repente, as coisas ficaram ruins. Então eu tentei corrigir para ‘Agora eu realmente tenho que te matar.’”

Abaixo daquilo, pedaços de papéis A3, onde 14 pacotes vazios de cocaínas estão amarrados com fitas. “É meu exemplar de arte moderna, intitulada Week One” ele gargalha.
“Isso foi da primeira semana fazendo o CD. Mesmo que tivéssemos uma cocaína ruim, usamos bastante.”
Ele aponta para a letra da nova música, Into the Fire, escrita no alto da parede.
“Eu não sei como cheguei lá”, ele diz “Realmente não lembro.”

Não lembrar talvez seja uma coisa boa. Porque, quando Manson redecorou seu quarto tão curiosamente, ele não estava no melhor dos lugares. Foi um processo que começou no final de Novembro, quando ele rompeu com Wood.
Ela foi a pessoa que Von Teese culpou – entre muitas outras coisas – pelo fim de seu casamento de um ano em 2006. Ele esteve com Wood até o final do ano passado, quando ela o deixou. Existiram rumores de que eles tinham voltado, embora Manson não confirme. Ele não é um homem de grandes detalhes. Entretanto, o rompimento, incitou o cantor a não sair mais de sua casa. Por três meses.
“Passei a Ação de Graças, Natal, Véspera de Ano Novo e meu aniversário totalmente sozinho, exceto pela Lily.” Ele diz. “Todo mundo estava me ligando porque eram os feriados, mas eu não falei nem com meus pais.”
“Tornou-se um real período que eu senti que tive que ir através – algo como na Bíblia em que eles saíram do deserto. Então comecei a endereçar aonde eu estava indo. Que era mais o meu relacionamento. Mas eu não achou que ajudou!” ele ri. “Não é nada disso,  é uma coisa boa.”
Haviam momentos que ele parava e olhava ao redor, momentos de clareza em que ele se perguntava que porra estava fazendo. Quando, nesses três meses de reclusão, ele se aventurou em sair de novo,  e chamou de volta os amigos e garotas – que, parece que, Manson ficou excitado depois de seu isolamento, dando muito o que ele fala sobre atrair mulheres aqui – ele descobriu uma reação mixada.
“Meus companheiros de banda estavam um pouco nervosos.” Ele diz. “As pessoas não ficam muito confortáveis vindo até minha casa – exceto garotas que não conheço. Isso é ótimo para mim. Se você traz uma garota aqui e diz, ‘Hey, você quer sentar aqui e assistir um filme?’ Então eu acho bem corajoso se elas aceitam. Pelo menos esse quarto faz parecer que tenho questões.
“Talvez eu seja um imã machucado. “Eu pareço atrair garotas machucadas porque eu sou uma pessoa machucada. Aquelas são minhas pessoas. Eu devo ter um charme que não é diferente do Hannibal Lecter”
“É interessante que é bem difícil desencorajar as pessoas de sair comigo,” Manson continuou. O modo que cumprimento agora uma garota é dizendo, ‘Quero jogar facas na sua vagina’. Elas dizem ‘Oh, você é tão fofo, você é tão charmoso’. Eu digo, ‘Não, eu gostaria de tocar fogo em você e cheirar suas cinzas’. ‘Oh, Manson!’ elas respondem.
‘Talvez seja porque estive autorizado a deixar minhas sombrancelhas crescerem,” ele adiciona. “Acho que me faz mais carinhoso, simpático e amável. Significa que posso sair dizendo as coisas que mais digo!”

A reclusão do Manson foi difícil para ele porque ele não gosta muito de estar em sua própria reclusão. Ele diz que não é alguém que precisa de pessoas ao redor dele, mas também admite que ‘não está apto e lidar com a ideia de estar sozinho’ Em parte, ele atribui isso à sua infância.

O problema, como sua sabedoria, é que ele acha mais fácil se abrir com estranhos do que aqueles que são mais próximos dele.
Por essa razão, há um paradoxo que, quanto mais perto chega, mais ele se corta, os forçando a se distanciar.
“Estou ciente que há uma ironia aqui” ele diz  “Eu compartilho meus pensamentos mais íntimos com estranhos no palco e nos álbuns. Mas eu acho muito difícil de compartilhar com pessoas que conheço. Sou complicado pra caralho.”
Ele se joga nos relacionamentos com muita sinceridade, dizendo que nunca foi apto a ser frívolo sobre eles. Ele está ciente, “É um grande compromisso para mim ser eu e entendo que é difícil para qualquer um estar ao meu lado.”
E o que ele quer é validação. Von Teese sugeriu que parte da razão que ele passou para aumentar a quantidade de tempo com Wood em direção ao fim de seu casamento, foi que ele sentiu que a atriz ofereceu para ele mais suporte. Não é algo que ele recusou.

“O grande problema na minha vida é que todos assumem que sou muito acostumado a ser dito “Você é ótimo” que muito do tempo as pessoas fogem do seu caminho para não dizer” ele diz “Isso pode ser ruim para sua auto-estima. Quando a pessoa que você vive ou está apaixonada está com medo de te contar o que acha, todo mundo te diz, então é um grande problema.”

Ele tem lutado para tornar-se normal.
“Eu tento não exigir. Tento mostrar uma enorme quantidade de carinho e amor. Eu não espero nada em troca.” Ele diz. “Amizade poderia ser sobre sacrifício. Quando você se oferece, você deveria fazer isso sem esperar nada em troca.”
“Eu nem sempre tenho feito meu melhor e eu tentei aprender com meus erros. O que eu mais tento fazer é satisfazer minhas promessas e obrigações agora. Eu quero pessoas para estarem aptas a acreditar em mim quando prometo algo porque estive muito inapto a ter isso para o final.”
É apenas uma parte do processo de reconstrução no ano passado. É sobre o que o The High End of Low é.

O sétimo álbum de estúdio do Marilyn Manson é mais um diário do que um álbum. Cada faixa do álbum está na ordem em que foi escrita e gravada. Pegando no começo ao final de seu relacionamento com Wood, seu período subsequente sozinho após reaparecer do outro lado.
Suas contribuições vocais, quando não escritas nas paredes de seu quarto, foram algumas vezes improvisadas. Uma ou duas foram gravadas em apenas um take. A versão original de I Want to Kill You Like They Do in the Movies, foi gravada no dia em que ele rompeu com Wood. Tinha originalmente 25 minutos. O álbum, ele diz, mostra seu exato humor do começo ao fim do processo de gravação. “Não posso relatar a pessoa que eu era na primeira faixa, Devour. Eu não sabia o que queria ser. Estava um pouco perdido.” Ele diz, “Pelo tempo que peguei a 15 (a última faixa do álbum) eu estive na experiência de viver sozinho. Eu não me matei, e, de fato, voltei com a habilidade de não me importar mais.”
“Fiz álbuns no passado sobre transformação, mas esse foi muito mais do que uma mudança dramática para mim, que eu tive que falar para as pessoas.”

A explicação dessa mudança vem embrulhada nas metáforas do Manson. Ele fala sobre se sentir como Lúcifer quando foi banido do Céu, caindo. “Quando você desiste das asas que vem para te definir na ordem de fixar e tornar-se amado por alguém, então ultimamente você para de ser quem você é e perde tudo. Ultimamente, isso é onde eu estava indo na minha vida”, ele diz.
Ele quer dizer que teve um duro tempo diante do fim do affair com Wood. Ele estava preocupado em estar envolvido em um relacionamento normal e amável, quis dizer que ele lutou para se identificar com o papel de estranho que ele é normalmente associado. Então algo teve que ser feito.
“Sim” ele admite
“Você não deixa ser fácil com você, deixa?”
“Não!” ele ri. “Não, não deixo mais. É sempre complicado.”

Algo que fez o The High End of Low um álbum que Manson gostou de gravar, foi a volta de Twiggy Ramirez. O baixista/guitarrista tem sido a lâmina do Manson e, quando juntos, parecem produzir seus melhores trabalhos.
“Marilyn Manson (a banda) para mim, sempre foi o ânimo entre Twiggy e eu.” Ele admite “É a alma disso. Nosso vínculo é muito fraternal. O único lugar que ambos fixam juntos.”
Entretanto um argumento que Manson assumiu, seria clareado um dia voltando em 2002, inflamou Ramirez, que saiu por sete anos. Seu substituto, Tim Skold, não foi na opinião do cantor, um bom colaborador musical e amigo.
“Desculpe, Tim Skold, de qualquer maneira” ele diz, “Ele pegou o trabalho do Twiggy, então está justificado que Twiggy tem carta branca para voltar.”

A razão para a reunião foi quando Manson estava assistindo ao show da volta do Led Zeppelin, na Arena 02, em Londres, em 2007.
“Eu vi Plant e Page se olhando durante a Stairway to Heaven e, na minha cabeça, pareceu que eles disseram ‘Nossa, nós escrevemos isso!’ Eu senti falta aquilo.” Diz Manson. “Eu não tinha o Twiggy para virar e dizer ‘Nossa, nós escrevemos The Beautiful People!’” Isso me incitou a ligar para ele e dizer ‘Volte para a banda.’ Foi quase como se tivéssemos pegado aquele ponto em um relacionamento onde alguém tem a dúvida e você sai e fode outra pessoa. Você descobre que não é exatamente tão bom. Felizmente estávamos aptos a voltar.”

Manson diz sobre Ramirez, nome verdadeiro Jeordie White, esteve em uma “terrível depressão” enquanto esteve fora da banda tocando com bandas tipo A Perfect Circle e Nine Inch Nails. Ele diz que ele “desejou que pudesse estar lá por ele como um amigo.” A reunião deles foi emocional e agora, depois disso, eles têm pegado com se ainda fossem adolescentes.
“Ele está em um momento muito prazeroso e estou aproveitando esse vicário através de suas provocações” Manson sorri. “Provavelmente estamos mais ridículos e irresponsáveis do que na última vez em que estivemos juntos, não posso te dizer o quão ridículo é porque, embora essa é uma história que você queira contar, te fode no futuro por não te autorizar e fugir com isso de novo – mesmo da polícia ou das garotas que você está tentando convencer que você não é indulgente.

Esta noite, parece que Manson estaria preparado para falar nas primeiras horas, de fato, vem a pensar isso, ele estava.
Sentado preguiçosamente em sua cama e o relógio marcando por volta de 4 da manhã, seu humor é comunicativo. A conversa segue em vários assuntos. De Salvador Dali, Andy Warhol e Barack Obama (três cujos ele gosta) e realmente, ele é um homem muito mais normal e interessante do que lhe é dado crédito.
O que emergiu das primeiras horas passadas em sua companhia é que ele não é, como dito, complicado, chocante ou indiferente. De fato, o choque é que ele é bem engraçado. Ele brinca com seu próprio gasto, ele goza sobre se espreguiçar em seu quarto e, quando pergunta a seu assistente, “Como estamos indo com a ideia de levar as paredes quando eu me mudar?”, ele ri quando recebe a resposta “Devagar.”

Ele também não é tão sem emoção como as pessoas acham.
“Quando conheço pessoas, especialmente garotas, gosto de me comparar a um carro vintage,” ele diz “Parece bem legal de dirigir, é muito interessante, mas vai quebrar muito. Preciso de muita manutenção.”
E então, quando a entrevista se encaminha para o fim, ele te acompanha até a porta da frente dizendo “Sinto que poderia te dar um abraço depois disso tudo,” então ele abraça dando um enorme sorriso.

Um pouco antes de fechar a porta, ele coloca a cabeça para fora para um último juízo, dizendo para tomar cuidado com o banheiro que, por alguma razão, ele deixou no caminho em frente a sua casa.
Ele sorri mais uma vez. E então ele pisca, sozinho de novo, com seu absinto, suas velas e seus pensamentos íntimos escritos nas paredes de seu quarto.

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