A revista francesa Elegy traz uma entrevista exclusiva com Manson, feita durante as gravações do vídeo da Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon. Entre outras coisas, ele fala um pouco sobre o número 15, que foi uma grande referência no álbum 'Mechanical Animals' de 1998 e que aparece novamente no 'The High End of Low'. Leia a entrevista abaixo.

 

Marilyn Manson
As confissões do Reverendo

Estamos orgulhosos de ter obtido uma entrevista exclusiva com o Marilyn Manson, que estava no meio das gravações de seu novo vídeo para “Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon” em Los Angeles, tirado do álbum autobiográfico, ‘The High End of Low’ que estará nas lojas dia 25 de Maio na França.

Na primeira parte parte dessa longa entrevista, fora dos sinais do fluxo livre da consciência, mas também de redenção. De fato, Brian aka Marilyn, só começou a perceber objetivamente os temas e apostas de seu CD...


Você atualmente está gravando o vídeo para “Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon’. É o primeiro single do seu álbum?

(Parecendo um pouco depressivo) Eu suponho, tecnicamente falando. Mas você não pode falar muito sobre single por causa da evolução da tecnologia da música e da indústria. Você não pode lançar coisas quando você quer e do jeito que você quer. Mas em qualquer caso, é o primeiro vídeo que irá ao ar na MTV para o novo CD.

Deve ser divertido fazer um vídeo para essa música...

Bem, nós estamos gravando com a mesma atitude que eu tive quando escrevi a letra. É engraçado e surpreendente que a gravadora esteja tentando evitar o que eu digo, eles querem um tom mais baixo, eu acho... Mas eu não me importo agora. Estou tão feliz de voltar com esse novo álbum, que também marca a volta do meu melhor amigo Twiggy na banda. Twiggy e eu temos passado através de tantas coisas estranhas juntos em nossas vidas, incluindo a gravação desse álbum. Foi incrível trabalhar junto com ele novamente. E nós temos um ótimo tempo gravando esse vídeo, porque nós mantemos a mesma atitude... Você foi orientado a escutar o álbum?

Só oito músicas...

Você tem uma ideia, então, porque é difícil usar 'We’re from America’ como um single, não é a mais representativa do álbum. Você deve ter escutado ‘Four Rusted Horses’, que, na minha opinião, é bem mais representativa.

O começo dessa música lembra um pouco uma música de blues, um pouco como “Personal Jesus”...

Bem, é, talvez tenha um pouco de Depeche Mode ou Johnny Cash nela, não só musicalmente, mas também nos temas usados no CD inteiro. As músicas aparecem na ordem em que foram escritas. Nós passamos três meses gravando a música, e quase o mesmo tempo para a letra. Nós oficialmente acabamos a gravação no dia 5 de Janeiro, meu aniversário. A última música chama-se ‘15’ porque 15 é meu número-fetishe. Tem vários significados para mim. É o número exato de letras do meu nome inteiro, Brian Hugh Warner, também representa minha data de nascimento, 1.5 = Janeiro, 5 (NT: Nos EUA, o mês vem primeiro na data), meu ano de nascimento é 1969 e 6+9 = 15, e assim por diante.
Sempre fui obcecado por esse número, me conforta em várias coisas. É muito presente no ‘Mechanical Animals’. Falando da ‘15’, essa música pode ser interpretada em vários níveis. As últimas três músicas do CD condizem com um dos momentos mais difíceis na minha vida. Não posso separar minha vida da minha arte e eu não quero. Eu gravei as letras da maioria das músicas em uma vez só, instintamente. Eu estava com a impressão de que eu já tinha cantado-as antes, como se eu as tivesse pegado do nada, como se elas tivessem fluído através de mim. Me senti voltando no tempo e indo à frente ao mesmo tempo. Eu sabia o porquê de eu estar aqui e o que eu estava fazendo, mas era difícil ficar ciente disso sem estar chapado. E tudo isso que eu te contei, foi na manhã do meu aniversário. Eu nunca tive uma festa pro meu aniversário, a não ser começando agora quando eu canto a música.

Em ‘Four Rusted Horses’ você canta sobre caixão e parece se projetar em seu próprio funeral...

Sim... Esse álbum ainda é bastante novo para mim, mesmo que seja o primeiro que eu goste de escutar de novo após gravado. Por causa disso que a cada vez que escuto, descubro novos significados que me interessam. Eu escrevi tudo isso tão instintamente... Há um forte tópico unificador... Eu certamente estava me sentindo muito mal… É bem autobiográfico porque eu escrevi enquanto olhava pra minha vida e pensava que as coisas estavam melhor antes de eu perceber que não era o caso. Eu acabei escrevendo ‘15’, foi um ato necessário para mim... Eu pensei que o álbum estava finalizado com ‘Into the Fire’, mas eu percebi que eu não tinha concluído tudo. E quando você me pergunta sobre ‘Four Rusted Horses’, eu percebo que eu ainda estou me perguntando sobre o quê é a música... Eu sei o que eu queria dizer quando escrevi, mas parece ter outro significado hoje. Eu não entendi o quanto estava falando sobre a banda, sobre o processo de escrita e qualquer coisa que eu deva dizer, pessoas sempre encontrarão um setimento apocalíptico nisso... Você é a primeira pessoa cujo eu estou falando sobre o CD em uma entrevista... Eu ainda não comecei a promovê-lo. Eu preciso começar a pensar objetivamente o que o álbum significa para mim. O que eu queria primeiro era pegar pessoas para o meu quarto. No meu lugar você pode ver fotos minhas sentados na cama, cercado por paredes onde as letras estão escritas. Não há decoração, mas é onde eu escrevi o álbum por seis meses. Não há uma maneira melhor de explicar o processo por trás da escrita, sem ser escutando as músicas. Eu falei um pouco sobre isso na Internet, mas eu ainda não fui entrevistado nas minhas músicas, você é o primeiro e ainda é um pouco difícil para mim, mas suponho que esteja bem colocado para falar sobre isso (risos).

Vamos falar sobre o título do álbum, ‘The High End of Low’. É sobre começar de novo, vendo um fim no túnel?

Sim, é uma possível interpretação (risos). Alguém uma vez me perguntou como eu me sentia e eu respondi “Bem, estou no fim do ecasso”. Eu não estava dizendo isso de uma maneira positiva nesse momento. E novamente, eu ainda não pensei sobre isso, há um significado metafórico ou alegórico com certeza. Sofrimento pelo Fogo, Lúcifer caindo do Paraíso e melancólico... Eu peguei o hábito de começar de novo, como você disse. Eu pensei sobre o que queria fazer com o “escasso”, quando eu estivesse mal, e o “alto” quando estivesse bem, e eu falei para mim mesmo que deve ser o fim do “escasso”. Finalmente eu acho que possa ser um título positivo. Acho que o álbum mostra a redenção no final, é o jeito que eu entendo o título hoje.

Como no álbum anterior, o tema Vampiro está presente, pelo menos em ‘Devour’, que me fez pensar no filme ‘Trouble Every Day’ de Claire Denis...

Esse é um dos meus filmes favoritos! É um grande elogio. Essa música é a primeira que eu cantei e há fotos que eu tirei para o encarte que parecem ir nesse modo.
(Seguindo de um logo papo sobre filmes que você encontrará em nossa próxima edição)

Eu também estive apto a escutar ‘Leave a Scar’ que parece ir mais adiante que ‘Mutilation is the Most Sincere Form of Flattery’ do álbum anterior...

Bem, suponho que sim. É provavelmente um tema que encaixa bem na minha vida. Escrevi aquela música por causa/para a Evan (Rachel Wood), no dia em que rompemos. Talvez foi um pouco cruel escrever uma música assim à alguém, mas o que eu canto é o que eu realmente senti quando isso aconteceu e eu precisava expressar na minha música. Para mim, é como um adesivo que você coloca em um carro velho. Aquele carro vintage pode não parecer muito bom de dirigir, mas oferece decomposição (risos). O carro sou eu (risos). Todos parecem preocupados pelo que as pessoas devam fazer enquanto escutam minha música. Me surpreende o porquê de elas não estarem mais preocupadas pelo que eu sou capaz de fazer comigo (risos). Acho que a coisa principal que eu quero fazer nesse álbum era expressar o fato de que eu nunca vivi sozinho na minha vida inteira. Quando eu deixei a casa dos meus pais, eu estava com a minha banda... Quando eu me encontrei totalmente sozinho recentemente, eu me senti como nos feriados. Então me ocorreu que eu tinha que mudar como pessoa. Por um lado, eu sou uma pessoa melhor, por outro, me tornei perigoso. De um certo modo, eu me sinto como se eu não tivesse mais nada a perder. Quando você torna-se ciente disso, você percebe que quando você encontra alguém importante de novo, você tem muito mais a perder, e você se segura nisso desesperadamente e você tenta não foder tudo, porque caso contrário a vida não teria mais valor para viver. Então, ao invés de ficar desesperado, acho que o album fala sobre redenção, mas também sobre perigo. Eu digo “Não tente me foder porque eu não tenho mais nada a perder”. Mas eu não virei um bastardo ainda, apenas me autorizei a não ter compromisso com pessoas que não me respeitam do modo que eu as respeito. E eu não estava com medo de escrever músicas com sentimentos diferentes, cheias de sarcasmo, humor e também perigo. Esse álbum me representa, simplesmente. Mas não só eu, Twiggy e Chris também. Twiggy colocou muito de seu coração nesse álbum, na sua guitarra, mais do que nunca.

Vocês comporam juntos, ele tocando guitarra e você cantando, ou é mais complexo que isso?

Isso é bem simples e mais complexo que isso ao mesmo tempo. Quando eu comço a compor, eu não canto. Eu apenas deixo a música vir até mim, e então escrevo as letras. Mas eu ainda tento ser musicalmente produtivo enquanto guio todo o processo em direção a algum tipo de caos que eu sabia que finalmente queria evitar. Tudo isso é bem instintivo. Acho que nós podemos sentir que tudo tem sido mais fácil do que nunca. Mas esse é realmente meu objetivo de fazer as coisas parecerem fáceis. Deve me tirar um minuto para escrever uma música, mas eu realmente passo 15 anos pensando antes de sair.

Você está tentando descobrir novos significados em suas músicas antigas, como as dos seus dois primeiros álbuns?

Ainda não tentei. Isso poderia ser interessante para um psiquiatra. Eu não escuto mais minhas músicas antigas e não acho que farei isso de novo. Aqueles eram tempos da minha vida que eu realmente não me importo mais. A única música que eu talvez queira escutar, seria ‘If I Was Your Vampire’. Esses antigos CDs representam uma pessoa que estava completamente quebrada, enquanto esse novo CD mostra a pessoa que sou hoje. Não acho que eu queira lembrar quem eu costumava ser. Escutando aquelas músicas, apenas chamaria de volta algumas memórias ruins.

É o mesmo quando você pinta? Você coloca sua vida nas telas e então você não quer olhar pra elas de novo?

Não, isso é algo diferente. Eu não sei... Acho que um quadro é tipo objetivo de arte, pessoas olham para eles e então elas gostam ou não. Uma música é mais complexa, você pode sentir, há muito mais apostas em uma música. Muitas pessoas escutam uma música, elas gostam ou não, mas quando elas amam, elas crescem emocionalmente. Quando você gosta de uma música, você gosta por causa do cantor e um monte de emoções que são muito diferentes do que uma foto ou um quadro pode transmitir. Mas quadros me fazem sentir livre porque eu posso mostrar meu trabalho para as pessoas e eles não saberão que eu sou o artista. Pessoas podem gostar mesmo se odeiam minha música. Eu tento usar o que aprendi enquanto pintava em minha música.

Então, talvez você deveria mudar sua voz e o modo que você vê...

(Risos) Acho que eu posso escutar esse álbum sem necessariamente atacar a música, todos os sentimentos que tinha enquanto as escrevia. Quando eu deixo alguns dos meus amigos escutarem ‘15’, alguns choraram. Eu me mantive calmo, o que é diferente dos meus outros CDs, nos quais eu provo que eu posso realmente me manter crescendo.

Quais álbuns, compostos por outros artistas, fazem você se sentir bem ou fazem você chorar toda vez que escuta?

Err... Diamond Dogs do David Bowie, eu acho. Há também essa música que continua me assustando. Chama ‘Quiet Inside’. Não conheço quem canta ou quem compôs, é a música que toca durante os créditos finais do The Jacket (Música de Jane Does) Minha ligação com essa música é ligada ao filme, mas não só isso. Há também essa música que poderia ser tocada no meu funeral, é a ‘Exit Music (For a Film)’ do Radiohead. Parei de ficar triste escutando-a por um tempo, mas parece que agora me pega de novo. Essa é uma música que cria algo realmente forte, e às vezes coisas realmente ruins quando você escuta. Mas acho que essa música não me faz sentir mal como antes, porque eu mudei. Não sou mais o tipo de pessoa que parece esquecer as coisas. Raiva ou salvação, essas são duas opções que estão disponíveis. Prefiro estar furioso do que triste. Obviamente estou de bom humor hoje porque posso falar sobre isso e rir ao mesmo tempo. Toda minha vida tem sido dedicada à raiva e ao ódio. Tudo interessante que eu tenha lido, visto ou escutado, era fruto de frustração porque você não pode viver sua vida do jeito que você quer, então você tenta expressar pintando, escrevendo ou com a música. Acho que isso é o que eu sempre quis fazer. Talvez eu tenha alcançado meu objetivo, talvez algumas pessoas possam relatar ao que eu estive tentando expressar.
Os fãs tem sido aptos a escutar e gostar da minha música porque nos sentimos da mesma maneira. Mas eu fiz esse CD mais para mim do que para os outros. Eu realmente percebi, desde que eu sou uma pessoa difícil de satisfazer, que se eu ainda posso me impressionar e me fazer feliz, significa que eu orientei a fazer esse CD mais para mim do que para os outros. Esse deveria ser o primeiro e único critério. Eu realmente não preciso da opinião das pessoas. Eu não preciso mais de sucesso. O que quer que as pessoas pensem desse CD, nada pode me fazer duvidar mais. Eu tentei o mais duramente possível não esconder desculpas. Se algo está errado, eu serei o único a culpar. Tudo que talvez ocorreu em minha vida, ocorre porque eu quero. E, de algum modo, isso é o que o CD é sobre. É sobre as minhas novas escolhas, minha própria vida, o fato de que eu parei de enganar meu ego, esse CD é minha salvação de algum modo. Entretanto, minhas músicas talvez morram e nem tenham um caixão! Você assistiu o filme Toby Dammnit? É meu filme favorito. Esse filme é um sumário da minha vida e eu gostaria de pagar alguns tipos de atributos nos meus vídeos, mas é realmente impossível. Tentar explicar a alguém que eu realmente vivo em uma casa, fumo e assisto TV como qualquer um... Não dou risada, a não ser que eu ache realmente engraçado. Ao mesmo tempo, não acho que alguém poderia pensar que o quarto de um serial killer pode ser mais doentio do que o meu já é. Isso é o que é verdadeiramente irônico na minha vida. A casa do Marilyn Manson é muito pior do que qualquer outra e desanimadoramente normal ao mesmo tempo. A reação dos meus amigos quando eles vêm em casa é bem surpresa, ainda mais quando uma garota vem até meu quarto depois de uma noite inteira de... deboche e vê calcinhas penduradas em todas as lâmpadas do quarto, isso é cômico e triste ao mesmo tempo. Tentando colocar tudo isso em um filme é impossível; isso é algo que você precisa viver. Minha vida é um filme. As pessoas olham para mim como se eu estivesse em um filme, porque eu escrevo sobre a minha vida e a mídia também escreve sobre isso. Talvez isso seja tanto minha vida, como uma nova fonte de inspiração para a arte. Isso também é evolução de artistas que admiro como Andy Warhol ou Dali. Ser eu é complexo. Tentar fazer minha vida em um filme com um ator interpretando o Marilyn Manson parece bem inútil, por que eu não posso ser eu? Pessoas dizem que sou um gênio, que sou feio, que sou um freak total, ou que meu banheiro fede. Isso é o que as pessoas dizem quando assistem o filme que minha vida é e talvez isso é o que eles dirão quando eu estiver morto. Eu sou o diretor e o ator que puxa a “risada” e o “aplauso” do público.

Você não iria atuar em um filme com Jadorowski?

Sim, sem dúvida, e eu ainda vou. Atualmente estou tentando encontrar pessoas que acreditem nesse projeto, financeiramente falando. Esse é um tipo de projeto que parte seu coração, ainda mais se você tem que apresentar para os produtores, explicar como você se sente com isso para pessoas que não têm sentimento. Eu prefiro gravar com meu celular. As coisas mais importantes são as idéias. Posso sentir a realização de algo que eu poderia ter perdido, como qualquer artista que não consegue finalizar seu projeto propriamente. Quando eu comecei com o Marilyn Manson, eu não tinha dinheiro e eu não sabia cantar, eu apenas fiz essas fitas. Eu não acho que você precise de mais ninguém. Qualquer um pode vir com suas próprias idéias no Youtube ou MySpace. Eu quero fazer isso de um jeito simples. Eu não preciso de nada além das minhas idéias. Quando você cria algo, você faze na ordem de se comunicar com outros. Isso é o que eu faço quando escrevo canções, eu descrevo coisas, eu não faço nenhum comentário. Sobre ‘Into the Fire’, uma das três últimas músicas, escrevi a letra na parede do meu quarto e foi de um lado ao outro entre essas duas paredes: caos. Te mandarei algumas fotos, então você pode colocá-las em seu artigo. Ficará mais fácil para entender do que se eu explicasse com palavras. Vou tirar uma foto com meu celular. Não sei o que vou fazer com aquelas paredes, mas de longe, elas são minha melhor obra-de-arte. Elas serão usadas para o encarte do álbum. Vou sentir falta daquelas paredes quando estiver em turnê. Vou ter medo de alguém colocar fogo nelas.

As capas enviadas já foram analisadas e selecionadas.

Segue abaixo o nome e a arte do 1º, 2º e 3º colocado.

 

1º colocado: João Paulo Nigro



2º colocado: Dalton Menezes



3º colocado: Daemon GoddoG



 

Obrigado a todos que participaram! O nível de concorrência foi alto. Os quesitos de avaliação foram: criatividade (principalmente), coesão com o nome do álbum e beleza.

Até a próxima promoção!

O site NME fez a premiere do mais novo vídeo da banda, Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon!

Assita aqui.

Lembrando a todos que hoje, 14 de Maio, é o último dia para mandarem capas para a promoção!

Serão aceitas capas enviadas até a meia-noite (00:00) de hoje! Então não perca tempo, mande sua versão da capa do The High End of Low para mechanical.christ.br@gmail.com

O vencedor levará o single exclusivo da música Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon

Dessa vez foi o site TheQuietus que fez uma review para o álbum. Leia abaixo as observações de cada faixa do The High End of Low.

Devour
Inesperadamente uma intro leve! Isso é uma guitarra acústica ou um bandolim antes do Manson começar a cantar? Depois de alguns minutos, a faixa começa propriamente com alguns bons vocais distorcidos diante de baterias pesadas como se o Manson deixasse perder seu vocal semi-gritado e semi-cantado. Ele canta sobre amor – ele está ficando leve nas letras?

‘Pretty as a ($)'
‘Pretty as a ($)’ é durona desde o começo. “Take me down from the inside...” Manson grita. Há algumas ótimas mudanças de ritmo que você pode ver um mosh pit em ação. O álbum já está bom, embora as primeiras duas músicas mostrem menos das dinâmicas que às vezes realçam seu trabalho. Isso é Manson sujo e descoberto. Há menção de suásticas. A feiúra da humanidade ainda é uma fascinação para o cantor, cujo sempre tem refletido a feiúra da escravidão da mídia neles mesmos. É um truque simples, mas efetivo, e Manson joga o jogo muito bem, sempre conquistando o domínio. A faixa é um desprezo de primeira qualidade, fugindo antes do colapso a um baixo estranho e estrondoso que fecha a música.

Leave a Scar

Um breve riff industrial pula enquanto o ritmo é alterado. Não há reais surpresas no álbum, mas é sempre um alívio quando um artista como Manson se mantém dark. “You’re not afraid of getting hurt, then I’m not afraid of how much I hurt you” ele entona com dicas de S&M ou crueldade emocional. “What ever doesn’t kill you, is gonna leave a scar” ele zomba naquele grito que é sua marca registrada. Essa poderia ser o single, mas eu imagino aqueles covardes nas... er, rádios “alternativas” voltando do coração das trevas que Manson ocupa – as fronteiras deles são definidas pelo Coldplay e não atos como os do Manson.

Four Rusted Horses
Caído mais por algum acústico descoberto antes da batida aparecer com algumas poesias de sarjeta: “Everyone will come to my funeral to make sure that I stay dead” Por alguma razão estou pegando um alerta do The Doors aqui e faz você perceber que Manson ocupa aquele mesmo espaço que foi mantido por Morrison no final dos anos 60. Eles eram cobertos de couro lidando com um romance de veludo vermelho e a viagem de sexo e morte. The Doors inventaram isso muito bem, e há vários ocupadores no trono desde então. Em seus melhores, como Manson, eles jogam o jogo de provocar as autoridades com um suporte, depois batendo com uma inteligência hábil e um juízo inesperado.

Arma-Goddamn-Mutherfuckin-Geddon
Manson clássico, do groove dançante ao vocal embaralhado, o refrão matador, a sujeira, o encardido e a imundice. ‘Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon’ é um dos grooves simples que ele faz muito bem. A música menciona a palava ‘fuck’ várias vezes e tem o mesmo glam rock (como a banda Glitter com grooves fortes) que ‘Disposable Teens’. Também tem a descendente avalanche de um refrão, essa deveria ser o single. Tem um pouco de estranheza no meio, onde sua cabeça explode. A música parece ser o Manson cantando sobre sua alma obscura e depressão. Essa estaria no top 10 se ele não dissesse “fuck” tantas vezes! Música top com glam, baterias de Adam Ant no meio e “Hey’s” no refrão... mas o glam rock sempre teve um coração obscuro. Por que essa não é a primeira faixa do álbum? A afiação presunçosa realmente iria mudar o humor.

Blank and White

Eu estava esperando pela palavra “apocalipse”, e ela finalmente aparece em ‘Blank and White’. Um riff de blues corre com uma ferradura por baixo. Há um mundo cansado na música que talvez sugira que seja sobre a inanidade de estar na estrada, como o autor canta sobre “adolescentes estúpidas” e “venda seu ódio” em um ótimo refrão cante-junto que sublinha o cinismo da música.

Running to the Edge of the World
Nossa, um alerta de ataque. Uma guitarra acústica é dedilhada gentilmente enquanto Manson canta em tom monótono no topo. É uma grande balada de rock, mas claro, tem a essência obscura e chamuscada. Há um bocado de Bowie aqui, o filho mais novo do Bowie dos anos 70 fora-do-espaço que dominou aquela década. A improvável grande balada de rock desvia de um hit? O segundo single do álbum. Ele até canta em falsete no meio, mas ainda é sobre morte e destruição. A mudança bizarra no estilo faz essa uma das improváveis luzes do álbum.

I Want to Kill You Like They Do in the Movies
O épico de nove minutos que funciona como uma nova expansão sonora. Soa como se tivessem dois baixos em um, para todos aqueles que acreditam que o baixo é o melhor dos instrumentos, faça disso um prazer. ‘I Want to Kill You Like They Do in the Movies’ é um exercício atmosférico com muito espaço. O vocal do Manson retranca em torno do éter em uma estranha reverberação. Isso me leva ao começo dos anos 80, da estranha mistura do gótico com o pós-punk – um período escrito fora da história com os pós-punks tendo toda a atenção. As igualmente bandas góticas experimentais como Killing Joke ou Bauhaus criaram igualmente sônicos bizarros. Ainda que eles fossem omitidos porque eles eram atraentes, usavam maquiagem e as garotas queriam foder com eles. Estou cansado de re-escrever a trilha sonora da minha juventude! O final da música é um ótimo groove de baixo, uma daquelas três notas explode enquanto Manson grita sobre se matar repetidamente. Hipnotizante.

WOW
Algumas triturações industriais e barulhos pesados... umas palmas de Iggy em Berlin... estamos agora em algum território industrial assustador. Isso é bem Iggy: Iggy quando ele desviou e virou industrial no The Idiot, ‘WOW’ escorre decadência, Bowie e Iggy em Berlin brincando de neve com o Kraftwerk. Me pergunto quem escuta aos álbuns do Marilyn Manson agora? Ainda embala as crianças que brincam nos parques do centro da cidade? Ele está muito velho para eles? Ele é bom o suficiente? Ele está bem experimental e toma riscos em ‘WOW’. Ele se moveu muito rápido de seu mundo ou ele ainda engancha na insegurança dos adolescentes aos 40 anos?

Wight Spider
‘Wight Spider’ caminha com uma linha de baixo que soa como se fosse borrada do Viking Peter Hook. Claro que Joy Division contestavelmente estabelece o precedente de gótico por si mesmo, atualizando o template do The Doors dentro do apocalipse pós-punk. Marilyn Manson embala com a linha de baixo sinuosa dentro de um melodrama gritado e ácido.

Unkillable Monster
As camadas de barulho são descobertas debaixo de um groove de bateria e um correto arpejo para ‘Unkillable Monster’. Há muita dor pessoal indo através dessa música de amor estragado. Soa como se o tatuado tivesse um pouco de coração partido, esse é um tipo de verso/refrão pesado como o Rammstein tem feito em seus últimos álbuns. É uma montagem de link como Rammstein, que são talvez os companheiros de viagem mais próximos de Manson. Ambos enchem estádios com seus hinos malevolentes, espirituosos e astutos. Rammstein lança um álbum no Outuno. Poderia ser um dos melhores lançamentos como uma banda alemã, que atualmente está no topo.

We're from America
É um ótimo título e você sabe que o altão está procurando por problemas. Uma estranha bateria industrial reverberada começa antes da música entrar: “We’re from America/Where we eat out young/It’s where Jesus was born/Where they let you cum on their faces!” Esse é o Manson em seu melhor e engraçado, energético colocando o sonho Americano para baixo. Esse é o espelho que segurou tudo que é feio sobre sua nação natal. Talvez o melhor momento do álbum, essa será boa nas casas noturnas de rock para os próximos anos...

I Have to Look Up Just to See Hell
Claro, todos nós sabemos, Manson é o anticristo, então não tem surpresa de escutar ele cantando um título como esse. Outra viagem infestada de vermes, indo através da melancolia.

Into the Fire
Outra balada dramática. ‘Into the Fire’ começa com um piano! Uma orquestra. É como a ‘Imagine’ do Manson, mas não te embala em um falso sentido de segurança – ainda aumenta as nuvens de escuridão, e tudo soa como deveria ser a calçadeira dentro da próxima obra-prima de terror gótico do Tim Burton. Há algo dos anos 70 na música – possivelmente uma dica do grande Mott the Hoople quando Ian Hunter cantou suas baladas. Manson sempre tem enganchado dentro de seu glam rock e há uma série de referências a isso neste álbum.

15
Preste atenção neste riff descendente de ‘Dear Prudence’, que tornou-se uma favorita dos góticos depois que Siouxie reconstituiu-a para seu maior hit. Essa tem um tipo de viagem esperta dentro do coração das trevas que o Manson explorou em seu melhor. ‘15’ disparata com seu próprio ódio apático.

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