Marilyn Manson disse à NME que se sente mais confiante sobre seu próximo álbum, The Pale Emperor, do que qualquer outro disco desde o Holy Wood lançado em 2000.

O The Pale Emperor será lançado no dia 19 de Janeiro e é a primeira colaboração entre Manson e o novo companheiro de banda, Tyler Bates, um compositor de trilhas sonoras mais conhecido pelo seu trabalho em Os Guardiões da Galáxia.

"O disco sente-se preso à fábula de Mefisto, onde a vida é fadada. Não me sentia assim desde o Holy Wood, onde o destino reuniu coisas por um motivo. É como se as coisas tivessem que cair neste exato espaço. Isso não é o definitivo do que posso alcançar, mas estou mostrando um justo respeito por mim mesmo e pelo que criei no passado. É o que era para ser."

O disco foi gravado no estúdio de Bates em Los Angeles, e Manson revelou que vários de seus vocais foram gravados em uma tomada. Ele disse, "Esse disco é rock n' roll de verdade, e aconteceu naturalmente. Parecia algo do tipo, "Nossa, de repente é isso que eu tenho que fazer." Tyler escrevia a música e dizia, "Você gostaria de cantar nisso?" No final de Third Day of a Seven Day Binge você pode me ouvir improvisando a letra, com "hmmmmmm" enquanto a guitarra do Tyler passava pelos meus vocais. Parecia certo enquanto estava acontecendo, e não houve músicas que não foram finalizadas."

Marilyn Manson tem estado bastante ativo ultimamente, dividindo seu tempo entre terminar seu novo álbum, The Pale Emperor, e aproveitar um papel recorrente na última temporada de Sons of Anarchy. Recentemente, Manson tirou um tempo para falar com o apresentador do Loudwire Nights, Full Metal Jackie, sobre ambos os projetos e você pode conferir a conversa abaixo:

 

Marilyn Manson conosco no programa. Muito feliz de tê-lo aqui.

Jackie, não tenho falado com você desde o tapete preto. Estava um pouco confuso porque estava caótico. Acho que aquela garotinha do The Walking Dead tentou me comer.

As coisas ficam doidas naquele tapete.

Acho que trocadilhos realmente dobraram-se e ficaram mais engraçados por não serem engraçados. Tipo ser o Dr. Double Entendre. Sempre que trabalhei em um set de filmagens, e certamente em Californication, na maioria das vezes eu diria aos diretores, "Você me quer de jaqueta ou sem ela? Com jaqueta ou sem jaqueta?" (NT: "jacket off" pode ser um trocadilho com "jerk off" que significa "ejacular" em Inglês) Então você precisa dizer isso alguma vez como o Full Metal Jackie - com jaqueta ou sem jaqueta? Deixaria todo mundo pensando porque é muito estúpido. E então eles respondiam, "Não, Manson, sem jaqueta". E eu tipo, "Sério? Você não me pagou por isso - pela parte sexual."

Posso pegar isso emprestado?

Você pode ter isso. Dei uma lavada rápida para você.

(Risos). Ao longo de sua carreira, houve muita controvérsia, obviamente. Recentemente, um vídeo explícito com Eli Roth e Lana Del Rey. Intuitivamente, o que te diz se é para abraçar ou não uma situação controversa ou refutá-la?

Eu apenas diria "sem comentários" sobre isso. Tem o que o meu publicitário disse e tem o que eu disse, no qual não quero receber mais e-mails raivosos de ninguém. Na maioria das vezes eu diria que não - é exatamente o que eu disse. Eu apenas deixaria nisso. Sei que soa bem maricas para mim. É muito simples, eu disse o que tive que dizer e não acho que há muito mais a ser dito sobre isso. Não quero começar uma conversa, infelizmente, ejaculando.

Que satisfação criativa você consegue da televisão e filmes e como isso se completa para te inspirar musicalmente?

Eu passo a maior parte do meu tempo, quando não estou fazendo música, pintando ou sei lá, assistindo a filmes. Acho que a maioria das pessoas que me conhecem que são cineastas ou atores ficam surpresos com a quantidade de filmes que eu assisto e eu simplesmente tenho um projetor em uma parede branca. E muitas pessoas gostam de vir até minha casa e assistir coisas e ficam maravilhadas. Pessoas que são atores muito mais prestigiados ou mais ricos ou qualquer coisa do tipo.

Meus amigos que eu tendo a associar somente a isso - pessoas que são consideradas grandes atores ou artistas ou diretores ou o que quer que seja apenas sob o escopo de pessoas que eu acho que têm integridade - que me defenderia em uma briga de facas, aquelas são as pessoas que eu saio. E eu carrego um estilete de ouro. Você quer ouvir?

Sim!

Bati no telefone. Na verdade é chamado de polegar dourado na Amazon.com. Você pode comprá-lo agora.

O detector de metais pega isso?

Sim, mas eu geralmente não carrego um estilete no aeroporto. É o que eu chamaria de estúpido. Mas eu tenho um cartão de crédito de platina, não é o meu black card, mas também é uma arma. Mas isso vem da minha experiência com o Sons of Anarchy. Foi onde eu aprendi a misturar ou contrabandear coisas nas partes baixas do meu assistente - suas entranhas, no qual eu diria, "Você poderia apenas colocar o estilete dentro de você?" Ele está me olhando nos olhos neste momento.

O quanto de você mesmo você teve de introduzir no personagem Ron Tully emSons of Anarchy?

Bem, é difícil dizer. É difícil para mim vê-lo de forma objetiva pois se tornou um papel muito maior do que deveria ser. Inicialmente, começou com Kurt Sutter querendo usar uma de minhas músicas, Warship My Wreck, uma música do meu álbum que ele acabou não usando. Eu acho que toda a reunião fo feita através do Shooter Jennings. Tínhamos feito uma música juntos para o seriado, e o Kurt tinha escrito a letra dessa música e eu estava muito interessado em fazer parte do seriado porque meu pai amava tanto quanto eu. E minha mãe tinha acabado de morrer. E o seriado é muito sobre a relação entre pai e filho.

Eu queria trazer meu pai para Los Angeles para animá-lo. E acabou que isso me ajudou a conseguir que ele viesse, porém eu não esperava ser um ator, isso foi mais um sonho se tornando realidade. Eu nem sabia que isso era uma opção quando eles inicialmente me disseram que era. Eu recebi o telefonema do pessoal do Kurt Sutter quando eu estava em Ohio no funeral da minha mãe e disse “Pai, eu vou estar no seriado" e ele disse “Que ótimo!”. Eu disse “Pai, eu vou ser o líder da nação ariana.” Ele disse “Ok.” Eu disse “Pai, eu vou ser pago, eu vou estar lá com o Jax, com o Charlie Hunnam.” E isso fez meu pai sorrir, o melhor disso tudo pra mim foi deixar meu pai feliz com isso. Eu nunca tive ninguém pra me defender, e Charlie e Boom e Deo e Tommy Flanagan, eles me ajudaram em situações em que, como agora, o fato de que estou acordado antes de meio dia, não é algo normal pra mim, mas eu posso adaptar.

As pessoas tem muitas hipóteses sobre minha grande capacidade de me adaptar a diferentes horários. É muito simples. Eu tenho que dormir de sete a oito horas pra fazer essa voz mágica ser grave como ela é. No entanto, isso pode acontecer em qualquer horário. Eu costumava  pensar que três da manhã era quando meu cérebro disparava uma carga a mais, então eu pensei que era meu horário mais criativo. Mas, o que eu percebi foi que nesse horário é quando meu cérebro tem que parar [canta música de circo] e ser um circo. Mas o que aconteceu foi que fiz a maior parte desse álbum com Tayler Bates. Eu sei que eu estou me afastando muito das suas perguntas e apenas monologando, mas a maior parte desse álbum desse feito durante o dia. Eu não tinha esse circo de três da manhá na minha cabeça porque eu estava no horário de Sons of Anarchy, então eu tive uma abordagem diferente quando eu percebi que se eu terminasse tudo o que eu queria durante o dia, eu não tinha aquele circo. Eu costumava a pensar que o circo na minha cabeça era quando eu deveria funcionar. Mas as últimas três, quatro músicas que eu pensei que eu deveria gravar, eu estava errado. Não estou dizendo que não gostei dessas músicas. Só estou dizendo que eu estava errado sobre isso.

Qual foi sua inspiração por trás do seu novo álbum The Pale Emperor?

Bem, o The Pale Emperor veio de um livro que me foi dado em 2000 pelo [Johnny] Depp. Nós cuidamos um do outro assim como temos a mesma tatuagem nas costas. Era sobre Heliogábalo, que pode ser um pouco esotérico para nossos ouvintes. Ele foi o imperador de Roma antes de Calígula e foi o primeiro a negar Deus, o que já é um grande negócio. Por alguma razão, tive de abrir todas as minhas caixas velhas. Eu me mudei de casa enquanto estava fazendo esse álbum. Geralmente, eu intitulo o álbum antes de fazê-lo, mas, dessa vez, intitulei ele depois de pronto. Eu desenterrei todos esses livros e achei esse livro que Johnny me deu em Y2K, quando eu fui ficar com ele no Sul da França pois achávamos que o mundo estava chegando a um fim. Estouramos bombinhas e compramos o absinto de vários países diferentes. Li o livro e ele estava se referindo a esse imperador, que se referiam como ‘imperador pálido’ e me identifiquei na hora.

Implicando que foi o primeiro livro que me foi dado por um amigo e que às vezes eu não percebo o quão intuitivos meus melhores amigos podem ser. Eles não dizem coisas. Eles não dizem : “Aqui está o porquê de eu estar lhe dando isso.” Eles apenas me dão. Ele é a principal pessoa que me dá coisas sem eu saber por quê, no momento, mas depois acabo descobrindo. Por isso que nós temos esse estranho, completo lapso de falta de tempo e realidade. Eu conheci ele quando eu era um figurante em 21 Jump Street e tinha 19 anos. Assim que eu fiz minha primeira entrevista com Katey Sagal para uma matéria de capa onde eu dava a ela a razão de estar em Sons of Anarchy. É tudo um estranho círculo que mostra que tudo acontece pelo que... Por isso minha próxima tatuagem será ‘Fated Faithful Fatal’, de The Mephistopheles of Los Angeles.

Inicialmente, o que dá o tom para a direção musical de um álbum, especificamente deste novo?

Eu dou [crédito ao produtor] Tyler Bates. Eu conheci o Tyler em Californication. Tentamos trabalhar juntos uma vez. Era um quarto pequeno, acabou não dando certo. Foi com o Dave [Lombardo], ex-baterista do Slayer. Eu parei ele, O quarto era pequeno, e quando digo pequeno, quero dizer que era menor que o quarto onde eu estou. Menor do que a sala onde você está. Do espaço de um... Bem, um espaço de ensaio, mas estava cheio de coisas, e uma garota gritando, e eu não consigo me adaptar a ideia de bloqueio. Que se aplica a capacidade de improvisar com outros artistas sem medo, agora é mais confortável pra mim. Eu estou acostumado a me sentar em uma cabine vocal sozinha e isolada, o que não parece muito certo. Gravações devem ser feitas em uma sala com uma pessoa. Assim, depois me juntei de novo ao Tyler e a primeira música que fizemos foi Birds of Hell Awaiting e ela realmente deu um tom ao álbum. A segunda música que fizemos foi Third Day of a Seven Day Binge, que surgiu como apenas um ritmo, a gravação foi feita durante alguns meses pois nossas a gendas estavam lotadas, eu com Sons of Anarchy, ele com Guardians of the Galaxy, que acabou se tornando o maior filme do ano. Isso era o que me deixava animado para levantar e ir para o trabalho. Eu não tinha que ser arrastado ate o estúdio às três da manhã. Eu queria ir ao estúdio às cinco da tarde ou qualquer outro caso, continuava a ser durante o dia, o que era estranho para mim. Isso prova que não sou um vampiro, ou um lobisomem. Não sei sobre a parte do lobisomem.

Shooter Jennings provavelmente não é o primeiro nome que as pessoas colocariam em uma lista para colaborar com o Marilyn Manson. Em quais pontos vocês são parecidos, musicalmente ou em outras partes?

Ele é adorável, eu digo que ele é um Muppet. Nós fizemos uma música juntos e tentamos usá-la em Sons of Anarchy. Eu ainda tenho o gravador dele em casa e não tenho certeza se é a guitarra dele ou do pai dele, Waylon Jennings, que está na minha casa... Mas nós nos encontramos fielmente e eu acho que isso aconteceu por uma razão nesse ponto. Acho que tudo está acontecendo pelas razões corretas agora para mim.  Eu tenho andando ouvindo ele na minha playlist. Antes de entrar no palco, um segredo, eu passo umas três horas antes de subir no palco ouvindo música, tocando violão, sentado em meu camarim. Levo de cinco a dez minutos para passar a maquiagem e me vestir. Mas eu gosto de passar essas três horas fugindo do mundo, e eu tinha duas músicas do Shooter Jennings na minha playlist. Um era All of This Could Have Been Yours e F–k You, I’m Famous. Um de Californication e outro deSons of Anarchy. A ironia de ter sido esses dois seriados é algo que não se pode ignorar que foi algo não menos que fiel. Então quando eu e ele nos encontramos e nos tornamos amigos, rapidamente viramos melhores amigos. Ele era mais um irmão que eu nunca tive e são muitas pessoas que eu considero dessa forma. Eu nunca tive irmãos então é difícil para eu fazer essa associação, mas qualquer pessoa que está disposta a jogar fora sua jaqueta de couro ou socar alguém por você – se necessário. Não como em uma briga de bêbados em um bar mas alguém para defender sua honra e defendê-lo como um irmão. Isso significa muito para mim e eu encontrei isso com o Shooter. 

Então isso se torna algo com todas as pessoas que conheço e se torna, para mim, uma regra ou código moral que eu sempre tive. Se você ama alguma coisa, você tem de defendê-la. Não importa se você acredita em Deus ou não. Se você tem moral, as pessoas me consideram amoral ou imoral, mas eu acredito que se você se importa com alguma coisa, você vai defendê-la de todas as maneiras possíveis. Talvez isso me torne um verdadeiro vilão. Em toda história o herói é completamente uma linha reta, ele só faz aquilo que o mandam. O vilão é sempre o catalizador, a Parte III. O Ato III, é onde eles trazem o catalizador para mudá-lo. A pessoa que vai dobrar as regras, que vai quebrar as regras por paixão. Por amor. Essa é a forma que mais me vejo como pessoa.

É uma honra falar com você. Se eu puder ser tiete por um segundo: Quando eu tinha 15 ou 16 anos, menti para os meus pais sobre onde estava indo quando morava em Nova Jersey. Fui para Manhattan e assisti a um show seu naquela turnê com o Nine Inch Nails e o grupo Fem2Fem.

Meu deus, aquela foi uma época incomum. Na verdade era a Fergie [na banda Fem2Fem].

Não, não era!

Sim, era!

Não, você está de brincadeira?

Era a Fergie!

Nossa, ela era safada!

Mas você já tirou a jaqueta ou ejaculou?

(Risos) Enfim, foram épocas ótimas.

Gosto de ser o porto das fugas adolescentes.

 

[Nota do Editor: Procuramos na Wikipedia e no resto da Internet, e não há nenhum registro da Fergie ter feito parte do grupo Fem2Fem. Ela estava no Wild Orchid no começo dos anos 90. Talvez seja quem o Marilyn Manson esteja pensando. Quem sabe?]

Fonte: Loudwire

A NME publicou mais um vídeo com o Manson. Desta vez, ele diz o que pensa sobre o Natal. Assista, com legendas em Português, abaixo!

Manson lançou hoje o videoclipe para o primeiro single do álbum The Pale Emperor, a música Deep Six. Assista! 

Manson liberou no início desta madrugada a versão de estúdio da música Deep Six, que estará presente no The Pale Emperor. A música já havia sido tocada ao vivo durante os três shows que a banda fez na Califórnia, entre Outubro e Novembro deste ano.

A letra pode ser lida aqui! Publicaremos a tradução em breve.

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