Jason postou hoje (27/05) um artigo no site da revista Modern Drummer contando o que tem feito nos últimos três anos.

Hey, galera! Jason Sutter aqui. Estou saindo novamente em turnê com o Marilyn Manson e queria contar o que aconteceu desde a última vez que falei com a Modern Drummer em uma edição de 2010.

Da última vez que falei com a MD, tinha acabado de gravar o disco novo do Vertical Horizon, Burning the Days, no qual eu compartilhei tarefas com o primeiro e único Neil Peart (sim, aquele Neil Peart) e toquei na turnê Americana. Pouco após isso, me juntei ao Foreigner e toquei com eles durante todo 2010 na Europa e EUA. Tive a sorte de fazer uma turnê com eles na Índia por quase um mês, tocando nas maiores cidades de lá, foi de mudar a vida! Um dos destaques daquele ano foi a turnê United in Rock de dois meses durante o verão Americano com o Foreigner, Styx e Kansas. O meu eu de doze anos de idade ficaria louco, já que fiz uma turnê com minhas bandas favoritas quando jovem. Foi bem old school e é uma turnê que nunca esquecerei. Pude assistir o Todd Sucherman, que arrasou todas as noites e ver o Phil Ehart do Kansas foi tipo uma aula de bateria todo show. Ele é ótimo e não perdi nenhuma noite, já que seu groove e feeling são indescritíveis e super originais. Com o Foreigner foi uma loucura e uma ótima chance de tocar com uma das bandas mais clássicas do rock. Se quiser dar uma conferida, há uma gravação disponível no iTunes chamada iTunes Festival: London 2010.

Terminei essa turnê em Março de 2011 e imediatamente recebi um telefonema pra saber se eu estaria interessado em entrar em turnê com o New York Dolls, que começaria em Maio e teria o Mötley Crüe e o Poison. Fiquei extremamente empolgado, já que o New York Dolls é uma das minhas bandas favoritas e são a verdadeira matriz do Punk Rock. Ainda não tinha sido contratado, mas haviam me perguntado se eu estava interessado. Como eu nunca perco um show quando eles estão na cidade e conhecia o baterista atual, Brian Delaney, estava a um passo de conseguir. Tive que lembrá-los de que cresci em Nova York e não segurar o fato de eu morar em Los Angeles contra mim. Consegui o emprego e toquei no restante da turnê. 

Posso dizer honestamente que aquilo vai ser, provavelmente, uma das turnês mais legais que já fiz. A banda estava a todo vapor e eu era vinte anos mais jovem que o cara próximo de mim, então foi tipo ir a uma escola de rock todo dia. A banda era o David Johansson e Sylvain Sylvain da formação original do Dolls e o primeiro e único Earl Slick (David Bowie, John Lennon) na guitarra e Kenny Aaronson (Derringer, Joan Jett, Billy Idol, Bob Dylan) no baixo e a banda estava foda. A turnê de verão foi uma loucura. Pude ver o Mötley e o Poison todas as noites, então foi tipo uma grande festa, de jantar com o Nikki Six a me divertir nos camarins com o Mick Mars ou CC Deville ou fazer uma festa no ônibus da turnê do Rikki Rocket. Foi bem insano. A melhor parte foi que eu toquei com o New York Dolls todas as noites. Foda!

Terminamos a turnê e acabamos indo para a Inglaterra para algumas semanas de shows com o Alice Cooper, que acabou na Escócia no Halloween. A banda do Alice Cooper estava arrasando, e foi ótimo poder passar um tempo com o baterista Glen Sobel, que eu conheço da cena de Los Angeles, assim como toda a banda. Claro, o Alice foi o performer consumado todas as noites e um cara legal, tranquilo fora do palco. Alice e o Dolls foram os primeiros a adicionarem essa coisa de showman nos shows de rock, então essa turnê foi especialmente histórica.

Atualmente estou em turnê com o Marilyn Manson no verão, na turnê Masters of Madness, junto com o Alice Cooper, então será legal entrar em turnê com eles novamente. Toquei durante todo o ano passado com o Manson em suporte ao novo disco, Born Villain. O disco foi indicado ao Grammy e ao Golden Gods Awards como melhor disco de metal. Dessa vez é uma coisa totalmente nova para mim, e uma chance de tocar mais pedal duplo, o que tem sido bem louco. A melhor parte do ano passado foi tocar em vários festivais de metal ao redor do mundo e poder conferir o melhor dos melhores bateristas de metal atualmente.

Estou adorando e ansioso para sair em turnê nesse verão. Estaremos por todo os Estados Unidos começando em Junho, então espero ver você em um show. Para datas e mais informações, acessem o meu site. Continuem arrasando e espero ver vocês po aí nesse verão. Cheers!

Pois é, o tempo passa... No dia 13 de Maio de 2003 era lançado oficialmente o quinto álbum de estúdio do Manson, intitulado The Golden Age of Grotesque!

Abaixo, uma síntese sobre o disco. Texto por Gilberto Zany:
 
Bem-vindos ao renascimento da Era Dourada do Grotesco!
 
Nesta data, há 10 anos, era lançado o The Golden Age of Grotesque, primeiro disco sem a presença ilustre de Twiggy Ramirez, sendo substituído por Tim Skold, cuja presença na banda teve certa influência na sonoridade. O primeiro single foi mOBSCENE, seguido por This is the New Shit e um polêmico vídeo para a música (s)AINT, que foi lançado apenas em 2004 na compilação Lest We Forget, além de um DVD intitulado Doppelherz, um curta-metragem surrealista que reflete algumas imagens e conceitos que inspiraram o disco.
 
Repleto de arranjos eletrônicos e flertando com o rap, o disco marca o início de uma nova era, em que o Manson emerge como um ditador personificado na figura do Arch Dandy, uma clara referência ao dandismo do século XIX. Inspirado por paralelos históricos de diferentes épocas e lugares, Manson concebeu uma temática que combina diversos elementos artísticos, teatrais, musicais e culturais da Alemanha de Weimar e da Hollywood dos anos 30, em que arte e performance são evocativas: Partindo do Nazismo, Vaudeville com todo o aparato musical e coreografias Busby Berkeley, a sensualidade do burlesco e do cabaret, arte degenerada, Disney Americana, erotismo das pin-ups,  e passando por influências de artistas como Oscar Wilde e a sua ideia de deformação da beleza, Salvador Dalí e o Surrealismo, Marquês de Sade e a depravação. Há também importantes colaborações de Gottfried Helwein na direção artística tomada pela banda. Ainda sobre isso, perguntado sobre todos os movimentos artísticos e como chegou a eles, Manson responde:
“O disco reflete a parte mais sombria da nossa imaginação. Não necessariamente a mais malvada, mas aquela que sempre quer ser reprimida. Esse é meu espetáculo pessoal. Eu li muitos livros e assisti a muitos filmes. Estou realmente cativado pelos anos 20 e 30 porque foi quando o expressionismo no cinema começou a ganhar forma em muitos caminhos interessantes. Vaudeville e cabaré são o que eu sempre tenho feito e o porquê de eu não me encaixar em nenhum padrão de rock ‘n’ roll  — porque eu faço coisas mais como um artista que como um músico, mas música é o núcleo do que eu faço. Então eu tenho encontrado e lido sobre as pessoas e a maneiras que elas viviam, a versão que eu tinha em minha cabeça de como as pessoas eram, suas atitudes e como eram durante épocas de transtorno político e medo, e todas diziam respeito de que não havia amanhã, e parece que eles levaram aquilo e misturaram dentro da maias genial e excelente arte.”
Evocando sua arte degenerada e entrelaçando extremos presentes em todos os aspectos referentes ao álbum, performance e persona, como o Expressionismo, enquanto forma de retratar sua visão interior como artista, e Fascismo, que é a repressão da liberdade de imaginação e pensamento, Manson pega todas as coisas que existem e cria novas formas ou as destrói, como uma celebração ao Dadaísmo e Surrealismo. Dessa forma, romântico/belo/artístico e grotesco/depressivo/depravado correspondem a uma só realidade, e é propondo uma era onde sua obra é a expressão do inconsciente coletivo da sociedade, assim como da sua posição na cultura popular em uma época em que a decadência da arte na América chegou a um nível absurdo, que Manson fez de The Golden Age of Grotesque um grande espetáculo visual e musical, extraindo o grotesco e o obscuro da sociedade e representando-os de maneira ousada e inflexível a fim de tirar as pessoas da realidade, dando-lhes o verdadeiro entretenimento. Celebremos o Reich da profanação!
 
Em algumas edições do disco, a música Tainted Love – originalmente gravada por Gloria Jones, mas com o cover inspirado na versão do Soft Cell, vem como faixa bônus. Ela foi lançada em 2001, como parte da trilha sonora do filme Não é Mais um Besteirol Americano.
 
Caso queiram se aprofundar nos assuntos abordados no disco, os links abaixo são do site Nachtkabarett e contêm ótimos artigos, todos com tradução em Português!
 
Arte &  The Golden Age of Grotesque (14 artigos. Ao clicar em algum, é só escolher a opção pt no topo da página)
 
Arte Degenerada & Fascismo
 
Vícios Literários (tem a parte direcionada ao The Golden Age of Grotesque)
 
Doppelherz
 
Filmes & Celulóide (a maioria dos filmes citados aqui tiveram influência no disco)
 
Algumas curiosidades sobre o álbum
 
 

 
 
 

Depois de um tempo sem postarmos nenhum vídeo legendado em nosso canal do Youtube, acabamos de adicionar uma entrevista bem antiga, de 1992, quando a banda ainda chamava-se Marilyn Manson & the Spooky Kids. É interessante ver a maneira com que o Manson se comportava naquela época, com apenas 23 anos.

 

Ontem (2) aconteceu em Los Angeles a quinta edição do Golden Gods Awards, voltado ao hard rock e metal. O Manson compareceu ao evento junto do Alice Cooper e os dois apresentaram a categoria Fãs Mais Dedicados.

A má notícia fica por conta do prêmio Álbum do Ano. O Born Villain estava concorrendo, mas quem levou foi o Deftones com o bom Koi No Yokan.

      

      

      

Créditos: MansonWiki

Entrevista no Black Carpet

Apresentação do prêmio Fãs Mais Dedicados

 
A turnê dos dois artistas, intitulada Masters of Madness/Shock Therapy, começa no dia 1 de Junho em Albuquerque, nos Estados Unidos.

E hoje, 1 de Maio, faz um ano que o Born Villain foi oficialmente lançado! 
 
Nove meses antes, em Agosto de 2011, Manson nos deu um gostinho do que estaria por vir com o lançamento de um vídeo que serviu como uma espécie de trailer para o disco. Também intitulado Born Villain, o vídeo contém enorme referência ao filme A Montanha Sagrada de Alejandro Jodorowski, com citações que vão de Macbeth até a Bíblia, além de cenas fortes. A música usada no vídeo é uma versão, aparentemente, demo da quarta faixa do disco, Overneath the Path of Misery. O primeiro single oficial foi da música No Reflection, seguido de Slo-Mo-Tion e um vídeo com cenas de shows para a música Hey, Cruel World..., faixa de abertura do Born Villain.
 
É o segundo disco desde a volta do Twiggy para a banda, no final de 2007 e o primeiro com a nova gravadora, Cooking Vinyl. Por ser uma gravadora independente, a banda teve total liberdade nas composições e também na parte visual. Por isso que o trailer pode ser lançado sem qualquer tipo de censura, coisa que, se o Manson ainda estivesse com a Interscope, não teria sido possível. Para muitos, é o álbum que deveria ter sido feito após o Holy Wood (In the Shadow of the Valley of Death), principalmente pela sonoridade, que voltou a ter aquele peso e efeitos eletrônicos tão característicos ao longo da carreira. Tanto que, para o próprio Manson, o Born Villain foi como 'a volta' dele no sentido artístico. Em entrevista para o site Loudwire, ele disse:
"(...) Sabia que tinha que admitir a mim mesmo - é difícil dizer que você quer fazer uma volta, porque isso é admitir que você não estava onde você deveria, o que você costumava ser, mas o que você deveria ser. Então é quase a mesma coisa que no começo. Uma volta é quase a mesma coisa que começar novamente, onde ninguém sabe ou acredita no que você é e eu tive que dizer isso bem alto. Não tenho problema em dizer que essa é a minha volta e quando eu decido algo, estou determinado a isso. Eu não tinha esse tipo de energia e confiança simplesmente porque eu precisava reconhecer isso.

Com esse disco, eu sempre vou lembrar mais que qualquer outro. Eles não foram memórias felizes o tempo todo. Tudo tem seus altos e baixos ou você não é um artista. Se tudo é feliz, então quem vai se importar, ou se é apenas uma linha reta, eu também não vou me importar. Se é baixo, no qual é onde, às vezes, eu estive com mais frequência que no alto, não é inspirador. Então eu apenas quis fazer algo que faria com que as pessoas sentissem algo. Eu estava tocando para pessoas que eram minhas amigas. Algumas delas nunca haviam escutado minha música, nunca gostaram dela, qualquer que seja a situação... Mas é um desafio e eu adoro desafios. Eu tinha esquecido do quanto que eu adoro um desafio."
(A entrevista completa pode ser lida aqui)
 
Além das 13 faixas, o disco ainda conta com a cover de You're So Vain da cantora Carly Simon, que teve a participação do Johnny Depp tocando guitarra.
 
E você, o que achou o disco? Pode dar sua opinião na nossa página no Facebook!
 
 
 
 
 
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10.01 @ Van Buren
12.01 @ House of Blues
13.01 @ House of Blues
16.01 @ Fox Theatre
19.01 @ The Complex
20.01 @ Fillmore
23.01 @ Aztec Theatre
24.01 @ House of Blues
26.01 @ Shrine Mosque
27.01 @ Brady Theatre
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KILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los Angeles


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