A turnê Twins of Evil seguiu ontem (29) com o show em Las Vegas, no festival Rock Vegas. O setlist foi o mesmo. As novidades ficaram por conta da King Kill 33º, que está realmente sendo tocada e o Manson voltando com o clássico figurino Papal durante a execução da The Love Song.

1. Hey, Cruel World...
2. Disposable Teens
3. The Love Song
4. No Reflection
5. mOBSCENE
6. The Dope Show
7. Slo-Mo-Tion
8. Rock is Dead
9. Personal Jesus
10. Tourniquet
11. Sweet Dreams (Are Made of This) (The Reflecting God Outro)
12. King Kill 33º
13. Antichrist Superstar
14. The Beautiful People

Fotos:

   

    

Intro/Hey, Cruel World...

Disposable Teens 

 
The Love Song

Slo-Mo-Tion

The Dope Show

 

Enfim a turnê Twins of Evil teve seu início. O primeiro show ocorreu ontem (28) no festival Desert Uprising, em Phoenix, no Arizona, Estados Unidos.

- O setlist, por enquanto, não teve nenhuma mudança
- A parte teatral voltou com tudo. Várias coisas novas, segundo relatos de quem esteve lá.
- Parece que antes da Antichrist Superstar a banda tocou King Kill 33º, mas como uma espécie de 'jam', não teve vocal

Setlist:

1. Hey, Cruel World...
2. Disposable Teens
3. The Love Song
4. No Reflection
5. mOBSCENE
6. Slo-Mo-Tion
7. The Dope Show
8. Rock is Dead
9. Personal Jesus
10. Tourniquet
11. Sweet Dreams (Are Made of This) (The Reflecting God Outro)
12. King Kill 33º (trecho)
13. Antichrist Superstar
14. The Beautiful People


Fotos:


     

     

     

     

Disposable Teens

 

 

The Love Song

The Dope Show

 
Personal Jesus

Sweet Dreams (Are Made of This) (The Reflecting God Outro)/Tourniquet

 
King Kill 33º (trecho)/Antichrist Superstar
 
 

Sim, isso mesmo! O Manson, em parceria com a AmpRockTV, lançou o videoclipe da Hey, Cruel World... mesclando cenas do Manson e de shows com a banda completa. Assista abaixo!

 
"Conheci o Manson em Março desse ano, quando ele fez parte da série The Words da AmpRockTV. Foi maravilhoso trabalhar com um artista tão emblemático, então quando ele me pediu para filmar alguns shows com ele, obviamente eu disse que sim. Gravamos quatro noites no Reino Unido, Itália e América, capturando o que eu acho ser uma das melhores performances ao vivo no seu melhor."
Tim Mattia, diretor do videoclipe, em entrevista ao MySpace

Manson foi entrevistado pelo canal Alemão ZDF e a entrevista foi publicada no site da emissora. O vídeo tem por volta de 30 minutos. Clique na imagem para assistir ao vídeo

O site AZ Central publicou uma entrevista com o Manson, onde ele fala sobre a turnê Twins of Evil, a relação entre eles e os membros que já passaram pela banda, o lançamento de um box set e mais. Confira a tradução abaixo:
 
Na véspera da abertura da turnê Twins of Evil com o Rob Zombie no dia 28 de Setembro, como parte do festival Desert Uprising 98KUPD no Ashley Furmiture HomeStore Pavilion, Marilyn Manson fala sobre a turnê, seus antigos companheiros de banda, planos para um box set e como ele não odeia mais o Trent Reznor. Ele também reflete sobre ir para a rehab e como usar drogas e beber quando estiver de mau humor pode não ser uma boa ideia.
 
É claro enquanto ele fala que o shock rocker está em um lugar mais humilde hoje em dia, mas Manson ainda é Manson.
 
Como você compararia suas performances agora às da época do Antichrist Svperstar?
 
É diferente por vários motivos. Obviamente o Twiggy está tocando guitarra agora, e não baixo, então isso faz uma enorme diferença. Não são tão auto abusivo (risos) no sentido de andar pelo palco sangrando. Mas quanto à atitude, sinto que o Twiggy e eu finalmente voltamos ao ponto de sermos irmãos e voltamos ao lugar onde realmente gostamos de aproveitar um ao outro no palco como fazíamos quando começamos. Lembro que tudo começou quando eu liguei para o Twiggy e perguntei se ele queria trabalhar comigo novamente.
 
Eu fui ao show da reunião do Led Zeppelin, e eu nunca fui tão fã de Led Zeppelin como sou do The Doors ou Beatles. Fui ao show e vendo-os tocando Stairway to Heaven foi de tirar o fôlego por um motivo em específico. Posso imaginar aqueles dois caras olhando um para o outro (Robert Plant e Jimmy Page) e dizendo "Você escreveu Stairway to Heaven") Não nos comparando ao Led Zeppelin, mas eu sentia falta do fato de que eu podia olhar para o cara que escreveu The Beautiful People e The Dope Show. Emocionalmente, levou muito tempo para isso passar.
 
Tem muita gente que nunca escutou o Antichrist Spverstar. Seria arrogante e ignorante esperar que as pessoas conheçam algo que você fez no passado. Você tem que engolir o orgulho e admitir que você quer fazer uma volta. E isso que significa que você não estava em seu melhor e eu sinto como se tivesse parado de ser quem eu precisava ser. Quando eu comecei a fazer esse disco (Born Villain), eu não queria ser quem eu era, mas eu certamente não queria ser quem eu era na época. Eu sabia que era pra eu ser algo melhor do que eu então, era. Sinto que agora estou perto de ser o que eu devo ser e estou gostando do que estou fazendo aqui.
 
Quando as pessoas me perguntam sobre drogas e álcool, eu digo, "Sim, eu fui para a rehab, eu fui para o hospício e eu fui preso." A principal lição que você pode aprender é usar drogas e álcool quando você está de bom humor e não de mau humor e encontrar um balanço em qualquer coisa que você faça. As pessoas bebem para entorpecer a dor e o sofrimento. Acho que é a dor e o sofimento que faz você virar um artista. A arte em si deveria ser a dor, algo como exorcizar todos os demônios e fazer você se sentir uma pessoa que importa.
 
Quem é o seu personagem favorito, Hank Moody do Californication ou Kenny Powers do Eastbound & Down?
 
Essa pergunta é difícil. Acho que sou um autômato dos dois. Embora eu estivesse em uma liga de futebol e eu tenho um braço bom pra caralho porque eu costumava jogar pedras nos carros. Eu gosto do senso de humor do Kenny Powers e eu gosto do coração do Hank Moody. Fiz participação no Californication e fiz o papel de mim mesmo.
 
Você falou sobre fazer uma turnê tocando o Antichrist Svperstar, Mechanical Animals e Holy Wood inteiros e tocando três dias em cada cidade. Você ainda tem interesse em fazer isso?
 
Sim. Depois que terminarmos essa turnê, eu quero gravar de novo, mas eu sempre fiz o que quis. Quando você dá isso (para a gravadora), vira algo diferente. Temos planos de fazer um box set com várias coisas que não foram lançadas e não apenas outtakes ou versões acústicas, mas várias coisas que são especiais.
 
Então não há problemas em lançar o box set pela Interscope Records ou Trent Reznor?
 
Não. Toda essa parte da gravadora já passou. A única parte ruim é que alguns dos mixes foram destruídos. Mas ele não destruiu os mixes que eu me importo. Não tenho nada contra ele. Ele me ajudou a colocar no mundo e eu segui meu caminho e o que aconteceu, aconteceu. Não acho que você deva voltar e consertar as coisas que já foram feitas.
 
Então se você encontrasse o Trent Reznor hoje não haveria ressentimento?
 
Não, não acho que há tensão. Não acho que tínhamos muito em comum. Tínhamos um certo senso de humor em comum. Ele sempre foi mais um tipo de "atleta" e eu um "metaleiro".
 
O que você pensa sobre ter tido tantas pessoas diferentes entrando e saindo da banda ao longo dos anos?
 
É difícil para mim dizer isso porque eu não sou outra pessoa. Tive uma pessoa que não está mais na minha banda dizendo que é muito grave estar na minha sombra. Nunca tratei ninguém na minha banda como se eles não estivessem no mesmo nível que eu. Não sou esse tipo de pessoa. Desrespeitei pessoas na minha banda no passado e essa foi a minha fraqueza. Acho que as pessoas tem dificuldade em entender como eu penso.
 
Não fiz aula de guitarra e não sei como tocar acordes, mas eu consigo fazer do meu próprio jeito e acho que às vezes isso irrita alguns guitarristas que sentam e tocam o dia inteiro e tem as pessoas que gostam disso. Para mim, nunca foi uma situação de ego onde eu falasse, "Eu sou o chefe, vai se foder." Sempre foi uma situação onde alguém vem até mim e diz, "Não consigo tolerar mais trabalhar com você" e eu aceito, não os culpo por isso. Mas eu também penso às vezes que não sou tão difícil de ser entendido. Não sei o que levou às pessoas a ficarem com tanta raiva e amargura -- pessoas como meu antigo tecladista, o Pogo, que eu o conheço há anos. Me sinto mal por ele, mas existem as queixas com tudo.
 
Olhando para trás, a única pessoa que realmente me surpreendeu foi o Chris Vrenna porque eu o conheço desde 1992 e por ele não estar apto a dizer na minha cara, "Hey, não quero mais fazer isso." Ao invés disso, ele disse "Te vejo amanhã" e nunca mais voltou. Acho isso estranho, não sei se ele tem medo ou acha que vou bater na cabeça dele com algo. Não sou assim. Iríamos fazer uma tatuagem juntos.
 
Você está ansioso para a próxima turnê com o Rob Zombie e seus antigos companheiros de banda, John 5 e Ginger Fish?
 
Sim, será divertido. Ainda amo o Ginger. Ele quase fez essa turnê, mas ele está tocando com o Rob Zombie. O Ginger é um gato selvagem. Ele é sempre a pessoa mais perigosa de estar por perto, mas sempre a pessoa que teria meu apoio. O John 5 não teve a constituição (risos) para estar no Marilyn Manson. Ele é um grande guitarrista e ele é um cara legal, que é um dos motivos pelo qual eu o demiti (risos). Estou ansioso. Gosto deles e isso com o Rob Zombie parece como algo que eu nunca faria por algum motivo, mas parece que é algo que as pessoas querem ver.
 
Você tocará antes do Rob Zombie todas as noites?
 
Iríamos variar, mas eu escolhi ir somente antes porque se eles forem pegar alguma garota após o show, elas já terão passado por nós. E acho que será um desafio maior pra eles, não importa o quão ótimo o show ou a música seja.
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