Na Parte Dois da nossa discussão com o Marilyn Manson, nós penetramos em seu próximo álbum, Born Villain, e seu primeiro single, No Reflection.

Na primeira parte da nossa entrevista exclusiva com o Manson, simplesmente oferecemos uma interpretação visual do Born Villain, no qual obtivemos uma resposta detalhada do artista. Manson nos autorizou uma rara visita dentro de seu modo de pensar enquanto preparava e escrevia o novo álbum, que incluiu um isolamento voluntário em um lugar com o chão preto e paredes brancas.

No próximo capítulo de nossa discussão, Manson fala sobre o novo álbum, o vídeo da No Reflection, seu uso metafórico de zumbis, sua rejeição em psiquiatria e muito mais:

Voltado àquele lugar onde você já teve sucesso criando coisas (Manson pintou seu primeiro quadro lá), isso ajudou a soltar a faísca novamente?

Não acho que tenha sido uma fórmula que possa ser descoberta nesse sentido, mas eu acho que acredito muito em destino e sincronização. Se fosse para compararmos algo - por exemplo, eu assisti àquele filme que o David Cronenberg fez sobre Jung e Freud, Um Método Perigoso, e eu não acredito em psiquiatria. Acredito muito em psicologia ou gostaria de aprender sobre isso - Sou alguém que gosta de aprender sobre tudo. Fui para a escola Cristã e não sou religioso no sentido convencional. Eu fui para a Passover (NT: A páscoa dos Judeus) e não para o Domingo de Páscoa (risos). É incomum porque eu não sou Judeu, mas eu fui com o meu amigo Eli Roth até sua casa. Sou alguém que é mente aberta para novas experiências porque elas te ensinam coisas novas.

Não acredito em psiquiatria porque acho que é bobeira, um maneira completamente irracional de pensar as coisas e eu não acredito nos Alcoólicos Anônimos. Eu fui para a reabilitação, eles tentaram me colocar num hospício. Passei por todos os processos e aprendi um balanço bem simples, e era, "Tente fazer com que os altos sejam melhores que os baixos." Quando você está feliz, beba. Quando você está infeliz, não beba, porque vai deixar as coisas piores. Pode parecer uma conclusão lógica bem simples após muitos anos, mas é importante para mim perceber que é para ser legal - fazer arte.

Você faz para expressar seus sentimentos e suas opiniões e você deve se divertir enquanto está fazendo. Não é para ter tanto esforço após o processo. Então muitas vezes eu faria uma música, por exemplo, e enquanto eu estava fazendo esse vídeo recente que eu fiz (No Reflection), virou... Eu não estava dirigindo, autorizei alguém a dirigí-lo. Eles estavam demorando muito tempo movendo as luzes e eu disse que a música - me levou menos tempo para escrevê-la. Então eu fiz sozinho. É meramente adaptar à situação. É quase uma maneira fácil, o que é uma grande metáfora e se aplica à recente Páscoa que acabamos de passar - um zumbi.

Eu gosto de filmes de zumbis, eu gosto de The Walking Dead, gosto da metáfora disso, simplesmente porque quando você vai com o conceito de zumbi - se você é mordido por um zumbi, você não se transforma em outra coisa tipo um vampiro ou um lobisomen ou qualquer coisa assim. Você vira algo que não é você. Você não vira algo que é diferente ou algo que é evoluído, você vira algo que não existe. É morto-vivo, então você vira o fator zero e é incomum para mim. Então há muitas coisas no disco que não são inspiradas em filmes de zumbi, mas que eu gosto da metáfora e porque o primeiro zumbi podemos dizer que é Jesus, porque ele morreu e voltou três dias depois - isso é um zumbi. Então eu acho que essas metáforas existem no disco e na The Flowers of Evil.

Não estou tentando renascer e não estou tentando ressuscitar, não estou tentando reencarnar, eu estava tentando transformar, e isso não é o mesmo que zumbis, mas eu estava tentando me transformar em algo que ainda não tinha virado. É isso que qualquer um em vida deveria sempre querer fazer. Quando você está em um relacionamento, se você rompe de forma regular, as pessoas são atraídas por algo e é isso que elas querem ser, e é isso que você deveria ser e, para mim, é bem simples - se eu conheço uma garota e digo, "É isso que gosto em você. Continue. Todo dia." eu gosto da mesma coisa todos os dias. Não preciso de mudança porque minha mente é cheia de tornado e caos, realmente não preciso de mais agitação, ou outras garotas, ou qualquer coisa. Apenas seja o que eu gosto e continue. E então, de outro ponto de vista, para mim, tenho certeza que é um pesadelo estar envolvido comigo, mas não é tão complicado assim. Se você gosta de mim, eu sou o que eu sou, mas se eu começo a ser algo menos do que você gosta, então há um problema. Mas não pense, "Bem, eventualmente eu esperava que você mudasse." E isso é quase como dizer, "Esperava que você virasse um lobisomen ou um zumbi," ou algo estúpido assim.

Aprecio o fato de que na minha vida pessoal, as pessoas mais próximas a mim tiveram fé o suficiente ou acreditaram em mim. Então essa foi a primeira parte do que eu precisava para fazer esse disco. Eu queria que as pessoas que acreditavam em mim ficassem orgulhosas de que fizeram a escolha certa. Sabe, é quando você assiste progrmas que eu gosto na TV - Californication ou Eastbound & Down. Eles têm personagens que eu gosto por algum motivo, porque eles são o cachorro que cagam no tapete, mas você ainda cuida deles e você sabe que eles podem fazer melhor. Tenho sorte de que as pessoas próximas a mim acreditaram.

Esse foi o meu primeiro objetivo, fazer música para impressionar e provar às pessoas que acreditaram em mim - pessoas que eu conheço ficariam motivadas. Então eu tive que colocar para fora aqueles sentimentos para as pessoas que eu não conheço. Tenho que ir para o palco e cantar esses sentimentos para pessoas que eu não conheço. E virou algo excitante e fácil para mim perceber que eu só preciso provar o que eu sou com o que eu faço. Essa é a mesma coisa que eu fiz no começo. Não estava tentando voltar para trás, mas eu cheguei à conclusão de que eu estava pronto para fazer o que eu faço. Está na natureza. Não sabemos com certeza o que os animais sentem, mas uma cobra faz o que faz. Não tem preocupações, apenas faz o que faz - coelhos, gatos, leões. É tudo sobre confiança e instinto de coragem.

Você mencionou a gravação do videoclipe da No Reflection. O quão perto o vídeo está do visual que você teve em sua mente enquanto escrevia a música e o que fez você escolher essa música para ser o primeiro single?

Bem, isso foi, estranhamente, algo que eu não tive visualmente na minha mente quando escrevi, no qual eu faço com frequência. Pedi ao Lukas Ettlin, o diretor, que também trabalhou com o Alan Lasky, que é a pessoa que providenciou a câmera que criou o efeito em câmera lenta que ninguém tem acesso além de mim. É de uma empresa Alemã que acreditou em mim como um artista visual e queria que eu usasse a câmera deles. Então pedi ao Lukas para que ele escutasse a música e me dizer o que ele faria, porque eu gosto de colaborar. Se eu digo a alguém o que eu faria, eu deveria fazer sozinho, mas eu queria ouvir a opinião de mais alguém e eu não teria pensado naquilo e eu adorei como saiu. Completamente o que eu não teria pensado.

Escolhi a música como primeiro single porque eu pensei que fosse quase como se o disco fosse um filme, essa é a música que eu usaria para o trailer, porque eu pensei que representava o álbum. Tinha o espírito do disco e tinha atitude do álbum. Não estou dizendo que penso nela como o "grande single" ou qualquer coisa assim, porque eu não penso assim. O mundo mudou para um lugar que é quase que exatamente, de um jeito ótimo, como eu comecei: Onde eu não pensava assim. Eu não pensava "Tenho que escolher uma música que tenha três minutos e quinze segundos" e toda essa besteira. Simplesmente essa é a música que eu gosto, que eu quero que as pessoas ouçam e é o começo. Você obviamente não quer dar um filme inteiro em um trailer, e foi assim que eu pensei sobre a música quando a escolhi.

Eu perguntei isso porque o álbum passa essa sensação - um álbum. Não tinha certeza de como você escolheria apenas uma música.

Normalmente, no passado, e eu estou muito, muito, muito, muito, o tanto "muito" que você quiser, feliz de ter estar fora da Interscope. Me deu uma nova perspectiva, que é muito semelhante à minha perspectiva original em fazer música. Não pensei em nada a não ser fazer pelo motivo que eu queria que as pessoas sentissem algo, e eu não tinha minha cabeça preenchida com toda a besteira. No passado, só vou dizer que toda banda que esteve em meus discos anteriores, eu fiquei orgulhoso. Quando eu fui para uma gravadora, o que eles fizeram com isso não foi sempre o que eu queria e o que eu fiz, e ter aquela perda de controle é uma coisa bem ruim e muito difícil de lidar. Então eu lidei com isso, e isso faz parte, não vou reclamar, não vou processar ninguém.

A coisa boa é que eu saí da gravadora porque eu disse ao Jimmy Iovine que ele não era esperto o suficiente para entender o que eu faço. Isso foi antes do The High End of Low, então claro que eu fiz um inimigo, mas eu não estava insultando ele, eu só estava dizendo que ele não estava ouvindo seus próprios instintos. Você assina algo por um motivo. Se você quer mudar o que você assinou, é algo idiota do ponto de vista de negócios, faz você parecer estúpido, mas eu estava tentando explicar que não era pessoal, era só um ponto de vista objetivo e eu só pedi para que rompêssemos. Aquilo não acabou tão rápido, então quando eu saí do relacionamento e fui para uma nova gravadora, me fez sentir, finalmente, como me senti no começo. Eu poderia ter ficado sem gravadora, mas a Cooking Vinyl... Uma atitude muito forte que eles queriam que eu fizesse o que eu faço. "Apenas continue o que você faz." Todo o padrão, na verdade eu caí em um padrão que algumas pessoas talvez achem difícil de acreditar e eu não vou reclamar disso, apenas olhei objetivamente para isso, onde eu faria algo e sempre haveria, "Ok, veremos se tudo isso está certo para o lançamento, veremos se irá funcionar." Foi quase como estar na escola Cristã novamente, onde você faz algo que eles querem que você faça, para te controlar, claro. Uma vez que você esteja nesse papel, você realmente não pode fazer nada. Eles queriam estar no controle, mas é por isso que a indústria da música ficou uma merda, porque as pessoas estavam tentando pensar pelos artistas. Pessoas que não são artistas de maneira alguma, ou até patronos da arte ou musas, ou qualquer coisa relacionada, sempre tentarão controlar ou odiar e, para mim, ficar fora desse relacionamento, libertou minha energia e eu finalmente posso fazer isso e aproveitar - que é o que devo fazer (risos). Esse é o ponto.

Fique ligado para as duas partes finais de nossa extensiva e profunda entrevista com o Marilyn Manson, onde discutimos a evolução da percepção do Manson pelo olhar público e a libertação do West Memphis Three.

O novo baterista da banda, Jason Sutter, foi entrevistado pelo site Media Essentials. Leia a tradução abaixo:

 

A carreira de Jason Sutter tem o visto ter a oportunidade de tocar junto de nomes bem respeitáveis dentro da indústria da música, incluindo Marilyn Manson, American Hi-Fi, Chris Cornell, Foreigner, Pink, New York Dolls e muitos outros.

Seu trabalho o viu fazer várias aparições em televisão e filmes, tocando em programas como The Tonight Show With Jay Leno, Late Night With Conan O'Brien, The Carson Daily Show, The Late Show With David Letterman e muitos outros.

Recentemente ele foi recrutado pela lenda do rock Marilyn Manson, com Jason tocando na atual turnê, em celebração do último lançamento, Born Villain. O Media Essentials conversou com o Jason Sutter sobre sua história extensa e seu papel atual dentro da formação do Marilyn Manson. Isso é o que ele teve a dizer:

Oi Jason, obrigado por falar com o Media Essentials, você se importa em nos explicar o que te influenciou a virar um baterista e quem te inspirou?

Definitivamente fui influenciado por John Bonham, e ainda sou. Pouco depois de eu começar a tocar, Bonham morreu e eu tinha acabado de ganhar meu primeiro aparelho de som com um gravador. A rádio começou a tocar Led Zeppelin direto durante semanas e eu gravava tudo. Antes disso, eu tocava ouvindo os discos do Kiss e Cheap Trick. Acho que a introdução de I Want You to Want Me foi a primeira coisa que aprendi!

Muitos talvez reconheçam seu nome pelo seu trabalho com o American Hi-Fi. Como foi tocar com esses caras e por que você saiu?

Toquei com o Hi Fi porque aqueles caras eram um dos meus melhores amigos (ainda são) e o Brian, o baterista original, saiu e eu recebi uma ligação. Eu estava num cinema e ouvi uma mensagem sobre tocar com eles na turnê e não pensei em nada e, enquanto eu estava assistindo ao filme, pensei mais sobre isso e liguei para eles imediatamente e disse "Vamos fazer isso!"

Nos juntamos naquela semana apenas para tocar e eles me ofereceram o emprego. Adoro aqueles caras e as turnês com o BFS e Butch Walker foram uma loucura. Nunca vou esquecê-los. O Hi-Fi terá alguns shows nesse verão e me ligaram para saber se eu estaria livre e eu estou, então talvez eu toque alguns shows com eles quando a turnê com o Manson der uma parada.

E também, se faz tempo que vocês não veem, eu sou o cara no vídeo Flavor of the Weak na cena de abertura usando mullet e colã. O mais legal é que eles incluiram esse vídeo nos extras do documentário Heavy Metal Parking Lot, então posso morrer agora!

Lembramos desse vídeo, Jason

Você tocou com o respeitável frontman Chris Cornell em várias turnês internacionais e gravações, como foi trabalhar com ele?

Cornell foi maravilhoso. A banda era matadora e eram realmente um dos melhores músicos com quem já toquei. Cornell era e é um dos melhores e também é engraçado demais. Tivemos uma época ótima naqueles três anos e acho que ele nunca fez um show ruim.

Não existe voz melhor e eu nunca levei aquelas turnês como algo certo, já que havia uma mágica no ar. Eventualmente contávamos todas as músicas que aprendíamos para a turnê e eram mais de 70! E algumas delas não são fáceis! Foi e sempre será uma das experiências musicais mais recompensadoras e acho que me ajudou a colocar no mapa como um baterista.

Seguido da turnê com o Foreigner, você virou o baterista do New York Dolls. Como foi isso?

A turnê com o Foreigner acabou e eu fui pra casa em um Domingo. Na Terça-Feira eu recebei um telefonema do baterista do Dolls na época, Brian Delaney, que ligou e perguntou se eu estaria livre para tocar com o Dolls na turnê de verão com o Mötley Crüe e Poison, já que ele iria ter um filho.

Ele e eu fomos para o Texas e ele sabia que eu era um GRANDE fã do Dolls, eu disse "sim!" e então ele fez tudo que pode para me colocar lá. Disse ao empresário deles que me mudaria para Nova York, então eles não precisariam me dispensar por estar morando em Los Angeles.

A turnê foi uma loucura e Earl Slick (Bowie, John Lennon) e Kenny Aaronson (Stories, Billy Idol) também estavam na banda, então eu estava tocando com a majestade do rock n' roll. Eu era o mais novo por uns 20 anos! Aprendi muito com esses caras e foi muito como ir para a escola do rock com as histórias. Todo dia era como uma lição da história do rock.

A turnê foi uma loucura e eu amei cada minuto daquela experiência. Facilmente uma das turnês mais legais e satisfatórias que eu fiz. Eu também acabei fazendo uma turnê de Halloween no Reino Unido após o verão abrindo para o Alice Cooper. Eu estava no elenco do filme Rock of Ages, com o Tom Cruise, já que ajudei a começar o musical e toquei bateria nas três primeiras produções, até ir para a Broadway, mas tive que parar para fazer a turnê com o Dolls, já que descobri que preferia sair e tocar em turnê com uma das minhas bandas favoritas do que fazer um filme onde eu "finjo" que toco.

Agora você foi recrutado para tocar com o Marilyn Manson, você ficou surpreso por ter sido oferecido para a posição?

Não fiquei surpreso, já que isso é bem comum no meu mundo. Tive que fazer muita coisa, tive que aprender quase 30 músicas em duas semanas, já que eles estavam na produção dos ensaios quando eu me juntei, então eu passei um dia inteiro tocando antes de ir diretamente ao ensaio. A música é tão boa que foi tudo muito legal, embora tenha sido um pouco esmagador.

Você mencionou em uma entrevista com o MikeDollBear.co.uk que o Marilyn Manson te convidou para a casa dele e vocês tiveram uma ótima noite. Foi um momento surreal para você?

Sim, eu terminei a audição de cinco músicas e tinha ido bem, conversamos um pouco. Eu estava pronto pra pegar minhas coisas e o empresário veio e disse "Você irá até a casa dele agora, ele quer tocar o disco novo pra você".

Foi um pouco surreal, já que eu estava sentado próximo ao Manson e ele tocando junto e olhando para mim e se referindo às viradas e batidas como "minhas partes", então descobri que isso era um bom sinal. O disco novo, Born Villain, é maravilhoso e depois que escutei, quis muito tocar com eles. Ele me disse que era obrigado a ouvir mais algumas pessoas no dia seguinte, mas eu tive a impressão de que ele ficou impressionado comigo e eu recebei um telefonema dele no dia seguinte, me dando boas vindas à "maior banda do mundo"!

Você acabou de dizer que o Manson ficou impressionado com você tocando. Deve ser um grande elogio por todo o seu trabalho duro?!

Sim, é sempre maravilhoso quando um artista consagrado te elogia ou mostra empolgação em fazer música com você. Meio que faz valer a pena todos esses anos de prática. Toquei no Golden Gods Revolver Awards com o Manson ontem à noite em Los Angeles.

Logo após o show, eu estava ao lado do palco pegando um pouco ar e eu vejo o MC da noite, Alice Cooper, andando pela saída do palco e eu podia ouvi-lo de longe dizendo, "Quem era aquele baterista? Quem é aquele cara? Alguém sabe quem é o baterista?"

Ele está dizendo isso bem alto e ele está andando perto de mim e eu pensando "Ele está falando de mim?" e ele me vê na saída, vem até mim, aperta minha mão e diz, "Quem é você? Você tocou muito, cara, fiquei muito impressionado!"

Eu expliquei a ele que abri o show dele na turnê com o Dolls, mas eu estava com o rosto pintado de branco, então não acho que ele tenha reconhecido. Foi um momento bem surreal e isso foi ONTEM À NOITE! Tipo, o ALICE COOPER escreveu o livro, até onde eu sei, ele ainda arrepia nos shows e ele estava me dando esse sincero elogio! Fez minha noite e são momentos como esse que valem a pena.

Nossa última pergunta: Qual conselho, não apenas aos bateristas, você daria às pessoas que tentam viver na indústria da música?

Acho que você tem que ser bom. Tenha tempo para praticar, porque quando você é mais jovem sua habilidade e diversidade, como músico, deve ser um dom. Há muita variedade na indústria, e coisas que você não tem controle, então esteja certo de fazer seu dever de casa, então você estará preparado. Acho que é importante nunca desistir e dizer que você quer tocar, gravar ou escrever. O quer que seja, já que acho que às vezes só por dizer isso, você já pode ir ao próximo passado e conseguir tocar.

Por último, acho que você precisa se apegar a isso e pensar positivamente, não deixar nada negativo ir em seu caminho; os altos são altos e os baixos podem ser bem baixos. É uma área bem difícil e está ficando mais complicada, mas é incrivelmente satisfatório fazer o que você ama e viver de tocar para as pessoas.

É uma honra para mim continuar tocando com esses músicos fantásticos na minha vida, viajar e tocar música e, para mim, tem valido todo o trabalho e sacrifício e não poderia ficar mais satisfeito por onde eu cheguei.

 

Foram divulgadas novas fotos promocionais do Manson, que foram tiradas para a entrevista feita em 2011 na V Magazine. Veja-as:

        

Manson se apresentou agora há pouco na premiação Golden Gods, que aconteceu em Los Angeles. A banda tocou quatro músicas: The Dope Show, No Reflection, Sweet Dreams (Are Made of This) e The Beautiful People. The Dope Show teve a participação da Taylor Momsen, vocalista do The Pretty Reckless. Sweet Dreams (Are Made of This) e The Beautiful People tiveram a participação do Johnny Depp! Assista abaixo à performance completa da banda!

Manson deu uma entrevista para o site Loudwire e fala sobre o Born Villain. Essa é a primeira parte da entrevista, confira!

Quarenta minutos com o Marilyn Manson. Essa foi a quantidade de tempo que falamos com o ícone do rock durante uma recente entrevista pelo telefone. Como sempre, Manson forneceu um discernimento único e profundo em tópicos como o seu novo álbum, Born Villain, seu papel no Tiros em Columbine, West Memphis Three e, mais intrigante, ele mesmo.

Hoje apresentamos a você a Parte Um da introspectiva fascinante, onde Manson discute o começo do que ele se refere como seu disco de "volta". Manson descreve a mudança interna pelo qual foi forçado a passar, seu isolamento proposital para ganhar um sentido de renascimento e os vários conceitos que residem dentro do Born Villain.

A Parte Um da nossa entrevista consiste de uma observação sobre o álbum, na qual o Manson nos dá uma resposta incrivelmente profunda:

Hoje eu estava escutando o Born Villain e senti como se fosse um quadro, um retrato bem visual para o ouvinte. Para mim, é bem ansioso e claustrofóbico às vezes. Meio que te imaginei em uma pequena sala agarrando as paredes - tentando escapar.

Eu gosto disso. Ninguém havia dito isso antes, então é uma perspectiva bem única. Eu amo tocar, e enquanto eu estava fazendo (o Born Villain), toquei para as pessoas que eu conheço - pessoas que talvez não fossem velhas o suficiente para terem ouvido meu primeiro disco, e pessoas que nem gostam da minha música, ou pessoas que considero como melhores amigos ou que são outros artistas - gosto de ouvir a opinião de todos. Ainda não tinha ouvido essa, então é bacana.

Restrição cria o desejo de ter a necessidade ou determinação ou confiança para lidar com sua situação. É como um filme zumbi, é como estar em uma prisão, estar preso com uma escolha - sobreviver. É isso que esse disco é. Foi me dada uma escolha. Quando eu comecei a fazer esse disco, eu decidi que não gostava de quem eu era. Não queria ser que eu costumava ser. Eu queria ser o que eu sabia que poderia ser - e esse é um processo de evolução. Mas toda a chave pra isso é que se você fica estagnado, se você se torna algo que não se transforma mais - não há nada que seja inspirador. Mesmo que seja a natureza e você veja um pavão, ou o que quer que seja, você escolhe o que você vai ser na vida e você precisa estar confiante nisso, ter coragem e não renunciar.

Senti que cheguei a um ponto em meus dois discos anteriores - não que eu esteja tirando o crédito ou odiando a música que eu fiz ou nada desse tipo - eu só senti que eu comecei a mudar o jeito que eu escrevia porque eu queria abrir. Eu estava em um lugar onde eu não poderia descobrir como lidar comigo. Eu, a pessoa - não eu como Marilyn Manson. Às vezes você não sabe como ser você mesmo, porque você está muito confuso pelas circunstâncias em que se encontra. Todo mundo passa por isso.

Percebi que comecei a escrever músicas para fazer as pessoas sentirem como eu me sentia, ao invés de fazer elas sentirem algo. Não é esse o jeito que eu deveria fazer as coisas. Especialmente porque eu me senti um merda fazendo aqueles discos (risos). Então, basicamente, eu estava fazendo música para as pessoas se sentirem mais merda ainda, no qual, num sentido com o meu sarcasmo, seria engraçado, mas não foi a minha intenção. Se eu estivesse fazendo aquilo de propósito... Há partes desse disco onde eu quero que as pessoas se sintam uma merda - onde eu uso sons que apenas cães podem ouvir, que os humanos não conseguem e que faz você sentir náusea - porque eu estava procurando interferir na reação das pessoas, mas muito mais orquestrado de um ponto de vista de um diretor - como se alguém quisesse contar uma história, que quisesse contar às pessoas algo que elas tivessem uma reação.

Tive que largar tudo - me mudar para um lugar com o chão preto e paredes brancas - colocando tudo em um estoque e levando apenas meus filmes, instrumentos, minha gata e percebendo que "não preciso de mais nada. Tudo que preciso é preencher isso com alguma coisa". Estou tentando levar as coisas de volta ao começo. Eu não estava calculando essa maneira, apenas precisei perceber que isso é vida. Precisei perceber o que eu queria da vida. De repente percebi que eu era aquele que sentou e desenhou o primeiro flyer. Fui até a Kinko's, imprimi, coloquei em carros e nem tinha músicas na época.

Tive a arrogância ou confiança - há uma linha tênue entre as duas coisas, porque a arrogância às vezes é algo que acaba sendo tolo e irá te arruinar. Eu tive a confiança e determinação de fazer isso acontecer e acabei tendo que fazer música para continuar com a minha decisão. Isso é basicamente o que eu acabei fazendo nesse disco.

Sabia que tinha que admitir a mim mesmo - é difícil dizer que você que fazer uma volta, porque isso é admitir que você não estava onde você deveria, o que você costumava ser, mas o que você deveria ser. Então é quase a mesma coisa que no começo. Uma volta é quase a mesma coisa que começar novamente, onde ninguém sabe ou acredita no que você é e eu tive que dizer isso bem alto. Não tenho problema em dizer que essa é a minha volta e quando eu decido algo, estou determinado a isso. Eu não tinha esse tipo de energia e confiança simplesmente porque eu precisava reconhecer isso.

Com esse disco, eu sempre vou lembrar mais que qualquer outro. Eles não foram memórias felizes o tempo todo. Tudo tem seus altos e baixos ou você não é um artista. Se tudo é feliz, então quem vai se importar, ou se é apenas uma linha reta, eu também não vou me importar. Se é baixo, no qual é onde, às vezes, eu estive com mais frequência que no alto, não é inspirador. Então eu apenas quis fazer algo que faria com que as pessoas sentissem algo. Eu estava tocando para pessoas que eram minhas amigas. Algumas delas nunca haviam escutado minha música, nunca gostaram dela, qualquer que seja a situação... Mas é um desafio e eu adoro desafios. Eu tinha esquecido do quanto que eu adoro um desafio.

Fique ligado para mais exclusivas de nossa entrevista com o Marilyn Manson. Born Villain, que vem com o primeiro single, No Reflection, sai no dia 1 de Maio. O álbum está disponível para pré-venda no iTunes.

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14.11 @ Annexet
15.11 @ Hal 14
16.11 @ Sporthalle
18.11 @ Zenith
19.11 @ Tip Sport Arena
20.11 @ Gasometer
22.11 @ Pala Alpitour
23.11 @ Samsung Hall
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