Manson tocou hoje, 2 de Março, no Soundwave Festival na cidade de Melbourne, ainda na Austrália. O setlist foi basicamente o mesmo, com apenas uma mudança. Veja!

 

1. Antichrist Superstar
2. Disposable Teens
3. The Love Song
4. Little Horn
5. The Dope Show
6. Rock is Dead
7. Personal Jesus
8. mOBSCENE
9. Sweet Dreams (Are Made of This)
10. Irresponsible Hate Anthem
11. The Beautiful People
 
    
 
Mais fotos aqui!
 
Little Horn
 
 
Antichrist Superstar
 
Manson foi entrevistado pela rádio Australiana Triple J hoje, dia 1 de Março.
 
Sobre o Born Villain, Manson disse que "é um disco bem cinematográfico. No sentido de quando você assiste um filme e presta atenção no que vai acontecer, que algo violento irá acontecer. É bem cinematográfico nesse sentido. Ele conta uma história. Acho que o disco mais conceitual que já fiz. Reiventei meu modo de pensar e tive que deixar tudo para trás. Voltei ao início, junto com meu irmão e parceiro, Twiggy, e voltamos a fazer coisas simples, como ir para um quarto de hotel e ficar cantando, não precisamos de mais nada além disso. O ponto princial é ter determinação para ser o melhor no que você faz e nunca ficar satisfeito com isso, sempre querendo mais."
Quando perguntado se, por isso, ele nunca para, Manson respondeu, "Eventualmente eu pare, quando sentir que não consigo mais fazer algumas coisas, mas ainda sinto que posso fazer, e melhor que antes."
 
Durante a composição do Born Villain, Manson pintou bastante também e sempre na cor preta. "Quando você se limita a apenas uma cor, isso te dá mais ambição. E eu precisava dessa ambição e desejo de ter sucesso."
 
Manson também falou sobre a tatuagem de uma Cruz Dupla que ele fez há algum tempo, e expressa dualidade. "Você não pode ser um salvador ou um vilão. E é óbvio que você não nasce mau. É aquela coisa de natureza e adestramento. As pessoas sempre me culparam pelas ações de outras pessoas e sempre me perguntei se as pessoas se preocupavam com que eu ia fazer. Se eu escrevesse algo que fizesse com que as pessoas fizessem algo ruim, você se preocupa com o que eu faria?"
 
Ouça a entrevista completa
 
 

Manson tocou hoje, 29 de Fevereiro, em Sydney, no Enmore Theatre junto das bandas Motionless in White, Wednesday 13 e Coal Chamber. O setlist foi o mesmo das apresentações anteriores.

 

1. Antichrist Superstar
2. Disposable Teens
3. The Love Song
4. Little Horn
5. The Dope Show
6. Rock is Dead
7. Personal Jesus
8. mOBSCENE
9. Sweet Dreams (Are Made of This)
10. 1996 (Spoken)
11. The Beautiful People
 
      
 
      
 
Mais fotos aqui!
 
The Love Song
 
 
The Beautiful People
 
 
Rock is Dead
 
 
Sweet Dreams (Are Made of This)
 
 

A próxima edição da revista Revolver, que estará nas bancas no dia 6 de Março, já está disponível para os assinates. E o membro Holocaust_King do fórum do site Provider Module, providenciou os scans com as fotos e entrevista completa! Confira tudo abaixo:

    

    

    

Scans + entrevista disponíveis neste link: http://imgur.com/a/KjKCp#0

Marilyn Manson
Revolver Magazine
Março de 2012

Povo de Los Angeles, considerem-se avisados: Marilyn Manson agora vive entre vocês.

Após uma década de isolamento em seções do Hollywood Hills e o Vale de São Fernando, o shock rocker visionário tem um apartamento barato localizado em cima de uma loja de bebidas perto de um dos cruzamentos mais movimentados de Los Angeles. Ao invés de andar de limosine para todos os lugares, Ele tem sido visto recentemente andando pela cidade em um carro econômico brasonado com uma folha de maconha gigante.

"Eu chamo de 'esconder em visão plena'" sorri Manson - Que irá tocar no Revolver Golden Gods em Abril. Ele gentilmente nos leva a um passeio por sua nova casa. Visivelmente mobilado e desprovido de qualquer tipo de ornamentação arquitetônica, o grande e debilmente iluminado espaço irradia inicialmente todo o charme de uma sala de gravação de faculdade. Tirando os livros e DVDs, não há outros efeitos pessoais em vista, menos todas as espécies empalhadas que vimos anos antes durante outra visita na casa do Manson.

Enquanto nossos olhos ajustam-se ao escuro, o propósito utilitário do lugar fica aparente. A grande parede branca na sala tem servido como uma tela de projeção; agora passando Kill List, um thriller Britânico recente. O canto da sala é cheio de quadros, muitos dos quais são feitos com tinta preta de tatuagem; um retrato em progresso de sua namorada, a modelo-fotógrafa Lindsay Usich, repousa secando em um tecido. No próximo quarto, um grande estúdio pessoal espera parar explodir faixas do Born Villain, oitavo álbum de estúdio do Manson e seu primeiro desde o The High End of Low em 2009.

Embora o apartamento não pareça muito, contém alguns sérios juju criativos para o Manson, que já veio aqui durante a composição do disco Antichrist Svperstar, de 1996. Na época, o lugar pertencia ao ator Billy Zane; ele e Manson fizeram várias caças, incluindo aquelas de natureza artística. Inspirado pelos ataques de Zane na pintura, Manson criou sua primeira tela aqui mesmo. Logo, ele diz, fez perfeito sentido para ele escrever e gravar o novo disco aqui.

"Eu estive aqui num ponto em minha carreira onde eu senti que tudo estava em minha frente, sem ser aborrecido por nada, tudo era animador e novo," ele explica. "Esse lugar meio que tinha uma magia, porque é onde eu pintei o meu primeiro quadro. Eu decidi que queria me recriar, e você não consegue fazer isso sem algum tipo de mudança na atmosfera. Então, depois de eu voltar da última turnê, deixei todos os meus tesouros, minhas centenas de babuínos e uniformes nazistas - ele disse sarcasticamente," Manson diz rindo, "guardados. Deixei tudo pra trás, exceto meus livros e meus filmes, e fiz do lugar algo apenas preto e branco, literalmente. Eu não trouxe nenhuma arte comigo, senão eu seria forçado a fazê-la."

Manson leva a Revolver até seu estúdio, onde ele nos mostra o Born Villain. Se pela mágica do apartamento ou não, o álbum é, inegavelmente, o mais fresco - e focado - desde o Holy Wood (In the Shadow of the Valley of Death) de 2000. Apenas do grunhido infernal já conhecido em faixas como Slow-Mo-Tion, Breaking the Same Old Ground, Pistol Whipped, Born Villain e até a épica e perversa The Gardener, elas têm um apoio e um sentimento mais maldoso que qualquer trabalho recente. Com guitarras curtas, distorcidas e afiadas (tocada, em muitos casos, pelo próprio Manson), Born Villain soa menos como uma volta ao seus antigos álbuns e mais como uma atualização da música pós-punk que originalmente o inspirou.

"Não soa como qualquer disco meu antigo," ele admite, "Na verdade, meio que soa o que eu escutava antes de fazer os discos - Killing Joke, Joy Division, Revolting Cocks, Bauhaus, Birthday Party...

É bem ligado ao ritmo." ele continua, "e é, na verdade, bem ligado ao blues. É o primeiro disco onde eu repito versos. Eu apenas canto as palavras de uma forma diferente na próxima vez. Nunca havia feito isso antes, porque eu sempre senti que precisava escrever muitas palavras. Há certas músicas, como The Gardener e Children of Cain que realmente contam uma história, então eu as coloco no centro. Quando finalmente for sequenciado da maneira certa, provavelmente será o maior disco conceitual de todos. E não é tão ficcional como poderia ser... Não é em terceira pessoa."

A escuta acabou, voltamos para a sala, onde - Manson com absinto e Revolver com vinho, e várias Gushers Fruit de petisco, sentamos para dissecar sua última encarnação de sua evolução artística.

Como viver nesse apartamento impactou na criação do Born Villain?

Foi um alimento, e esse disco veio junto mais organicamente por causa disso. Nunca toquei tanta guitarra como nesse disco. Coloquei um objetivo para mim de aprender a fundo as coisas que eu faço. Estou tentando ser um pintor melhor, e eu fiz vários quadros nesses dez anos. Estou tentando ser um fotógrafo melhor. E principalmente, fazendo esse disco, eu toquei guitarra com a mesma afinação e estilo que o [colaborador de longa data e companheiro de banda] Twiggy me ensinou. É uma afinação aberta, pra slide guitar, mas especial. Você pode ouvir na Superstar, Apple of Sodom, várias coisas com sons únicos que eu toquei necessariamente no passado, mas no qual eu senti que era a essência da minha música. Se eu sentar e pensar, eu não estou nessa banda - o que eu gosto nessa banda? - eu tive que me separar e ser objetivo.

Bem, o que você fez?

Percebi que eu comecei essa banda porque era um fã de música, e eu pensei que poderia fazer discos que seriam mais interessantes do que os das pessoas que eu entrevistava quando era jornalista. Marilyn Manson, como uma ideia, nunca foi simplesmente só a música. Nos últimos discos, o último mais especificamente, eu tentei fazê-lo bem musical no sentido de que era o Twiggy e eu nos reidentificando como uma dupla e como músicos. Focou na música de uma maneira diferente. Nos últimos dois discos que eu fiz, eu ficava por trás, e ainda fico (risos). Os vejo como, se alguém estiver procurando por algum tipo de conexão para o desespero e uma tentativa de ressureição, eles estão lá. Para mim, no entanto, eles não tem a faísca que significa o que o Marilyn Manson era no começo, o que eu era como pessoa.

Em que ponto você percebeu que você estava perdendo a faísca? Foi algo que você precisou recuperar?

Bem, toda a coisa "Não chame de uma volta"... Me levou muito tempo para perceber que eu precisava de uma volta ao centro do que eu era. E não foi somente que havia uma falha que me chocou nisso, ou algum grande erro da minha parte. Foi apenas perceber que eu não tenho a faísca que eu costumava ter em mim - Por que eu não tenho isso? Por que eu não tenho aquele fogo? Tive que admitir a mim mesmo que eu não sou o que eu era. Agora, eu não quero ser o que eu era, mas eu não quero ter a mesma ambição e direção, a determinação, a falta de medo, a raiva e o implacável que eu tinha quando comecei isso. Tenho um pouco disso, diferentes elementos disso, diferentes porcentagens e não estou dizendo que o que eu fiz antes para perceber isso foi irrelevante. Eu tive que fazer para entender. Mas acho que parte disso estava vindo com coisas familiares, tipo minha mãe ficando doente e sendo diagnosticada com demência, ser encarado como esse conceito. Vindo com a mortalidade - não com a minha, porque eu nunca tive medo disso, e eu nunca terei medo de morrer pelo que eu acredito. Mas enquanto eu sempre faço piadas e nego isso num sentido meio Patrick Bateman (personagem principal do filme Psicopata Americano), não estou completamente alheio às emoções humanas. Eu tenho sentimentos, e tenho muito mais sentimentos do que as pessoas possam imaginar, e é isso o que me faz tão recluso. Então era muito sobre mim vindo com isso. Tive que provar para as pessoas que já me conhecem e se importam comigo que vale a pena se importar e que eu sou um filho da puta por considerar isso. E eu quero mostrar para o resto do mundo eaxtamente o que mostrei a eles. O que quer que tenha chamado a atenção das pessoas, o que fizeram elas escutarem meu primeiro álbum, eu quero ter aquele brilho no meu olho, aquele fogo em mim.

Esse é o seu segundo disco com o Twiggy desde que ele voltou para a banda. Como sua relação de trabalho com ele mudou ao longo dos anos?

Bem, depende. Foi algo estranho. Ele teve um ano estranho, um ano de transformação para ele. Não falo da vida pessoal dele, mas eu estava muito mais pesado, musicalmente, na composição e produção desse álbum. Twiggy é bem visceral. Ele toca com o pau dele, num sentido que é metafórico e literal às vezes. Ele chegou forte com o que ele faz melhor: Riffs de guitarra maravilhosos. Mas a mentalidade que ele estava era bem diferente da minha. Eu podia ver o que ele queria porque somos como irmãos, e peguei aquilo e tentei moldar com ele. Fazendo esse disco eu tive uma clara ideia do que estava formando... mas a diferença era  que eu não queria compartilhar isso como ninguém envolvido.

Por que não?

Não sei, foi tipo uma coisa Arte da Guerra, onde se você conta para todo mundo o que você está pensando, pode ser que influencie no que eles estão fazendo, e também irá confundi-los. Meu cérebro tem muitas tangentes diferentes, obviamente, que se eu fosse tentar explicar algo enquanto estávamos escrevendo música juntos, os deixariam de fazer o que eles fazem ao invés de deixarem. Por isso eu e o Twiggy colaboramos tão bem - Ele sabe o que pensa e eu quero e eu sei o que eu quero dele. Se eu contar pra ele o que quero, ele irá fazer algo diferente. Mas organicamente, inatamente, ele irá fazer o que eu quero se eu apenas der a ele a inspiração. De todos que eu já trabalhei, ele é o único que eu sempre posso confiar em fazer no que ele faz de melhor, se eu der a ele a oportunidade de fazer. Nunca teve nenhum ego nisso. Agora ele é um pirralho, e ele é tipo um irmãozinho pra mim, então ele é um pé no saco - como eu sou. Então nós temos nossos desentendimentos, mas isso é com qualquer relacionamento.

Born Villain é o seu primeiro disco a ser lançado com a gravadora Cooking Vinyl em conjuntura com seu selo, Hell Etc. Qual foi o seu problema com a Interscope, sua antiga gravadora?

Eles não se importam com a música. Nunca se importaram. Quero dizer, Jimmy Iovine (Presidente da Interscope-Gaffen-A&M) costumava se importar, quando ele produzia discos há muito tempo. Eles se importam com Vitamin Water... E quando você tem muito dinheiro, vem o ego. Não me importo qual o problema deles. Eu apenas estava feliz de sair dali. E eu tenho que ser objetivo, eu não levo para o pessoal. Eu não me arrependo dos discos, me arrependo da forma como eles trataram os discos. Acho que fiz ótimos álbuns e eles tentavam diluir a essência do que eles me contrataram. "Não seja tão ofensivo" - Que porra é essa? "Não seja o que assinamos pra você. Não seja você mesmo."

Isso significa que o Born Villain é o disco mais não-filtrado que já ouvimos?

Bem, eles nunca foram filtrados, embora a Interscope tenha seus... Não quero me importar com a Interscope, mas... havia uma certa pressão em que você caía, eu diria depois do Antichrist Svperstar... Foi uma pressão que todos jogaram nas suas costas, câmeras, sugestões, publicitários dizendo, "Ah, você tem que fazer isso, ou então você não terá sucesso!" Você quase começa a questionar o que você faz e por que você faz, e isso o levará você a perder sua identidade. E isso é algo que ninguém pode consertar, nenhum psiquiatra, cientista, nada. Você apenas tem que voltar ao básico. O grande lance é que eu não consigo me considerar apenas um músico, com meus quadros e todo o visual. Sempre foi uma grande luta. No começo, a pergunta era, "Você não fica preocupado com a imagem que vai obscurecer a música?" Tipo, absolutamente não - Estão de mãos dadas. Mas então, quando virei um pintor, não quero parecer um rockstar que tem um hobby.

Você quis dizer tipo o Paul Stanley?

(Risos) Não sabia que ele pintava. Mas é, eu era um artista antes de cantar, de alguma forma. Mas acho que, num sentido de Salvador Dalí e Andy Warhol, é tudo. Marilyn Manson sou eu, é o que quer que eu decida fazer. E eu finalmente sinto que esse é o momento onde eu não tenho medo de combinar tudo.

Já passou 15 anos desde o Antichrist Svperstar. Olhando apra trás, existe algo que você teria feito diferente?

Não... Quer dizer, tem coisas... sabe, é tipo quando eu começo um quadro - quando deixo algum sem finalizar, e depois tento voltar nisso, nunca funciona. Claro, tem coisas que você não gostaria de ter feito. Mas então, ao mesmo tempo, se você tivesse mudado, você não seria quem você é. Eu não teria escrito as músicas do Mechanical Animals e do Holy Wood se eu tivesse feito diferente no Antichrist. Então tudo que eu sei é que aprendi a me tornar melhor no que eu faço, e eu aprendi a ser mais focado. Quero dizer, sou uma porra de um tornado, sou um caos. Mas se você me coloca em uma cavalariça, como um touro louco (risos), você pode montar em mim. Mas se eu não tenho a estrutura, se eu não tenho algumas pessoas, especialmente minha banda, que eu confio iquestionavelmente, vira um caos, não tem propósito. Qualquer um pode ser fodido e ser um caos, e isso é quando você não é um artista. Mas você pode atrelar o caos e fazer disso algo que se comunica com as pessoas...

Como você vê o estado da nação agora, politicamente e visualmente, comparado a quando o Antichrist saiu?

É estranho pensar que muita da merda que eu quase matei parece ser totalmente irrelevante para as pessoas agora. Depois de Columbine, tudo o que eu fiz foi roubado de mim. Perdi tudo financeiramente. Minha turnê estava na altura de seu maior ponto naquela área. Meu telefone foi rastreado pelo FBI, como se eu tivesse feito algo de errado, que eu estivesse realmente envolvido. Quero dizer, eu meio que me arrependo do fato de que...Eu tinha muito medo de ir para o exército quando era criança. Meu pai me ensinou quando eu tinha uns sete anos como operar um rifle que ele trouxe do Vietnã - do mesmo tipo que o Lee Harvey Oswald, supostamente usou para mater Kennedy. Então eu treinei para ser um sniper com sete anos. Tenho uma boa mira. Mas eu tinha medo de ser puxado para o exército porque eu não queria cortar o cabelo.

Sério? Esse era o seu medo de servir as Forças Armadas?

Sim! (risos). Eu não percebia que isso é um passe livre para matar pessoas e não ter nenhuma repercussão sobre isso! Isso é bem fodido quando você pensa sobre! (risos) Porque é uma guerra, porque alguém diz que é "patriotismo" ou "pelo seu país". Ok. Isso é bem fodido. E eu perdi isso! Estou bem chateado de que meu mullet não me deixou ter passe livre para matar! (risos). Então, eu tenho que ter senso de humor e tenho o direito de ter, já que foi culpado por Columbine e não tinha absolutamente nada a ver com isso. Aqueles caras, pelos menos eles tiveram seus chutes antes do lugar pegar fogo. E obviamente, eles não se mataram - eles foram mortos. Foi uma cobertura do governo com Lockheed ridícula pra caralho e tanto faz. Disse "tanto faz" porque se eu disser o nome todo, eles provavelmente vão vir e me procurar.

Você acha que o atual estado do país é menos puritano - e estamos menos consumados a procurar por bodes expiatórios - hoje do que quando o Antichrist saiu?

Não, não acho que eles se importem mais. É o que eu sempre disse - embora as pessoas sempre me entendam errado e achem que eu falo "Eu amo o Bush" - quando há um Republicano no parlamento, a arte fica mais importante. Agora é tipo San Francisco no país inteiro. É tipo, "Isso, cara, amor livre! United Colors of Benetton! Vamos nos divertir! Vamos pensar nas árvores, cara. Vamos ser verdes!" E o sexo é "verde", aliás, você não usa camisinha, você não tem filhos. Então isso salva o meio ambiente! Polegar verde - polegar marrom! (risos). Votei pela primeira vez na última eleição (Presidencial) - talvez para dizer que votei no cara negro. Ou talvez não. Apenas pensei que faria isso, porque não gostava da cara da Sarah Palin. Foi estranho quando fui votar. Fui lá e balbuciei meu nome e eles disseram, "Ah sim, vá por ali" eu não mostrei uma carteira de identidade ou qualquer coisa do tipo. Então eu realmente não entendo como todo o processo funciona. Acho que sou mais uma monarquia ou hierarquia ou ditadura, ou uma dick-taster ship (risos).

Muitas pessoas, quando souberam que iríamos entrevistá-lo, perguram, "Ele ainda é assustador?" Você ainda é? Ou é algo que já passou?

É, não é sobre ser assustador. Eu nunca me achei assustador. Quero dizer, se eu fosse uma garota e eu terminasse de fazer sexo comigo, eu ficaria bem assustada. No qual é o motivo de eu usar garotas como testes de AIDS - se elas começam a morrer 18 meses depois, eu pensei "Puta merda!" (risos). As pessoas esperam que eu seja um 'shock rocker', mas não há nada mais que você faça que você possa chocar. Tudo o que você pode fazer é ser confuso. Nunca deixe o mistério acabar. Nunca deixe as pessoas definirem o que você faz. Não é sobre 'zig' quando você poderia 'zag'. Não é sobre fazer algo sem precedentes e imprevisível. É sobre nunca ser uma palavra, ou algo que não está no processo de uma transformação.

Como o ator Shia LaBeouf acabou dirigindo o vídeo 'trailer' para o Born Villain?

Ele fez aquilo para mim por conta própria. Ele financiou. Ele era um fã que estava animado. Talvez de alguma maneira ele não reconheceu a ironia e zoação - não intencional - com ele na citação de Macbeth que eu recito no final: “Life’s but a walking shadow, a poor playing that struts and frets his hour upon the stage and then is heard no more. It is a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing.” Não acho que ele tenha sacado isso. Mas se ele sacou, melhor ainda...

Há muito material de filme que estou fazendo que está envolvido com o disco. Tenho algumas ideias que devem envolver muitos atores e diretores talentosos e desconhecidos. Meu filme favorito do ano passado foi o Rubber. O diretor, Quentin Dupieux, quer trabalhar comigo em um filme e quero, talvez, ele faça um vídeo para a música The Gardener. Não garanto que irá acontecer, mas eu realmente gosto da ideia de não me importar com a convenção de "Músicas têm que ter 3 minutos e 15 segundos e tem que ter um videoclipe para a MTV." Esse mundo não existe mais.

Da onde vem o título "Born Villain"?

Born Villain não era a ideia original para o título. Estava pensando em intitulá-lo Co-Morbid, mas isso soaria muito banda de death metal por causa da palavra "morbid" (NT: "mórbido"). Claro, a palavra refere-se a uma ideia da psiquiatria - e eu não acredito em psiquiatria e psicologia. Tenho mente aberta para as coisas, mas psiquiatria não é algo que realmente tenha sido provado que funcione. Mas co-morbidez é quando você tem mais de uma desordem mental, e eles não conseguem provar qual delas você tem. É só uma desculpa para dar remédio às pessoas, então é por isso que não coloquei esse título. Born Villain começou comigo dizendo para alguém, "Cavalheiros preferem as loiras... Mas eu sou um vilão." E os vilões sempre foram, para mim, os mais interessantes e cativantes - meus personagens favoritos em qualquer livro ou filme.

E os vilões da vida real?


Não necessariamente na vida real, embora ao mesmo tempo voltemos ao Charles Manson e Marilyn Monroe, pessoas que viveram no limite, pessoas que são perigosas, pessoas que são fora da lei. Acho que "fora da lei" é um ótimo termo no qual me identifico. Estou em um ponto da minha vida onde eu não quero ir para a prisão, nunca. Já fui preso - Jacksonville Correctional Facility (em 1994 após postura indecente) - apenas por dois dias, mas foram dois dias difíceis. Apanhei. Falei demais e aprendi a lição, lavava meu rosto com Palmolive no banheiro, esse tipo de coisa. Mas eu gosto da ideia do "fora da lei", mais do que apenas no sentido de fantasia do Eat Me, Drink Me, quando eu falava sobre Bonnie e Clyde. Claro, já fiz coisas perigosas - já tentei matar pessoas, e fui acusado de matar pessoas que eu nunca havia conhecido. Então já sou um pária - Sou tipo Pariah Carey! (risos). Mas eu sinto que se alguém foder com alguém que eu amo ou que signifique o mundo para mim - seja amigos, família, perceiros, minha gata, minha carreira - eu vou defender isso da maneira que for preciso. Sou o tipo de pessoa que irá esperar pelo neto de alguém crescer e então bater neles com vários canos, bem ao estilo antigo.

Ok então, quais são alguns de seus vilões favoritos da ficção?

Bem, você tem Ming the Merciless (do filme Flash Gordon), você tem Lúcifer... As pessoas confundem Lúcfier com Satã, mas eu gosto de Lúcifer porque ele era forte. Ele era um anjo que foi expulso do Céu porque ele estava tipo "Por que raios você tem que sentar no trono, filho da puta?" Lúcifer é o favorito. Hannibal Lecter é um bom nome. Acho que a maioria das histórias de Edgar Allan Poe, o vilão é sempre forte. Acho que o Robert De Niro no filme Cabo do Medo, ele foi um ótimo vilão. Aquele foi um ótimo filme porque Nick Nolte era tecnicamente mais um vilão. Gosto de filme onde o código de moral é ambíguo, onde a linha do protagonista-antagonista é totalmente distorcida. Dexter, vilão forte. Boardwalk Empire, como um programa que eu adoro. É difícil dizer qual o verdadeiro vilão nesse. Gosto do Chalky White - ele é negro. Só quis dar um alô aos vilões negros! (risos). Em A Branca de Neve, a bruxa é forte. Frankenstein é um vilão. Mas eles são todos vítimas da circunstância. É quase natureza vs. adestramento. Eles são fabricados. São quase construídos para fazer o papel.

De fato, muitos vilões não nascem.

Não, não nascem. Essa é a ironia aqui. Obrigado por notar isso. Você não nasce um vilão. E o refrão da música é, "I'm a born villain/Don't pretend to be a victim." As pessoas assumem que você nasceu com isso, mas quando você cresce com as pessoas sempre dizendo a você que está fazendo coisas erradas, isso é adestramento, não natureza. Então o Born Villain é uma contradição em si. Mas honestamente, é difícil pensar em todos os grandes vilões. Não gosto de mulheres vilãs.

Por que não?

Porque eles vão cortar seu pau e te machucar, metaforicamente e espiritualmente (risos). Ok, vou te falar meu vilão favorito - Patrick Bateman do Psicopata Americano. É o vilão mais divertido. É um cara ou cora para as pessoas quando elas falam do filme e do livro e eu adoro os dois. É imaginado? É uma declaração em como o cara da porta ao lado pode ser tudo que você não imagina que ele seja? É uma comédia? É uma história de terror? É um dos meus livros favoritos, eu diria. Acho o personagem muito humorístico porque ele cita músicas pop e seus motivos para matar. E quando você pensa nisso, músicas pop aparentemente inofensivas são as mais violentas. Quando você ouve algo como o Neil Diamond cantando, "Girl, You'll Be a Woman Soon", isso é estupro! É tipo pornografia infantil. Há muita escuridão em todas essas músicas pop.

Não que falte escuridão no Born Villain.

É, mas esse disco é muito sobre ressurreição e redenção, que são palavras parecidas, mas são diferentes. Redenção requer um senso de arrependimento, não pela força ou atrito, a percepção de que você precisa ser uma pessoa melhor. Que é o caso de todo personagem que eu adoro - Kenny Powers no Eastbound & Down. Hank Moody em Californication, Dexter - todos eles têm falhas e tentam ser melhores. Todos adoram ver uma volta. Todos adoram ver o triunfo do perdedor. Todo querem ver o cachorro parar de mijar no chão. Eu sou esse cachorro. Mas eu continuo mijando no chão!

 Manson foi entrevistado pela rádio Australiana Nova.FM após o show em Sydney, ontem, dia 26, no Soundwave Festival. Assista! 

 
 E veja também o Manson, na mesma entrevista, participando de um jogo onde ele toma dois choques! 
 
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