Manson adicionou uma foto no álbum Wall Photos do Facebook. Veja:

Colocamos mais uma entrevista na nossa seção. Dessa vez é uma concedida em 2007 para a revista Rock Hard aqui do Brasil. Confira os scans e a transcrição da entrevista abaixo.

Ele, Você e o Diabo

Após viver um período bastante conturbado e confuso devido seu divórcio com a stripper Dita Von Teese, o polêmico Marilyn Manson solta o álbum mais romântico e destrutivo de toda a sua carreira: Eat Me, Drink Me. De quebra ele também apresenta um novo amor: A bela atriz Evan Rachel Wood, de apenas 19 anos.

Marilyn Manson parece cansado. Seus cabelos negros estão caídos pelo rosto maquiado como se fossem spaghetti mole. O ambiente escuro não parece combinar com a presença “estilosa” do moço.
Com uma voz grave ele conta para cerca de 50 jornalistas a história do seu divórcio com a dançarina de strip-tease Dita Von Teese. Depois de alguns minutos ele ainda apresenta a sua nova namorada, a atriz de 19 anos Evan Rachel Wood. Tímida, ela coloca um óculos vermelho com formato de coração, o mesmo que inspirou o primeiro single, Heart-Shaped Glasses. Ela é a nova musa de Marilyn Manson. Graças a influência dela, o músico de 38 anos está mais introspectivo no novo disco Eat Me, Drink Me e nos dá ainda mais dicas sobre a sua vida sentimental.
No dia seguinte a essa coletiva, Marilyn Manson deu entrevistas particulares. Ele reina sob luz de velas em um sofá de couro. Um óculos imenso cobre seus olhos enquanto ele bebe uma taça de vinho.


Marilyn, por um tempo pareceu que sua criatividade tinha se limitado a fazer filmes e pinturas. A coletânea Lest We Forget de 2004 foi dada por você como último suspiro de sua carreira. Por que você voltou atrás?

Eu descobri que não posso existir sem as minhas atitudes criativas. Eu tinha mudado toda a minha vida após o meu casamento na tentativa de realizar os desejos de outra pessoa. Fatalmente eu estava mudando aquilo que me fazia o que eu sou. De repente, comecei a me criticar e até me convenci que eu não iria mais me realizar através da música. Eu não sabia mais o que dizer com ela. Apenas depois que escrevi a música “If I Was Your Vampire” eu percebi que estava pronto para escrever um novo álbum. Eu estava apenas gastando minha energia fazendo pinturas e filmes ao invés de concentrar minhas forças como compositor e cantor. No momento em que eu comecei a expressar as minhas forças com a música, eu finalmente voltei a ser eu mesmo.

Uma coisa que impressiona no novo álbum são os solos de guitarra. Há muitos solos para um disco do Marilyn Manson. Tim Skold [guitarrista da banda] é o principal responsável por isso?

Definitivamente. O Tim toca de um jeito que eu nunca vou conseguir. Eu não o forcei a tomar uma direção.Os solos não são uma tentativa gratuita de querer reviver uma era ou de se adaptar a uma moda. Eles foram crescendo lentamente e refletiam, em algum momento, perfeitamente o que eu queria expressar.

Há boatos dizendo que você usou alguns “brinquedos” sexuais para tirar sons para o álbum. Dizem até que você teria usado um pênis de borracha contra um sofá de couro para chegar num específico som de baixo.

Eu não tenho certeza se todos esses sons realmente foram parar no álbum, mas nós realmente começamos assim. Nós experimentávamos coisas e o Tim me pergunta por que eu simplesmente não escrevia sobre aquilo que me aconteceu particularmente. Naquele momento ficou claro para mim que eu nunca havia colocado partes da minha personalidade – aquelas coisas que apenas pessoas muito próximas a mim conhecem – numa música do Marilyn Manson. Para fazer isso você tem que ter coragem e buscar disponibilidade para se rebaixar. No começo do trabalho com as composições nada importava para mim. Eu tinha perdido completamente a noção da realidade e só depois, muito lentamente, eu comecei a sentir o prazer e encontrar a diversão em fazer música. No final deste processo nós compusemos a “You and Me and the Devil Makes 3”. Mas antes disso eu estava numa fase horrível onde todos ao meu redor começaram a pensar que eu estava louco. Eu ligava a todo tempo para o meu manager e dizia a ele que ouvia animais arranhando as paredes da minha casa. Em algum momento eu comecei a batucar em cima de gaiolas de gambás com a minha banda para poder gravar o barulho. Nós nos comportávamos como crianças, mas é assim que tem que ser.

Eat Me, Drink Me tem como tema o seu mundo de sentimentos. O Marilyn Manson continua sendo uma pessoa provocativa?

Naturalmente! Com o Eat Me, Drink Me eu consegui fazer um álbum que me eterniza como pessoa e marca o começo de um novo amor. Agora eu sei que não preciso celebrar meu casamento numa festividade convencional para mostrar os meus fortes sentimentos por uma pessoa. Eu posso fazer isso apenas com uma canção. Eu já ataquei o mundo e fiz ele se virar contra mim, mas nunca havia feito uma coisa tão simples como compor uma música que pudesse tocar uma pessoa.

Você combina sua arte visual com muitos símbolos. Na capa do single Heart-Shaped Glasses você aparece com um anel que mostra uma cruz dupla e também surge uma suástica nas suas pinturas. O que há por trás disso?

Até agora eu escolhi símbolos para as minhas fases com os quais eu poderia me identificar e expressar o que sinto. A cruz dupla simboliza o duplo significado. Pode também ser um símbolo para a mentira ou ser uma dupla face de uma pessoa. As minhas pinturas sempre foram enfeitadas e cheias de metáforas e símbolos. Eu, no entanto, nunca fui perseguido como os pintores da época da República de Weimar [regime instalado após a Primeira Guerra Mundial na Alemanha tendo como sistema de governo o parlamentarismo], mas mesmo assim eu me identifico com eles. Eu também fui jurado de morte e tive que passar por riscos para poder lutar pela minha arte. Em um dos meus quadros você pode ver como a Catedral de Colônia foi incendiada por Nazistas. Para cada um que conhece minha posição dentro da religião, isso tem que funcionar como uma ironia, já que eu acho errado botar fogo numa igreja. Visto pelo ponto de vista de um artista, este tipo de pintura simboliza não somente o fim da República de Weimar como também o extermínio do espírito e da criatividade. Eu gosto de brincar com o sarcasmo simbólico e acho importante que você possa interpretar as minhas pinturas de diversas formas. Suspeitos são os quadros com suásticas, os mais sarcásticos da minha coleção. Eles têm um estilo bem cômico. Eu nunca tive medo, mas as pessoas poderiam se sentir agredidas pelas minhas pinturas. Até na Alemanha eu exponho as suásticas de maneira consciente. O pior que pode acontecer comigo é que as pessoas façam perguntas. Eu não estou criando um fascismo. A suástica está lá representando historicamente e simbolicamente um tempo no qual artistas eram ditados a seguirem regras. Se uma pessoa me proíbe de expor os meus quadros com suásticas, o objetivo da coisa foi um sucesso. E este é o meu objetivo como artista.

O dia que você concedeu uma entrevista para o cineasta Michael Moore para o filme Bowling for Columbine foi o mesmo dia em que você fez um show no Colorado, após a trágica onda de suicídios que ocorreu por lá. Você subiu no palco mesmo recebendo milhares de juras de morte. Esse foi o pico emocional de sua carreira como provocador?

Enquanto eu dava essa entrevista para o Michael Moore, eu temia pelos meus familiares e amigos. Todos pediram para eu não fazer aquele show porque eu seria um alvo muito fácil para um atentado, já que o show era num estádio. Mas eu não podia me deixar levar por isso porque eu não consigo fazer nada contra essa minha tendência artística em ser polêmico. Eu quase perdi essa minha posição sem compromisso nos últimos anos. Apenas quando eu reconheci que poderia arriscar a minha vida pela minha arte que eu percebi o como esse efeito criativo é importante para mim. Eu tentei separar o artista Marilyn Manson da pessoa Brian Warner [N.R: verdadeiro nome de Marilyn Manson] e quase morremos por causa disso. Os acontecimentos em Colorado me lembraram sempre que eu tenho que ser feliz com aquilo que eu sou e o que eu represento.

Acabamos de adicionar duas entrevistas na nossa seção. Uma de 1997 e outra de 2001. Para ler, clique nos respectivos links:

Manson fala sobre o palco, a tela e o suicídio adolescente (1997)

O mago peculiar dá detalhes da performance ao vivo (2001)

 

Manson adicionou uma foto nova no álbum shit that you can't buy e alterou o status. Veja:

Marilyn Manson: wavicle
Humor: Artístico artistic

 

Acabamos de colocar no nosso canal do Youtube o programa do apresentador Phil Donahue que Manson participa em 1995, junto com o Twiggy e o Pogo. Assista abaixo as duas partes!

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