Por Paul Gargano
Babble babble, bitch bitch, rebel rebel, party party, sex sex sex and the forget the “violence”
Blah blah blah got you lovey-dovey sad-and-lonely, Stick your STUPID SLOGAN in: Everybody sing along…
Assim canta Marilyn Manson na This is the New Shit, a faixa de abertura de seu último álbum, The Golden Age of Grotesque. Ele está cansado da mesma merda de sempre. Ele esteve faz um bom tempo, na verdade. E enquanto os críticos podem citar a persona com poder em demasia do Manson como dito nas notícias de ontem, sua música diz o contrário.
Seu álbum de estreia, o Portrait of an American Family, seguido pelo EP Smells Like Children, expôs o artista que não teve medo de virar suas costas para toda e qualquer coisa que a indústria musical tenha abraçado, em troca, molda um caminho diretamente na psique Americana, uma amalgamação entrelaçada de tudo que veio antes dele, com tudo que ele visualizou sobre seu futuro. Era um terror com cobertura doce, um mal tão doce que hipnotizou os espectadores com um sorriso sádico.
No Antichrist Svperstar, Manson levou a religião ao fim com um álbum tão brilhante que deve ter mais machucado seus inimigos do que inspirado seus fãs. Não é pouca coisa, já que ele içou com uma mão a subcultura gótica dos reclusos quartos adolescentes a uma presença notável nos shoppings da América.
No Mechanical Animals ele levou sua imagem ao fim, transformando-se do príncipe da escuridão a um superstar andrógino entrelaçando seus extremos em um cruzamento sinistro do comentário pop cultural.
O Holy Wood embala as duas existências em uma, a parte final de um processo de três álbuns que nos trouxe ao The Golden Age of Grotesque.
Se a América realmente alcançou um ponto, como muitos sugerem, onde nada mais choca, o que isso significa para o Manson, um artista cujo valor do choque tem sempre se sobreposto ao impacto de sua música?
“Não significa que eu andaria para trás ou mudaria qualquer coisa que fiz no passado,” diz o prolífico poeta da rebelião rock n’ roll.
“Mas eu posso dar outro passo à frente e mostrar às pessoas todas as partes da minha personalidade que você pega por escutar o álbum, ou por ver minha exposição, ou por ouvir o que tenho a dizer em uma entrevista, ou em um filme como o Tiros em Columbine, ou passando um tempo comigo pessoalmente e pegando meu senso de sarcasmo.
Em outras palavras, significa que o The Golden Age of Grotesque está ai para coroar a conquista da ascensão do Manson ao estrelato. Melhor do que contar com o valor do choque, Manson está contando com seu senso como um artista para revelar seu último decreto.
O álbum não é a obra esmagadora que seus três álbuns conceituais anteriores eram, mas ainda há um método por trás da loucura calculada, já que o Manson e sua banda – o guitarrista John 5, o baterista Ginger Fish, o tecladista Madonna Wayne Gacy e o baixista Tim Skold – têm apenas um foco: Arte.
De sua origem, ao processo criativo, até a interpretação pública do trabalho finalizado, esse Golden Age é a resposta do Manson a uma indústria alienada do entretenimento que, frequentemente, falha em seu objetivo principal – o entretenimento.
“Você tem que perceber que você está criando coisas para o mundo, e nenhum exemplar de arte está completo até que o mundo o aceite – não importa se eles vão odiar ou amar,” nosso protagonista diz.
E ele sabe uma coisa ou outra sobre amor e ódio, já que os extremos têm sido fatores subjacentes em seu sucesso no mundo inteiro. Seus fãs o amam, e seus críticos amam odiá-lo, o resultado ventilando chamas uns aos outros e construindo essa enorme entidade que se tornou o Marilyn Manson.
A Metal Edge sentou com ele – o homem, o mito, o artista e a arte, para cavar um pouco mais fundo no fenômeno que ele lançou, o The Golden Age of Grotesque.
Vendo sua performance no programa Jimmy Kimmel, é um pouco do que podemos esperar de seus shows? As dançarinas “grotescas burlescas” e todo o resto?
Aquela foi a forma mais simples, mas há muito mais que isso. Digo, o palco meio que vai de um fim do espectro ao outro, de Julius Caesar a Walt Disney, e tudo entre isso, e é realmente tudo tirado do material que o inspirou o álbum – vaudeville, cabaré, grotesco burlesco e tudo o mais – e coloquei isso na realidade.
Eu colaborei com esse mágico, o Rudy Coby, e ele trabalhou em vários lugares diferentes, tipo Paris, vários lugares interessantes.
O que inspirou essa direção para você? O álbum ainda é obscuro, mas os temas mudaram de seus primeiros discos.
Talvez esteja perto de onde estivemos na época do Smells Like Children e Portrait [of an American Family].
Eu sempre me dividi entre as referências políticas e religiosas mais pesadas, às do vaudeville e cabaré e aquele elemento de teatro de crueldade. O show tem um tom bem político, mas também adiciono o sarcasmo dos elementos da Disney Americana, misturado com o carnaval, deformação grotesca da beleza com as gêmeas Siamesas, as garotas tocando piano…
Há performers que trouxemos junto conosco, não para tentar fazer do show algo que nunca foi visto antes, mas também para construir em cima do que sempre tem sido e fazer sempre mais. Então tem tudo que sempre teve e ainda mais.
Qual o significado das orelhas de rato? Estava intencionada a ser a capa do álbum?
Bem, todo o trabalho que criamos era parte do The Golden Age of Grotesque, mas nenhum estava intencionado a ser a capa. O que acabou ficando no álbum estava autorizado a ser a capa. Usamos uma abordagem diferente – Não dissemos que estávamos criando coisas para um álbum, fizemos muitas coisas e então escolhemos as que quisemos. Muitas foram descartadas e muitas foram aceitas, então decidimos mostrar aquelas que foram descartadas em algum outro lugar. O que você está falando é uma grande parte do show, porque o show tem várias declarações sobre política e religião, sobre arte e como eu me encaixo em tudo isso. Elas serão a maior parte da performance que acho que todos ficarão surpresos.
A experiência do Ozzfest se tornou um pouco predicável. Presumo que você esteja procurando mudar isso?!
Absolutamente. Quero dizer, haverá um momento onde eu chamo pelas gêmeas Siamesas, eu talvez tenha três pernas ou talvez eu precise de mais duas cabeças. Qualquer que seja o caso, estou lá para entreter as pessoas, e estou lá para fazê-los pensarem algo diferente do que eles pensavam antes de eu entrar no palco, com certeza.
A Disney adora processos. Você está esperando por algum problema legal vindo deles?
Não. Tudo que tenho feito não é nada além de um desafio ou de evocar pessoas com imagens que eles talvez associem com algo como a Disney, porque estou me representando de uma maneira infantil, que vem da minha imaginação. As imagens que eu crio não vêm de nenhum lugar além da minha mente e através do trabalho do Gottfried Helwein, então, logo, eles não podem infringir nada de ninguém, mas eles podem provocar as pessoas para elas sentirem de uma certa maneira. E o jeito que elas se sentem é a intenção da arte.
Arte é um ponto de interrogação, e as respostas são como as pessoas reagem.
Essa história merece circular
Discussão
0Regras
- Respeite as pessoas. Sem insultos ou ataques pessoais.
- Não publique spam ou propaganda repetitiva.
- Não publique ameaças ou discurso de ódio.
- Mantenha a conversa no assunto da publicação.
Comentários passam por aprovação antes de aparecer. Seu e-mail não será publicado.
Deixe um comentário