Manson foi entrevistado pelo site Mirror e confessa que já chorou depois que seu agente da tour negou drogas para ele. Confira abaixo a entrevista completa.
Na suíte de um hotel no alto do exclusivo Park Lane em Londres, Marilyn Manson está alegre.
Na entrada, os jornalistas que continuam esperando para falar com ele, estão ficando cada vez mais aborrecidos.
Ainda sim, uma escritora eventualmente admitiu que em em seu interior, ele é bem acolhedor.
Três horas depois do horário marcado, Manson aparece na recepção, um cara alto com botas de ciclista, rosto bem maquiado, sorrindo por baixo de um capuz com zíper.
“Vocês têm certeza que querem dar uma volta no carro?” ele diz, enquanto dá um gole em uma bebida estranhamente colorida.
“Poderia ser bem perigoso”
Jogo a cautela ao vento e, depois que Manson tirou fotos com alguns fãs do lado de fora do hotel, andamos de carro por Londres.
Seu último álbum The High End of Low mostra Manson voltando das cinzas do relacionamento com a jovem atriz Evan Rachel Wood e ex-mulher Dita Von Teese.
Quando perguntei se ele está inconsolável diante desses relacionamentos, ele olha para mim e diz “Não – carteira quebrada.”
Originalmente um jornalista conhecido por sua mãe como Brian Warner, ele já vendeu 44 milhões de cópias desde que surgiu do Sul da Flórida no começo dos anos 90 e se re-batizou como Marilyn Manson.
Fora sua persona musical, Manson escreveu uma autobiografia altamente interessante e também é pintor e ator.
“Estou atuando agora,” ele sorri. “Atuando um otário.
Tudo é atuação. O novo CD é bem centrado em torno de filmes. Eu digo nele, ‘quero te matar como eles fazem nos filmes’.
Estou dirigindo, atuando ou assistindo? Quem se importa. O ponto é que a vida para mim não é do mesmo modo que é para qualquer outra pessoa. Eu tenho uma máquina de fumaça e luzes de cinema no meu quarto.”
Apesar da persona ‘shock horror’, Brian é um filho obediente para seus pais, e seu pai pode vez ou outra ser encontrado assinando seios de fãs nos shows do Manson.
“Meu pai ama o que eu faço e eu ajudo meus pais financeiramente porque eles não têm um trabalho que lhes dê pensão,” ele diz.
“É uma relação muito boa, apesar de ser difícil de entender como se relacionar com seus pais.”
“Eu paguei uma dança para o meu pai uma vez, no bar Crazy Horse em Fort Lauderdale. Mas eu tive que desviar o olhar. Evitei olhar.”
“Quando você chorou pela última vez?”
“Por volta de duas horas. Steve [seu agente de turnê] não quis me dar nenhuma droga.
Meus olhos ficaram marejados. Depois ele me perguntou se eu estava bem! Ridículo. Deveria ser ‘Aqui está o espelho – e agora, você está bem?”
A ingestão de álcool do Manson parece preencher o vazio das drogas. Ele declaradamente toma absinto no café da manhã, então ele é um alcoólatra?
“Não de acordo com as estatísticas que li,” ele responde. “Fui a um encontro de Alcoólicos Anônimos e me pediram um autógrafo. Fiquei puto.
Acho que você deveria estar apto a ir lá usando uma máscara e dizer ‘sou um alcoólatra, sou anônimo’ Esse é um real alcoólatra.
Eles me disseram que a definição de um alcoólatra é alguém que bebe, deixa sua vida em parafusos, sabe disso, mas continua fazendo. Bem, eu deixei minha em parafusos antes de beber!”
O carro fica devagar no tráfego e duas interessantes garotas italianas e um cara aparecem.
Manson abaixa a janela para fazer alguns gestos brutos para eles.
Em retorno, o cara quase joga seu cigarro aceso diante da janela do carro.
Manson achou engraçado e quem passava também.
Sem dúvida ele é um grande animador.
Manson toca no Download Festival em Castle Donington, dia 13 de Junho.
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Essa história merece circular
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