O novo baterista da banda, Jason Sutter, foi entrevistado pelo site Media Essentials. Leia a tradução abaixo:
A carreira de Jason Sutter tem o visto ter a oportunidade de tocar junto de nomes bem respeitáveis dentro da indústria da música, incluindo Marilyn Manson, American Hi-Fi, Chris Cornell, Foreigner, Pink, New York Dolls e muitos outros.
Seu trabalho o viu fazer várias aparições em televisão e filmes, tocando em programas como The Tonight Show With Jay Leno, Late Night With Conan O'Brien, The Carson Daily Show, The Late Show With David Letterman e muitos outros.
Recentemente ele foi recrutado pela lenda do rock Marilyn Manson, com Jason tocando na atual turnê, em celebração do último lançamento, Born Villain. O Media Essentials conversou com o Jason Sutter sobre sua história extensa e seu papel atual dentro da formação do Marilyn Manson. Isso é o que ele teve a dizer:
Oi Jason, obrigado por falar com o Media Essentials, você se importa em nos explicar o que te influenciou a virar um baterista e quem te inspirou?
Definitivamente fui influenciado por John Bonham, e ainda sou. Pouco depois de eu começar a tocar, Bonham morreu e eu tinha acabado de ganhar meu primeiro aparelho de som com um gravador. A rádio começou a tocar Led Zeppelin direto durante semanas e eu gravava tudo. Antes disso, eu tocava ouvindo os discos do Kiss e Cheap Trick. Acho que a introdução de I Want You to Want Me foi a primeira coisa que aprendi!
Muitos talvez reconheçam seu nome pelo seu trabalho com o American Hi-Fi. Como foi tocar com esses caras e por que você saiu?
Toquei com o Hi Fi porque aqueles caras eram um dos meus melhores amigos (ainda são) e o Brian, o baterista original, saiu e eu recebi uma ligação. Eu estava num cinema e ouvi uma mensagem sobre tocar com eles na turnê e não pensei em nada e, enquanto eu estava assistindo ao filme, pensei mais sobre isso e liguei para eles imediatamente e disse "Vamos fazer isso!"
Nos juntamos naquela semana apenas para tocar e eles me ofereceram o emprego. Adoro aqueles caras e as turnês com o BFS e Butch Walker foram uma loucura. Nunca vou esquecê-los. O Hi-Fi terá alguns shows nesse verão e me ligaram para saber se eu estaria livre e eu estou, então talvez eu toque alguns shows com eles quando a turnê com o Manson der uma parada.
E também, se faz tempo que vocês não veem, eu sou o cara no vídeo Flavor of the Weak na cena de abertura usando mullet e colã. O mais legal é que eles incluiram esse vídeo nos extras do documentário Heavy Metal Parking Lot, então posso morrer agora!
Lembramos desse vídeo, Jason
</div>Você tocou com o respeitável frontman Chris Cornell em várias turnês internacionais e gravações, como foi trabalhar com ele?
Você tocou com o respeitável frontman Chris Cornell em várias turnês internacionais e gravações, como foi trabalhar com ele?
Cornell foi maravilhoso. A banda era matadora e eram realmente um dos melhores músicos com quem já toquei. Cornell era e é um dos melhores e também é engraçado demais. Tivemos uma época ótima naqueles três anos e acho que ele nunca fez um show ruim.
Não existe voz melhor e eu nunca levei aquelas turnês como algo certo, já que havia uma mágica no ar. Eventualmente contávamos todas as músicas que aprendíamos para a turnê e eram mais de 70! E algumas delas não são fáceis! Foi e sempre será uma das experiências musicais mais recompensadoras e acho que me ajudou a colocar no mapa como um baterista.
Seguido da turnê com o Foreigner, você virou o baterista do New York Dolls. Como foi isso?
A turnê com o Foreigner acabou e eu fui pra casa em um Domingo. Na Terça-Feira eu recebei um telefonema do baterista do Dolls na época, Brian Delaney, que ligou e perguntou se eu estaria livre para tocar com o Dolls na turnê de verão com o Mötley Crüe e Poison, já que ele iria ter um filho.
Ele e eu fomos para o Texas e ele sabia que eu era um GRANDE fã do Dolls, eu disse "sim!" e então ele fez tudo que pode para me colocar lá. Disse ao empresário deles que me mudaria para Nova York, então eles não precisariam me dispensar por estar morando em Los Angeles.
A turnê foi uma loucura e Earl Slick (Bowie, John Lennon) e Kenny Aaronson (Stories, Billy Idol) também estavam na banda, então eu estava tocando com a majestade do rock n' roll. Eu era o mais novo por uns 20 anos! Aprendi muito com esses caras e foi muito como ir para a escola do rock com as histórias. Todo dia era como uma lição da história do rock.
A turnê foi uma loucura e eu amei cada minuto daquela experiência. Facilmente uma das turnês mais legais e satisfatórias que eu fiz. Eu também acabei fazendo uma turnê de Halloween no Reino Unido após o verão abrindo para o Alice Cooper. Eu estava no elenco do filme Rock of Ages, com o Tom Cruise, já que ajudei a começar o musical e toquei bateria nas três primeiras produções, até ir para a Broadway, mas tive que parar para fazer a turnê com o Dolls, já que descobri que preferia sair e tocar em turnê com uma das minhas bandas favoritas do que fazer um filme onde eu "finjo" que toco.
Agora você foi recrutado para tocar com o Marilyn Manson, você ficou surpreso por ter sido oferecido para a posição?
Não fiquei surpreso, já que isso é bem comum no meu mundo. Tive que fazer muita coisa, tive que aprender quase 30 músicas em duas semanas, já que eles estavam na produção dos ensaios quando eu me juntei, então eu passei um dia inteiro tocando antes de ir diretamente ao ensaio. A música é tão boa que foi tudo muito legal, embora tenha sido um pouco esmagador.
Você mencionou em uma entrevista com o MikeDollBear.co.uk que o Marilyn Manson te convidou para a casa dele e vocês tiveram uma ótima noite. Foi um momento surreal para você?
Sim, eu terminei a audição de cinco músicas e tinha ido bem, conversamos um pouco. Eu estava pronto pra pegar minhas coisas e o empresário veio e disse "Você irá até a casa dele agora, ele quer tocar o disco novo pra você".
Foi um pouco surreal, já que eu estava sentado próximo ao Manson e ele tocando junto e olhando para mim e se referindo às viradas e batidas como "minhas partes", então descobri que isso era um bom sinal. O disco novo, Born Villain, é maravilhoso e depois que escutei, quis muito tocar com eles. Ele me disse que era obrigado a ouvir mais algumas pessoas no dia seguinte, mas eu tive a impressão de que ele ficou impressionado comigo e eu recebei um telefonema dele no dia seguinte, me dando boas vindas à "maior banda do mundo"!
Você acabou de dizer que o Manson ficou impressionado com você tocando. Deve ser um grande elogio por todo o seu trabalho duro?!
Sim, é sempre maravilhoso quando um artista consagrado te elogia ou mostra empolgação em fazer música com você. Meio que faz valer a pena todos esses anos de prática. Toquei no Golden Gods Revolver Awards com o Manson ontem à noite em Los Angeles.
Logo após o show, eu estava ao lado do palco pegando um pouco ar e eu vejo o MC da noite, Alice Cooper, andando pela saída do palco e eu podia ouvi-lo de longe dizendo, "Quem era aquele baterista? Quem é aquele cara? Alguém sabe quem é o baterista?"
Ele está dizendo isso bem alto e ele está andando perto de mim e eu pensando "Ele está falando de mim?" e ele me vê na saída, vem até mim, aperta minha mão e diz, "Quem é você? Você tocou muito, cara, fiquei muito impressionado!"
Eu expliquei a ele que abri o show dele na turnê com o Dolls, mas eu estava com o rosto pintado de branco, então não acho que ele tenha reconhecido. Foi um momento bem surreal e isso foi ONTEM À NOITE! Tipo, o ALICE COOPER escreveu o livro, até onde eu sei, ele ainda arrepia nos shows e ele estava me dando esse sincero elogio! Fez minha noite e são momentos como esse que valem a pena.
Nossa última pergunta: Qual conselho, não apenas aos bateristas, você daria às pessoas que tentam viver na indústria da música?
Acho que você tem que ser bom. Tenha tempo para praticar, porque quando você é mais jovem sua habilidade e diversidade, como músico, deve ser um dom. Há muita variedade na indústria, e coisas que você não tem controle, então esteja certo de fazer seu dever de casa, então você estará preparado. Acho que é importante nunca desistir e dizer que você quer tocar, gravar ou escrever. O quer que seja, já que acho que às vezes só por dizer isso, você já pode ir ao próximo passado e conseguir tocar.
Por último, acho que você precisa se apegar a isso e pensar positivamente, não deixar nada negativo ir em seu caminho; os altos são altos e os baixos podem ser bem baixos. É uma área bem difícil e está ficando mais complicada, mas é incrivelmente satisfatório fazer o que você ama e viver de tocar para as pessoas.
É uma honra para mim continuar tocando com esses músicos fantásticos na minha vida, viajar e tocar música e, para mim, tem valido todo o trabalho e sacrifício e não poderia ficar mais satisfeito por onde eu cheguei.
Essa história merece circular
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