Review do show de Londres (09/12) na revista Metal Hammer

Na edição dessa semana da revista Inglesa Metal Hammer, uma página foi reservada para falar sobre o primeiro do seis shows que a banda fez no Reino Unido em Dezembro passado. Confira a transcrição da matéria.

Obrigado ao Norsefire pelo scan.

 

Depois de duas apresentações em festivais decepcionantemente confusas, dois álbuns na média e quase dois anos depois de sua última turnê no Reino Unido, Marilyn Manson tem muito o que provar aqui essa noite. O fato é que as pessoas que esgotaram duas noites no Brixton Academy em Londres estam lá para testemunhar seu apelo resistente, apesar de muitos ataques (alguns desses nem tanto à banda, mas ao Manson). Mas quando falamos com o Manson nem há duas semanas ele nos informou que as coisas estavam melhores e os shows estavam ótimos, não menos importante porque ele está apaixonado de novo.

Quando as luzes se abaixaram e a cortina caiu, uma parede de fumaça foi desencadeada no público que vibrava, e pela primeira música estávamos todos assistindo as luzes azuis e vermelhas tentando lançar a névoa enquanto a intensamente lenta "Cruci-Fiction in Space" era performada. Não muito visível, podemos apenas ver a silhueta do cara que uma vez já chamaram de Brian. Ele não é a visão de um aterrorizante anti-establishment e anti-ele mesmo que ele já foi, mas certamente está mais lúcido e sóbrio que nas entrevistas recentes. "Disposable Teens" tem uma resposta convenientemente arrebatadora, mas a química dos tempos antigos fica aguada e mesmo seus gestos parecem forçados e dissimulados. Os rockstars frequentemente perdem o foco e começam a abusar do público, mas quando você começa a abusar e brincar irresponsavelmente com o público, o que você tem ali? Desânimo extremo? Indiferença? Com o Manson é sempre difícil dizer, e enquanto "The Love Song" e "Irresponsible Hate Anthem" ressoam para bater alegremente com os dejasustes coletados, nos perguntamos quantas pessoas querem saber se ele está sóbrio, se ele está bêbado, por que ele está mancando… conhecendo o Manson, provavelmente esse é o ponto.

O baixista Twiggy Ramirez é uma grande parte do motivo de que O Deus da Foda está feliz de novo, o que certamente o faz um valor ativo, e que talvez seja o único motivo de que sua passagem para a guitarra pareça um mal conselho: todas as músicas soaram boas, mas sem a ostentação e confiança de John 5.

O set tem umas boas músicas antigas, como "Coma White," "Rock n´ Roll Nigger" e "The Dope Show" e enquanto todas são bem vindas, parece que as melhores performances vêm do material mais novo, principalmente "Devour" que destila com amor frágil.

Ao longo do set ele está iluminado e banhado em fumaça, seus figurinos que são marca registrada foram limitadas a quase nada e a parte teatral está limitada a pegar oxigênio, derrubar o pedestal e jogar toalhas de rosto no público. Os shows de metal deveriam você se sentir extremo, mesmo que for extremamente positivo ou negativo, dependendo de quão boa ou ruim a banda é, e certamente ficar sonolento não é uma coisa boa. Como tal, o show do Manson não é um desastre e nem ótimo. Ele está mais divisionista do que nunca, e enquanto deixa muitas pessoas do público desinteressadas, a maioria está suando em um ecstasty catártico.

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