Entrevista original aqui.
O provocador do rock de 46 anos fala sobre sua amizade com Johnny Depp, pragueja antigos vícios como o absinto e mulheres complicadas e fala, também, sobre novo álbum, The Pale Emperor.
O que temos esta noite?
Johnny Depp está vindo e vamos nos tatuar. Nos conhecemos em 1998 quando lancei o Mechanical Animals, então somos amigos literalmente quase ao ponto onde nossa sexualidade poderia ser considerada questionável. Mas não beijei o Johnny. Então é mais como ter um irmão. É difícil para dois caras que nunca cresceram.
Seu novo disco, The Pale Emperor, tem uma qualidade cinematográfica.
Passei toda minha carreira anterior a este disco querendo gravar discos cinematográficos. Não estava exatamente na mentalidade exata que estou agora quando fiz alguns dos meus antigos álbuns. Não me fez tão poderoso, e faltava confiança, certeza e intimidação. A música The Mephistopheles of Los Angeles é sobre eu recuperando o orgulho em mim mesmo.
Você tem regras para escrever uma música?
Não confundir as strippers. Tenha certeza que você irá criar uma batida que faça ela dançar. Ela está trabalhando para conseguir dinheiro para a faculdade ou qualquer coisa assim.
Você fez o papel de um presidiário na última temporada de Sons of Anarchy. Você disse que pegou o papel para deixar seu pai orgulhoso. Deu certo?
Ele amou. Meu pai costumava andar de moto e Sons of Anarchy é seu seriado favorito. Fui até Ohio para o velório da minha mãe e queria fazer algo para distraí-lo um pouco. Estou sentado na mesa com meu empresário na casa dos meus pais e ele recebeu uma mensagem de que eu faria parte do seriado. Meu pai ficou muito animado. Meu empresário disse, "Fica melhor ainda: Você é o líder da nação ariana e vai ser pago para isso."
Você foi até à Courtney Love na première da temporada e, mais tarde, no Twitter, você comparou a experiência a um estupro na prisão. O que aconteceu?
Ela estava bem enstrecida. Ela disse que seu vestido tinha rasgado e eu disse, "Sua boceta está aparecendo?" Ela disse que não e eu disse, "Graças a Deus, isso é nojento." E então falou, "Ah, Brian…" Ela gosta de me chamar de Brian, como se eu me importasse. Acho que ela aprendeu a usar o Wikipedia.
Quando sua mãe faleceu, você escreveu um tributo dizendo que esperava vê-la novamente algum dia. Onde você acha que irá vê-la?
Se você está perguntando se acredito em céu ou inferno, eu não acredito. Se eu vê-la, espero que seja em um bom lugar. Mas quando a vida acaba, ela acaba. Daí vira algo diferente. No entanto, eu sou bem difícil de ser morto. Talvez não imortal. Certamente imortal, ou talvez mais amoral… Entre esses três, é onde eu existo.
Vinte anos atrás, Marilyn Manson era sinônimo de deboche abastecido de drogas. Como isso se compara ao Manson de hoje?
É tudo uma questão de balanço. Já estive na reabilitação, já estive em um hospício, já estive na cadeia. Não uma prisão ou algo assim – só na TV. Não diria que tenho orgulho de anunciar isso, mas faz mais de um mês que não bebo absinto. Troquei pela vodka. Comecei a fumar maconha dois anos atrás e fiquei tipo, "Nossa, consigo escutar aquela coisa na música." Entendo toda a cena musical da maconha agora.
Você gosta de alguma música pop atual?
What Goes Around do Justin Timberlake. Ring the Alarm da Beyoncé. When I Get You Alone do Robin Thicke. Isso e Girl, You'll Be a Woman Soon do Urge Overkill estão na minha categoria "música de estupro". Elas parecem inócuas, mas são bem… struggle snuggle (NT: Não há tradução para este termo. É usado nos EUA como uma gíria para estupro). É assim que falamos na prisão: Um struggle snuggle.
Você malha?
Tenho treinado bastante porque quero brigar com as pessoas. Não sei por quê. Pensei que seria um novo hobby legal. No passado eu começava a brigar e não terminava porque tenho um guarda costas. Mas eu quero ser bom nisso.
Você foi casado uma vez e noivo outras duas. Você fará isso de novo?
Não, não acho que quero ter compromisso de novo. Sou um imã para vadias doidas. Sou difícil de namorar? Porra, sim. Tenho ereção todos os dias? Porra, sim. Aí vai: Coloque isso em uma camiseta.
Falando em casamento, Charles Manson está sendo amarrado. Você será convidado?
Não sei se serei convidado, e nem entendo como isso poderia acontecer. Eu tendo a ficar fora dessa coisa do Manson. Não estou zombando ele, e nem enaltecendo. Estou simplesmente estabelecendo seu lugar na história. Então, acho que vou fazer uma tatuagem agora.
O que você vai tatuar?
Será FATED, FAITHFUL, FATAL. É de uma das minhas músicas novas. Vou fazer ao redor do pescoço, estilo gangster. Só preciso achar a fonte certa para ficar super, super, extra gay – como ficaria na cadeia.
Essa história merece circular
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