Entrevista com o Ginger adicionada

Como prometido no dia do up massivo de fotos do baterista Ginger Fish, traduzimos uma das poucas entrevistas que ele deu ao longo da carreira. A entrevista aconteceu em 2000, feita para o Guitar Center. Ele fala sobre seus equipamentos pessoais, da convivência com Manson, composições e como a banda se comporta em estúdio.

Confira trechos da entrevista:

GC: Você fica ocupado o show inteiro.

Fish: Sim, eu faço o show ao vivo. Praticamente de música à música. Fico tentando ler a mente do Manson e tentando descobrir o que ele vai falar e quando ele quer que a música comece! Eu começo e paro a cada música. Tenho que escutar a tonalidade de sua voz. Quando ele pronuncia com certo timbre ou grito, eu sei que é pra música começar. Às vezes não consigo captar isso e começo quando ele não quer que comece. Se ele ainda queria falar alguma coisa, se vira, joga água em mim ou coisas do tipo. É um trabalho de ler e adivinhar sua mente.

GC: Parece difícil! Mas ele não muda a ordem das músicas, muda?

Fish: Sim! Conheço muitas pessoas que começam e terminam da mesma maneira. Eles geralmente apertam o play do aparelho, ou coisa do tipo, e o show acontecerá dessa maneira do início ao fim. Manson não é assim. Ele, no meio da noite, pula uma música ou quer ir para outra diferente. Ou então irá até o baixista e dirá em seu ouvido qual música é para ser tocada e eu fico sem saber o que tocar até ouví-lo tocar! Então é intuitivo estar no palco com o Manson. Não há muita organização. Ou melhor, é muito organizado, mas de uma forma caótica. Quer dizer, você só tem que saber o que vai acontecer. Como eu disse, já fui atingido na cabeça, minha bateria já foi destruída. Eles acabam o show antes e você simplesmente não sabe o que vai acontecer. Toda vez que subo no palco, repito na minha mente "este é o último show que faço com esses caras!"

GC: Você leva para o estúdio muitas partes da bateria a fim de ter opções e variedade?

Fish: Tento levar tudo que posso. Mas o último produtor que trabalhou conosco alugou todos os sets de bateria da cidade. Ele foi a mais ou menos 3 empresas! Ele foi na Drum Paradise, Drum Doctors, todas as lojas! Primeiro, alugou todos os sets que você pode imaginar. Depois, montou cada bateria em uma sala e ouviu uma por uma, com um microfone em cada canto, para só aí decidir qual seria usada.

 

Para ler a entrevista traduzida na íntegra, clique aqui.

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