Aos 43 anos, o shock rocker Marilyn Manson não vê nenhum motivo para mudar. O músico de Los Angeles ainda ultrapassa barreiras, borra linhas pela arte e infiltra sua música com arrogância sarcástica. Seu oitavo álbum de estúdio, Born Villain, é sobre levar tudo isso um pouco além.
Falando de sua casa em Los Angeles, Manson está mais falante que o esperado – ele demorou sete minutos para responder uma única pergunta. Ele é um homem possuído pela personagem que ele criou e a música que ele faz. Ainda mais, Born Villain é provavelmente um dos discos com mais hype e ainda nem foi lançado.
É o primeiro disco do Manson com a Cooking Vinyl após vários anos com a Interscope, a gravadora que lançou seu álbum de estreia em 1994, Portrait of an American Family e o Antichrist Svperstar de 1996, entre outros.
"Simplesmente o novo disco tem a mesma ambição e determinação de como eu comecei a fazer música," Manson diz.
"Deixei meus pertences guardados e fui fazer a tarefa. Para mim, desconectar da minha vida para focar nesse álbum me permitiu ser mais criativo e ambicioso. Eu quis pouca distração. Faz com que o desafio seja mais excitante."
"Esse álbum é cheio da minha personalidade. É sarcástico, arrogante e sujo e baseado nos meus dois autores favoritos – The Flowers of Evil do Charles Baudelaire e Macbeth de Shakespeare. Eles se relacionam muito comigo."
Manson juntou-se ao ator Shia LaBeouf para fazer um trailer promocional para o álbum. O resultado é obscuro, intenso, com imagem vindo da película dos anos 1970, A Montanha Sagrada, de Alejandro Jodorowsky e o curta metragem de 1929 feito por Luis Buñuel e Salvador Dalí, Um Cão Andaluz. É tão gráfico quanto o que você espera do Manson.
"Não acho que seja chocante, é arte, é uma forma de expressão," Manson diz. "Trabalhar com o Shia foi demais. Nos conectamos e ele entende totalmente da onde venho."
Manson cresceu em Ohio como um filho único, embarcando em uma carreira no jornalismo antes de focar-se em sua banda em tempo integral.
Enquanto tinha a terefa de entrevistar o Nine Inch Nails no começo dos anos 1990, Manson uniu-se ao frontman Trent Reznor. A epônima banda subsequentemente entrou em turnê com o Nine Inch Nails e Reznor acabou produzindo três discos do Manson.
Entrar em turnê com um dos pioneiros da música industrial foi a colaboração perfeita e uma que ajudou a dar um empurrão em sua carreira.
Manson sustentou uma vida nos holofotes. Sua bonda vendeu 50 milhões de álbuns ao redor do mundo e experenciou uma reação dos Cristãos. Ele tem sido rotulado como um Satanista – não que isso o preocupe mais.
Ele prefere quartos gelados e escuros, dormindo durante o dia e emergindo apenas à noite. "É uma vida que eu me acostumei, é o meu jeito de ser," Manson diz.
Ele é o mesmo homem que era com 20, 30 anos? Marilyn Manson já cansou de viver a parte teatral? "Não é que eu seja um suicida ou niilista, mas muito do esforço vai em viver e ser o que eu sou," Manson diz.
"Mas não consigo imaginar minha vida sem tudo que eu criei. É uma situação de duplo vínculo."
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