Marilyn Manson está, atualmente, recebendo reações da direita que incluem condenações e processos de quase todo tipo. Manson, ao que parece, foi acusado de tudo; de provocar suicídio adolescente até causar o extravio da direção rotacional de Júpter (obviamente ele é um cara muito ocupado).
A freelancer Gabriella da NY Rock recentemente teve uma breve conversa com o Manson, em que ela discutiu esses tópicos e outros assuntos com a estrela controversa. Gabriella começou a entrevista falando sobre outra coisa: A contribuição do Manson no filme “A Estrada Perdida” de David Lynch…
Você atuou brevemente, junto com o Twiggy, no filme “A Estrada Perdida”. Como isso aconteceu?
Já conhecíamos o Lynch faz tempo e por sempre estarmos em contato, ele nos pediu para atuar em seu filme e escrever uma música para a trilha sonora.
Você gostou do resultado final?
Sim. Definitivamente é um dos melhores filmes dele. A dimensão em que ele conta a história é diferente. É completamente diferente de outras estruturas, mas ainda não entendi totalmente o que ele está tentando dizer…
Ouvi dizer que você planeja trabalhar com o W.A.S.P. É verdade ou apenas outro boato?
[A banda] talvez tenha pensado sobre isso, mas eles nunca me perguntaram. Parece que eu não estava incluído nos planos – e isso acontece frequentemente.
Você disse uma vez que os shock rockers do W.A.S.P estavam entre as suas maiores influências, mas o novo álbum, "K.F.D." soa como se eles estivessem tentando te copiar…
Não vejo conexão alguma entre nós e o W.A.S.P. e eu não chamaria nossa música de “shock rock”. Acho que é algo que as pessoas que escrevem sobre nós, colocou. Quando eu fui pro colegial, achava o W.A.S.P. uma banda muito boa, mas isso faz tempo. Ainda gosto de alguma coisa antiga deles, mas no momento não vejo por que nós deveríamos colaborar com eles. Não é algo que eu esteja realmente interessado.
É verdade que o Billy Corgan do Smashing Pumpkins e o Marilyn Manson estão planejando trabalhar juntos em um álbum?
Estamos planejando gravar um novo álbum em Novembro ou Dezembro, mas ainda não escrevemos nada. Só pensamos que Novembro ou Dezembro seria uma época boa.
Mas você planeja uma colaboração com o Sneaker Pimps…
Sim, vamos gravar uma música (“Long Hard Road Out of Hell”) juntos para uma trilha sonora.
Sobre o que é o filme?
O filme [Spawn] é sobre um cara que é morto e está condenado a encontrar um caminho de volta a sua antiga vida e encontrar sua mulher que o deixou e deixar as coisas no lugar. É uma das histórias heróicas que o público Americano adora. A história é baseada em uma história em quadrinhos muito popular.
Você ganhou um processo contra o governador de New Jersey quando ele tentou te banir de tocar no Giants Stadium durante a turnê do Ozzy Osbourne. Você acha que foi uma vitória da arte sobre a burocracia?
Definitivamente! Fomos a primeira banda que eles tentaram anular a performance no Giants Stadium e apenas o fato de que os levamos ao tribunal e vencemos, cria uma esperança de que algo desse tipo irá acontecer de novo.
O Ozzy te ajudou?
Basicamente. Determinamos isso e lutamos com o processo da nossa maneira, mas foi bom saber que ele esteve lá conosco. Coisas desse tipo aconteceram com ele durante a carreira, então ele entendeu pelo que estávamos lutando: A liberdade da arte.
A revista Inglesa Kerrang! Disse que uma garota na Austrália tentou cometer suicídio porque ela era muito nova para ir ao seu show.
Não fiquei sabendo. Essa é a primeira vez que ouço falar disso, mas caso seja verdade – alguém deveria ter dado a ela o ingresso para o show.
Você se sente responsável se seus fãs chegam nesses extremos?
Não acho que ninguém deva se sentir responsável se eu cortar meus pulsos. Várias pessoas diferentes vêm aos nossos shows, pessoas que nos amam e que nos odeiam. Algumas pessoas reagem de maneira estranha. Talvez seja o modo que eu apresento as coisas. Faço isso de um jeito extremo, que provoca reações extremas.
Acho muito interessante como as pessoas reagem de maneira diferente, não importa o jeito. Acredito que as pessoas se comportem de maneira diferente para chamar a atenção, e todos nós precisamos de atenção.
Você vê muitos fãs estranhos nos seus shows?
Há muita gente, então é difícil focar minha atenção a apenas uma pessoa. Quando eu olho para o público, vejo muitas pessoas que fazem todos os tipos de coisas estranhas para chamar a minha atenção.
Há algumas garotas que nos acompanham por toda a América e elas estão sempre na grade. Elas se vestem como nós e cada vez que tocamos uma música, parece ser uma experiência emocional intensa para elas.
Mas você disse que não gosta de ser copiado e que o individualismo é a coisa mais importante.
É o jeito que elas se expressam, o jeito que elas ficam felizes. Se eu as julgar, me coloco no mesmo barco que as pessoas que tentam me criticar e tentam me parar de fazer shows. Se elas estão felizes com isso, quem sou eu para condená-las?
Por Gabriella.
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