Manson participa do Cannes Lions; veja detalhes

Manson participou da última edição do Cannes Lions, uma reunião anual dos profissionais de marketing. Este ano ocorre entre os dias 21 e 27 de Junho, na França. Veja abaixo um resumo do que o Manson disse, feito pelo site Page Six:

A América precisa de alguém como eu!

Marilyn Manson compartilhou sua sabedoria sobre permanecer autêntico como um artista com a propaganda e tecnologia em Cannes Lions, e concluiu, "A América precisa de alguém como eu para não ser tão ruim."

O roqueiro, falando no Grey Music Seminar com Tor Myhren do Grey Group, descreveu como sobreviveu a uma longa carreira como um dos artistas mais controversos e polarizadores, explicando que é porque ele permaneceu verdadeiro a ele mesmo, "É difícil porque você não quer virar uma caricatura de si próprio, e você não quer ser um clichê… às vezes me pergunto se me destaquei mais do que devia."

Ele continuou, "Você tem de questionar estas coisas. Eu ainda me animo cantando ao vivo, mas quando você vê a reação imediata de um público, é como ser um ator de teatro, é algo que você não consegue sendo um escritor ou publicitário… É quase ritualístico." Mas ele acrescentou, "Não gosto de ser uma celebridade."

"Uma das primeiras perguntas que me fizeram quando eu comecei na música, foi, "Você tem medo de que sua imagem ficará à frente de sua música?" e eu disse, "Não, tenho medo de que minha música fique à frente da minha imagem," respondeu com ironia.

Em uma entrevista onde ele compartilhou uma série de histórias aleatórias, piadas e anedotas, Manson, vestido da cabeça aos pés de preto, usando óculos escuros e maquiagem leve, disse, "Quando eu era bem jovem, meu pai me disse, após me ensinar a ser um atirador de elite – ele esteve no Vietnã, "Filho, vou te dar três conselhos, se você estiver com uma mulher, jogue suco de limão nela, se ela gritar, não faça sexo, ela tem doença." O segundo, "Filho, quando você tiver um trabalho, demita alguém no primeiro dia, assim todos irão te temer."

Deixando claro seus comentários sobre ser um artista, ele acrescentou, "Acho que as pessoas têm de acreditar em você; fingir é fácil, é fácil de criar coisas que são falsas. Meu nome são dois nomes falsos. Hoje em dia os jovens estão mais cínicos porque têm mais informação… Você não consegue vender algo que é falso."

Marilyn Manson "America needs someone like me to not suck as much as it could" #Canneslions pic.twitter.com/p1XsmAAPQf

— Page Six Emily (@PageSixEmily) June 22, 2015

"Ter um avatar ou um personagem online não é ter uma personalidade, também, quando todo mundo pode ser famoso, pra mim não é um desafio – fica mais fácil, faz com que os melhores subam ao topo. Qualquer um pode fazer música, e ser famoso."

Ele falou sobre o efeito do massacre de Columbine (1999) em sua carreira após ele ser, inicialmente, culpado pela tragédia quando foi dito errôneamente que os assassinos eram afetados pela sua música, "Quando Columbine aconteceu, realmente destruiu a minha carreira completamente, os cassinos e estabelecimentos não queriam marcar meus shows, foi realmente um golpe que me pegou de surpresa, pois eu não só não tinha feito nada, mas eles também não eram fãs meus, eu sentei e assisti a TV, ao vivo, quando disseram que eles [os atiradores] estavam utilizando maquiagem parecida com a do Manson, e camisas do Manson, e na realidade, descobrimos depois que não eram sequer meus fãs, mas depois que as rodas começam a girar… Eu neguei toda e qualquer entrevista pedida pela imprensa na época, por que eu achei que isso daria à eles exatamente o que eles queriam."

Manson descreveu como foi ser entrevistado por Michael Moore em "Bowling for Columbine," e acrescentou, "Eu comecei a falar sobre como tem uma gigantesca campanha do medo que realmente controla a maior parte da América, e é por isso que mando cumprimentos pra França, por que eu olho pra América do mesmo jeito que um estrangeiro olharia. Muitas pessoas me perguntam se eu me tornaria um ex-patriota, e eu considerei a ideia, mas eu acho que a América precisa de alguém como eu pra que ela não seja tão merda quanto poderia ser. 

"Se você acha que minha música os fez [os atiradores] fazerem algo – o que não fez, pois eles não eram fãs – o que você acha que EU faria?"

Sobre a atual natureza da fama, ele acrescentou, "Ficou muito mais difícil de manter o que eu gosto de chamar de 'não esvaziar o pote do mistério', que muitas pessoas sabem muito da sua vida."

"Ás vezes você termina virando exatamente o que você luta contra. Se você está contra a cultura pop, você vira uma parte dela. Quando faço música, eu sou meu pior crítico. Eu não gosto de ler críticas, a menos que sejam boas, eu não me guio por elogios… as pessoas tem uma opinião nai nternet, mas eles estão todos escondidos por trás do manto da internet."

 O site likedin publicou um artigo sobre as cinco lições que podem ser aprendidas com o Manson sobre marketing. Um resumo deste artigo, em português, pode ser lido aqui.

No Youtube, destaques da participação do Manson podem ser assistidos a partir dos 3:40min.

Vídeo do YouTube

 
Fonte: Provider Module

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