Quando o Marilyn Manson passou de um artista niilista e industrial para um glam relativamente previsível durante a última década, não houve tanto impacto.
Sua música faltava pungência e os shows da banda não tinham aquele senso palpável de perigo e imprevisibilidade.
Mas Manson, que irá tocar na Sexta-Feira no Susquehanna Bank Center, teve o senso de retornar ao seu antigo som com o último disco, Born Villain, que está cheio de músicas que são fúnebres, espirituosas e ofensivas.
Manson, 43, explica por que ele retornou à sua força musical, ri de uma banda popular por ensaiar antes de um show e revela o que ele faz antes de entrar no palco. Manson também fala sobre como foi sair com o John Mayer e dá detalhes de como ele tentou batê-lo com sua meia.
Por que voltar à sua raiz musical com o Born Villain?
Eu estava voltando ao começo. Quando você vê um pavão com suas penas à mostra, você percebe que as penas têm que estar à mostra e isso tem relação comigo. Eu perdi minhas raízes, as coisas que me inspiravam, tipo o Ministry, The Sex Pistols e The Stooges e estou animado de voltar àquilo.
Mas por que você deixou essa zona?
É tipo quando você recebe um C pela primeira vez na escola, não que tenha alguma vez prestado atenção nas notas quando eu ia para a escola. Mas você quer ir de umC para um A. Mas você está fazendo isso pelo motivo errado. Esse era eu nos anos recentes. Há uma diferença entre querer fazer melhor e querer agradar as pessoas.
Você talvez seja nosso último rockstar. A cena no backstage mudou. As bandas ensaiam, não se comprometem com o deboche. Acho que é diferente com o Marilyn Manson.
Absolutamente. Você está certo sobre a cena no backstage. E eu estava no backstage em uma turnê e eu podia ouvir "la la la" e eu não vou citar nomes, Linkin Park, mas eles só não estavam sóbrios, não que eu esteja julgando o Linkin Park, mas eles estavam improvisando de forma acústica. Como se fosse um unplugged, como se alguém se importasse com isso ainda. Eu ando usando uma faixa rosa no meu rosto, parecendo alguém que não deveria estar por perto de crianças ou instrumentos acústicos. Eu disse, "Não quero interromper vocês. Vocês estão escrevendo uma música?" "Não, estamos ensaiando". E então eu disse, "Mas vocês vão tocar daqui um minuto". Me impressionou, já que eu estava sendo fodido e fazendo sexo, que foi o que disse a eles. Pode soar grosseiro, mas era verdade.
Ninguém ensaiava antes de um show na geração passada.
Exatamente!
Por volta de 20 anos atrás, muita coisa mudou no mundo do rock.
Você está falando do grunge, que era o comunismo do rock. É, certamente as coisas mudaram.
É difícil dizer aos frontmen pelos fãs nessa John Mayer-ização do rock.
(Ri histericamente). Eu o conheci logo após ele ter problemas por dizer a palavranigger (durante uma entrevista para revista Playboy). Você não quer dizer essa palavra, mesmo que você seja negro, porque você vai se dar mal. Ele não inspirava confiança, era reservado e estranho. Mayer me convidou para sua sala e ele me mostrou sua coleção de relógios Rolex. Cada um custa uns 20 mil dólares. Por que você precisa de um relógio? Eu tenho um iPhone. Eu estava contemplando ir até o banheiro, colocar quaisquer objetos de metal que eu tivesse na minha meia e enrolar ele. E quando ele dissesse às pessoas, "Marilyn Manson roubou meus relógios", quem acreditaria nele?
Quando criança, você já sonhou ou teve alguma ideia de que você viraria um rockstar?
Lembro de ouvir Strange Days do The Doors. Eu roubei o cassete da biblioteca e pensei que seria legal cantar e ser como o Jim Morrison algum dia.
Recentemente você não teve uma chance de tocar com os membros vivos do The Doors?
Sim. Há umas semanas na Europa (NT: Na verdade, foi em Los Angeles, nos Estados Unidos). Estive no palco com o Robbie Krieger e o Ry Manzarek para tocarPeople Are Strange, Love Me Two Times, e a minha música favorita do The Doors,Five to One. Eu senti o espírito. O Ray Manzarek disse que eu lembrava o Jim Morrison, já que eu sou temperamental como ele era.
Essa história merece circular
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