O site MetalHammer escutou nove músicas do CD novo, "The High End of Low" e fez uma review. Além disso, mais três nomes foram revelados: Blank and White, Wight Spider e Running to the Edge of the World.
Leia a review abaixo.
Metal Hammer escutou mais nove músicas do novo álbum do Manson, 'The High End of Low'. Ele ficou manco com a queda? Venha e descubra.
Devour
A primeira das 8 músicas, abre com um clássico 'barulho' Manson-esque – correndo em loop ou algo assim. Esse si seguido por uma guitarra limpa e melódica dedilhando o pescoço, no qual soa surpreendentemente gentil e serena – bem não-Manson – mais como um pós-hardcore como Isis ou Russian Circles. Quando sua voz se junta ao baixo e guitarra, volta ao bom e velho alien torturado do Mechanical Animals – muito superior e mais sério que o último CD (o que foi chamado de novo?). O refrão, "Eu vou te amar, se você me deixar" soa antes as guitarras pesadas e boas baterias mixam propriamente – mas só 3 minutos depois e por só 40 segundos. A faixa alcança sua crescente com a repetida frase "Eu não consigo dormir, até te devorar" gritada. Essa é a melhor desde de This is the New Shit do The Golden Age of Grotesque.
Leave a Scar
A música explode com bateria, baixo e um riff jactante de guitarra com uma camada de guitarra alta que subside você antes que você consiga agarrar, e os vocais arrebentam. Essa música de tempo 4/4 são forragens vagarosamente dançantes e os refrões articulados "tudo que não te mata vai te deixar uma marca" são como hinos de Manson por excelência. O riff denso e insistente volta com a guitarra distorcida em loop que grita novamente aos vocais do Manson. Seu tom aqui no verso é menos emocional, mas o meio tem sua assinatura dividindo harmonias usando falsetes e o efeito vocativo misterioso.
Four Rusted Horses
Soando como Seasick Steve, a música abre com uma guitarra acústica inspirada na América. A voz de Manson em breve se junta ao conjunto – com cordas sintetizadas – remanescente de "Coma White". A música te mantém aguardando um refrão massivo como a ponte te provoca com o que nós amamos – gritos de Manson numa enorme explosão e guitarras ma-hoo-sive. A música cresce de baixo, com camadas sendo adicionadas, apenas para ser despojado novamente. Porra, provoca. Manson sempre foi bom em tragédias autobiográficas por usar uma extensa metáfora (ousamos dizer 'conceito') É menos claro aqui o que talvez seja, mas a letra "Todos virão ao meu funeral para terem certeza que permaneço morto" nos dão dicas de uma falsa-perseguição completa (embora a história de Manson de narrativas complexas, alegoria e irnoria serão impossíveis de dizer até o que ele quer nos dizer). Infelizmente o clímax nunca acontece e a música vai sumindo em feedback até desaparecer. Sonicamente esse é outro passo a frente para Manson, mas musicalmente perde os picos que nos deixam ansiosos.
Arma-Goddamn-Motherfuckin'-Geddon
Linhas de baixo pesadas, batida estampada e um refrão glam muito tradicional são as ordens do dia. Isso é glam rock tingindo o que realmente brilha através da música, acenando à sua propenção ao rock dos anos 70, mas com uma sombra industrial do Manson antigo.
Semelhante ao trabalho do Manson na 'Rock is Dead' (embora com um som que é mais sinistro do que o que estava evidente no Mechanical Animals), não ecoa a escuridão dos primeiros trabalhos do Manson, mas é uma das com mais qualidade que ele fez em muito tempo.
É ótimo ouvir o Manson sendo genuinamente provocador de novo, jogando o perigo ao vento com o par de versos "Foda a porra da TV e o rádio/foda os criadores de hits, estou levando crédito pelo pedágio da morte". Ele talvez não seja tão perigoso quanto apareceu, mas é bom ver Manson usando um daqueles dedos do meio que ele nasceu certa vez.
Blank and White
Manson sempre teve uma fascinação com o glam dos anos 70: Os gostos de Slade à T-Rex e David Bowie, e essa música tem essas características, e a guitarra densa, é como um riff do Aerosmith antigo. O tempo está de volta e as melodias, letras e ritmos todos combinam para um efeito maravilhoso no refrão. Novamente, enquanto a matéria não é totalmente transparente, parece ser sobre "jovens estúpidas" e seu gosto por músicas/bandas. É interessante que Manson parece ter abandonado bastante a base "metal" do seu som, apenas adicionando em solos distorcidos e camadas de guitarras para previnir a natureza despojada do resto das músicas. O refrão final aqui é um pico do álbum, com um solo fino e agressivo assinado, barragens de guitarras feias e Manson gritando até os pulmões saltarem… finalmente acabando com um assustador e exaustivo suspiro. Ele pode estar velho e feliz agora, mas ele ainda sabe onde a raiva mora.
Running to the Edge of the World
Com mais guitarras acústicas, esse soa como o início da carreira solo do Bon Jovi dos anos 90. Mas então as batidas eletrônicas arrasam e você sabe que a justaposição está vindo. Manson se junta com uma linha vocal triste – quase melancólia sobre casas em chamas. Juntado por cordas, as caminhadas frias e sem uma melodia vocal forte os acordes soam como 'Love is All Around' do Wet Wet Wet. O jogo de palavras inteligentes do Manson sempre foram uma de suas facetas mais encantadoras, e infelizmente ele parece ter que correr ligeiramente seco. O interessante meio não é o suficiente para salvar essa música de ser completamente monótona – especialmente quando os seis minutos e meio parecem oferecer um pouco para justificar tal comprimento.
Wight Spider
Aqui é o Manson com o estilo bombástico de volta. Acordes massivos repletos de semi-tons agourentos. Esse pode não ser o material inovador da banda, mas é o que eles fazem melhor. Vocal spooky black-glam, entregando insultos, refrões com falsetes, camadas que dançam em torno de você como se uma missa negra encontrasse o hokey-cokei. Liricamente, o tema ajusta, com acusações de "possessão" e um recorrente agressivo "você". Novamente há similaridades melódicas com o Holy Wood, mas não muito para ser embaraçoso. As estruturas pop das outras faixas do CD sumiram e o que ele aprendeu com Trent Reznor está de volta – se consciente ou não: A música cresce sem mudar de direção. Novamente os tempos mais lentos trazem o álbum médio, e você talvez se pegue querendo algo um pouco mais rápido para plugar a agressão – o tipo que você bate seu volante e você passa um Cristão Renascido que vem te bloqueando desde a estação de serviço na estrada. Ou algo assim.
We're from America
A última das 8 músicas, vê o tempo finalmente elevado com ritmo bombado e tem um riff que soa como um Manson fazendo riff do Muse e outra assinatura de Manson, os tons baixos fazendo estrondos. O tema das letras são claros e tem o bom e velho Manson que todos nós amamos: "Nós somos da América, é onde Jesus nasceu; nós somos da américa, nós falamos americano" e "Deus é uma desculpa" Há também a clara crítica ao Pró-Vida e suas políticas anti-aborto – essa é de longe a música mais diferente do CD, e se tornará sem dúvida um anti-hino na linha de The Fight Song ou The Beautiful People. Novamente, enquanto as outras músicas oferecem pouca complexidade musical, martela a mensagem e autoriza a voz de Manson a acompanhar o tom – crescendo como alguma música apocaliptica dançante – tocada por uma banda de metal.
Faixa adicional vazada:
WOW
Simplificando, The Wow é um hino do sexo denso e tingido de NIN. Genuinamente obscena e intensamente sexy. The Wow vê Manson equitando uma linha de baixo suja de Twiggy Ramirez, num estilo quase falado.
Teclados sutis lançam todo o caminho através da música enquanto gemidos sexuais femininos (ocasionalmente falados em Alemão) abundam por trás dos ruídos industriais.
WOW não tem nada no sentido de ser memorável, mas é um tipo de música que soaria muito bem numa boate gótica de strip… se existisse.
Essa história merece circular
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