Review da Metal Hammer para o The High End of Low

 

Marilyn Manson
The High End of Low
Polydor

O Deus da Foda reagrupado e rejuvenescido

RUMORES da morte de Marilyn Manson foram bem exageradas.  Parecendo firmar-se em uma trajetória descendente desde o álbum Antichrist Superstar, de 1996 – particularmente depois da saída do baixista/co-compositor Twiggy Ramirez em 2002 – o Greatest Hits de 2004, Lest We Forget, foi listado pelo próprio Manson com sua despedida, acompanhada por uma expressa intenção de concentrar-se em sua arte. Eat Me, Drink Me saiu em 2007 sem muita fanfarra. O uma vez notório Deus da Foda repentinamente ficou mais famoso por ser o ex-marido da Dita Von Teese. Mas, depois de várias formações ineficazes, uma nova esperança surgiu na forma de um velho baixista com o retorno do Twiggy em 2008. Os frutos de sua colaboração viraram o The High End of Low, talvez o melhor, mais maduro e recompensado álbum em mais de uma década.
O sucesso desse álbum deita em sua diversidade e o talento da banda por experimentar com diferentes estilos e texturas. A faixa de abertura, Devour, é uma guitarra delicadamente dedilhada que constrói algo crescente com vocais agonizados. Four Rusted Horses pula em uma direção country, como se Johnny Cash estivesse soltando sua energia através da sepultura. Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon é preocupadamente reminescente de Chain Reaction da Diana Ross antes de pegar o território do Depeche Mode. Running to the Edge of the World é uma pura balada com isqueiros no alto, como I Remember You do Skid Row ou Home Sweet Home do Mötley Crüe. I Want to Kill You Like They Do in the Movies é contruída em uma linha de baixo e um riff repetitivo que gradualmente derrapa em um pesadelo que você não consegue acordar. WOW com certeza ficaria no topo das paradas se tivesse sido gravada por Kylie e Into the Fire é um lamento dolorido no piano.
Mas se você acha que Marilyn Manson ficou suave com a idade, você está errado. Ele amadureceu, mas isso só serviu para deixar a raiva mais uniforme e direta do que a raiva de querer empurrar as pessoas para o buraco. Para todas as referências pops, há uma Pretty as a ($) que, escutando com atenção, te leva de volta para a Long Hard Road Out of Hell. Ou We’re from America que poderia ser facilmente uma resposta para Amerika do Rammstein.  The High End of Low é Marilyn Manson tocando para suas forças; é pop em seu mais obscuro, na forma mais entrelaçada e depravada, embrulhado em uma melancolia e desespero é inerentemente dolorido de escutar. Embora eles estejam com vergonha de que Tainted Love e Personal Jesus terem sido as músicas de mais sucesso até agora e corram com isso. The High End of Low é o álbum anti-pop perfeito, que Marilyn Manson tem ameaçado fazer desde que se tornaram mais um conceito do que uma banda. O retorno de Twiggy Ramirez trouxe a ele uma nova claridade e foco para o subversivo Deus da Foda, o Marilyn Manson, que pegou no meio das tetas da América em uma centrífuga há mais de uma década. Eles empurraram o envelope de um gênero há 13 anos e em 2009 ele estão prontos para pegar os odiadores novamente.

 

Fonte: MansonuUsa

 


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