E hoje, 1 de Maio, faz um ano que o Born Villain foi oficialmente lançado!
Nove meses antes, em Agosto de 2011, Manson nos deu um gostinho do que estaria por vir com o lançamento de um vídeo que serviu como uma espécie de trailer para o disco. Também intitulado Born Villain, o vídeo contém enorme referência ao filme A Montanha Sagrada de Alejandro Jodorowski, com citações que vão de Macbeth até a Bíblia, além de cenas fortes. A música usada no vídeo é uma versão, aparentemente, demo da quarta faixa do disco, Overneath the Path of Misery. O primeiro single oficial foi da música No Reflection, seguido de Slo-Mo-Tion e um vídeo com cenas de shows para a música Hey, Cruel World…, faixa de abertura do Born Villain.
É o segundo disco desde a volta do Twiggy para a banda, no final de 2007 e o primeiro com a nova gravadora, Cooking Vinyl. Por ser uma gravadora independente, a banda teve total liberdade nas composições e também na parte visual. Por isso que o trailer pode ser lançado sem qualquer tipo de censura, coisa que, se o Manson ainda estivesse com a Interscope, não teria sido possível. Para muitos, é o álbum que deveria ter sido feito após o Holy Wood (In the Shadow of the Valley of Death), principalmente pela sonoridade, que voltou a ter aquele peso e efeitos eletrônicos tão característicos ao longo da carreira. Tanto que, para o próprio Manson, o Born Villain foi como 'a volta' dele no sentido artístico. Em entrevista para o site Loudwire, ele disse:
"(…) Sabia que tinha que admitir a mim mesmo – é difícil dizer que você quer fazer uma volta, porque isso é admitir que você não estava onde você deveria, o que você costumava ser, mas o que você deveria ser. Então é quase a mesma coisa que no começo. Uma volta é quase a mesma coisa que começar novamente, onde ninguém sabe ou acredita no que você é e eu tive que dizer isso bem alto. Não tenho problema em dizer que essa é a minha volta e quando eu decido algo, estou determinado a isso. Eu não tinha esse tipo de energia e confiança simplesmente porque eu precisava reconhecer isso.
Com esse disco, eu sempre vou lembrar mais que qualquer outro. Eles não foram memórias felizes o tempo todo. Tudo tem seus altos e baixos ou você não é um artista. Se tudo é feliz, então quem vai se importar, ou se é apenas uma linha reta, eu também não vou me importar. Se é baixo, no qual é onde, às vezes, eu estive com mais frequência que no alto, não é inspirador. Então eu apenas quis fazer algo que faria com que as pessoas sentissem algo. Eu estava tocando para pessoas que eram minhas amigas. Algumas delas nunca haviam escutado minha música, nunca gostaram dela, qualquer que seja a situação… Mas é um desafio e eu adoro desafios. Eu tinha esquecido do quanto que eu adoro um desafio."
(A entrevista completa pode ser lida aqui)
Além das 13 faixas, o disco ainda conta com a cover de You're So Vain da cantora Carly Simon, que teve a participação do Johnny Depp tocando guitarra.
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